{"id":2265,"date":"2019-07-30T05:36:27","date_gmt":"2019-07-30T05:36:27","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2265"},"modified":"2019-07-30T05:36:28","modified_gmt":"2019-07-30T05:36:28","slug":"astronomos-espiam-europa-bloqueando-estrela-distante-gracas-a-missao-gaia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/07\/30\/astronomos-espiam-europa-bloqueando-estrela-distante-gracas-a-missao-gaia\/","title":{"rendered":"Astr\u00f3nomos espiam Europa bloqueando estrela distante &#8211; gra\u00e7as \u00e0 miss\u00e3o Gaia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No dia 31 de mar\u00e7o de 2017, a lua de J\u00fapiter Europa passou em frente de uma estrela de fundo &#8211; um evento raro que foi capturado pela primeira vez por telesc\u00f3pios terrestres gra\u00e7as aos dados fornecidos pela nave Gaia da ESA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Anteriormente, s\u00f3 se tinha conseguido observar apenas outras duas luas de J\u00fapiter &#8211; Io e Ganimedes &#8211; durante um evento como este.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gaia opera no espa\u00e7o desde o final de 2013. A miss\u00e3o visa produzir um mapa tridimensional da nossa Gal\u00e1xia e caracterizar as in\u00fameras estrelas que chamam a Via L\u00e1ctea de lar. Tem sido imensamente bem-sucedida at\u00e9 agora, revelando as posi\u00e7\u00f5es e movimentos de mais de mil milh\u00f5es de estrelas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2017\/03\/jupiter_s_largest_moons\/16855795-1-eng-GB\/Jupiter_s_largest_moons.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"492\" height=\"700\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Jupiter_s_largest_moons_node_full_image_2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2266\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Jupiter_s_largest_moons_node_full_image_2.jpg 492w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Jupiter_s_largest_moons_node_full_image_2-211x300.jpg 211w\" sizes=\"auto, (max-width: 492px) 100vw, 492px\" \/><\/a><figcaption>Este &#8220;retrato de fam\u00edlia&#8221; mostra uma composi\u00e7\u00e3o de imagens de J\u00fapiter, incluindo a sua Grande Mancha Vermelha e as suas quatro maiores luas. De cima para baixo, as luas s\u00e3o Io, Europa, Ganimedes e Calisto. Europa tem quase o mesmo tamanho que a Lua da Terra, enquanto Ganimedes, a maior lua do Sistema Solar, \u00e9 maior do que o planeta Merc\u00fario. Enquanto Io \u00e9 um mundo vulcanicamente ativo, Europa, Ganimedes e Calisto s\u00e3o gelados e podem ter oceanos de \u00e1gua l\u00edquida sob a sua crosta. Europa, em particular, pode at\u00e9 abrigar um ambiente habit\u00e1vel. J\u00fapiter e as suas grandes luas geladas v\u00e3o ser o foco da miss\u00e3o Juice da ESA. A sonda vai percorrer o sistema joviano durante cerca de tr\u00eas anos e meio, incluindo &#8220;flybys&#8221; das luas. Tamb\u00e9m vai entrar em \u00f3rbita de Ganimedes, a primeira vez que qualquer lua, al\u00e9m da nossa, \u00e9 \u00f3rbitada por uma nave espacial. As imagens de J\u00fapiter, Io, Europa e Ganimedes foram captadas ela sonda Galileo em 1996, enquanto a imagem de Calisto \u00e9 da passagem rasante da sonda Voyager de 1979.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL\/DLR<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O conhecimento das posi\u00e7\u00f5es exatas das estrelas que vemos no c\u00e9u permite que os cientistas determinem quando v\u00e1rios corpos do Sistema Solar parecem passar em frente de uma estrela de fundo a partir de um dado ponto de vista: um evento conhecido como oculta\u00e7\u00e3o estelar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Gaia n\u00e3o \u00e9 estranho a tais eventos &#8211; o telesc\u00f3pio ajudou os astr\u00f3nomos a fazer observa\u00e7\u00f5es \u00fanicas da lua de Neptuno, Trit\u00e3o, enquanto passava em frente de uma estrela distante em 2017, revelando mais sobre a atmosfera e sobre as propriedades da lua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As oculta\u00e7\u00f5es s\u00e3o extremamente valiosas; permitem medi\u00e7\u00f5es das caracter\u00edsticas do corpo em primeiro plano (tamanho, forma, posi\u00e7\u00e3o e mais) e podem revelar estruturas como an\u00e9is, jatos e atmosferas. Tais medi\u00e7\u00f5es podem ser feitas a partir do solo &#8211; algo que Bruno Morgado (Observat\u00f3rio Nacional do Brasil e LIneA) e colegas aproveitaram para explorar a lua de J\u00fapiter, Europa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00f3s us\u00e1mos dados da primeira divulga\u00e7\u00e3o de dados do Gaia para prever que, do nosso ponto de vista da Am\u00e9rica do Sul, Europa passaria em frente de uma estrela brilhante em mar\u00e7o de 2017 &#8211; e para prever a melhor localiza\u00e7\u00e3o a partir da qual observar esta oculta\u00e7\u00e3o,&#8221; disse Bruno, l\u00edder da investiga\u00e7\u00e3o que escreveu um novo artigo que relata as descobertas da oculta\u00e7\u00e3o de 2017. O primeiro lan\u00e7amento de dados do Gaia teve lugar em setembro de 2016.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Isto deu-nos uma oportunidade maravilhosa para explorar Europa, j\u00e1 que a t\u00e9cnica fornece uma precis\u00e3o compar\u00e1vel \u00e0 das imagens obtidas por sondas espaciais.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados do Gaia mostraram que o evento seria vis\u00edvel a partir de uma faixa espessa que corta de noroeste a sudoeste toda a Am\u00e9rica do Sul. Tr\u00eas observat\u00f3rios localizados no Brasil e no Chile foram capazes de capturar dados &#8211; foram tentados um total de oito locais, mas muitos tiveram m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es climat\u00e9ricas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com as medi\u00e7\u00f5es anteriores, as observa\u00e7\u00f5es refinaram o raio de Europa para 1561,2 km, determinando precisamente a posi\u00e7\u00e3o de Europa no espa\u00e7o e em rela\u00e7\u00e3o ao seu planeta hospedeiro, J\u00fapiter, e caracterizaram a forma da lua. Ao inv\u00e9s de ser exatamente esf\u00e9rica, Europa \u00e9 conhecida por ser elipsoide. As observa\u00e7\u00f5es mostraram que a lua tem 1562 km quando medida exatamente numa dire\u00e7\u00e3o (o chamado &#8220;semieixo maior&#8221; aparente) e 1560,4 km quando medida na dire\u00e7\u00e3o perpendicular (o &#8220;semieixo menor&#8221; aparente).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/07\/upcoming_stellar_occultations_by_jupiter_s_four_largest_moons\/19642196-1-eng-GB\/Upcoming_stellar_occultations_by_Jupiter_s_four_largest_moons.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/07\/upcoming_stellar_occultations_by_jupiter_s_four_largest_moons\/19642196-1-eng-GB\/Upcoming_stellar_occultations_by_Jupiter_s_four_largest_moons_node_full_image_2.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Os astr\u00f3nomos podem aprender muito sobre um corpo celeste observando-o \u00e0 medida que passa em frente de uma estrela brilhante de fundo: um alinhamento conhecido como oculta\u00e7\u00e3o estelar.<br>Tais eventos s\u00e3o invulgares para as luas de J\u00fapiter. De facto, at\u00e9 recentemente, apenas duas das luas do gigante gasoso &#8211; Io e Ganimedes &#8211; haviam sido observadas durante oculta\u00e7\u00f5es estelares. Agora, um estudo apresenta observa\u00e7\u00f5es de outra das luas de J\u00fapiter, Europa, que obscureceu uma estrela brilhante no dia 31 de mar\u00e7o de 2017. Este evento permitiu que os astr\u00f3nomos caracterizassem melhor o tamanho de Europa, a posi\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o e em rela\u00e7\u00e3o a J\u00fapiter, e a sua forma tridimensional; eles usaram dados da primeira vers\u00e3o do dados do Gaia, lan\u00e7ada em setembro de 2016, sobre posi\u00e7\u00f5es estelares para determinar a melhor localiza\u00e7\u00e3o a partir da qual observar o evento e, posteriormente, recolheram dados de tr\u00eas observat\u00f3rios no Brasil e no Chile.<br>J\u00fapiter est\u00e1 a passar por uma regi\u00e3o do c\u00e9u que tem como fundo o Centro Gal\u00e1ctico, tornando mais prov\u00e1vel que as suas luas passem em frente de estrelas brilhantes de fundo. Com isto em mente, os investigadores tamb\u00e9m previram as datas e hor\u00e1rios para v\u00e1rias outras oculta\u00e7\u00f5es de 2019 a 2021. Est\u00e3o previstos sete eventos futuros: oculta\u00e7\u00f5es estelares de Europa (22 de junho de 2020), Calisto (20 de junho de 2020 e 4 de maio de 2021), Io (9 e 21 de setembro de 2019, 2 de abril de 2021) e Ganimedes (25 de abril de 2021).<br>Os tempos s\u00e3o apresentados em UTC (&#8220;Coordinated Universal Time&#8221;, Tempo Universal Coordenado), com as datas e luas individuais tamb\u00e9m identificadas abaixo de cada visualiza\u00e7\u00e3o da Terra. As linhas azuis representam o tamanho m\u00e1ximo da sombra da lua sobre a Terra: as linhas pontilhadas vermelhas acompanham o centro do corpo, com um novo ponto a cada minuto; as \u00e1reas cinzas escuras e claras representam noite e dia em cada globo, respetivamente; e as setas marcam a dire\u00e7\u00e3o em que essa sombra se deslocar\u00e1. Os pontos vermelhos maiores representam o centro da lua no momento da maior aproxima\u00e7\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Gaia\/DPAC; Bruno Morgado (Observat\u00f3rio Nacional do Brasil\/LIneA, Brasil) et al. (2019) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 prov\u00e1vel que possamos observar muitas mais oculta\u00e7\u00f5es como esta das luas de J\u00fapiter em 2019 e 2020,&#8221; acrescentou Bruno. &#8220;J\u00fapiter est\u00e1 a passar por uma regi\u00e3o do c\u00e9u que tem como fundo o Centro Gal\u00e1ctico, tornando mais prov\u00e1vel que as suas luas passem em frente de estrelas brilhantes de fundo. Isto realmente ajudar-nos-ia a definir as suas formas e posi\u00e7\u00f5es tridimensionais &#8211; n\u00e3o apenas para as quatro maiores luas de J\u00fapiter, mas tamb\u00e9m para as mais pequenas, mais irregulares.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Usando o segundo cat\u00e1logo de dados do Gaia, lan\u00e7ado em abril de 2018, os cientistas preveem as datas de futuras oculta\u00e7\u00f5es de estrelas brilhantes pela lua Europa, Io, Ganimedes e Calisto nos pr\u00f3ximos anos, e listam um total de 10 eventos de 2019 a 2021. Os eventos futuros incluem oculta\u00e7\u00f5es estelares de Europa (22 de junho de 2020), Calisto (20 de junho de 2020 e 4 de maio de 2021), Io (9 e 21 de setembro de 2019, 2 de abril de 2021) e Ganimedes (25 de abril de 2021).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As restantes tr\u00eas j\u00e1 tiveram lugar em 2019, duas das quais &#8211; oculta\u00e7\u00f5es estelares de Europa (4 de junho) e Calisto (5 de junho) &#8211; tamb\u00e9m foram observadas pelos cientistas e para as quais os dados ainda est\u00e3o em an\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As pr\u00f3ximas oculta\u00e7\u00f5es ser\u00e3o observ\u00e1veis mesmo com telesc\u00f3pios amadores t\u00e3o pequenos quanto 20 cm a partir de v\u00e1rias regi\u00f5es do mundo. A posi\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel de J\u00fapiter, com o plano gal\u00e1ctico no fundo, s\u00f3 ocorrer\u00e1 novamente 2031.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/02\/juice_s_europa_flyby\/19236125-1-eng-GB\/Juice_s_Europa_flyby.gif\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/02\/juice_s_europa_flyby\/19236125-1-eng-GB\/Juice_s_Europa_flyby_node_full_image_2.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>A miss\u00e3o Juice (Jupiter Icy Moons Explorer) da ESA embarcar\u00e1 numa viagem de sete anos a J\u00fapiter a partir de maio de 2022. Ter\u00e1 o objetivo de investigar o surgimento de mundos habit\u00e1veis em torno de gigantes gasosos e o sistema de J\u00fapiter como arqu\u00e9tipo dos numerosos planetas gigantes hoje conhecidos por orbitarem outras estrelas.<br>Durante a tour pelo sistema joviano, a sonda Juice far\u00e1 dois &#8220;flybys&#8221; por Europa, que possui fortes evid\u00eancias de um oceano de \u00e1gua l\u00edquida sob a sua crosta gelada. Juice vai observar as zonas ativas da lua, a sua composi\u00e7\u00e3o de superf\u00edcie e geologia, procurar zonas de \u00e1gua l\u00edquida sob a superf\u00edcie e estudar o ambiente de plasma em torno de Europa.<br>Cr\u00e9dito: ESA <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os estudos das oculta\u00e7\u00f5es estelares permitem-nos aprender mais sobre as luas do Sistema Solar de longe e tamb\u00e9m s\u00e3o relevantes para futuras miss\u00f5es que visitar\u00e3o esses mundos,&#8221; comentou Timo Prusti, cientista do projeto Gaia da ESA. &#8220;Como este resultado mostra, Gaia \u00e9 uma miss\u00e3o extremamente vers\u00e1til: n\u00e3o s\u00f3 avan\u00e7a o nosso conhecimento das estrelas, mas tamb\u00e9m do Sistema Solar mais amplamente.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um conhecimento preciso da \u00f3rbita de Europa ajudar\u00e1 a preparar as miss\u00f5es espaciais que t\u00eam este sat\u00e9lite joviano como alvo, como a Juice (JUpiter ICy moons Explorer) da ESA e a Europa Clipper da NASA, que devem ser lan\u00e7adas na pr\u00f3xima d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estes tipos de observa\u00e7\u00f5es s\u00e3o extremamente excitantes,&#8221; disse Olivier Witasse, cientista do projeto Juice da ESA. &#8220;Vai chegar a J\u00fapiter em 2029; ter o melhor conhecimento poss\u00edvel das posi\u00e7\u00f5es das luas do sistema ajudar-nos-\u00e1 a preparar para a navega\u00e7\u00e3o da miss\u00e3o e \u00e0 an\u00e1lise de dados futuros, e a planear toda a ci\u00eancia que pretendemos fazer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta ci\u00eancia depende de n\u00f3s sabermos v\u00e1rios elementos como trajet\u00f3rias precisas da lua e o conhecimento de qu\u00e3o pr\u00f3xima uma nave espacial chegar\u00e1 a um determinado corpo, de modo que quanto melhor o nosso conhecimento, melhor ser\u00e1 esse planeamento &#8211; e a subsequente an\u00e1lise de dados.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\/Astronomers_spy_Europa_blocking_distant_star_thanks_to_Gaia\" target=\"_blank\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/abs\/2019\/06\/aa35500-19\/aa35500-19.html\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1905.12520\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/142994\/thanks-to-gaia-we-now-know-exactly-how-big-europa-is-1\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"http:\/\/spaceref.com\/astronomy\/gaia-observes-europa-eclipsing-a-distant-star.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">spaceref<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-07-gaia-astronomers-spy-europa-blocking.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Europa:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/moons\/jupiter-moons\/europa\/overview\/\" target=\"_blank\">NASA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/nineplanets.org\/europa.html\" target=\"_blank\">Nine Planets<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Europa_(moon)\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>J\u00fapiter:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/planets\/jupiter\/overview\/\" target=\"_blank\">NASA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/nineplanets.org\/jupiter.html\" target=\"_blank\">Nine Planets<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Jupiter\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Io:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/moons\/jupiter-moons\/io\/overview\/\" target=\"_blank\">NASA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/nineplanets.org\/io.html\" target=\"_blank\">Nine Planets<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Io_(moon)\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ganimedes:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/moons\/jupiter-moons\/ganymede\/in-depth\/\" target=\"_blank\">NASA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/nineplanets.org\/ganymede.html\" target=\"_blank\">Nine Planets<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Ganymede_(moon)\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Calisto:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/moons\/jupiter-moons\/callisto\/overview\/\" target=\"_blank\">NASA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/nineplanets.org\/callisto.html\" target=\"_blank\">Nine Planets<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Callisto_(moon)\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"http:\/\/gea.esac.esa.int\/archive\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de dados do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/guide-to-scientists\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Como usar os dados do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/60036-gaia-data-release-2-virtual-reality-resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Recursos VR<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spaceflight101.com\/gaia-spacecraft-overview.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACEFLIGHT101<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JUICE (JUpiter ICy moons Explorer):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/juice\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Jupiter_Icy_Moons_Explorer\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Europa Clipper:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.jpl.nasa.gov\/missions\/europa-clipper\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Europa_Clipper\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 31 de mar\u00e7o de 2017, a lua de J\u00fapiter Europa passou em frente de uma estrela de fundo &#8211; um evento raro que foi capturado pela primeira vez por telesc\u00f3pios terrestres gra\u00e7as aos dados fornecidos pela nave Gaia da ESA. 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