{"id":2256,"date":"2019-07-26T05:47:31","date_gmt":"2019-07-26T05:47:31","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2256"},"modified":"2019-07-26T05:47:33","modified_gmt":"2019-07-26T05:47:33","slug":"revelados-os-primeiros-dias-da-via-lactea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/07\/26\/revelados-os-primeiros-dias-da-via-lactea\/","title":{"rendered":"Revelados os primeiros dias da Via L\u00e1ctea"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.iac.es\/img\/prensa\/prensa1595_3883_hi.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"421\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/prensa1595_3883_hi-1024x421.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2257\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/prensa1595_3883_hi-1024x421.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/prensa1595_3883_hi-300x123.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/prensa1595_3883_hi-768x315.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista dos primeiros dias da Via L\u00e1ctea.<br>Cr\u00e9dito: Gabriel P\u00e9rez Diaz, SMM (IAC)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Universo, h\u00e1 13 mil milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, era muito diferente do Universo que conhecemos hoje. Sabemos que as estrelas se formavam a um ritmo muito elevado, dando origem \u00e0s primeiras gal\u00e1xias an\u00e3s, cujas fus\u00f5es fizeram surgir as gal\u00e1xias atuais mais massivas, incluindo a nossa. No entanto, n\u00e3o era conhecida a exata cadeia de eventos que produziram a Via L\u00e1ctea. At\u00e9 agora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Medi\u00e7\u00f5es exatas da posi\u00e7\u00e3o, brilho e dist\u00e2ncia de aproximadamente um milh\u00e3o de estrelas da nossa Gal\u00e1xia, at\u00e9 6500 anos-luz do Sol, obtidas com o telesc\u00f3pio espacial Gaia, permitiram que uma equipa do Instituto de Astrof\u00edsica das Can\u00e1rias (IAC) revelasse alguns dos seus est\u00e1gios iniciais. &#8220;N\u00f3s analis\u00e1mos e compar\u00e1mos com modelos te\u00f3ricos a distribui\u00e7\u00e3o de cores e magnitudes (brilhos) das estrelas na Via L\u00e1ctea, dividindo-as em v\u00e1rios componentes; o chamado halo estelar (uma estrutura esf\u00e9rica que envolve gal\u00e1xias espirais) e o disco espesso (estrelas que se formam no disco da nossa Gal\u00e1xia, mas que ocupam uma certa gama de alturas)&#8221; explica Carme Gallart, investigadora do IAC e a autora principal do artigo cient\u00edfico, publicado na revista Nature Astronomy.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.iac.es\/img\/prensa\/prensa1595_3884_hi.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.iac.es\/img\/prensa\/prensa1595_3884_hi.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Impress\u00e3o de artista dos primeiros dias da Via L\u00e1ctea.<br>Cr\u00e9dito: Gabriel P\u00e9rez Diaz, SMM (IAC) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudos anteriores haviam descoberto que o halo Gal\u00e1ctico mostrava sinais claros de ser formado por dois componentes estelares distintos, um dominado por estrelas mais azuis do que o outro. O movimento das estrelas no componente azul rapidamente permitiu identific\u00e1-lo como os restos de uma gal\u00e1xia an\u00e3 (Gaia-Enc\u00e9lado) que colidiu com a Via L\u00e1ctea primitiva. No entanto, a natureza da popula\u00e7\u00e3o vermelha, e a \u00e9poca da fus\u00e3o entre Gaia-Enc\u00e9lado e a nossa Gal\u00e1xia, eram desconhecidas at\u00e9 agora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A an\u00e1lise dos dados do Gaia permitiu-nos obter a distribui\u00e7\u00e3o de idades das estrelas em ambos os componentes e mostrou que os dois s\u00e3o formados por estrelas igualmente antigas, que s\u00e3o mais antigas do que as do disco espesso,&#8221; disse Chris Brook, investigador do IAC e coautor do artigo. Mas se ambos os componentes foram formados ao mesmo tempo, o que diferencia um do outro? &#8220;A pe\u00e7a final do quebra-cabe\u00e7as foi dada pela quantidade de &#8216;metais&#8217; (elementos que n\u00e3o s\u00e3o hidrog\u00e9nio ou h\u00e9lio) nas estrelas de um componente ou outro,&#8221; explicou Tom\u00e1s Ruiz Lara, investigador do IAC e coautor do artigo. &#8220;As estrelas no componente azul t\u00eam uma quantidade mais baixa de metais do que as do componente vermelho&#8221;. Estes achados, com a adi\u00e7\u00e3o de previs\u00f5es de simula\u00e7\u00f5es que tamb\u00e9m foram analisadas no artigo, permitiram que os cientistas completassem a hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.iac.es\/img\/prensa\/prensa1595_3885_hi.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.iac.es\/img\/prensa\/prensa1595_3885_hi.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Impress\u00e3o de artista dos primeiros dias da Via L\u00e1ctea.<br>Cr\u00e9dito: Gabriel P\u00e9rez Diaz, SMM (IAC) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 13 mil milh\u00f5es de anos come\u00e7aram a formar-se estrelas em dois sistemas estelares diferentes dos que ent\u00e3o se fundiram: um era uma gal\u00e1xia an\u00e3 que chamamos Gaia-Enc\u00e9lado e o outro era o principal progenitor da nossa Gal\u00e1xia, quatro vezes mais massivo e com uma maior propor\u00e7\u00e3o de metais. H\u00e1 cerca de 10 mil milh\u00f5es de anos, houve uma violenta colis\u00e3o entre o sistema mais massivo e Gaia-Enc\u00e9lado. Como resultado, algumas das suas estrelas e de Gaia-Enc\u00e9lado foram colocadas num movimento ca\u00f3tico e, eventualmente, formaram o halo da Via L\u00e1ctea atual. Depois, tiveram lugar surtos violentos de forma\u00e7\u00e3o estelar at\u00e9 h\u00e1 6 mil milh\u00f5es de anos, quando o g\u00e1s assentou no disco da Via L\u00e1ctea e produziu o que conhecemos como o &#8220;disco fino&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;At\u00e9 agora, todas as previs\u00f5es e observa\u00e7\u00f5es cosmol\u00f3gicas de gal\u00e1xias espirais distantes, semelhantes \u00e0 Via L\u00e1ctea, indicam que esta fase violenta de fus\u00e3o entre estruturas mais pequenas era muito frequente,&#8221; explicou Matteo Monelli, investigador do IAC e coautor do artigo. Agora fomos capazes de identificar a especificidade do processo na nossa pr\u00f3pria Gal\u00e1xia, revelando os primeiros est\u00e1gios da nossa hist\u00f3ria c\u00f3smica com detalhes sem precedentes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Early days of the Milky Way\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/x4yut8LxGvY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.iac.es\/divulgacion.php?op1=16&amp;id=1595\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto de Astrof\u00edsica das Can\u00e1rias (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-019-0829-5\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/astronomy.com\/news\/2019\/07\/the-milky-way-cannibalized-a-neighboring-galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Astronomy<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2019\/07\/190722132446.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-07-astronomers-decode-milky-violent-birth.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/2210407-the-milky-way-devoured-another-galaxy-and-weve-spotted-the-remains\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">New Scientist<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/10-billion-years-ago-the-milky-way-ate-gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"http:\/\/blogs.discovermagazine.com\/d-brief\/2019\/07\/22\/the-milky-way-cannibalized-a-neighboring-galaxy\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Discover<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.engadget.com\/2019\/07\/23\/milky-way-galaxy-formation-collision\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Engadget<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2019\/07\/23\/world\/milky-way-dwarf-galaxy-scn-trnd\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><br><a href=\"https:\/\/metro.co.uk\/2019\/07\/23\/milky-way-devoured-unfortunate-dwarf-galaxy-called-gaia-enceladus-10443929\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">METRO<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newsweek.com\/milky-way-ate-galaxy-10-billion-years-1450466\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Newsweek<\/a><br><a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/via-lactea-canibal-ja-comeu-galaxia-vizinha-269376\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ZAP.aeiou<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia-Enc\u00e9lado:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_Sausage\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"http:\/\/gea.esac.esa.int\/archive\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de dados do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/guide-to-scientists\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Como usar os dados do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/60036-gaia-data-release-2-virtual-reality-resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Recursos VR<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spaceflight101.com\/gaia-spacecraft-overview.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACEFLIGHT101<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00e3o de artista dos primeiros dias da Via L\u00e1ctea.Cr\u00e9dito: Gabriel P\u00e9rez Diaz, SMM (IAC) O Universo, h\u00e1 13 mil milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, era muito diferente do Universo que conhecemos hoje. 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