{"id":2103,"date":"2019-05-28T05:39:13","date_gmt":"2019-05-28T05:39:13","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2103"},"modified":"2019-05-28T05:39:14","modified_gmt":"2019-05-28T05:39:14","slug":"dois-buracos-negros-em-fusao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/05\/28\/dois-buracos-negros-em-fusao\/","title":{"rendered":"Dois buracos negros em fus\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/05\/two_merging_black_holes\/19402744-1-eng-GB\/Two_merging_black_holes.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"392\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Two_merging_black_holes_node_full_image_2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2104\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Two_merging_black_holes_node_full_image_2.jpg 700w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Two_merging_black_holes_node_full_image_2-300x168.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption>Dois buracos negros em fus\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: ESA<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os buracos negros est\u00e3o entre os objetos mais fascinantes do Universo. Envolvendo enormes quantidades de mat\u00e9ria em regi\u00f5es relativamente pequenas, estes objetos compactos t\u00eam densidades enormes que d\u00e3o origem a alguns dos campos gravitacionais mais fortes do cosmos, t\u00e3o fortes que nada pode escapar &#8211; nem mesmo a luz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta impress\u00e3o art\u00edstica mostra dois buracos negros que est\u00e3o em espiral um em dire\u00e7\u00e3o ao outro e, eventualmente, ir-se-\u00e3o fundir. Uma fus\u00e3o de um buraco negro foi detetada pela primeira vez em 2015 pelo LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory), que detetou as ondas gravitacionais &#8211; flutua\u00e7\u00f5es no tecido do espa\u00e7o-tempo &#8211; criadas pela colis\u00e3o gigante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Buracos negros e ondas gravitacionais s\u00e3o previs\u00f5es da relatividade geral de Albert Einstein, a qual foi apresentada em 1915 e permanece, at\u00e9 hoje, a melhor teoria para descrever a gravidade em todo o Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Karl Schwarzschild derivou as equa\u00e7\u00f5es para buracos negros em 1916, mas estas permaneceram uma curiosidade te\u00f3rica durante v\u00e1rias d\u00e9cadas, at\u00e9 que as observa\u00e7\u00f5es de raios-X realizadas com telesc\u00f3pios espaciais puderam finalmente sondar a emiss\u00e3o altamente energ\u00e9tica da mat\u00e9ria na vizinhan\u00e7a desses objetos extremos. A primeira imagem da silhueta escura de um buraco negro, lan\u00e7ada contra a luz da mat\u00e9ria no seu entorno imediato, s\u00f3 foi capturada recentemente pelo EHT (Event Horizon Telescope) e publicada no m\u00eas passado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto \u00e0s ondas gravitacionais, foi o pr\u00f3prio Einstein quem previu a sua exist\u00eancia a partir da sua teoria, tamb\u00e9m em 1916, mas levaria outro s\u00e9culo para finalmente se observar essas flutua\u00e7\u00f5es. Desde 2015, os observat\u00f3rios terrestres LIGO e Virgo reuniram mais de uma d\u00fazia de dete\u00e7\u00f5es e a astronomia de ondas gravitacionais \u00e9 um novo campo de investiga\u00e7\u00e3o em desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas outra das previs\u00f5es de Einstein encontrou prova de observa\u00e7\u00e3o muito mais cedo: a curvatura gravitacional da luz, que foi demonstrada apenas alguns anos depois da teoria aparecer, durante um eclipse total do Sol em 1919.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No contexto da relatividade geral, qualquer objeto com massa dobra o tecido do espa\u00e7o-tempo, desviando o caminho de qualquer coisa que passe por perto &#8211; incluindo a luz. Uma vis\u00e3o art\u00edstica dessa distor\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m conhecida como lente gravitacional, encontra-se retratada nesta representa\u00e7\u00e3o de dois buracos negros em fus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 cem anos, os astr\u00f3nomos come\u00e7aram a testar a relatividade geral, observando se e como a massa do Sol desvia a luz de estrelas distantes. Esta experi\u00eancia s\u00f3 poderia ser realizada obscurecendo a luz do Sol para revelar as estrelas ao seu redor, algo que \u00e9 poss\u00edvel durante um eclipse solar total.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 29 de maio de 1919, Sir Arthur Eddington observou as estrelas distantes ao redor do Sol durante um eclipse na ilha do Pr\u00edncipe, na \u00c1frica Ocidental, enquanto Andrew Crommelin realizou observa\u00e7\u00f5es semelhantes em Sobral, no nordeste do Brasil. Os seus resultados, apresentados seis meses depois, indicaram que as estrelas observadas perto do disco solar durante o eclipse foram levemente deslocadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua posi\u00e7\u00e3o normal no c\u00e9u, aproximadamente pela quantidade prevista pela teoria de Einstein para o seu desvio devido \u00e0 massa do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Acende todos os mortos no c\u00e9u&#8221;, destacou o New York Times em novembro de 1919 para anunciar o triunfo da nova teoria de Einstein. Isto inaugurou um s\u00e9culo de experi\u00eancias excitantes a investigar a gravidade na Terra e no espa\u00e7o e a provar a relatividade geral de um modo cada vez mais preciso.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/05\/athena_and_lisa_two_missions_to_probe_the_extreme_universe\/19408278-1-eng-GB\/Athena_and_LISA_two_missions_to_probe_the_extreme_Universe.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/05\/athena_and_lisa_two_missions_to_probe_the_extreme_universe\/19408278-1-eng-GB\/Athena_and_LISA_two_missions_to_probe_the_extreme_Universe_node_full_image_2.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Duas miss\u00f5es futuras do programa de ci\u00eancia espacial da ESA que v\u00e3o investigar alguns dos fen\u00f3menos mais extremos do Universo: Athena (Advanced Telescope for High-ENergy Astrophysics) e LISA (Laser Interferometer Space Antenna). Atualmente em fase de estudo, ambas as miss\u00f5es t\u00eam lan\u00e7amento previsto para a d\u00e9cada de 2030.<br>ATHENA ser\u00e1 o maior observat\u00f3rio de raios-X j\u00e1 constru\u00eddo, investigando alguns dos fen\u00f3menos mais quentes e energ\u00e9ticos do cosmos com uma precis\u00e3o e profundidade sem precedentes.<br>LISA ser\u00e1 o primeiro observat\u00f3rio espacial de ondas gravitacionais &#8211; flutua\u00e7\u00f5es no tecido do espa\u00e7o-tempo produzidas pela acelera\u00e7\u00e3o de objetos c\u00f3smicos com campos gravitacionais muito fortes, como por exemplo pares de buracos negros em fus\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: ESA &#8211; S. Poletti <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Demos saltos gigantescos nos \u00faltimos cem anos, mas ainda h\u00e1 muito para descobrir. Athena, o futuro observat\u00f3rio de raios-X da ESA, investigar\u00e1 detalhadamente, e sem precedentes, os buracos negros supermassivos que se situam no centro das gal\u00e1xias. LISA, outra futura miss\u00e3o da ESA, detetar\u00e1 as ondas gravitacionais a partir de \u00f3rbita, procurando as flutua\u00e7\u00f5es de baixa frequ\u00eancia que s\u00e3o libertadas quando dois buracos negros supermassivos se fundem e s\u00f3 podem ser detetados a partir do espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ambas as miss\u00f5es est\u00e3o atualmente em fase de estudo e est\u00e3o programadas para lan\u00e7amento no in\u00edcio da d\u00e9cada de 2030. Se Athena e LISA pudessem operar em conjunto por pelo menos alguns anos, poderiam realizar uma experi\u00eancia \u00fanica: observar a fus\u00e3o de buracos negros supermassivos tanto em ondas gravitacionais quanto em raios-X, utilizando uma abordagem conhecida como astronomia multi-mensageira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nunca observ\u00e1mos tal fus\u00e3o: precisamos de LISA para detetar as ondas gravitacionais e nos dizer onde procurar no c\u00e9u, depois precisamos que Athena a observe com alta precis\u00e3o em raios-X para ver como a poderosa colis\u00e3o afeta o g\u00e1s que circunda os buracos negros. N\u00e3o sabemos o que acontece durante um confronto c\u00f3smico deste tipo, portanto, essa experi\u00eancia, muito parecida com o eclipse de 1919 que primeiro provou a teoria de Einstein, est\u00e1 preparada para abalar a nossa compreens\u00e3o da gravidade e do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.esa.int\/spaceinimages\/Images\/2019\/05\/Two_merging_black_holes\" target=\"_blank\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/A_unique_experiment_to_explore_black_holes\" target=\"_blank\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa #2)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buraco negro:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ondas gravitacionais:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/gracedb.ligo.org\/latest\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">GraceDB (Gravitational Wave Candidate Event Database)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gravitational_wave\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gravitational_wave_detection\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Astronomia de ondas gravitacionais &#8211; Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.universetoday.com\/127255\/gravitational-waves-101\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ondas gravitacionais: como distorcem o espa\u00e7o &#8211; Universe Today<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.universetoday.com\/127286\/gravitational-wave-detectors-how-they-work\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Detetores: como funcionam &#8211; Universe Today<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.universetoday.com\/127329\/gravitational-wave-sources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">As fontes de ondas gravitacionais &#8211; Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=4GbWfNHtHRg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O que \u00e9 uma onda gravitacional (YouTube)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Teoria Geral da Relatividade:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/General_theory_of_relativity\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>LIGO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/ligo.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.ligo.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Caltech<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.advancedligo.mit.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Advanced LIGO<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/LIGO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Virgo:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.ego-gw.it\/virgodescription\/indice.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EGO<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Virgo_interferometer\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>EHT (Event Horizon Telescope):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eventhorizontelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Event_Horizon_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ATHENA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/athena\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.the-athena-x-ray-observatory.eu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Cantabria<\/a>&nbsp;<br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Advanced_Telescope_for_High_Energy_Astrophysics\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>LISA:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.elisascience.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/lisa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/lisa.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Laser_Interferometer_Space_Antenna\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois buracos negros em fus\u00e3o.Cr\u00e9dito: ESA Os buracos negros est\u00e3o entre os objetos mais fascinantes do Universo. Envolvendo enormes quantidades de mat\u00e9ria em regi\u00f5es relativamente pequenas, estes objetos compactos t\u00eam densidades enormes que d\u00e3o origem a alguns dos campos gravitacionais mais fortes do cosmos, t\u00e3o fortes que nada pode escapar &#8211; nem mesmo a luz. &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2104,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[151,62,16,1],"tags":[449,192,323,443,450,445,444],"class_list":["post-2103","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-buracos-negros","category-cosmologia","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-athena","tag-buraco-negro","tag-eht","tag-ligo","tag-lisa","tag-ondas-gravitacionais","tag-virgo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2103","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2103"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2103\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2105,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2103\/revisions\/2105"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2104"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2103"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2103"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2103"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}