{"id":2172,"date":"2019-06-25T05:43:09","date_gmt":"2019-06-25T05:43:09","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2172"},"modified":"2019-06-25T05:43:10","modified_gmt":"2019-06-25T05:43:10","slug":"telescopio-webb-vai-estudar-saturno-e-a-sua-lua-tita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/06\/25\/telescopio-webb-vai-estudar-saturno-e-a-sua-lua-tita\/","title":{"rendered":"Telesc\u00f3pio Webb vai estudar Saturno e a sua lua Tit\u00e3"},"content":{"rendered":"\n<p> Se perguntar a um estranho na rua qual o seu planeta favorito, provavelmente a resposta ser\u00e1 Saturno. Os impressionantes an\u00e9is de Saturno s\u00e3o uma vista memor\u00e1vel em qualquer telesc\u00f3pio amador. Mas ainda h\u00e1 muito a aprender sobre Saturno, especialmente sobre o clima e a qu\u00edmica do planeta, bem como sobre a origem do seu opulento sistema de an\u00e9is. Ap\u00f3s o seu lan\u00e7amento em 2021, o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA observar\u00e1 Saturno, os seus an\u00e9is e a sua fam\u00edlia de luas como parte de um abrangente programa do Sistema Solar. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/cassini_saturn-vortex_vlt_0.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"857\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/3OAdGTx.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2173\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/3OAdGTx.jpg 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/3OAdGTx-300x261.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/3OAdGTx-768x668.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>Esta imagem mostra uma gigante tempestade saturniana observada em comprimentos de onda do infravermelho m\u00e9dio pelo VLT (Very Large Telescope) do ESO em 2011. Os gases quentes que alimentam a tempestade fazem-na brilhar em compara\u00e7\u00e3o com o resto do planeta.<br>Cr\u00e9dito: L. Fletcher (Universidade de Leicester) e ESO<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Este estudo ser\u00e1 levado a cabo atrav\u00e9s de um programa de Observa\u00e7\u00f5es de Tempo Garantido liderado por Heidi Hammel, astr\u00f3noma planet\u00e1ria e vice-presidente executiva da AURA (Association of Universities for Research in Astronomy) em Washington, D.C., EUA. Hammel foi, em 2002, selecionada pela NASA como cientista interdisciplinar do Webb.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O objetivo deste programa \u00e9 demonstrar as capacidades do Webb para observa\u00e7\u00f5es do Sistema Solar, incluindo observa\u00e7\u00f5es de objetos brilhantes, o rastreamento de objetos em movimento e a localiza\u00e7\u00e3o de alvos fracos ao lado de objetos brilhantes,&#8221; explicou Hammel. &#8220;Os dados ser\u00e3o disponibilizados para a comunidade do Sistema Solar o mais r\u00e1pido poss\u00edvel para mostrar que o Webb pode fazer o que prometemos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O Webb vai prosseguir onde a sonda Cassini da NASA parou. A Cassini orbitou Saturno durante 13 anos, de 2004 at\u00e9 a miss\u00e3o terminar em 2017, quando mergulhou na atmosfera de Saturno. Desde ent\u00e3o, programas como o OPAL (Outer Planet Atmospheres Legacy) do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble e medi\u00e7\u00f5es no solo t\u00eam sido a \u00fanica maneira de monitorizar Saturno.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/saturn_0.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/4kFuK4i.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Saturno tamb\u00e9m tem auroras como a Terra. Aqui, observa\u00e7\u00f5es ultravioletas de uma aurora, pelo Hubble, est\u00e3o sobrepostas numa imagem \u00f3tica do planeta.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, J. Clarke (Universidade de Boston) e Z. Levay (STScI) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>As esta\u00e7\u00f5es de Saturno<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Saturno est\u00e1 inclinado no seu eixo, tal como a Terra e, como resultado, tamb\u00e9m tem esta\u00e7\u00f5es \u00e0 medida que orbita o Sol. No entanto, como o ano de Saturno equivale a 30 anos terrestres, cada esta\u00e7\u00e3o dura cerca de sete anos e meio. A Cassini chegou durante o ver\u00e3o no hemisf\u00e9rio sul (inverno no hemisf\u00e9rio norte). Mas agora \u00e9 ver\u00e3o no hemisf\u00e9rio norte. Os astr\u00f3nomos est\u00e3o ansiosos por procurar mudan\u00e7as sazonais na atmosfera de Saturno.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estas observa\u00e7\u00f5es v\u00e3o dar-nos um ensaio completo do sistema de Saturno para ver o que mudou, para ver como as esta\u00e7\u00f5es evolu\u00edram desde os \u00faltimos vislumbres da Cassini e para aproveitar capacidades do Webb que a Cassini nunca teve,&#8221; disse Leigh Fletcher, da Universidade de Leicester, Inglaterra, investigador principal do programa.<\/p>\n\n\n\n<p>No final de 2010, uma tempestade monstruosa irrompeu no hemisf\u00e9rio norte de Saturno. Come\u00e7ou como uma mancha pequena, mas cresceu rapidamente, at\u00e9 que no final de janeiro de 2011 cercava o planeta. Os astr\u00f3nomos ficaram surpresos porque tais tempestades normalmente s\u00f3 se formam depois do solst\u00edcio de ver\u00e3o, que ocorreu em 2017. Eles v\u00e3o observar mais tempestades \u00e0 medida que o hemisf\u00e9rio norte de Saturno passa de ver\u00e3o para outono ao longo da miss\u00e3o do Webb.<\/p>\n\n\n\n<p>As tempestades n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos fen\u00f3menos atmosf\u00e9ricos que Saturno e a Terra partilham. Saturno tamb\u00e9m tem auroras. Estas auroras desencadeiam mudan\u00e7as qu\u00edmicas na atmosfera de Saturno, quebrando algumas mol\u00e9culas e permitindo a forma\u00e7\u00e3o de algumas novas. O Webb vai procurar assinaturas desta qu\u00edmica invulgar em comprimentos de onda infravermelhos, particularmente na regi\u00e3o polar norte.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/pia21890_titan_figb_0.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/9fiuFWb.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Camadas nubladas de hidrocarbonetos rodeiam a lua de Saturno, Tit\u00e3. \u00c0 sua superf\u00edcie, rios de metano correm para lagos.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/Space Science Institute <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Tit\u00e3, a maior lua de Saturno<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A maior lua de Saturno, Tit\u00e3, tamb\u00e9m cair\u00e1 sob o olhar poderoso do Webb. Tit\u00e3 n\u00e3o tem igual porque \u00e9 a \u00fanica lua do nosso Sistema Solar com uma atmosfera substancial. Na verdade, \u00e9 maior que o planeta Merc\u00fario. A press\u00e3o atmosf\u00e9rica em Tit\u00e3 \u00e9 cerca de 50% maior que a da Terra. Tal como na Terra, essa atmosfera \u00e9 principalmente azoto, mas Tit\u00e3 tamb\u00e9m possui hidrocarbonetos vaporosos como o metano. Tit\u00e3 \u00e9 tamb\u00e9m muito mais fria que a Terra, com uma temperatura de superf\u00edcie que ronda os -180\u00ba C.<\/p>\n\n\n\n<p>No interior da atmosfera de Tit\u00e3, as rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas est\u00e3o constantemente a produzir a sua composi\u00e7\u00e3o. As mol\u00e9culas s\u00e3o quebradas nos seus constituintes como carbono, hidrog\u00e9nio, oxig\u00e9nio e azoto. Esses \u00e1tomos formam novas mol\u00e9culas, que se infiltram no ar e se acomodam em qualquer polo onde seja inverno.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A atmosfera de Tit\u00e3 \u00e9 como um grande laborat\u00f3rio de qu\u00edmica,&#8221; disse Conor Nixon, do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA, em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland, investigador principal do programa. Nixon e colegas v\u00e3o usar os instrumentos NIRSpec (Near-Infrared Spectrograph) e MIRI (Mid Infrared Imager) do Webb para estudar estas mol\u00e9culas em muito mais detalhe do que os instrumentos da Cassini permitiam.<\/p>\n\n\n\n<p>Tit\u00e3 \u00e9 tamb\u00e9m o \u00fanico objeto do nosso Sistema Solar, al\u00e9m da Terra, com mares e lagos l\u00edquidos \u00e0 sua superf\u00edcie. Enquanto a Terra tem um ciclo de \u00e1gua no qual a \u00e1gua evapora, cai como chuva e flui pelos rios at\u00e9 ao oceano, Tit\u00e3 tem um ciclo similar com o metano. Em Tit\u00e3, a chuva de metano escava leitos de rios atrav\u00e9s de \u00e1gua gelada como rocha antes de correr para os mares. A Cassini e a sua pequena sonda Huygens, da ESA, que aterrou em Tit\u00e3 em 2004, fizeram descobertas not\u00e1veis sobre esta lua saturniana. O Webb vai estudar os ciclos clim\u00e1ticos sazonais de Tit\u00e3 para compar\u00e1-los com os modelos dos astr\u00f3nomos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Tit\u00e3 tem nuvens e clima que podemos ver mudando em tempo real. A sua qu\u00edmica \u00e9 muito diferente da da Terra, mas ainda \u00e9 qu\u00edmica org\u00e2nica baseado no carbono,&#8221; disse Stefanie Milam de Goddard, coinvestigadora do programa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/moons_activeworlds_0.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/1EDlGH7.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> As luas Io e Europa, de J\u00fapiter, e Enc\u00e9lado e Tit\u00e3, de Saturno, mostram atividade geol\u00f3gica not\u00e1vel para o seu tamanho pequeno, como caracter\u00edsticas que v\u00e3o desde vulc\u00f5es a plumas de \u00e1gua a poss\u00edveis oceanos subsuperficiais.<br>Cr\u00e9dito: J. Olmsted (STScI) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O tempo de vida da miss\u00e3o do Webb, ap\u00f3s o lan\u00e7amento, foi projetado para ser pelo menos de cinco anos e meio, mas poder\u00e1 durar dez ou mais. Como resultado, pode observar o ver\u00e3o no hemisf\u00e9rio norte passando pelo equin\u00f3cio de outono e para a primavera a sul. Quase que &#8220;completaria o c\u00edrculo&#8221; come\u00e7ado quando a Cassini chegou a Saturno durante o ver\u00e3o no hemisf\u00e9rio sul.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00f3s genuinamente teremos coberto todo um ano de Saturno. Seria uma experi\u00eancia bastante reveladora,&#8221; disse Fletcher.<\/p>\n\n\n\n<p>O Telesc\u00f3pio Espacial James Webb ser\u00e1 o principal observat\u00f3rio cient\u00edfico espacial quando for lan\u00e7ado em 2021. Vai resolver mist\u00e9rios do nosso Sistema Solar, olhar para mundos distantes ao redor de outras estrelas e investigar as misteriosas estruturas e origens do nosso Universo e o nosso lugar nele. O Webb \u00e9 um projeto internacional liderado pela NASA e pelos seus parceiros, a ESA e a Ag\u00eancia Espacial Canadiana.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2019\/nasa-s-webb-telescope-will-survey-saturn-and-its-moon-titan\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/science-e\/www\/area\/index.cfm?fareaid=29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Saturno:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.solarviews.com\/eng\/saturn.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Solarviews<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Saturn_%28planet%29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tit\u00e3:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.solarviews.com\/eng\/titan.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Solarviews<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Titan_%28moon%29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cassini:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/saturn.jpl.nasa.gov\/home\/index.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cassini-Huygens\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Huygens:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/SPECIALS\/Cassini-Huygens\/index.html\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Huygens_probe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se perguntar a um estranho na rua qual o seu planeta favorito, provavelmente a resposta ser\u00e1 Saturno. 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