{"id":2149,"date":"2019-06-14T05:24:20","date_gmt":"2019-06-14T05:24:20","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2149"},"modified":"2019-06-14T05:24:22","modified_gmt":"2019-06-14T05:24:22","slug":"astrofisica-anuncia-a-sua-descoberta-de-quasares-frios-que-podem-reescrever-como-as-galaxias-morrem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/06\/14\/astrofisica-anuncia-a-sua-descoberta-de-quasares-frios-que-podem-reescrever-como-as-galaxias-morrem\/","title":{"rendered":"Astrof\u00edsica anuncia a sua descoberta de &#8220;quasares frios&#8221; que podem reescrever como as gal\u00e1xias morrem"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/today.ku.edu\/sites\/news.ku.edu\/files\/images\/general\/2019_news\/june\/Quasar_news1_BL.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"467\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Quasar_news1_BL.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2150\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Quasar_news1_BL.jpg 700w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Quasar_news1_BL-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista que ilustra um quasar energ\u00e9rtico que limpou o centro da sua gal\u00e1xia de g\u00e1s e poeira, e os ventos est\u00e3o agora a propagar-se para os arredores. Em pouco tempo n\u00e3o haver\u00e1 mais g\u00e1s e poeira, permanecer\u00e1 apenas um quasar luminoso azul.<br>Cr\u00e9dito: Michelle Vigeant<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante a 234.\u00aa reuni\u00e3o da Sociedade Astron\u00f3mica Americana em St. Louis, Allison Kirkpatrick, professora assistente de f\u00edsica e astronomia da Universidade do Kansas, anunciou a sua descoberta de &#8220;quasares frios&#8221; &#8211; gal\u00e1xias com abund\u00e2ncia de g\u00e1s frio que ainda podem produzir novas estrelas apesar de terem um quasar no centro. A descoberta revolucion\u00e1ria subverte suposi\u00e7\u00f5es sobre a matura\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias e pode representar uma fase do ciclo de vida de todas as gal\u00e1xias, desconhecida at\u00e9 agora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um quasar, ou &#8220;fonte de r\u00e1dio quase estelar&#8221;, \u00e9 essencialmente um buraco negro supermassivo em esteroides. O g\u00e1s que cai em dire\u00e7\u00e3o a um quasar no centro de uma gal\u00e1xia forma um &#8220;disco de acre\u00e7\u00e3o&#8221;, que pode lan\u00e7ar uma quantidade incompreens\u00edvel de energia eletromagn\u00e9tica, muitas vezes com uma luminosidade centenas de vezes maior do que uma gal\u00e1xia t\u00edpica. Normalmente, a forma\u00e7\u00e3o de um quasar \u00e9 semelhante \u00e0 aposenta\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica e h\u00e1 muito que se pensa assinalar o fim da capacidade de uma gal\u00e1xia em produzir novas estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Todo o g\u00e1s que est\u00e1 a ser acretado pelo buraco negro \u00e9 aquecido e emite raios-X,&#8221; disse Kirkpatrick. &#8220;O comprimento de onda da luz que \u00e9 libertada corresponde ao qu\u00e3o quente algo \u00e9. Por exemplo, n\u00f3s humanos emitimos radia\u00e7\u00e3o infravermelha. Mas algo que emite raios-X \u00e9 das coisas mais quentes do Universo. Este g\u00e1s come\u00e7a a acumular-se no buraco negro e come\u00e7a a mover-se a velocidades relativistas; tamb\u00e9m temos um campo magn\u00e9tico em torno deste g\u00e1s, que pode ficar torcido. Da mesma forma que temos proemin\u00eancias solares, tamb\u00e9m temos jatos de material que passam por estas linhas do campo magn\u00e9tico e s\u00e3o atirados para longe do buraco negro. Estes jatos essencialmente sufocam o reservat\u00f3rio de g\u00e1s da gal\u00e1xia, de modo que mais nenhum g\u00e1s pode cair sobre a gal\u00e1xia e formar novas estrelas. Quando uma gal\u00e1xia deixa de produzir estrelas, dizemos que \u00e9 uma gal\u00e1xia morta e passiva.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, no levantamento de Kirkpatrick, cerca de 10% das gal\u00e1xias que hospedam buracos negros supermassivos em acre\u00e7\u00e3o tinham um reservat\u00f3rio de g\u00e1s frio remanescente depois de entrar nesta fase e ainda criavam novas estrelas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/ipcufTL.png\" alt=\"\"\/><figcaption>Imagem de um quasar azul \u00f3tico a 7 mil milh\u00f5es de anos-luz. Normalmente, um objeto deste g\u00e9nero n\u00e3o teria emiss\u00e3o infravermelha.<br>Cr\u00e9dito: DECaLS DR7\/NOAO <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Isto, por si s\u00f3, \u00e9 surpreendente,&#8221; comentou. &#8220;Toda esta popula\u00e7\u00e3o \u00e9 um monte de objetos diferentes. Algumas das gal\u00e1xias t\u00eam assinaturas \u00f3bvias de fus\u00f5es; algumas parecem-se muito com a Via L\u00e1ctea e t\u00eam bra\u00e7os espirais bastante discern\u00edveis. Algumas s\u00e3o muito compactas. Desta popula\u00e7\u00e3o diversa, temos mais 10% realmente \u00fanicas e inesperadas. S\u00e3o fontes muito luminosas, compactas e azuis. Parecem-se com buracos negros supermassivos nos est\u00e1gios finais, depois de terem &#8220;desligado&#8221; toda a forma\u00e7\u00e3o estelar de uma gal\u00e1xia. Est\u00e3o a evoluir para uma gal\u00e1xia el\u00edptica passiva, no entanto tamb\u00e9m encontr\u00e1mos nelas muito g\u00e1s frio. Esta \u00e9 a popula\u00e7\u00e3o que estou a chamar de &#8220;quasares frios&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A astrof\u00edsica da Universidade do Kansas suspeitou que os &#8220;quasares frios&#8221; da sua investiga\u00e7\u00e3o representavam um breve per\u00edodo ainda por reconhecer das fases finais da vida de uma gal\u00e1xia &#8211; em termos da vida humana, a fugaz fase do &#8220;quasar frio&#8221; pode ser algo parecido a uma festa de aposenta\u00e7\u00e3o de uma gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estas gal\u00e1xias s\u00e3o raras porque est\u00e3o em fase de transi\u00e7\u00e3o &#8211; observ\u00e1mo-las logo antes da forma\u00e7\u00e3o estelar ficar extinta e este per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o deve ser muito curto,&#8221; disse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Kirkpatrick identificou pela primeira vez os objetos de interesse numa \u00e1rea do SDSS (Sloan Digital Sky Survey), o mapa digital mais detalhado do Universo atualmente dispon\u00edvel. Numa \u00e1rea denominada &#8220;Stripe 82,&#8221; Kirkpatrick e colegas conseguiram identificar visualmente os quasares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ent\u00e3o estud\u00e1mos esta \u00e1rea em raios-X com o telesc\u00f3pio XMM-Newton,&#8221; acrescentou. &#8220;Os raios-X s\u00e3o a principal assinatura dos buracos negros em crescimento. Seguidamente, recorremos ao Telesc\u00f3pio Espacial Herschel, um telesc\u00f3pio infravermelho que pode detetar g\u00e1s e poeira na gal\u00e1xia hospedeira. N\u00f3s selecion\u00e1mos as gal\u00e1xias que conseguimos encontrar tanto em raios-X quanto no infravermelho.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/U6DkArK.png\" alt=\"\"\/><figcaption>Esta imagem mostra a emiss\u00e3o de poeira da mesma gal\u00e1xia. \u00c9 surpreendentemente brilhante &#8211; um dos objetos mais brilhantes do campo de vis\u00e3o. Devido \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o do telesc\u00f3pio, n\u00e3o se sabe bem o aspeto desta poeira (da\u00ed a impress\u00e3o de artista da 1.\u00aa imagem).<br>Cr\u00e9dito: Herschel\/ESA <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A investigadora disse que as suas descobertas d\u00e3o aos cientistas uma nova compreens\u00e3o e detalhes de como a extin\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o estelar nas gal\u00e1xias ocorre e que anulam v\u00e1rios pressupostos sobre os quasares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;J\u00e1 sab\u00edamos que os quasares passam por uma fase de poeira obscurante,&#8221; disse Kirkpatrick. &#8220;N\u00f3s sab\u00edamos que passam por uma fase muito encoberta onde a poeira cerca o buraco negro supermassivo. N\u00f3s chamamos a isto de fase de quasar vermelho. Mas agora encontr\u00e1mos este regime \u00fanico de transi\u00e7\u00e3o que n\u00e3o conhec\u00edamos. Antes, se diss\u00e9ssemos a algu\u00e9m que t\u00ednhamos encontrado um quasar luminoso com um tom \u00f3tico azulado &#8211; mas que ainda tinha muita poeira, muito g\u00e1s e muita forma\u00e7\u00e3o estelar &#8211; esse algu\u00e9m diria: &#8216;N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 esse o aspeto destas coisas.'&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Kirkpatrick espera, no futuro, determinar se a fase de &#8220;quasar frio&#8221; ocorre com uma classe espec\u00edfica de gal\u00e1xia ou com todas as gal\u00e1xias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00f3s pens\u00e1mos que estas coisas acontecem quando temos um buraco negro em crescimento, coberto por poeira e g\u00e1s, e come\u00e7a a soprar este material,&#8221; disse. &#8220;Torna-se ent\u00e3o um objeto azul luminoso. Assumimos que, quando expele o seu pr\u00f3prio g\u00e1s, expele tamb\u00e9m o g\u00e1s hospedeiro. Mas parece que com estes objetos, n\u00e3o \u00e9 este o caso. Estes expelem a sua pr\u00f3pria poeira &#8211; de modo que os vemos como um objeto azul &#8211; mas ainda n\u00e3o dissiparam toda a poeira e g\u00e1s das gal\u00e1xias hospedeiras. Esta \u00e9 uma fase de transi\u00e7\u00e3o, digamos de 10 milh\u00f5es de anos. Em escalas de tempo universais, isto \u00e9 realmente curto &#8211; e \u00e9 dif\u00edcil observar. Estamos a fazer o que chamamos de pesquisa cega para encontrar objetos que n\u00e3o est\u00e1vamos \u00e0 procura. E, ao encontrarmos estes objetos, sim, isso poder\u00e1 implicar que acontece com todas as gal\u00e1xias.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Kirkpatrick recolheu dados at\u00e9 2015 com o Telesc\u00f3pio XMM-Newton, um telesc\u00f3pio de raios-X altamente produtivo operado pela ESA. O seu trabalho faz parte de uma colabora\u00e7\u00e3o chamada Hist\u00f3ria de Acre\u00e7\u00e3o dos AGN (Active Galactic Nuclei) liderada pela astrof\u00edsica Meg Urry da Universidade de Yale, que re\u00fane dados de arquivo e realiza uma an\u00e1lise em v\u00e1rios comprimentos de onda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/today.ku.edu\/2019\/06\/05\/astrophysicist-announces-her-discovery-new-class-cold-quasars-could-rewrite\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade do Kansas (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2019-06\/uok-aah061019.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-06-astrophysicists-discovery-rewrite-story-galaxies.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2019\/06\/12\/world\/quasar-galaxy-stars-scn\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Quasar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Quasar\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buraco negro supermassivo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o estelar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Star_formation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio XMM-Newton:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/xmm-newton\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/XMM-Newton\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Espacial Herschel:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/science-e\/www\/area\/index.cfm?fareaid=16\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA (ci\u00eancia e tecnologia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/herschel.esac.esa.int\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA (centro cient\u00edfico)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/SPECIALS\/Herschel\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA (p\u00e1gina de opera\u00e7\u00f5es)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/herschel\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.herschel.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Caltech<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Herschel_Space_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00e3o de artista que ilustra um quasar energ\u00e9rtico que limpou o centro da sua gal\u00e1xia de g\u00e1s e poeira, e os ventos est\u00e3o agora a propagar-se para os arredores. 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