{"id":2199,"date":"2019-07-05T05:24:00","date_gmt":"2019-07-05T05:24:00","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2199"},"modified":"2019-07-05T05:24:02","modified_gmt":"2019-07-05T05:24:02","slug":"desaparecimento-do-metano-em-marte-investigadores-propoem-novo-mecanismo-como-explicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/07\/05\/desaparecimento-do-metano-em-marte-investigadores-propoem-novo-mecanismo-como-explicacao\/","title":{"rendered":"Desaparecimento do metano em Marte: investigadores prop\u00f5em novo mecanismo como explica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/scitech.au.dk\/typo3temp\/_processed_\/csm_1-s2.0-S0019103519300478-gr1_lrg_01_b5376d5694.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"520\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/csm_1-s2.0-S0019103519300478-gr1_lrg_01_b5376d5694.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2200\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/csm_1-s2.0-S0019103519300478-gr1_lrg_01_b5376d5694.jpg 900w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/csm_1-s2.0-S0019103519300478-gr1_lrg_01_b5376d5694-300x173.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/csm_1-s2.0-S0019103519300478-gr1_lrg_01_b5376d5694-768x444.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/a><figcaption>Simula\u00e7\u00e3o da eros\u00e3o do vento em Marte. A ampola de quartzo cont\u00e9m part\u00edculas de basalto olivina e uma atmosfera semelhante \u00e0 de Marte. Ao agitar a ampola, os investigadores simulam um cen\u00e1rio gerado pelo vento, ou seja, o vento faz com que os gr\u00e3os de areia saltem sobre a superf\u00edcie. O atrito das part\u00edculas cria cargas el\u00e9tricas e a estrela amarela ilustra que um \u00e1tomo de \u00e1rgon perdeu um eletr\u00e3o. As pequenas cargas el\u00e9tricass fazem com que as part\u00edculas brilhem ligeiramente, conforme ilustrado nas quatro imagens \u00e0 direita.<br>Cr\u00e9dito: Laborat\u00f3rio de Simula\u00e7\u00e3o de Marte, Universidade de Aarhus<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os processos por tr\u00e1s da liberta\u00e7\u00e3o e do consumo de metano em Marte s\u00e3o j\u00e1 discutidos desde que o elemento qu\u00edmico foi medido pela primeira vez h\u00e1 aproximadamente 15 anos atr\u00e1s. Agora, um grupo multidisciplinar de investiga\u00e7\u00e3o da Universidade de Aarhus (Dinamarca) prop\u00f4s um processo f\u00edsico-qu\u00edmico anteriormente negligenciado que pode explicar o consumo de metano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 cerca de 15 anos atr\u00e1s, estar\u00edamos a ler pela primeira vez acerca de metano na atmosfera de Marte. Isto despertou grande interesse, tamb\u00e9m fora dos c\u00edrculos cient\u00edficos, j\u00e1 que o metano, com base no nosso conhecimento do elemento c\u00e1 na Terra, \u00e9 considerado uma bioassinatura, isto \u00e9, sinais de atividade biol\u00f3gica e, portanto, vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos anos seguintes, pudemos ler artigos que informaram alternativamente sobre a presen\u00e7a e aus\u00eancia de metano. Esta varia\u00e7\u00e3o levou a d\u00favidas sobre a precis\u00e3o das primeiras medi\u00e7\u00f5es de metano. Medi\u00e7\u00f5es recentes de metano na atmosfera de Marte mostraram agora que a sua din\u00e2mica \u00e9 bastante real e o facto de que \u00e0s vezes apenas podem ser medidas apenas concentra\u00e7\u00f5es muito baixas pode ser atribu\u00eddo a um mecanismo por descobrir que faz com que o metano desapare\u00e7a da atmosfera e n\u00e3o a uma medi\u00e7\u00e3o incorreta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As fontes de metano ou as causas do seu desaparecimento, at\u00e9 ao momento, ainda n\u00e3o foram identificadas. Especialmente esta \u00faltima, o r\u00e1pido desaparecimento do metano, carece de uma explica\u00e7\u00e3o plaus\u00edvel. O mecanismo mais \u00f3bvio, nomeadamente a degrada\u00e7\u00e3o fotoqu\u00edmica do metano provocada pela radia\u00e7\u00e3o UV, n\u00e3o pode explicar o r\u00e1pido desaparecimento do metano, pr\u00e9-requisito para a explica\u00e7\u00e3o da din\u00e2mica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Eros\u00e3o e qu\u00edmica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um grupo multidisciplinar de investigadores da Universidade de Aarhus acabou de publicar um artigo na revista Icarus no qual prop\u00f5em um novo mecanismo que pode explicar a remo\u00e7\u00e3o de metano em Marte. Durante anos, este grupo multidisciplinar investigou a import\u00e2ncia da eros\u00e3o de minerais para a forma\u00e7\u00e3o de superf\u00edcies reativas sob condi\u00e7\u00f5es parecidas \u00e0s de Marte. Para este prop\u00f3sito, o grupo de investiga\u00e7\u00e3o desenvolveu equipamentos e m\u00e9todos para simular a eros\u00e3o em Marte nos seus laborat\u00f3rios &#8220;terrestres&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com base em minerais an\u00e1logos de Marte, como basalto e plagi\u00f3clase, os investigadores mostraram que estes s\u00f3lidos podem ser oxidados e os gases ionizados durante os processos de eros\u00e3o. Assim, o metano ionizado reage com as superf\u00edcies minerais e liga-se a elas. A equipa de investiga\u00e7\u00e3o mostrou que o \u00e1tomo de carbono, como o grupo metila do metano, liga-se diretamente ao \u00e1tomo de sil\u00edcio na plagi\u00f3clase, que tamb\u00e9m \u00e9 um componente dominante do material da superf\u00edcie de Marte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que os cientistas v\u00eam no laborat\u00f3rio tamb\u00e9m pode explicar a perda de metano em Marte. Atrav\u00e9s deste mecanismo, que \u00e9 muito mais eficaz do que os processos fotoqu\u00edmicos, o metano pode ser removido da atmosfera dentro do tempo observado e depois depositado no solo marciano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Afeta a possibilidade de vida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O grupo mostrou ainda que estas superf\u00edcies minerais podem levar \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas reativas, como per\u00f3xido de hidrog\u00e9nio e radicais de oxig\u00e9nio, que s\u00e3o muito t\u00f3xicos para os organismos vivos, incluindo bact\u00e9rias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados do grupo s\u00e3o importantes para avaliar a possibilidade de vida \u00e0 superf\u00edcie de Marte ou logo abaixo. Em v\u00e1rios estudos de acompanhamento, os investigadores v\u00e3o agora examinar o que est\u00e1 a acontecer com o metano ligado e se o processo de eros\u00e3o, al\u00e9m dos gases na atmosfera, tamb\u00e9m muda ou at\u00e9 remove completamente o material org\u00e2nico mais complexo, que pode ter origem em Marte ou ter chegado a Marte como parte de meteoritos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim sendo, os resultados t\u00eam um impacto sobre a nossa compreens\u00e3o da preserva\u00e7\u00e3o do material org\u00e2nico em Marte e, portanto, sobre a quest\u00e3o fundamental da vida em Marte &#8211; entre outros aspetos, em liga\u00e7\u00e3o com a interpreta\u00e7\u00e3o dos resultados do pr\u00f3ximo rover ExoMars, que a ESA dever\u00e1 fazer pousar em Marte em 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/scitech.au.dk\/en\/about-science-and-technology\/current-affairs\/news\/show\/artikel\/methane-vanishing-on-mars-aarhus-researchers-propose-new-mechanism-as-an-explanation\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Aarhus (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.icarus.2019.06.025\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Icarus)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2019-07\/au-mvo070219.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2019\/07\/190702152824.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"http:\/\/astrobiology.com\/2019\/07\/new-mechanism-for-methane-vanishing-on-mars.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">spaceref<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-07-methane-mars-mechanism-explanation.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marte:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_%28planet%29\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a>\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Metano:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Methane\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Methane_on_Mars\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Metano na atmosfera de Marte (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ExoMars 2020:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/exploration.esa.int\/mars\/48088-mission-overview\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ExoMars_(rover)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Rover Rosalind Franklin (Wikipedia)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Simula\u00e7\u00e3o da eros\u00e3o do vento em Marte. 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