{"id":2185,"date":"2019-06-28T05:41:34","date_gmt":"2019-06-28T05:41:34","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2185"},"modified":"2019-06-28T05:41:36","modified_gmt":"2019-06-28T05:41:36","slug":"hubble-encontra-minusculas-bolas-de-futebol-eletricas-no-espaco-ajuda-a-resolver-misterio-interestelar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/06\/28\/hubble-encontra-minusculas-bolas-de-futebol-eletricas-no-espaco-ajuda-a-resolver-misterio-interestelar\/","title":{"rendered":"Hubble encontra min\u00fasculas &#8220;bolas de futebol el\u00e9tricas&#8221; no espa\u00e7o, ajuda a resolver mist\u00e9rio interestelar"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/c-60-in-space.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"761\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/lH88FFp.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2186\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/lH88FFp.jpg 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/lH88FFp-300x232.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/lH88FFp-768x593.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista que mostra a presen\u00e7a de bucky-bolas no espa\u00e7o. As bucky-bolas, que consistem de 60 \u00e1tomos de carbono dispostos numa esfera oca, como bolas de futebol, j\u00e1 tinham sido detetadas no espa\u00e7o por cientistas usando o Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer da NASA. O novo resultado \u00e9 a primeira vez que uma vers\u00e3o eletricamente carregada (ionizada) foi encontrada no meio interestelar.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Usando o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble, cientistas confirmaram a presen\u00e7a de mol\u00e9culas eletricamente carregadas no espa\u00e7o em forma de &#8220;bolas de futebol&#8221;, lan\u00e7ando luz sobre os misteriosos conte\u00fados do meio interestelar &#8211; o g\u00e1s e a poeira que preenchem o espa\u00e7o interestelar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dado que as estrelas e os planetas se formam a partir de nuvens de g\u00e1s e poeira no espa\u00e7o, &#8220;o meio interestelar difuso pode ser considerado como o ponto de partida para os processos que finalmente d\u00e3o origem a planetas e \u00e0 vida,&#8221; disse Martin Cordiner da Universidade Cat\u00f3lica da Am\u00e9rica, em Washington. &#8220;Assim, a identifica\u00e7\u00e3o completa do seu conte\u00fado fornece informa\u00e7\u00f5es sobre os ingredientes dispon\u00edveis para criar estrelas e planetas.&#8221; Cordiner, destacado no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland, \u00e9 o autor principal de um artigo sobre esta investiga\u00e7\u00e3o, publicado na edi\u00e7\u00e3o de 22 de abril da revista The Astrophysical Journal Letters.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As mol\u00e9culas identificadas por Cordiner e pela sua equipa s\u00e3o uma forma de carbono chamada &#8220;Buckminsterfulereno&#8221;, tamb\u00e9m chamadas &#8220;bucky-bola&#8221;, que consistem em 60 \u00e1tomos de carbono (C60) dispostos numa esfera oca. C60 j\u00e1 foi encontrado em alguns casos raros na Terra, em rochas e em minerais, e tamb\u00e9m pode aparecer em fuligem de combust\u00e3o a altas temperaturas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C60 tamb\u00e9m j\u00e1 foi visto no espa\u00e7o. No entanto, esta \u00e9 a primeira vez que a sua vers\u00e3o eletricamente carregada (ionizada) foi confirmada como presente no meio interestelar difuso. O C60 torna-se ionizado quando a luz ultravioleta das estrelas arranca um eletr\u00e3o da mol\u00e9cula, dando ao C60 uma carga positiva (C60+). &#8220;O meio interestelar difuso era historicamente considerado um ambiente demasiado rigoroso e t\u00e9nue para a ocorr\u00eancia de uma abund\u00e2ncia apreci\u00e1vel de mol\u00e9culas grandes,&#8221; explicou Cordiner. &#8220;Antes da dete\u00e7\u00e3o do C60, as maiores mol\u00e9culas conhecidas no espa\u00e7o tinham apenas 12 \u00e1tomos de tamanho. A nossa confirma\u00e7\u00e3o do C60+ mostra qu\u00e3o complexa a astroqu\u00edmica pode ser, mesmo nos ambientes de densidade mais baixa, os mais fortemente irradiados por radia\u00e7\u00e3o ultravioleta na Gal\u00e1xia.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A vida como a conhecemos \u00e9 baseada em mol\u00e9culas contendo carbono e esta descoberta mostra que as mol\u00e9culas complexas de carbono podem formar-se e sobreviver no ambiente hostil do espa\u00e7o interestelar. &#8220;De certa forma, a vida pode ser considerada como o expoente m\u00e1ximo da complexidade qu\u00edmica,&#8221; salientou Cordiner. &#8220;A presen\u00e7a do C60 demonstra inequivocamente um alto n\u00edvel de complexidade qu\u00edmica intr\u00ednseca aos ambientes espaciais e aponta para uma forte probabilidade de outras mol\u00e9culas extremamente complexas, portadoras de carbono, surgirem espontaneamente no espa\u00e7o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maior parte do meio interestelar \u00e9 hidrog\u00e9nio e h\u00e9lio, mas tem muitos compostos que ainda n\u00e3o foram identificados. Dado que o espa\u00e7o interestelar \u00e9 t\u00e3o remoto, os cientistas estudam como afeta a luz de algumas estrelas distantes para identificar o seu conte\u00fado. \u00c0 medida que a luz estelar passa pelo espa\u00e7o, os elementos e os compostos do meio interestelar absorvem e bloqueiam certas cores (comprimentos de onda) da luz. Quando os cientistas analisam a luz estelar, separando-a nas suas cores componentes (espectro), as cores que foram absorvidas parecem escuras ou ausentes. Cada elemento ou composto tem um padr\u00e3o de absor\u00e7\u00e3o \u00fanico que age como uma impress\u00e3o digital, permitindo com que seja identificado. No entanto, alguns padr\u00f5es de absor\u00e7\u00e3o do meio interestelar cobrem uma gama mais ampla de cores, que parecem diferentes de qualquer \u00e1tomo ou mol\u00e9cula conhecida na Terra. Esses padr\u00f5es de absor\u00e7\u00e3o s\u00e3o chamados de Bandas Interestelares Difusas (BIDs). A sua identidade permanece um mist\u00e9rio desde que foram descobertas por Mary Lea Heger, que publicou observa\u00e7\u00f5es das duas primeiras BIDs em 1922.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma BID pode ser atribu\u00edda encontrando uma correspond\u00eancia precisa com a impress\u00e3o digital de absor\u00e7\u00e3o de uma subst\u00e2ncia em laborat\u00f3rio. No entanto, existem milh\u00f5es de diferentes estruturas moleculares para testar, e levaria gera\u00e7\u00f5es a test\u00e1-las todas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Hoje, conhecemos mais de 440 BIDs, mas (al\u00e9m das poucas rec\u00e9m-atribu\u00eddas ao C60+) nenhuma foi identificada conclusivamente,&#8221; real\u00e7ou Cordiner. &#8220;Em conjunto, o aspeto das BIDs indica a presen\u00e7a de uma grande quantidade de mol\u00e9culas ricas em carbono no espa\u00e7o, algumas das quais podem eventualmente participar da qu\u00edmica que d\u00e1 origem \u00e0 vida. No entanto, a composi\u00e7\u00e3o e as caracter\u00edsticas deste material permanecer\u00e3o desconhecidas at\u00e9 que as BIDs restantes sejam atribu\u00eddas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D\u00e9cadas de estudos de laborat\u00f3rio n\u00e3o conseguiram encontrar uma correspond\u00eancia precisa com quaisquer BIDs at\u00e9 este trabalho sobre o C60+. No novo trabalho, a equipa conseguiu igualar o padr\u00e3o de absor\u00e7\u00e3o do C60+ em laborat\u00f3rio com as observa\u00e7\u00f5es do meio interestelar do Hubble, confirmando a designa\u00e7\u00e3o feita recentemente por uma equipa da Universidade de Basel, Su\u00ed\u00e7a, cujos estudos de laborat\u00f3rio forneceram os dados do C60+ necess\u00e1rios para compara\u00e7\u00e3o. O grande problema da dete\u00e7\u00e3o do C60+, usando telesc\u00f3pios terrestres convencionais, \u00e9 que o vapor de \u00e1gua atmosf\u00e9rico bloqueia a nossa vis\u00e3o do padr\u00e3o de absor\u00e7\u00e3o do C60+. No entanto, orbitando acima da maior parte da atmosfera, no espa\u00e7o, o Telesc\u00f3pio Hubble tem uma vista clara e desobstru\u00edda. No entanto, os cientistas ainda tiveram que puxar o Hubble muito al\u00e9m dos seus limites normais de sensibilidade para ter uma hip\u00f3tese de detetar as impress\u00f5es digitais fracas do C60+.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As estrelas observadas eram todas supergigantes azuis, localizadas no plano da nossa Gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea. O material interestelar da Via L\u00e1ctea est\u00e1 localizado principalmente num disco relativamente plano, de modo que as linhas de vis\u00e3o das estrelas no plano Gal\u00e1ctico atravessam as maiores quantidades de mat\u00e9ria interestelar e, portanto, mostram as caracter\u00edsticas de absor\u00e7\u00e3o mais fortes devido \u00e0s mol\u00e9culas interestelares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A dete\u00e7\u00e3o do C60+ no meio interestelar difuso suporta as expetativas da equipa de que as mol\u00e9culas muito grandes e carregadas de carbono s\u00e3o candidatas prov\u00e1veis a explicar muitas das BIDs n\u00e3o identificadas. Isto sugere que os futuros esfor\u00e7os de laborat\u00f3rio devem medir os padr\u00f5es de absor\u00e7\u00e3o de compostos relacionados com o C60+, a fim de ajudar a identificar algumas das restantes BIDs.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa est\u00e1 a tentar detetar C60+ em mais ambientes para ver como as bucky-bolas est\u00e3o disseminadas no Universo. De acordo com Cordiner, com base nas suas observa\u00e7\u00f5es at\u00e9 agora, parece que o C60+ est\u00e1 muito difundido na Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2019\/soccer-balls-in-space\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/bit.ly\/2X3HNDd\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1904.08821\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buckminsterfulereno:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Buckminsterfullerene\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fulereno:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Fullerene\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Meio interestelar:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Interstellar_medium\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www-ssg.sr.unh.edu\/ism\/intro.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de New Hampshire<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Bandas Interestelares Difusas (BIDs):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Diffuse_interstellar_bands\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00e3o de artista que mostra a presen\u00e7a de bucky-bolas no espa\u00e7o. 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