{"id":2077,"date":"2019-05-17T07:47:13","date_gmt":"2019-05-17T07:47:13","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2077"},"modified":"2019-05-17T07:47:15","modified_gmt":"2019-05-17T07:47:15","slug":"planetas-pequenos-e-resistentes-com-maior-probabilidade-de-sobreviver-a-morte-das-suas-estrelas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/05\/17\/planetas-pequenos-e-resistentes-com-maior-probabilidade-de-sobreviver-a-morte-das-suas-estrelas\/","title":{"rendered":"Planetas pequenos e resistentes com maior probabilidade de sobreviver \u00e0 morte das suas estrelas"},"content":{"rendered":"\n<p>De acordo com uma nova investiga\u00e7\u00e3o da Universidade de Warwick, os planetas pequenos e resistentes, repletos de elementos densos, t\u00eam a melhor probabilidade de evitar serem esmagados e engolidos quando a sua estrela-m\u00e3e morre. A nova investiga\u00e7\u00e3o foi publicada na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.<\/p>\n\n\n\n<p>Os astrof\u00edsicos do Grupo de Astronomia e Astrof\u00edsica de Warwick modelaram a probabilidade de diferentes planetas serem destru\u00eddos pelas for\u00e7as de mar\u00e9 quando as suas estrelas hospedeiras se tornam an\u00e3s brancas e determinaram os fatores mais significativos que decidem se evitam a destrui\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O seu &#8220;guia de sobreviv\u00eancia&#8221; para exoplanetas pode ajudar os astr\u00f3nomos a localizar potenciais exoplanetas em torno de estrelas an\u00e3s brancas, enquanto uma nova gera\u00e7\u00e3o de telesc\u00f3pios ainda mais poderosos est\u00e1 a ser desenvolvida para procur\u00e1-los.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/ras.ac.uk\/sites\/default\/files\/white_dwarf_and_dust_ring.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"480\" height=\"329\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/i3ERzOX.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2078\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/i3ERzOX.png 480w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/i3ERzOX-300x206.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/i3ERzOX-110x75.png 110w\" sizes=\"auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/a><figcaption>Um asteroide quebrado pela forte gravidade de uma an\u00e3 branca formou um anel de part\u00edculas de poeira e detritos em \u00f3rbita do remanescente estelar.\nCr\u00e9dito: Universidade de Warwick\/Mark Garlick<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A maioria das estrelas como o nosso Sol acabar\u00e3o ficando sem combust\u00edvel, encolher\u00e3o e tornar-se-\u00e3o an\u00e3s brancas. Alguns corpos em \u00f3rbita, que n\u00e3o s\u00e3o destru\u00eddos neste ambiente catacl\u00edsmico instigado quando a estrela expele as suas camadas exteriores, ser\u00e3o ent\u00e3o submetidos a mudan\u00e7as nas for\u00e7as de mar\u00e9 \u00e0 medida que a estrela colapsa e se torna superdensa. As for\u00e7as gravitacionais exercidas em qualquer planeta em \u00f3rbita seriam intensas e potencialmente os arrastariam para novas \u00f3rbitas, chegando mesmo a empurrar alguns deles para fora dos seus sistemas solares.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao modelar os efeitos da mudan\u00e7a na gravidade de uma an\u00e3 branca com corpos rochosos em \u00f3rbita, os investigadores determinaram os fatores mais prov\u00e1veis que far\u00e3o com que um planeta se mova para dentro do &#8220;raio de destrui\u00e7\u00e3o&#8221; da estrela; a dist\u00e2ncia da estrela onde um objeto mantido unido apenas pela sua pr\u00f3pria gravidade se desintegrar\u00e1 devido \u00e0s for\u00e7as de mar\u00e9. Dentro do raio de destrui\u00e7\u00e3o formar-se-\u00e1 um disco de detritos planet\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a sobreviv\u00eancia de um planeta esteja dependente de muitos fatores, os modelos revelam que quanto mais massivo um planeta, maior a probabilidade de que seja destru\u00eddo por intera\u00e7\u00f5es de mar\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a destrui\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 certa, com base apenas na massa, e depende parcialmente da viscosidade, uma medida da resist\u00eancia \u00e0 deforma\u00e7\u00e3o: exo-Terras com baixa viscosidade s\u00e3o facilmente engolidas mesmo que habitem at\u00e9 cinco vezes a dist\u00e2ncia entre o centro da an\u00e3 branca e o raio de destrui\u00e7\u00e3o. A lua de Saturno, Enc\u00e9lado &#8211; frequentemente descrita como uma &#8220;bola de neve suja&#8221; &#8211; \u00e9 um bom exemplo de um planeta homog\u00e9neo com baix\u00edssima viscosidade.<\/p>\n\n\n\n<p>As exo-Terras com alta viscosidade s\u00e3o facilmente engolidas somente se residirem at\u00e9 duas vezes a dist\u00e2ncia entre o centro da an\u00e3 branca e o seu raio de destrui\u00e7\u00e3o. Estes planetas seriam compostos inteiramente por um n\u00facleo denso de elementos mais pesados, com uma composi\u00e7\u00e3o similar ao planetesimal de metais pesados descoberto recentemente por outra equipa de astr\u00f3nomos da Universidade de Warwick. Esse planetesimal evitou ser engolido porque \u00e9 t\u00e3o pequeno quanto um asteroide.<\/p>\n\n\n\n<p>O Dr. Dimitri Veras, do Departamento de F\u00edsica da Universidade de Warwick, disse: &#8220;O artigo \u00e9 um dos primeiros estudos dedicados a investigar os efeitos de mar\u00e9 entre as an\u00e3s brancas e os planetas. Este tipo de modelagem ter\u00e1 uma relev\u00e2ncia crescente nos pr\u00f3ximos anos, quando corpos rochosos adicionais provavelmente forem descobertos perto de an\u00e3s brancas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O nosso estudo, embora sofisticado em v\u00e1rios aspetos, trata apenas planetas rochosos homog\u00e9neos que s\u00e3o consistentes na sua estrutura. Um planeta com v\u00e1rias camadas, como a Terra, seria significativamente mais complexo de modelar, mas estamos a investigar a viabilidade de tamb\u00e9m fazer isso.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A dist\u00e2ncia \u00e0 estrela, tal como a massa do planeta, tem uma correla\u00e7\u00e3o robusta com a sobreviv\u00eancia ou com a imers\u00e3o. Haver\u00e1 sempre uma dist\u00e2ncia segura da estrela e essa dist\u00e2ncia segura depende de muitos par\u00e2metros. Em geral, um planeta rochoso homog\u00e9neo que resida a uma dist\u00e2ncia da sua an\u00e3 branca equivalente a um-ter\u00e7o da dist\u00e2ncia entre Merc\u00fario e o Sol, garantidamente consegue evitar ser engolido pelas for\u00e7as de mar\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>O Dr. Veras acrescentou: &#8220;O nosso estudo leva os astr\u00f3nomos a procurar planetas rochosos perto &#8211; mas ainda fora &#8211; do raio de destrui\u00e7\u00e3o da an\u00e3 branca. At\u00e9 agora, as observa\u00e7\u00f5es concentraram-se nesta regi\u00e3o interior, mas o nosso estudo demonstra que os planetas rochosos podem sobreviver a intera\u00e7\u00f5es de mar\u00e9 com a an\u00e3 branca de uma maneira que empurra os planetas ligeiramente para fora.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os astr\u00f3nomos tamb\u00e9m devem procurar assinaturas geom\u00e9tricas em discos de detritos conhecidos. Estas assinaturas podem ser o resultado de perturba\u00e7\u00f5es gravitacionais de um planeta que reside muito perto, mas ainda fora do raio de destrui\u00e7\u00e3o. Nestes casos, os discos teriam sido formados mais cedo pela fragmenta\u00e7\u00e3o de asteroides que periodicamente se aproximam e entram no raio de destrui\u00e7\u00e3o da an\u00e3 branca.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/warwick.ac.uk\/newsandevents\/pressreleases\/small_hardy_planets\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Warwick (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/ras.ac.uk\/news-and-press\/research-highlights\/small-hardy-planets-most-likely-survive-death-their-stars\" target=\"_blank\">\/\/ Sociedade Astron\u00f3mica Real (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1093\/mnras\/stz965\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1904.03195\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>An\u00e3s brancas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/White_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/imagine.gsfc.nasa.gov\/docs\/science\/know_l2\/dwarfs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com uma nova investiga\u00e7\u00e3o da Universidade de Warwick, os planetas pequenos e resistentes, repletos de elementos densos, t\u00eam a melhor probabilidade de evitar serem esmagados e engolidos quando a sua estrela-m\u00e3e morre. 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