{"id":2253,"date":"2019-07-26T05:44:14","date_gmt":"2019-07-26T05:44:14","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2253"},"modified":"2019-07-26T05:44:15","modified_gmt":"2019-07-26T05:44:15","slug":"dentro-das-escuras-crateras-polares-da-lua-a-agua-nao-e-tao-invencivel-como-se-esperava","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/07\/26\/dentro-das-escuras-crateras-polares-da-lua-a-agua-nao-e-tao-invencivel-como-se-esperava\/","title":{"rendered":"Dentro das escuras crateras polares da Lua, a \u00e1gua n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o invenc\u00edvel como se esperava"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/crater_main_feature.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"315\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/5iiim0T-1024x315.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2254\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/5iiim0T-1024x315.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/5iiim0T-300x92.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/5iiim0T-768x236.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/5iiim0T.jpg 1041w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Uma cratera lunar permanentemente \u00e0 sombra.<br>Cr\u00e9dito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A regi\u00e3o do polo sul da Lua abriga alguns dos ambientes mais extremos do Sistema Solar: \u00e9 inimaginavelmente fria, com muitas crateras e possui \u00e1reas que ou s\u00e3o constantemente banhadas pela luz do Sol ou est\u00e3o constantemente \u00e0 sombra. \u00c9 exatamente por isso que a NASA pretende enviar para l\u00e1 astronautas, em 2024, como parte do seu programa Artemis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A caracter\u00edstica mais sedutora desta regi\u00e3o mais a sul s\u00e3o as crateras, algumas das quais nunca veem a luz do dia chegar ao ch\u00e3o. A raz\u00e3o para isto \u00e9 o baixo \u00e2ngulo da luz solar que atinge a superf\u00edcie nos polos. Para uma pessoa no polo sul lunar, o Sol apareceria no horizonte, iluminando a superf\u00edcie de lado e, assim, ro\u00e7ando principalmente as orlas de algumas crateras, deixando os interiores profundos \u00e0 sombra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como resultado da escurid\u00e3o permanente, a sonda LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) da NASA mediu as temperaturas mais baixas do Sistema Solar dentro destas crateras, que se tornaram conhecidas como ambientes perfeitos para preservar, durante muito tempo, material como \u00e1gua. Ou assim pens\u00e1vamos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acontece que, apesar das temperaturas atingirem -233\u00ba C e, presumivelmente, poderem manter gelo no solo virtualmente para sempre, a \u00e1gua est\u00e1 a escapar lentamente da camada superfina (mais fina do que a largura de um gl\u00f3bulo vermelho) da superf\u00edcie da Lua. Os cientistas da NASA relataram esta descoberta recentemente num artigo publicado na revista Geophysical Research Letters.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/35sPpXP.gif\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/35sPpXP.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Meteoroides que atingem a superf\u00edcie da Lua.<br>Cr\u00e9dito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As pessoas pensam que algumas destas \u00e1reas nas crateras polares capturam \u00e1gua e n\u00e3o fazem mais nada,&#8221; disse William M. Farrell, f\u00edsico de plasma do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland, que liderou a investiga\u00e7\u00e3o sobre esta geada lunar. &#8220;Mas h\u00e1 part\u00edculas de vento solar e meteoroides que atingem a superf\u00edcie, e podem criar rea\u00e7\u00f5es que tipicamente ocorrem a temperaturas mais quentes. Isto \u00e9 algo que n\u00e3o foi enfatizado.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao contr\u00e1rio da Terra, que tem uma atmosfera opulenta, a Lua n\u00e3o tem atmosfera para proteger a sua superf\u00edcie. Assim, quando o Sol pulveriza part\u00edculas carregadas conhecidas como vento solar pelo Sistema Solar, algumas bombardeiam a superf\u00edcie da Lua e expelem mol\u00e9culas de \u00e1gua que saltam para novos locais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Da mesma forma, os meteoroides rebeldes colidem constantemente com a superf\u00edcie e desenra\u00edzam o solo misturado com peda\u00e7os de \u00e1gua gelada. Os meteoroides podem lan\u00e7ar essas part\u00edculas de solo &#8211; que s\u00e3o muitas vezes mais pequenas do que a largura de um fio de um cabelo humano &#8211; at\u00e9 30 quil\u00f3metros do local do impacto, dependendo do tamanho do meteoroide. As part\u00edculas podem viajar para t\u00e3o longe porque a Lua tem uma gravidade baixa e n\u00e3o tem ar para atrasar as coisas: &#8220;De modo que de cada vez que temos um destes impactos, uma camada muito fina de gr\u00e3os de gelo \u00e9 espalhada pela superf\u00edcie, exposta ao calor do Sol e ao ambiente espacial, e eventualmente s\u00e3o sublimados ou perdidos para outros processos ambientais,&#8221; disse Dana Hurley, cientistas planet\u00e1ria do Laborat\u00f3rio de F\u00edsica Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, Maryland, EUA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os autores do estudo salientam que, embora seja importante considerar que, mesmo nas crateras \u00e0 sombra, a \u00e1gua esteja lentamente a escapar, \u00e9 poss\u00edvel que a \u00e1gua tamb\u00e9m esteja a ser adicionada. Os cometas gelados que colidem com a Lua, mais o vento solar, podem estar a reabastecer como parte de um ciclo global da \u00e1gua; isto \u00e9 algo que os cientistas est\u00e3o a tentar descobrir. Al\u00e9m disso, n\u00e3o se sabe exatamente quanta \u00e1gua l\u00e1 est\u00e1. Ser\u00e1 que est\u00e1 apenas \u00e0 superf\u00edcie da Lua ou que se estende profundamente na crosta?<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/grl_cover_ipad_poster_frame.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/aKGawq0.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Mapa de gravidade com base em dados transmitidos pela miss\u00e3o GRAIL (Gravity Recovery and Interior Laboratory) da NASA, sobreposta sobre terreno com base em dados do alt\u00edmetro e da c\u00e2mara da sonda LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) da NASA. A imagem mostra o sul em cima, com o polo sul perto do horizonte em cima \u00e0 esquerda. O terminador atravessa o limite este da bacia Schr\u00f6dinger. O vermelho corresponde a excessos de massa e o azul a d\u00e9fices de massa.<br>Cr\u00e9dito: Scientific Visualization Studio da NASA <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De qualquer forma, a camada superior do piso das crateras polares est\u00e1 a ser retrabalhado ao longo de milhares de anos, segundo c\u00e1lculos por Farrell, Hurley e pela sua equipa. Portanto, as fracas regi\u00f5es de geada que os cientistas detetaram nos polos usando instrumentos como o LAMP (Lyman Alpha Mapping Project) da LRO podem ter apenas 2000 anos, em vez de milh\u00f5es ou milhares de milh\u00f5es de anos como alguns podiam esperar, estimou a equipa de Farrell. &#8220;N\u00e3o podemos pensar nestas crateras como pontos mortos gelados,&#8221; observou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para confirmar os c\u00e1lculos da sua equipa, disse Farrell, um futuro instrumento capaz de detetar vapor de \u00e1gua dever\u00e1 encontrar, acima da superf\u00edcie da Lua, uma a 10 mol\u00e9culas de \u00e1gua por cent\u00edmetro c\u00fabico que foram libertadas por impactos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>As boas not\u00edcias para a explora\u00e7\u00e3o lunar futura<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a explora\u00e7\u00e3o e para a ci\u00eancia do futuro, a dispers\u00e3o de part\u00edculas de \u00e1gua pode ser uma \u00f3tima not\u00edcia. Significa que os astronautas podem n\u00e3o precisar de se sujeitar, e aos seus instrumentos, ao ambiente hostil dos pisos das crateras \u00e0 sombra, a fim de encontrar um solo rico em \u00e1gua &#8211; podem encontr\u00e1-lo em regi\u00f5es pr\u00f3ximas e ensolaradas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta investiga\u00e7\u00e3o est\u00e1 a dizer-nos que os meteoroides est\u00e3o a fazer parte do trabalho por n\u00f3s e a transportar material dos lugares mais frios para algumas das regi\u00f5es lim\u00edtrofes onde os astronautas podem aceder com um ve\u00edculo movido a energia solar,&#8221; disse Hurley. &#8220;Tamb\u00e9m est\u00e1 a dizer-nos que o que precisamos de fazer \u00e9 alcan\u00e7ar a superf\u00edcie de uma destas regi\u00f5es e obter alguns dados em primeira m\u00e3o sobre o que est\u00e1 a acontecer.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Chegar \u00e0 superf\u00edcie lunar tornaria muito mais f\u00e1cil a avalia\u00e7\u00e3o da quantidade de \u00e1gua na Lua. Porque a identifica\u00e7\u00e3o da \u00e1gua de longe, particularmente em crateras permanentemente \u00e0 sombra, \u00e9 uma tarefa complexa. A principal maneira de os cientistas encontrarem \u00e1gua \u00e9 atrav\u00e9s de instrumentos que podem identificar elementos qu\u00edmicos com base na luz que refletem ou absorvem. &#8220;Mas, para isso, precisamos de uma fonte de luz,&#8221; disse Hurley. &#8220;E, por defini\u00e7\u00e3o, estas regi\u00f5es permanentemente \u00e0 sombra, n\u00e3o t\u00eam uma forte fonte de luz.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/zgmbRq2.gif\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/zgmbRq2.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Esta anima\u00e7\u00e3o mostra evid\u00eancias de altas concentra\u00e7\u00f5es de hidrog\u00e9nio no polo sul da Lua. Em 1998, a miss\u00e3o Lunar Prospector da NASA identificou hidrog\u00e9nio na Lua, evid\u00eancias de potenciais dep\u00f3sitos de gelo. Como pode ver na anima\u00e7\u00e3o, os dados da Prospector mostraram significativamente mais hidrog\u00e9nio (azul) no polo sul da Lua.<br>Cr\u00e9dito: Scientific Visualization Studio do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Entendendo o ambiente da \u00e1gua na Lua<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 que os astronautas da NASA voltem \u00e0 Lua para escavar algum solo, ou a ag\u00eancia envie novos instrumentos para perto da superf\u00edcie a fim de detetar mol\u00e9culas flutuantes de \u00e1gua, a teoria da equipa de investiga\u00e7\u00e3o sobre a influ\u00eancia de meteoroides no ambiente dentro de crateras permanentemente \u00e0 sombra pode ajudar em alguns dos mist\u00e9rios que rodeiam a \u00e1gua da Lua. J\u00e1 ajudou os cientistas a entender se a \u00e1gua da superf\u00edcie superior \u00e9 nova ou antiga, ou como pode migrar pela Lua. Outra coisa que os impactos de meteoroides no ch\u00e3o das crateras podem ajudar a explicar \u00e9 o porqu\u00ea de os cientistas estarem a encontrar fragmentos de gelo fino dilu\u00eddo em reg\u00f3lito, ou solo lunar, em vez de blocos de \u00e1gua gelada pura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora as quest\u00f5es sobre a \u00e1gua sejam abundantes, \u00e9 importante lembrar, disse Farrell, que foi apenas na \u00faltima d\u00e9cada que os cientistas encontraram evid\u00eancias de que a Lua n\u00e3o \u00e9 uma rocha seca e morta, como muitos assumiam h\u00e1 muito tempo. A LRO, com as suas milhares de \u00f3rbitas e 1 petabyte de dados cient\u00edficos transmitidos (equivalente a cerca de 200.000 filmes de longa-metragem transmitidos online em alta defini\u00e7\u00e3o), tem sido fundamental. O mesmo acontece com o LCROSS (Lunar Crater Observation and Sensing Satellite), que revelou \u00e1gua gelada depois de cair propositadamente na cratera Cabeus em 2009 e de libertar uma nuvem de material preservado no fundo da cratera, material este que inclu\u00eda \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00f3s suspeit\u00e1vamos que havia \u00e1gua nos polos e tivemos a certeza com o LCROSS, mas agora temos evid\u00eancias de que h\u00e1 \u00e1gua a latitudes m\u00e9dias,&#8221; acrescentou Farrell. &#8220;Tamb\u00e9m temos evid\u00eancias de que h\u00e1 \u00e1gua proveniente de impactos de meteoroides e temos medi\u00e7\u00f5es de geada. Mas a quest\u00e3o \u00e9: como \u00e9 que todas estas fontes de \u00e1gua est\u00e3o relacionadas?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta \u00e9 uma pergunta que Farrell e colegas est\u00e3o mais pr\u00f3ximos de responder do que nunca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2019\/inside-dark-polar-moon-craters-water-not-as-invincible-as-expected-scientists-argue\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/agupubs.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/abs\/10.1029\/2019GL083158\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Geophysical Research Letters)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/water-on-moon-kicked-up-meteorites-solar-wind.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/the-dark-cold-and-wet-side-of-the-moon\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2019\/07\/190723104053.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-07-dark-polar-moon-craters-invincible.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/there-may-be-way-more-water-on-the-moon-than-we-thought\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lua:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Moon\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a>\u00a0<br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lunar_water\" target=\"_blank\">\u00c1gua na Lua (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/lunar.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/LRO\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lunar_Reconnaissance_Orbiter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>LCROSS:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/LCROSS\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lunar_Reconnaissance_Orbiter#LCROSS\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Programa Artemis:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/topics\/moon-to-mars\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Artemis_program\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma cratera lunar permanentemente \u00e0 sombra.Cr\u00e9dito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA A regi\u00e3o do polo sul da Lua abriga alguns dos ambientes mais extremos do Sistema Solar: \u00e9 inimaginavelmente fria, com muitas crateras e possui \u00e1reas que ou s\u00e3o constantemente banhadas pela luz do Sol ou est\u00e3o constantemente \u00e0 sombra. \u00c9 exatamente por 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