{"id":2280,"date":"2019-08-06T05:26:41","date_gmt":"2019-08-06T05:26:41","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2280"},"modified":"2019-08-06T05:26:43","modified_gmt":"2019-08-06T05:26:43","slug":"continuando-o-legado-das-apollo-estudo-mostra-que-a-lua-e-mais-antiga-do-que-se-pensava","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/08\/06\/continuando-o-legado-das-apollo-estudo-mostra-que-a-lua-e-mais-antiga-do-que-se-pensava\/","title":{"rendered":"Continuando o legado das Apollo: estudo mostra que a Lua \u00e9 mais antiga do que se pensava"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.portal.uni-koeln.de\/sites\/uni\/_processed_\/9\/1\/csm_20190729_mondalter_5a023f844f.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"600\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/csm_20190729_mondalter_5a023f844f.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2281\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/csm_20190729_mondalter_5a023f844f.jpg 800w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/csm_20190729_mondalter_5a023f844f-300x225.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/csm_20190729_mondalter_5a023f844f-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><figcaption>Amostra 12054 das Apollo: esta amostra \u00e9 um basalto de ilmenita recolhido durante a Apollo 12. Tem vidro, depositado pelos &#8220;salpicos&#8221; de material quando outro basalto foi atingido por um impactor. Amostras como a 12054 permitem-nos reconstruir a hist\u00f3ria da Lua com as hist\u00f3rias que contam.<br>Cr\u00e9dito: Maxwell Thiemens, 2019<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Um novo estudo encabe\u00e7ado por cientistas da Terra no Instituto de Geologia e Mineralogia da Universidade de Col\u00f3nia limitou a idade da Lua at\u00e9 aproximadamente 50 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s a forma\u00e7\u00e3o do Sistema Solar. O Sistema Solar foi formado h\u00e1 4,56 mil milh\u00f5es de anos e a Lua h\u00e1 aproximadamente 4,51 mil milh\u00f5es de anos. O novo estudo determinou assim que a Lua \u00e9 significativamente mais velha do que se pensava anteriormente &#8211; investiga\u00e7\u00f5es anteriores estimaram que a Lua se tinha formado aproximadamente 150 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s a forma\u00e7\u00e3o do Sistema Solar. Para alcan\u00e7ar estes resultados, os cientistas analisaram a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica de uma gama diversificada de amostras recolhidas durante as miss\u00f5es Apollo. O estudo foi publicado na revista Nature Geoscience.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 21 de julho de 1969, a humanidade deu os seus primeiros passos noutro corpo celeste. Nas suas poucas horas \u00e0 superf\u00edcie da Lua, a tripula\u00e7\u00e3o da Apollo 11 recolheu e trouxe para a Terra 21,55 kg de amostras. Quase exatamente 50 anos depois, essas amostras ainda nos ensinam mais sobre os principais eventos do Sistema Solar primitivo e sobre a hist\u00f3ria do sistema Terra-Lua. A determina\u00e7\u00e3o da idade da Lua \u00e9 importante para entender como e quando a Terra se formou e como evoluiu no in\u00edcio do Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p>Este estudo foca-se nas assinaturas qu\u00edmicas de diferentes tipos de amostras recolhidas pelas diferentes miss\u00f5es Apollo. &#8220;Ao comparar as quantidades relativas de diferentes elementos nas rochas que se formaram em diferentes \u00e9pocas, \u00e9 poss\u00edvel aprender como cada amostra est\u00e1 relacionada com o interior lunar e com a solidifica\u00e7\u00e3o do oceano de magma,&#8221; disse o Dr. Ra\u00fal Fonseca da Universidade de Col\u00f3nia, que estuda processos que ocorreram no interior da Lua em experi\u00eancias de laborat\u00f3rio juntamente com o seu colega Dr. Felipe Leitzke.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lua provavelmente formou-se no rescaldo de uma colis\u00e3o gigante entre um corpo planet\u00e1rio do tamanho de Marte e a Terra primitiva. Com o tempo, a Lua acretou-se da nuvem de material lan\u00e7ada para \u00f3rbita da Terra. A Lua rec\u00e9m-nascida estava coberta por um oceano de magma, que formou diferentes tipos de rocha \u00e0 medida que este arrefecia. &#8220;Estas rochas registaram informa\u00e7\u00f5es sobre a forma\u00e7\u00e3o da Lua e ainda podem ser encontradas hoje na superf\u00edcie lunar,&#8221; explicou o Dr. Maxwell Thiemens, ex-investigador da Universidade de Col\u00f3nia e autor principal do estudo. O Dr. Peter Sprung, coautor do estudo, acrescentou: &#8220;Tais observa\u00e7\u00f5es j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o poss\u00edveis na Terra, pois o nosso planeta tem estado geologicamente ativo ao longo do tempo. A Lua, portanto, fornece uma oportunidade \u00fanica para estudar a evolu\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas de Col\u00f3nia usaram a rela\u00e7\u00e3o entre os elementos raros h\u00e1fnio, ur\u00e2nio e tungst\u00e9nio como uma sonda para compreender a quantidade de fus\u00e3o que ocorreu para gerar os mares bas\u00e1lticos, isto \u00e9, as regi\u00f5es escuras na superf\u00edcie lunar. Devido a uma precis\u00e3o de medi\u00e7\u00e3o sem precedentes, o estudo p\u00f4de identificar tend\u00eancias distintas entre os diferentes conjuntos de rochas, o que agora permite uma melhor compreens\u00e3o do comportamento destes elementos raros.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo do h\u00e1fnio e do tungst\u00e9nio na Lua s\u00e3o particularmente importantes porque constituem um rel\u00f3gio radioativo natural do is\u00f3topo h\u00e1fnio-182 que decai para tungst\u00e9nio-182. Este decaimento radioativo s\u00f3 teve lugar nos primeiros 70 milh\u00f5es de anos do Sistema Solar. Combinando as informa\u00e7\u00f5es de h\u00e1fnio e tungst\u00e9nio medidas nas amostras das Apollo com informa\u00e7\u00f5es de experi\u00eancias de laborat\u00f3rio, o estudo descobriu que a Lua come\u00e7ou a solidificar-se t\u00e3o cedo quanto 50 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s a forma\u00e7\u00e3o do Sistema Solar. &#8220;Esta informa\u00e7\u00e3o sobre a idade significa que qualquer impacto gigantesco deve ter ocorrido antes, o que responde a uma quest\u00e3o ferozmente debatida entre a comunidade cient\u00edfica sobre a forma\u00e7\u00e3o da Lua,&#8221; acrescentou o professor Dr. Carsten M\u00fcnker do Instituto de Geologia e Mineralogia da Universidade de Col\u00f3nia, autor s\u00e9nior do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Maxwell Thiemens conclui: &#8220;Os primeiros passos da Humanidade noutro mundo, h\u00e1 exatamente 50 anos, produziram amostras que nos permitem entender o tempo e a evolu\u00e7\u00e3o da Lua. Dado que a forma\u00e7\u00e3o da Lua foi o maior evento planet\u00e1rio final ap\u00f3s a forma\u00e7\u00e3o da Terra, a idade da Lua tamb\u00e9m fornece uma idade m\u00ednima para a Terra.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.portal.uni-koeln.de\/9015.html?&amp;L=1&amp;tx_news_pi1[controller]=News&amp;tx_news_pi1[action]=detail&amp;tx_news_pi1[news]=5428&amp;cHash=55aa00c97b4c5221c780d120dbdbdfb5\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Col\u00f3nia (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41561-019-0398-3\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Geoscience)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/moon-older-than-thought-apollo-lunar-rocks.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/143025\/the-moon-is-older-than-scientists-thought\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/scientists-think-the-moon-is-much-older-than-we-thought\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-07-moon-older-previously-believed.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2019\/07\/190729111234.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Lua:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Moon\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Programa Apollo:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/apollo\/missions\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA&nbsp;<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Apollo_program\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amostra 12054 das Apollo: esta amostra \u00e9 um basalto de ilmenita recolhido durante a Apollo 12. 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