{"id":2127,"date":"2019-06-07T05:34:04","date_gmt":"2019-06-07T05:34:04","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2127"},"modified":"2019-06-07T05:34:05","modified_gmt":"2019-06-07T05:34:05","slug":"dois-planetas-observados-diretamente-a-crescer-em-torno-de-uma-jovem-estrela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/06\/07\/dois-planetas-observados-diretamente-a-crescer-em-torno-de-uma-jovem-estrela\/","title":{"rendered":"Dois planetas observados diretamente a crescer em torno de uma jovem estrela"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos fotografaram diretamente dois exoplanetas que esculpem, gravitacionalmente, uma grande divis\u00e3o dentro de um disco de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria em redor de uma jovem estrela. Embora j\u00e1 tenham sido observados diretamente mais de uma d\u00fazia de exoplanetas, este \u00e9 apenas o segundo sistema multiplanet\u00e1rio a ser fotografado (o primeiro foi um sistema com quatro planetas em \u00f3rbita da estrela HR 8799). Ao contr\u00e1rio de HR 8799, os planetas neste sistema ainda est\u00e3o a crescer a partir da acre\u00e7\u00e3o de material do disco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta \u00e9 a primeira dete\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca de um sistema com dois planetas que criam uma lacuna no disco,&#8221; comenta Julien Girard do STScI (Space Telescope Science Institute) em Baltimore, no estado norte-americano de Maryland.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A estrela hospedeira, conhecida como PDS 70, est\u00e1 localizada a cerca de 370 anos-luz da Terra. A jovem estrela com 6 milh\u00f5es de anos \u00e9 um pouco mais pequena e menos massiva que o nosso Sol e ainda est\u00e1 a acumular g\u00e1s. \u00c9 rodeada por um disco de g\u00e1s e poeira que tem uma grande abertura que se estende de mais ou menos 3 a 6,1 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/imgsrc.hubblesite.org\/hvi\/uploads\/image_file\/image_attachment\/31663\/STScI-H-p1926a-f-3840x2160.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/wIGz3e8.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2128\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/wIGz3e8.png 640w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/wIGz3e8-300x169.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista que mostra os dois exoplanetas gigantes em \u00f3rbita da jovem estrela PDS 70. Estes planetas ainda est\u00e3o a crescer atrav\u00e9s da acre\u00e7\u00e3o de material a partir de um disco circundante. No processo, esculpiram gravitacionalmente uma grande divis\u00e3o no disco. A lacuna estende-se a dist\u00e2ncias equivalentes \u00e0 dist\u00e2ncia das \u00f3rbitas de \u00darano e Neptuno no nosso Sistema Solar.<br>Cr\u00e9dito: J. Olmsted (STScI)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PDS 70 b, o planeta mais interior conhecido, est\u00e1 localizado dentro da divis\u00e3o do disco a uma dist\u00e2ncia de aproximadamente 3,2 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros da sua estrela, equivalente \u00e0 \u00f3rbita de \u00darano no nosso Sistema Solar. A equipa estima que tenha uma massa 4 a 17 vezes superior \u00e0 de J\u00fapiter. Foi detetado pela primeira vez em 2018.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PDS 70 c, o planeta rec\u00e9m-descoberto, est\u00e1 localizado perto da orla externa da lacuna do disco, a cerca de 5,3 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros da estrela, parecida \u00e0 dist\u00e2ncia de Neptuno ao Sol. \u00c9 menos massivo do que o planeta b, entre uma e dez vezes a massa de J\u00fapiter. As duas \u00f3rbitas planet\u00e1rias est\u00e3o perto de uma resson\u00e2ncia de 2 para 1, o que significa que o planeta interior orbita a estrela duas vezes no tempo que leva o planeta mais exterior a completar uma \u00f3rbita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta destes dois mundos \u00e9 importante porque fornece evid\u00eancias diretas de que a forma\u00e7\u00e3o de planetas pode varrer material suficiente de um disco protoplanet\u00e1rio para criar uma lacuna observ\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Com instala\u00e7\u00f5es como o ALMA, Hubble ou grandes telesc\u00f3pios \u00f3ticos terrestres com \u00f3ticas adaptativas, vemos discos com an\u00e9is e lacunas por toda a parte. A quest\u00e3o ainda em aberto \u00e9: existem a\u00ed planetas? Neste caso, a resposta \u00e9 sim,&#8221; explicou Girard.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/imgsrc.hubblesite.org\/hvi\/uploads\/image_file\/image_attachment\/31722\/STSCI-H-p1926b-f-598x598.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imgsrc.hubblesite.org\/hvi\/uploads\/image_file\/image_attachment\/31722\/STSCI-H-p1926b-f-598x598.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> PDS 70 \u00e9 o \u00fanico sistema multiplanet\u00e1rio a ser fotografado diretamente. Atrav\u00e9s de uma combina\u00e7\u00e3o de \u00f3ticas adaptativas e de processamento de dados, os astr\u00f3nomos foram capazes de cancelar a luz da estrela central (assinalada pela estrela branca) para revelar dois exoplanetas em \u00f3rbita. PDS 70 b (em baixo, \u00e0 esquerda) tem 4 a 17 vezes a massa de J\u00fapiter, enquanto PDS 70 c (em cima, \u00e0 direita) tem 1 a 10 vezes a massa de J\u00fapiter.<br>Cr\u00e9dito: ESO e S. Haffert (Observat\u00f3rio de Leiden) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa detetou PDS 70 c a partir do solo, usando o espectr\u00f3grafo MUSE acoplado ao VLT (Very Large Telescope) do ESO. A sua nova t\u00e9cnica depende da combina\u00e7\u00e3o da alta resolu\u00e7\u00e3o espacial fornecida pelo telesc\u00f3pio de metros, equipado com quatro lasers, e da resolu\u00e7\u00e3o espectral m\u00e9dia do instrumento que permite cingir-se \u00e0 luz emitida pelo hidrog\u00e9nio, que \u00e9 um sinal de acre\u00e7\u00e3o de g\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este novo modo de observa\u00e7\u00e3o foi desenvolvido para estudar gal\u00e1xias e enxames estelares a uma maior resolu\u00e7\u00e3o espacial. Mas este novo modo tamb\u00e9m \u00e9 adequado para fotografar exoplanetas, que n\u00e3o foi de todo o objetivo principal cient\u00edfico do instrumento MUSE,&#8221; explicou Sebastiaan Haffert do Observat\u00f3rio de Leiden, autor principal do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Fic\u00e1mos muito surpresos quando encontr\u00e1mos o segundo planeta,&#8221; comentou Haffert.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No futuro, o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA poder\u00e1 ser capaz de estudar este sistema e outros ber\u00e7\u00e1rios planet\u00e1rios usando uma t\u00e9cnica espectral similar para se restringir a v\u00e1rios comprimentos de onda do hidrog\u00e9nio. Isto permitir\u00e1 que os cientistas possam medir a temperatura e a densidade do g\u00e1s no disco, o que ajudaria a nossa compreens\u00e3o do crescimento dos planetas gigantes. O sistema tamb\u00e9m pode ser alvo da miss\u00e3o WFIRST, que transportar\u00e1 uma demonstra\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica de um coron\u00f3grafo de alto desempenho que pode bloquear a luz da estrela a fim de revelar a luz mais fraca do disco circundante e dos planetas que o acompanham.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estes resultados foram publicados na edi\u00e7\u00e3o de 3 de junho da revista Nature.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/hubblesite.org\/news_release\/news\/2019-26\" target=\"_blank\">\/\/ Hubblesite (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-019-0780-5\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/imgsrc.hubblesite.org\/hvi\/uploads\/science_paper\/file_attachment\/388\/s41550-019-0780-5.pdf\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (PDF)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.skyandtelescope.com\/astronomy-news\/astronomers-directly-detect-newborn-planets\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sky &amp; Telescope<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/newborn-alien-planets-birth-photo.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a>&nbsp;<br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/142420\/astronomers-see-adorable-baby-planets-forming-around-a-young-star\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-06-pair-fledgling-planets-young-star.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"http:\/\/blogs.discovermagazine.com\/d-brief\/2019\/06\/03\/direct-images-show-baby-exoplanets-stealing-gas-from-their-parent-star\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Discover<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.livescience.com\/65631-twin-baby-planet-disk-gap.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Live Science<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2019\/06\/04\/world\/exoplanets-photograph-scn-trnd\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>PDS 70:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/PDS_70\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PDS 70 (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/pds_70_b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PDS 70 b (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/pds_70_c\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PDS 70 c (Exoplanet.eu)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"http:\/\/planetquest.jpl.nasa.gov\/index.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PlanetQuest<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLT:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/projects\/vlt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/science-e\/www\/area\/index.cfm?fareaid=29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>WFIRST:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/wfirst.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Wide_Field_Infrared_Survey_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os astr\u00f3nomos fotografaram diretamente dois exoplanetas que esculpem, gravitacionalmente, uma grande divis\u00e3o dentro de um disco de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria em redor de uma jovem estrela. Embora j\u00e1 tenham sido observados diretamente mais de uma d\u00fazia de exoplanetas, este \u00e9 apenas o segundo sistema multiplanet\u00e1rio a ser fotografado (o primeiro foi um sistema com quatro planetas &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2128,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[72,1],"tags":[147,387,462,463,464,107,340],"class_list":["post-2127","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-exoplanetas","category-telescopios-profissionais","tag-exoplaneta","tag-jwst","tag-pds-70","tag-pds-70-b","tag-pds-70-c","tag-vlt","tag-wfirst"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2127","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2127"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2127\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2129,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2127\/revisions\/2129"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2128"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2127"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2127"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2127"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}