{"id":2243,"date":"2019-07-19T05:56:49","date_gmt":"2019-07-19T05:56:49","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2243"},"modified":"2019-07-19T05:56:51","modified_gmt":"2019-07-19T05:56:51","slug":"gaia-comeca-a-mapear-a-barra-da-nossa-galaxia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/07\/19\/gaia-comeca-a-mapear-a-barra-da-nossa-galaxia\/","title":{"rendered":"Gaia come\u00e7a a mapear a barra da nossa Gal\u00e1xia"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/07\/revealing_the_galactic_bar\/19493224-1-eng-GB\/Revealing_the_galactic_bar.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"625\" height=\"352\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Revealing_the_galactic_bar_large.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2244\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Revealing_the_galactic_bar_large.jpg 625w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Revealing_the_galactic_bar_large-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 625px) 100vw, 625px\" \/><\/a><figcaption>Esta imagem mostra a distribui\u00e7\u00e3o de 150 milh\u00f5es de estrelas na Via L\u00e1ctea, usando a segunda vers\u00e3o de dados da miss\u00e3o Gaia em combina\u00e7\u00e3o com levantamentos \u00f3ticos e infravermelhos, com os tons laranja\/amarelo indicando uma maior densidade de estrelas. A maioria destas estrelas s\u00e3o gigantes vermelhas. A distribui\u00e7\u00e3o \u00e9 sobreposta a uma vis\u00e3o art\u00edstica da nossa Via L\u00e1ctea. Enquanto a maioria das estrelas est\u00e3o localizadas mais perto do Sol (a maior mancha laranja\/amarela na parte inferior da imagem), uma caracter\u00edstica grande e alongada povoada por muitas estrelas tamb\u00e9m \u00e9 vis\u00edvel na regi\u00e3o central da Gal\u00e1xia: esta \u00e9 a primeira indica\u00e7\u00e3o geom\u00e9trica da barra gal\u00e1ctica. As dist\u00e2ncias das estrelas mostradas neste gr\u00e1fico, juntamente com a temperatura da sua superf\u00edcie e extin\u00e7\u00e3o &#8211; uma medida da quantidade de poeira que existe entre n\u00f3s e as estrelas &#8211; foram estimadas usando o c\u00f3digo de computador StarHorse.<br>Cr\u00e9dito: dados &#8211; ESA\/Gaia\/DPAC, A. Khalatyan (AIP) &amp; equipa StarHorse; mapa gal\u00e1ctico &#8211; NASA\/JPL-Caltech\/R. Hurt (SSC\/Caltech)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A primeira medi\u00e7\u00e3o direta da cole\u00e7\u00e3o de estrelas em forma de barra no centro da Via L\u00e1ctea foi feita combinando dados da miss\u00e3o Gaia da ESA com observa\u00e7\u00f5es complementares de telesc\u00f3pios terrestres e espaciais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A segunda vers\u00e3o de dados do sat\u00e9lite de mapeamento estelar, publicada em 2018, tem vindo a revolucionar muitos campos da astronomia. O cat\u00e1logo sem precedentes cont\u00e9m os brilhos, posi\u00e7\u00f5es, indicadores de dist\u00e2ncia e movimentos no c\u00e9u para mais de mil milh\u00f5es de estrelas da nossa Via L\u00e1ctea, juntamente com informa\u00e7\u00f5es sobre outros corpos celestes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por mais impressionante que este conjunto de dados seja, isto \u00e9 apenas o come\u00e7o. Embora esta segunda divulga\u00e7\u00e3o tenha por base os primeiros 22 meses de investiga\u00e7\u00f5es do Gaia, o sat\u00e9lite j\u00e1 varre o c\u00e9u h\u00e1 cinco anos e tem ainda muitos pela frente. Os novos lan\u00e7amentos de dados planeados para os pr\u00f3ximos anos v\u00e3o melhorar as medi\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de fornecer informa\u00e7\u00f5es adicionais que nos permitir\u00e3o mapear a nossa Gal\u00e1xia e aprofundar a sua hist\u00f3ria como nunca antes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entretanto, uma equipa de astr\u00f3nomos combinou os dados mais recentes do Gaia com observa\u00e7\u00f5es infravermelhas e \u00f3ticas realizadas a partir do solo e do espa\u00e7o para fornecer uma antevis\u00e3o do que os futuros lan\u00e7amentos do top\u00f3grafo estelar da ESA vai revelar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Observ\u00e1mos, em particular, dois par\u00e2metros estelares contidos nos dados do Gaia: a temperatura da superf\u00edcie das estrelas e a &#8216;extin\u00e7\u00e3o&#8217;, que \u00e9 basicamente uma medida da quantidade de poeira que existe entre n\u00f3s e as estrelas, obscurecendo a sua luz e fazendo com que pare\u00e7a mais vermelha,&#8221; disse Friedrich Anders da Universidade de Barcelona, Espanha, autor principal do novo estudo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Revealing the galactic bar\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/B5USIE8rCJg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estes dois par\u00e2metros est\u00e3o interligados, mas podemos estim\u00e1-los de forma independente, adicionando informa\u00e7\u00f5es extras obtidas atravessando a poeira com observa\u00e7\u00f5es infravermelhas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa combinou o segundo lan\u00e7amento de dados do Gaia com v\u00e1rias investiga\u00e7\u00f5es no infravermelho usando um c\u00f3digo inform\u00e1tico chamado StarHorse, desenvolvido pela coautora Anna Queiroz e colaboradores. O c\u00f3digo compara as observa\u00e7\u00f5es com modelos estelares para determinar a temperatura da superf\u00edcie das estrelas, a extin\u00e7\u00e3o e uma estimativa melhorada da dist\u00e2ncia at\u00e9 \u00e0s estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como resultado, os astr\u00f3nomos obtiveram uma determina\u00e7\u00e3o muito mais precisa das dist\u00e2ncias para cerca de 150 milh\u00f5es de estrelas &#8211; em alguns casos, a melhoria \u00e9 de at\u00e9 20% ou mais. Isto permitiu que rastreassem a distribui\u00e7\u00e3o de estrelas atrav\u00e9s da Via L\u00e1ctea para dist\u00e2ncias muito maiores do que o poss\u00edvel s\u00f3 apenas com os dados do Gaia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Com o segundo lan\u00e7amento de dados do Gaia, pudemos testar um raio em torno do Sol de cerca de 6500 anos-luz, mas com o nosso novo cat\u00e1logo, pudemos estender essa &#8216;esfera do Gaia&#8217; tr\u00eas ou quatro vezes, alcan\u00e7ando o centro da Via L\u00e1ctea,&#8221; explicou a coautora Cristina Chiappini do Instituto Leibniz para Astrof\u00edsica em Potsdam, Alemanha, onde o projeto foi coordenado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">L\u00e1, no centro da nossa Gal\u00e1xia, os dados revelam claramente uma caracter\u00edstica grande e alongada na distribui\u00e7\u00e3o tridimensional das estrelas: a barra gal\u00e1ctica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00f3s sabemos que a Via L\u00e1ctea tem uma barra, como outras gal\u00e1xias espirais barradas, mas at\u00e9 agora s\u00f3 t\u00ednhamos indica\u00e7\u00f5es indiretas dos movimentos das estrelas e do g\u00e1s, ou de contagens estelares em levantamentos no infravermelho. Esta \u00e9 a primeira vez que vemos a barra gal\u00e1ctica no espa\u00e7o em 3D, com base em medi\u00e7\u00f5es geom\u00e9tricas de dist\u00e2ncias estelares,&#8221; explicou Friedrich.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Em \u00faltima an\u00e1lise, estamos interessados na arqueologia gal\u00e1ctica: queremos reconstruir como a Via L\u00e1ctea se formou e evoluiu e, para isso, precisamos de entender a hist\u00f3ria de cada um dos seus componentes,&#8221; acrescentou Cristina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ainda n\u00e3o est\u00e1 claro como a barra &#8211; uma grande quantidade de estrelas e g\u00e1s que gira em torno do centro da Gal\u00e1xia &#8211; se formou, mas com o Gaia e outros levantamentos futuros nos pr\u00f3ximos anos estamos certamente no caminho certo para descobrir isso.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa est\u00e1 ansiosa pela pr\u00f3xima divulga\u00e7\u00e3o de dados do APOGEE-2 (Apache Point Observatory Galaxy Evolution Experiment), bem como por instala\u00e7\u00f5es como o 4MOST (4-metre Multi-Object Survey Telescope) no ESO no Chile e o levantamento WEAVE (WHT Enhanced Area Velocity Explorer) do Telesc\u00f3pio William Herschel (WHT) em La Palma, Ilhas Can\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A terceira divulga\u00e7\u00e3o de dados do Gaia, atualmente planeada para 2021, vai incluir determina\u00e7\u00f5es de dist\u00e2ncia bastante melhoradas para um n\u00famero muito maior de estrelas, e espera-se que permita o progresso na nossa compreens\u00e3o da regi\u00e3o complexa no centro da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Com este estudo, podemos desfrutar de uma amostra das melhorias no nosso conhecimento da Via L\u00e1ctea que podem ser esperadas a partir de medi\u00e7\u00f5es do Gaia com a terceira divulga\u00e7\u00e3o de dados,&#8221; explica o coautor Anthony Brown da Universidade de Leiden, Holanda, e presidente do Cons\u00f3rcio de An\u00e1lise e Processamento de Dados do Gaia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estamos a revelar caracter\u00edsticas na Via L\u00e1ctea que, de outra forma, n\u00e3o pod\u00edamos ver: \u00e9 este o poder do Gaia, que \u00e9 aprimorado ainda mais em combina\u00e7\u00e3o com investiga\u00e7\u00f5es complementares,&#8221; conclui Timo Prusti, cientista do projeto Gaia da ESA.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-vimeo wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Flyby around the StarHorse Gaia DR2 density distribution of Milky Way stars\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/348350898?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"618\" height=\"348\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\/Gaia_starts_mapping_our_galaxy_s_bar\" target=\"_blank\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.ub.edu\/web\/ub\/ca\/menu_eines\/noticies\/2019\/07\/020.html\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Barcelona (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1051\/0004-6361\/201935765\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1904.11302\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/data.aip.de\/projects\/starhorse2019.html\" target=\"_blank\">\/\/ Novo cat\u00e1logo StarHorse 2019<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/142877\/gaia-mission-is-mapping-out-the-bar-at-the-center-of-the-milky-way\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-07-gaia-galactic-bar-milky.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"http:\/\/gea.esac.esa.int\/archive\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de dados do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/guide-to-scientists\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Como usar os dados do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/60036-gaia-data-release-2-virtual-reality-resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Recursos VR<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spaceflight101.com\/gaia-spacecraft-overview.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACEFLIGHT101<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/vimeo.com\/348350898\" target=\"_blank\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta imagem mostra a distribui\u00e7\u00e3o de 150 milh\u00f5es de estrelas na Via L\u00e1ctea, usando a segunda vers\u00e3o de dados da miss\u00e3o Gaia em combina\u00e7\u00e3o com levantamentos \u00f3ticos e infravermelhos, com os tons laranja\/amarelo indicando uma maior densidade de estrelas. 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