{"id":2083,"date":"2019-05-21T05:51:41","date_gmt":"2019-05-21T05:51:41","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2083"},"modified":"2019-05-21T05:51:42","modified_gmt":"2019-05-21T05:51:42","slug":"as-primeiras-descobertas-de-asteroides-do-gaia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/05\/21\/as-primeiras-descobertas-de-asteroides-do-gaia\/","title":{"rendered":"As primeiras descobertas de asteroides do Gaia"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/04\/gaia_s_first_asteroid_discoveries\/19366739-1-eng-GB\/Gaia_s_first_asteroid_discoveries.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"625\" height=\"612\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Gaia_s_first_asteroid_discoveries_large.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2084\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Gaia_s_first_asteroid_discoveries_large.png 625w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Gaia_s_first_asteroid_discoveries_large-300x294.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 625px) 100vw, 625px\" \/><\/a><figcaption>As primeiras descobertas de asteroides do Gaia.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Gaia\/DPAC<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto explora o c\u00e9u para cartografar um milhar de milh\u00e3o de estrelas na nossa gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea, o sat\u00e9lite Gaia da ESA \u00e9 tamb\u00e9m sens\u00edvel a corpos celestes mais pr\u00f3ximos de casa e observa, regularmente, asteroides no nosso Sistema Solar. Esta imagem mostra as \u00f3rbitas de mais de 14 mil asteroides conhecidos (com o Sol no centro da imagem) com base nas informa\u00e7\u00f5es da segunda publica\u00e7\u00e3o de dados de Gaia, a qual foi divulgada em 2018.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maioria dos asteroides retratados nesta imagem, mostrados em tons vermelho vivo e laranja, s\u00e3o asteroides da cintura principal, localizados entre as \u00f3rbitas de Marte e J\u00fapiter; asteroides troianos, encontrados ao redor da \u00f3rbita de J\u00fapiter, s\u00e3o mostrados em tons vermelho escuro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A amarelo, em dire\u00e7\u00e3o ao centro da imagem, est\u00e3o as \u00f3rbitas de v\u00e1rias dezenas de asteroides pr\u00f3ximos da Terra observados pelo Gaia: s\u00e3o asteroides que chegam a cerca de 1,3 unidades astron\u00f3micas (AU) ao Sol, na aproxima\u00e7\u00e3o mais adjacente ao longo da sua \u00f3rbita. A Terra orbita o Sol a uma dist\u00e2ncia de 1 UA (cerca de 150 milh\u00f5es de km), de modo que os asteroides pr\u00f3ximos da Terra t\u00eam o potencial de se aproximar do nosso planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maioria dos asteroides que o Gaia deteta j\u00e1 s\u00e3o conhecidos, mas os dados adicionais recolhidos fornecem informa\u00e7\u00f5es importantes para melhor determinar as suas \u00f3rbitas e propriedades f\u00edsicas, como composi\u00e7\u00e3o e per\u00edodo de rota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De vez em quando, por\u00e9m, os asteroides observados pelo Gaia n\u00e3o correspondem a nenhuma observa\u00e7\u00e3o existente. Este \u00e9 o caso das tr\u00eas \u00f3rbitas mostradas em tom cinza nesta imagem: estas s\u00e3o as primeiras descobertas de asteroides de Gaia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os tr\u00eas novos asteroides foram descobertos pela primeira vez pelo Gaia em dezembro de 2018, e, posteriormente, confirmados por observa\u00e7\u00f5es de acompanhamento realizadas com o Observat\u00f3rio de Haute-Provence, na Fran\u00e7a. A compara\u00e7\u00e3o destes dados com as observa\u00e7\u00f5es existentes indicou que os objetos n\u00e3o haviam sido detetados anteriormente. Enquanto estes fazem parte da cintura principal de asteroides, todos circundam o Sol em \u00f3rbitas que t\u00eam uma inclina\u00e7\u00e3o maior, (15 graus ou mais) em rela\u00e7\u00e3o ao plano orbital dos planetas, do que a maioria dos asteroides da cintura principal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A popula\u00e7\u00e3o de tais asteroides de alta inclina\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o bem estudada quanto aqueles com \u00f3rbitas menos inclinadas, j\u00e1 que a maioria das pesquisas tende a concentrar-se no plano onde reside a maioria dos asteroides. Mas o Gaia pode observ\u00e1-los prontamente enquanto explora o c\u00e9u inteiro a partir do seu ponto de vista no espa\u00e7o, de modo que \u00e9 poss\u00edvel que o sat\u00e9lite encontre mais objetos no futuro e contribua com novas informa\u00e7\u00f5es para estudar as suas propriedades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Juntamente com o extenso processamento e an\u00e1lise dos dados do Gaia, em prepara\u00e7\u00e3o para os pr\u00f3ximos lan\u00e7amentos de dados, as informa\u00e7\u00f5es preliminares sobre as dete\u00e7\u00f5es de asteroides do Gaia s\u00e3o partilhadas regularmente atrav\u00e9s de um sistema de alerta on-line para que os astr\u00f3nomos possam realizar observa\u00e7\u00f5es complementares. Para observar estes asteroides \u00e9 necess\u00e1rio um telesc\u00f3pio de 1 m ou maior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim que um asteroide detetado pelo Gaia seja tamb\u00e9m identificado em observa\u00e7\u00f5es terrestres, os cientistas encarregados do sistema de alerta analisam os dados para determinar a \u00f3rbita do objeto. Caso as observa\u00e7\u00f5es terrestres coincidam com a \u00f3rbita com base nos dados de Gaia, fornecem as informa\u00e7\u00f5es para o Minor Planet Center, que \u00e9 a organiza\u00e7\u00e3o mundial oficial que recolhe dados observacionais para corpos pequenos do Sistema Solar, como asteroides e cometas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este processo pode levar a novas descobertas, como os tr\u00eas asteroides com \u00f3rbitas representadas nesta imagem, ou a melhorias na determina\u00e7\u00e3o das \u00f3rbitas de asteroides conhecidos, que \u00e0s vezes s\u00e3o muito pouco conhecidas. At\u00e9 agora, v\u00e1rias dezenas de asteroides detetados pelo Gaia foram observados a partir do solo em resposta ao sistema de alerta, todos pertencem \u00e0 cintura principal, mas \u00e9 poss\u00edvel que tamb\u00e9m os asteroides pr\u00f3ximos da Terra sejam observados no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">V\u00e1rios observat\u00f3rios por todo o mundo j\u00e1 se encontram envolvidos nestas atividades, incluindo o Observat\u00f3rio de Haute-Provence, a esta\u00e7\u00e3o Kyiv Comet, Odessa-Mayaki, Terskol, C2PU no Observat\u00f3rio da C\u00f4te d&#8217;Azur e a Rede Global de Telesc\u00f3pios do Observat\u00f3rio Las Cumbres. Quantos mais se juntarem, mais aprenderemos sobre asteroides &#8211; novos e j\u00e1 conhecidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.esa.int\/spaceinimages\/Images\/2019\/04\/Gaia_s_first_asteroid_discoveries\" target=\"_blank\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.astronomy.com\/news\/2019\/05\/gaia-spacecraft-maps-14000-asteroids\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Astronomy<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/gaia-spacecraft-spots-three-new-asteroids.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-04-gaia-asteroid-discoveries.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/futurism.com\/the-byte\/esa-spacecraft-discovered-asteroids\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Futurism<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.upi.com\/Science_News\/2019\/04\/29\/Gaia-survey-reveals-three-new-asteroids\/5911556550285\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">UPI<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Asteroides:<\/strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.ccvalg.pt\/astronomia\/publicacoes\/meteoros_meteoritos.htm\" target=\"_blank\"><\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.nineplanets.org\/asteroids.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/asteroids\/main\/#.Uut94Pl_t8E\" target=\"_blank\">NASA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Asteroid\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/gaiafunsso.imcce.fr\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sistema de alerta Gaia-FUN-SSO<\/a><br><a href=\"http:\/\/gea.esac.esa.int\/archive\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de dados do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/guide-to-scientists\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Como usar os dados do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/60036-gaia-data-release-2-virtual-reality-resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Recursos VR<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spaceflight101.com\/gaia-spacecraft-overview.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACEFLIGHT101<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As primeiras descobertas de asteroides do Gaia.Cr\u00e9dito: ESA\/Gaia\/DPAC Enquanto explora o c\u00e9u para cartografar um milhar de milh\u00e3o de estrelas na nossa gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea, o sat\u00e9lite Gaia da ESA \u00e9 tamb\u00e9m sens\u00edvel a corpos celestes mais pr\u00f3ximos de casa e observa, regularmente, asteroides no nosso Sistema Solar. 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