{"id":2143,"date":"2019-06-14T05:18:03","date_gmt":"2019-06-14T05:18:03","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2143"},"modified":"2019-06-14T05:18:05","modified_gmt":"2019-06-14T05:18:05","slug":"diretamente-de-um-planeta-distante-pistas-espectrais-de-intrigante-paradoxo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/06\/14\/diretamente-de-um-planeta-distante-pistas-espectrais-de-intrigante-paradoxo\/","title":{"rendered":"Diretamente de um planeta distante: pistas espectrais de intrigante paradoxo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CI Tau b \u00e9 um planeta paradoxal, mas uma nova investiga\u00e7\u00e3o sobre a sua massa, brilho e mon\u00f3xido de carbono na sua atmosfera est\u00e1 a come\u00e7ar a responder a perguntas sobre como um planeta t\u00e3o grande pode ter-se formado em torno de uma estrela com apenas 2 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Num encontro da Sociedade Astron\u00f3mica Americana que decorreu na passada segunda-feira em St. Louis, EUA, os astr\u00f3nomos Christopher Johns-Krull da Universidade Rice e Lisa Prato do Observat\u00f3rio Lowell apresentaram descobertas de uma an\u00e1lise espectrosc\u00f3pica no infravermelho pr\u00f3ximo, ao longo de quatro anos, de CI Tau b, um exoplaneta gigante, um &#8220;J\u00fapiter quente&#8221;, numa \u00f3rbita \u00edntima de nove dias em torno da sua estrela hospedeira, situada a cerca de 450 anos-luz da Terra na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Touro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/s.aolcdn.com\/hss\/storage\/midas\/65bc4ebe817b022aec79df6da8f923a\/203007195\/planet-forming-disk-image.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"430\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/0610_PLANET-b.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2144\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/0610_PLANET-b.jpg 640w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/0610_PLANET-b-300x202.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/0610_PLANET-b-110x75.jpg 110w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista de v\u00e1rios planetas gigantes gasosos em \u00f3rbita de uma jovem estrela que tem um disco protoplanet\u00e1rio remanescente. Dado que o disco remanescente de CI Tau est\u00e1 ligeiramente inclinado, mais ou menos id\u00eantico ao que vemos na imagem, os astr\u00f3nomos conseguiram medir diretamente a luz tanto da estrela quanto do seu \u00edntimo planeta CI Tau b.\nCr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/T. Pyle<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A coisa mais emocionante \u00e9 que somos capazes de detetar luz diretamente do planeta, e \u00e9 a primeira vez que tal foi feito para um planeta t\u00e3o perto de uma estrela t\u00e3o jovem,&#8221; disse Johns-Krull, professor de f\u00edsica e astronomia e coautor de um artigo que ser\u00e1 publicado na revista Astrophysical Journal Letters da Sociedade Astron\u00f3mica Americana. &#8220;A maneira mais valiosa de aprender como os planetas se formam \u00e9 estudando planetas, como CI Tau b, que ainda est\u00e3o a formar-se ou que acabaram de se formar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante d\u00e9cadas, a maioria dos astr\u00f3nomos acreditava que planetas gigantes como J\u00fapiter e Saturno formavam-se longe das suas estrelas ao longo de per\u00edodos de 10 milh\u00f5es de anos ou mais. Mas a descoberta de d\u00fazias de &#8220;J\u00fapiteres quentes&#8221; levou a novos modelos te\u00f3ricos que descrevem como esses planetas se podem formar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Johns-Krull disse que a idade de CI Tau b fez dele o candidato perfeito para observa\u00e7\u00e3o com o IGRINS (Immersion Grating Infrared Spectrograph), o instrumento \u00fanico de alta resolu\u00e7\u00e3o usado durante observa\u00e7\u00f5es de CI Tau b com o Telesc\u00f3pio Harlan J. Smith de 2,7 metros do Observat\u00f3rio McDonald e com o Telesc\u00f3pio do Discovery Channel de 4,3 metros do Observat\u00f3rio Lowell.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dado que cada elemento at\u00f3mico e mol\u00e9cula numa estrela emite luz de um conjunto \u00fanico de comprimentos de onda, os astr\u00f3nomos podem procurar assinaturas espec\u00edficas, ou linhas espectrais, para ver se um elemento est\u00e1 presente numa estrela ou em planetas distantes. As linhas espectrais tamb\u00e9m podem revelar a temperatura, a densidade de uma estrela e a velocidade a que se est\u00e1 a deslocar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/cpb-us-e1.wpmucdn.com\/news-network.rice.edu\/dist\/c\/2\/files\/2019\/06\/0610_PLANET-lfcjk34-lg.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cpb-us-e1.wpmucdn.com\/news-network.rice.edu\/dist\/c\/2\/files\/2019\/06\/0610_PLANET-lfcjk34-lg.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Os astr\u00f3nomos Laura Flagg e Christopher Johns-Krull com uma impress\u00e3o de artista de um sistema parecido ao de CI Tau. Juntamente com os colegas do Observat\u00f3rio Lowell, da Universidade do Texas em Austin e do Observat\u00f3rio McDonald, usaram dados espectrais para fazer a primeira medi\u00e7\u00e3o direta da massa e do brilho de um jovem &#8220;J\u00fapiter quente&#8221;, chamado CI Tau b.<br>Cr\u00e9dito: Jeff Fitlow\/Universidade Rice <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Prato disse que a equipa de investiga\u00e7\u00e3o usou as linhas espectrais do mon\u00f3xido de carbono para distinguir entre a luz emitida pelo planeta e a luz emitida pela estrela pr\u00f3xima.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Muitas das linhas espectrais que est\u00e3o no planeta tamb\u00e9m est\u00e3o na estrela,&#8221; explicou Prato. &#8220;Se tanto o planeta quanto a estrela estivessem estacion\u00e1rios, as suas linhas espectrais juntavam-se e n\u00f3s n\u00e3o saber\u00edamos dizer quais as que eram da estrela e quais as que eram do planeta. Mas dado que o planeta orbita rapidamente a sua estrela, as suas linhas desviam-se para a frente e para tr\u00e1s dramaticamente. Podemos subtrair as linhas da estrela e ver apenas as linhas do planeta. E, a partir da\u00ed, podemos determinar qu\u00e3o brilhante \u00e9 o planeta, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 estrela, o que nos diz algo sobre como foi formado.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isto porque o brilho de uma estrela ou planeta depende do tamanho e da temperatura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As evid\u00eancias diretas observacionais da massa e do brilho de CI Tau b s\u00e3o particularmente \u00fateis porque sabemos que orbita uma estrela muito jovem,&#8221; disse a estudante de doutoramento Laura Flagg, da Universidade Rice, autora principal do estudo. &#8220;A maioria dos J\u00fapiteres quentes que encontramos est\u00e3o em \u00f3rbita de estrelas de meia-idade. A idade de CI Tau b coloca uma forte restri\u00e7\u00e3o para testar os modelos: ser\u00e1 que podem produzir um planeta t\u00e3o brilhante e t\u00e3o massivo em t\u00e3o pouco tempo?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A an\u00e1lise de Flagg das linhas espectrais do mon\u00f3xido de carbono mostraram que CI Tau b tem uma massa de 11,6 J\u00fapiteres e \u00e9 aproximadamente 134 vezes mais t\u00e9nue do que a sua estrela-m\u00e3e. Prato disse que isto fornece fortes evid\u00eancias de que se formou atrav\u00e9s de um &#8220;in\u00edcio quente&#8221;, um modelo te\u00f3rico que descreve como as instabilidades gravitacionais podem formar planetas gigantes mais depressa do que os modelos tradicionais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/cpb-us-e1.wpmucdn.com\/news-network.rice.edu\/dist\/c\/2\/files\/2019\/06\/0610_PLANET-dct-lg.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cpb-us-e1.wpmucdn.com\/news-network.rice.edu\/dist\/c\/2\/files\/2019\/06\/0610_PLANET-dct-lg.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Os dados observacionais para o estudo de CI Tau b foram recolhidos com o IGRINS (Immersion Grating Infrared Spectrograph), situado no Telesc\u00f3pio do Discovery Channel de 4,3 metros do Observat\u00f3rio Lowell em Flagstaff, no estado norte-americano do Arizona.<br>Cr\u00e9dito: Joe Llama\/Observat\u00f3rio Lowell <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Prato salientou que o novo estudo fornece um padr\u00e3o emp\u00edrico \u00fanico para medir as atuais teorias concorrentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Com cerca de 2 milh\u00f5es de anos, CI Tau b \u00e9 de longe o J\u00fapiter quente mais jovem j\u00e1 detetado diretamente,&#8221; explicou. &#8220;Temos agora dados sobre a sua massa e sobre o seu brilho &#8211; a \u00fanica massa e o \u00fanico brilho medidos diretamente para um jovem J\u00fapiter quente &#8211; e isso fornece testes muito fortes para os modelos de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O IGRINS, que foi desenhado pelo coautor do estudo Daniel Jaffe da Universidade do Texas em Austin, usa uma grade de difra\u00e7\u00e3o com base no sil\u00edcio para melhorar tanto a resolu\u00e7\u00e3o quanto o n\u00famero de bandas espectrais no infravermelho pr\u00f3ximo que podem ser observadas em objetos distantes como CI Tau b e como a sua estrela-m\u00e3e. O IGRINS foi transferido do Observat\u00f3rio McDonald para o Observat\u00f3rio Lowell durante o estudo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"The Puzzle of Planet Formation with Astronomer Lisa Prato\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/B9KnLkKjFqY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.rice.edu\/2019\/06\/10\/direct-from-distant-planet-spectral-clues-to-puzzling-paradox-2\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade Rice (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1906.02860\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>CI Tau b:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanetkyoto.org\/exohtml\/CI_Tau_b.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Quioto<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/cl_tau_b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/planet\/CI%20Tau%20b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/CI_Tauri\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"http:\/\/planetquest.jpl.nasa.gov\/index.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PlanetQuest<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio McDonald:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/mcdonaldobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/McDonald_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Lowell:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/lowell.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lowell_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CI Tau b \u00e9 um planeta paradoxal, mas uma nova investiga\u00e7\u00e3o sobre a sua massa, brilho e mon\u00f3xido de carbono na sua atmosfera est\u00e1 a come\u00e7ar a responder a perguntas sobre como um planeta t\u00e3o grande pode ter-se formado em torno de uma estrela com apenas 2 milh\u00f5es de anos. 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