{"id":2176,"date":"2019-06-25T05:46:10","date_gmt":"2019-06-25T05:46:10","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2176"},"modified":"2019-06-25T05:46:12","modified_gmt":"2019-06-25T05:46:12","slug":"aneis-de-urano-brilham-em-luz-fria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/06\/25\/aneis-de-urano-brilham-em-luz-fria\/","title":{"rendered":"An\u00e9is de \u00darano &#8220;brilham&#8221; em luz fria"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/nrao19cb_Uranus_artimp2_06202019_SD.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/3nPzIVt-1024x576.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2177\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/3nPzIVt.png 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/3nPzIVt-300x169.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/3nPzIVt-768x432.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista do planeta \u00darano e do seu sistema de an\u00e9is escuros. Em vez de observarem a luz solar refletida dos an\u00e9is, os astr\u00f3nomos observaram o &#8220;brilho&#8221; milim\u00e9trico e infravermelho naturalmente emitido pelas part\u00edculas frias dos pr\u00f3prios an\u00e9is.<br>Cr\u00e9dito: NRAO\/AUI\/NSF; S. Dagnello<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os an\u00e9is de \u00darano s\u00e3o invis\u00edveis para todos, menos para os maiores telesc\u00f3pios &#8211; s\u00f3 foram descobertos em 1977 &#8211; e destacam-se como surpreendentemente brilhantes em novas imagens t\u00e9rmicas do planeta obtidas por dois grandes telesc\u00f3pios no Chile.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O brilho t\u00e9rmico abre aos astr\u00f3nomos outra janela para os an\u00e9is, que foram apenas observados porque refletem um pouco de luz no vis\u00edvel e no infravermelho pr\u00f3ximo. As novas imagens obtidas pelo ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array) e pelo VLT (Very Large Telescope) permitiram \u00e0 equipa medir, pela primeira vez, a temperatura dos an\u00e9is: uns frios 77 Kelvin (-196,15\u00ba C), 77 graus acima do zero absoluto &#8211; a temperatura de ebuli\u00e7\u00e3o do azoto l\u00edquido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As observa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m confirmam que o anel mais brilhante e denso de \u00darano, chamado anel \u00e9psilon, difere dos outros sistemas de an\u00e9is conhecidos dentro do nosso Sistema Solar, em particular dos an\u00e9is espetacularmente bonitos de Saturno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os an\u00e9is de Saturno, principalmente de gelo, s\u00e3o brilhantes, largos e as suas part\u00edculas t\u00eam v\u00e1rios tamanhos, desde tamanhos microsc\u00f3picos no anel D, o mais interno, at\u00e9 dezenas de metros nos an\u00e9is principais,&#8221; disse Imke de Pater, professora de astronomia na Universidade da Calif\u00f3rnia em Berkeley, EUA. &#8220;A gama mais pequena est\u00e1 ausente dos principais an\u00e9is de \u00darano; o anel mais brilhante, \u00e9psilon, \u00e9 composto de rochas do tamanho de bolas de golfe e maiores.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em compara\u00e7\u00e3o, os an\u00e9is de J\u00fapiter cont\u00eam principalmente part\u00edculas de tamanho microm\u00e9trico (um micr\u00f3metro \u00e9 um mil\u00e9simo de mil\u00edmetro). Os an\u00e9is de Neptuno s\u00e3o na sua maioria poeira e at\u00e9 mesmo \u00darano tem camadas largas de poeira entre os an\u00e9is estreitos principais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00f3s j\u00e1 sabemos que o anel \u00e9psilon \u00e9 um pouco estranho, porque n\u00e3o vemos o material mais pequeno,&#8221; disse o estudante Edward Molter. &#8220;Algo tem vindo a varrer os objetos mais pequenos ou a junt\u00e1-los todos. Simplesmente n\u00e3o sabemos. Este \u00e9 um passo para entender a sua composi\u00e7\u00e3o e se todos os an\u00e9is vieram do mesmo material de origem ou se cada um tem uma origem diferente.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/e6dow6T.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/e6dow6T.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Composi\u00e7\u00e3o da atmosfera e dos an\u00e9is de \u00darano no r\u00e1dio, obtida pelo ALMA em dezembro de 2017. A imagem mostra, pela primeira vez, a emiss\u00e3o t\u00e9rmica, ou calor, dos an\u00e9is de \u00darano, permitindo com que os cientistas determinassem a sua temperatura: 77 K (-196,15\u00ba C). As bandas escuras na atmosfera de \u00darano, nestes comprimentos de onda, mostram a presen\u00e7a de mol\u00e9culas que absorvem ondas de r\u00e1dio, em particular o g\u00e1s sulfato de hidrog\u00e9nio (H2S), e as regi\u00f5es brilhantes como na mancha polar norte cont\u00eam muito poucas quantidades destas mol\u00e9culas.<br>Cr\u00e9dito: ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO); Edward M. Molter e Imke de Pater <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os an\u00e9is podem ser antigos asteroides capturados pela gravidade do planeta, remanescentes de luas que colidiram umas com as outras e se fragmentaram, restos de luas dilaceradas quando passaram demasiado perto de \u00darano, ou detritos remanescentes do tempo de forma\u00e7\u00e3o h\u00e1 4,5 mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os novos dados foram publicados a semana passada na revista The Astronomical Journal. De Pater e Molter lideraram as observa\u00e7\u00f5es do ALMA, enquanto Michael Roman e Leight Fletcher da Universidade de Leicester, Reino Unido, lideraram as observa\u00e7\u00f5es do VLT.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os an\u00e9is de \u00darano s\u00e3o composicionalmente diferentes do anel principal de Saturno, no sentido que no vis\u00edvel e no infravermelho, o albedo \u00e9 muito mais baixo: s\u00e3o realmente escuros, como carv\u00e3o,&#8221; explicou Molter. &#8220;S\u00e3o tamb\u00e9m extremamente estreitos em compara\u00e7\u00e3o com os an\u00e9is de Saturno. O mais largo, o anel \u00e9psilon, varia de 20 a 100 quil\u00f3metros de largura, enquanto os de Saturno t\u00eam centenas ou dezenas de milhares de quil\u00f3metros de largura.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A aus\u00eancia de part\u00edculas de poeira de tamanho microsc\u00f3pico, nos an\u00e9is principais de \u00darano, foi observada pela primeira vez quando a Voyager 2 passou pelo planeta em 1986 e os fotografou. No entanto, a sonda foi incapaz de medir a temperatura dos an\u00e9is.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 \u00e0 data, os astr\u00f3nomos contaram um total de 13 an\u00e9is ao redor do planeta, com algumas faixas de poeira entre os an\u00e9is. Os an\u00e9is diferem de outras maneiras dos de Saturno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 interessante que possamos fazer isto com os instrumentos que temos,&#8221; real\u00e7ou Molter. &#8220;Estava apenas a tentar observar o planeta o melhor que conseguia e vi os an\u00e9is. Foi fant\u00e1stico.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ambas as observa\u00e7\u00f5es do VLT e do ALMA foram projetadas para explorar a estrutura de temperatura da atmosfera de \u00darano, com o VLT a sondar comprimentos de onda mais curtos do que o ALMA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Fic\u00e1mos surpresos ao ver os an\u00e9is saltarem claramente \u00e0 vista quando reduzimos os dados pela primeira vez,&#8221; salientou Fletcher.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isto representa uma oportunidade excitante para o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, que ser\u00e1 capaz de fornecer restri\u00e7\u00f5es espectrosc\u00f3picas bastante melhores dos an\u00e9is de \u00darano ao longo da pr\u00f3xima d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/news\/2019-alma-rings-uranus\/\" target=\"_blank\">\/\/ NRAO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.berkeley.edu\/2019\/06\/20\/astronomers-see-warm-glow-of-uranuss-rings\/\" target=\"_blank\">\/\/ UC Berkeley (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1905.12566\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2019-06\/uoc--as062019.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/uranus-rings-warm-glow.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/142626\/uranus-rings-are-surprisingly-bright-in-thermal-emissions\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/amazing-images-of-uranus-rings-show-they-re-unlike-anything-else-in-the-solar-system\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"http:\/\/spaceref.com\/uranus\/the-warm-glow-of-uranuss-rings.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">spaceref<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2019\/06\/190620153544.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-06-astronomers-uranus.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/gizmodo.com\/behold-scientists-get-great-view-of-uranus-glowing-rin-1835730739\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gizmodo<\/a><br><a href=\"https:\/\/metro.co.uk\/2019\/06\/21\/astronomers-probing-uranus-icy-cold-ring-10023456\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">METRO<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u00darano:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Uranus_(planet)\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Rings_of_Uranus\" target=\"_blank\">An\u00e9is de \u00darano (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nrao.edu\/index.php\/about\/facilities\/alma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/alma.mtk.nao.ac.jp\/e\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NAOJ)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLT:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00e3o de artista do planeta \u00darano e do seu sistema de an\u00e9is escuros. 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