{"id":2106,"date":"2019-05-31T05:21:34","date_gmt":"2019-05-31T05:21:34","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2106"},"modified":"2019-05-31T05:21:35","modified_gmt":"2019-05-31T05:21:35","slug":"planetas-gigantes-e-cometas-a-luta-no-disco-circum-estelar-em-torno-de-hd-163296","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/05\/31\/planetas-gigantes-e-cometas-a-luta-no-disco-circum-estelar-em-torno-de-hd-163296\/","title":{"rendered":"Planetas gigantes e cometas &#8220;\u00e0 luta&#8221; no disco circum-estelar em torno de HD 163296"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Num estudo publicado na revista The Astrophysical Journal, uma equipa de investigadores do INAF (Istituto Nazionale di Astrofisica), It\u00e1lia, investigou se as caracter\u00edsticas an\u00f3malas nas distribui\u00e7\u00f5es de poeira e g\u00e1s no disco de HD 163296, reveladas pelas observa\u00e7\u00f5es do ALMA, poderiam surgir das intera\u00e7\u00f5es dos planetas gigantes com um componente do disco anteriormente n\u00e3o encontrado: planetesimais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os discos circum-estelares compostos de g\u00e1s e poeira que rodeiam as jovens estrelas em forma\u00e7\u00e3o s\u00e3o o ambiente no qual os planetas nascem. A sua poeira fornece o material de constru\u00e7\u00e3o a partir do qual os planetas come\u00e7am o seu crescimento e, como resultado da sua incorpora\u00e7\u00e3o nos corpos planet\u00e1rios, a sua abund\u00e2ncia deve diminuir com o tempo. Desde as suas primeiras imagens de an\u00e9is conc\u00eantricos brilhantes do disco circum-estelar em torno de HL Tau, o ALMA tem revolucionado a nossa vis\u00e3o dos discos circum-estelares revelando a presen\u00e7a generalizada de um n\u00famero de estruturas de pequena escala (divis\u00f5es, an\u00e9is e bra\u00e7os espirais) no seu g\u00e1s e poeira, a maioria das quais pensa-se estar ligada \u00e0 presen\u00e7a de planetas jovens e surgir da intera\u00e7\u00e3o da sua gravidade com o ambiente circundante.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.inaf.it\/en\/inaf-news\/hd-163296\/image\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"638\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2107\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/image.png 640w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/image-150x150.png 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/image-300x300.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><figcaption>O disco circum-estelar em torno de HD 163296 e o sistema de divis\u00f5es e an\u00e9is criados pelos seus jovens planetas gigantes, observado recentemente pelo ALMA (Projeto DSHARP).<br>Cr\u00e9dito: ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO), S. Dagnello<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os discos mais bem estudados, observados pelo ALMA, est\u00e1 o que rodeia HD 163296, uma estrela com cinco milh\u00f5es de anos e com cerca de duas vezes a massa do Sol. O disco de HD 163296 \u00e9 tanto massivo (pouco menos de um-d\u00e9cimo da massa do Sol) quanto largo (cerca de 500 UA, duas vezes o tamanho do limite externo da Cintura de Kuiper no Sistema Solar) e foi proposto abrigar pelo menos tr\u00eas planetas com massas compreendidas entre duas vezes a de \u00darano e uma vez a de J\u00fapiter. As observa\u00e7\u00f5es mais recentes do ALMA permitiram caracterizar espacialmente e composicionalmente a estrutura do disco de HD 163296 para um n\u00edvel anteriormente nem sonhado e mostrou como a poeira ainda \u00e9 bastante abundante (mais de 300 vezes a massa da Terra) neste disco apesar da sua idade e de ter produzido pelo menos tr\u00eas planetas gigantes. As mesmas observa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m relevaram alguns comportamentos estranhos da distribui\u00e7\u00e3o espacial da poeira que n\u00e3o podiam ser facilmente explicados apenas como resultado da sua intera\u00e7\u00e3o com o g\u00e1s e os planetas gigantes rec\u00e9m-formados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Espera-se que a poeira migre para dentro a partir das regi\u00f5es externas do disco devido ao seu agrupamento e fric\u00e7\u00e3o com o g\u00e1s, mas tamb\u00e9m se espera que a migra\u00e7\u00e3o seja interrompida por planetas massivos. Como resultado desse fluxo para o interior, a poeira deveria desaparecer, com o tempo, da regi\u00e3o imediatamente para dentro do planeta mais interior de HD 163296. Ao mesmo tempo, a poeira proveniente das regi\u00f5es externas do disco deve acumular-se fora das \u00f3rbitas do segundo e do terceiro planeta. As observa\u00e7\u00f5es do ALMA revelaram, em vez disso, que as regi\u00f5es para dentro do primeiro planeta e entre o primeiro e o segundo planeta t\u00eam algumas das maiores concentra\u00e7\u00f5es de poeira de todo o disco. Num estudo publicado na revista The Astrophysical Journal, uma equipa de investigadores explorou se estas caracter\u00edsticas an\u00f3malas podem surgir da intera\u00e7\u00e3o dos planetas gigantes com um componente do disco anteriormente n\u00e3o contabilizado: planetesimais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A partir do estudo do Sistema Solar, sabemos que os discos circum-estelares maduros como o de HD 163296 n\u00e3o s\u00e3o compostos apenas por g\u00e1s e poeira, mas tamb\u00e9m cont\u00eam uma popula\u00e7\u00e3o invis\u00edvel de pequenos objetos planet\u00e1rios semelhantes aos nossos asteroides e cometas,&#8221; explica Diego Turrini, autor principal do estudo e investigador do IAPS (Istituto di Astrofisica e Planetologia Spaziali) do INAF (Istituto Nazionale di Astrofisica). &#8220;Sabemos tamb\u00e9m que o aparecimento de planetas gigantes afeta estes planetesimais causando, na sua evolu\u00e7\u00e3o, um breve, mas intenso pico de excita\u00e7\u00e3o din\u00e2mica que, embora curto do ponto de vista da longa vida de um sistema planet\u00e1rio, pode ter uma dura\u00e7\u00e3o compar\u00e1vel \u00e0 vida dos discos circum-estelares,&#8221; continua Turrini.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.inaf.it\/en\/inaf-news\/Figure2.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.inaf.it\/en\/inaf-news\/Figure2.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>O disco de planetesimais gelados escondidos no disco circum-estelar de HD 163296, visto de cima e de lado. Os jovens planetas gigantes criam rapidamente uma grande popula\u00e7\u00e3o de exocometas que agem como proj\u00e9teis supers\u00f3nicos para outros corpos.<br>Cr\u00e9dito: D. Turrini (INAF-IAPS) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa quis saber se estas intera\u00e7\u00f5es entre os planetas gigantes jovens de HD 163296 e os planetesimais invis\u00edveis podiam produzir as anomalias observadas na distribui\u00e7\u00e3o da poeira. As simula\u00e7\u00f5es que realizaram mostraram como, durante o crescimento dos tr\u00eas planetas gigantes, uma fra\u00e7\u00e3o cada vez maior da popula\u00e7\u00e3o de planetesimais na vizinhan\u00e7a \u00e9 injetada em \u00f3rbitas muito exc\u00eantricas e muito inclinadas, semelhantes \u00e0s dos cometas no Sistema Solar. &#8220;O principal resultado dessa excita\u00e7\u00e3o din\u00e2mica \u00e9 uma taxa mais alta de colis\u00f5es violentas entre os planetesimais&#8221;, explica Francesco Marzari, professor da Universidade de P\u00e1dua e coautor do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando analisaram o resultado das simula\u00e7\u00f5es din\u00e2micas atrav\u00e9s de um modelo colisional, a equipa descobriu que as colis\u00f5es entre os planetesimais permanecem bastante gentis at\u00e9 que os planetas gigantes se aproximam das suas massas finais, mas que depois crescem drasticamente em viol\u00eancia e come\u00e7am a &#8220;moer&#8221; os planetesimais. &#8220;Estas colis\u00f5es violentas reabastecem a popula\u00e7\u00e3o de poeira no disco,&#8221; salienta Marzari. &#8220;A nova poeira produzida por este processo, no entanto, tem uma distribui\u00e7\u00e3o orbital diferente da original e concentra-se principalmente em dois lugares: a regi\u00e3o orbital dentro do primeiro planeta gigante e no anel entre o primeiro e o segundo planeta.&#8221; As mesmas duas regi\u00f5es onde as observa\u00e7\u00f5es do ALMA revelaram as maiores discrep\u00e2ncias com o que era teoricamente esperado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa descobriu que a excita\u00e7\u00e3o din\u00e2mica provocada pela forma\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas planetas gigantes ainda deveria estar a agir at\u00e9 ao momento sobre os planetesimais incorporados no disco de HD 163296. Os autores tamb\u00e9m descobriram que a produ\u00e7\u00e3o colisional resultante e sustentada de poeira \u00e9 capaz de injetar dezenas de vezes a massa da Terra, em poeira, nessas duas regi\u00f5es orbitais, explicando as observa\u00e7\u00f5es do ALMA tamb\u00e9m de um ponto de vista quantitativo. &#8220;At\u00e9 agora, o estudo deste tipo de processo enquanto ocorria nos discos circum-estelares s\u00f3 era poss\u00edvel por meio de simula\u00e7\u00f5es,&#8221; comenta Turrini. &#8220;Gra\u00e7as ao ALMA, podemos agora estud\u00e1-lo e aprender muito sobre a intera\u00e7\u00e3o entre a forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria e o ambiente circundante.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A rapidez com que o ALMA est\u00e1 a fornecer dados novos e mais detalhados sobre HD 163296 permitiu-nos expandir o nosso estudo para l\u00e1 do seu objetivo original,&#8221; explica Danai Polychroni, coautor do estudo e na altura professor na Universidade do Atacama e investigador adjunto do INAF-IAPS. &#8220;Percebemos que muitos planetesimais s\u00e3o excitados a velocidades supers\u00f3nicas em rela\u00e7\u00e3o ao g\u00e1s circundante do disco e que podem criar ondas de choque que podem aquecer tanto os pr\u00f3prios planetesimais quanto o g\u00e1s. Embora ainda n\u00e3o pud\u00e9ssemos modelar esse processo em detalhe, observa\u00e7\u00f5es recentes relataram a presen\u00e7a inesperada do g\u00e1s CO (mon\u00f3xido de carbono) em regi\u00f5es caracterizadas por temperaturas onde deveria encontrar-se no estado s\u00f3lido e por poss\u00edveis anomalias na estrutura t\u00e9rmica do disco. Ambos os achados podem, em princ\u00edpio, ser explicados gra\u00e7as \u00e0 presen\u00e7a destes planetesimais supers\u00f3nicos e \u00e0s ondas de choque que produzem.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este estudo come\u00e7ou como um projeto para explorar se a excita\u00e7\u00e3o din\u00e2mica provocada por planetas gigantes rec\u00e9m-formados podia realmente produzir efeitos observ\u00e1veis. Como tal, n\u00f3s apenas &#8216;arranh\u00e1mos a superf\u00edcie&#8217; deste processo e das suas implica\u00e7\u00f5es,&#8221; observa Leonardo Testi, tamb\u00e9m coautor do estudo e chefe do Centro de Apoio ALMA do ESA e investigador do INAF em licen\u00e7a. &#8220;No entanto, a sua &#8216;receita&#8217; f\u00edsica \u00e9 bastante simples: planetas massivos que se formam num disco de planetesimais. Dadas as assinaturas generalizadas de poss\u00edveis planetas gigantes jovens que estamos a descobrir com o ALMA e dada a longa dura\u00e7\u00e3o dos efeitos din\u00e2micos provocados pelo seu aparecimento, podemos estar \u00e0 procura de um processo que \u00e9 bastante comum entre os discos circum-estelares.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O contexto do trabalho liderado por Diego Turrini \u00e9 um dos pilares da sinergia GENESIS,&#8221; explica Claudio Codella do INAF (Osservatorio Astrofisico di Arcetri), investigador principal do projeto GENESIS-SKA, financiado pelo INAF. &#8220;O GENESIS-SKA \u00e9 um projeto nacional onde participam mais de 60 investigadores de 8 institutos do INAF e onde trabalham em \u00edntima colabora\u00e7\u00e3o com o objetivo geral de investigar as condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de sistemas planet\u00e1rios parecidos com o nosso Sistema Solar&#8221;. &#8220;Os resultados do presente projeto,&#8221; acrescenta Codella, &#8220;ser\u00e3o de extrema import\u00e2ncia tamb\u00e9m para o estudo das composi\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas do g\u00e1s localizado nas regi\u00f5es onde os planetas se formar\u00e3o e, possivelmente, das suas atmosferas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.inaf.it\/en\/inaf-news\/hd-163296\" target=\"_blank\">\/\/ INAF (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.3847\/1538-4357\/ab18f5\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1802.04361\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"http:\/\/planetquest.jpl.nasa.gov\/index.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PlanetQuest<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discos protoplanet\u00e1rios:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Protoplanetary_disk\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nrao.edu\/index.php\/about\/facilities\/alma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/alma.mtk.nao.ac.jp\/e\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NAOJ)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num estudo publicado na revista The Astrophysical Journal, uma equipa de investigadores do INAF (Istituto Nazionale di Astrofisica), It\u00e1lia, investigou se as caracter\u00edsticas an\u00f3malas nas distribui\u00e7\u00f5es de poeira e g\u00e1s no disco de HD 163296, reveladas pelas observa\u00e7\u00f5es do ALMA, poderiam surgir das intera\u00e7\u00f5es dos planetas gigantes com um componente do disco anteriormente n\u00e3o encontrado: 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