{"id":2047,"date":"2019-05-07T05:30:34","date_gmt":"2019-05-07T05:30:34","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2047"},"modified":"2019-05-07T05:30:35","modified_gmt":"2019-05-07T05:30:35","slug":"poeira-marciana-pode-ajudar-a-explicar-perda-de-agua-e-outras-licoes-aprendidas-gracas-a-tempestade-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/05\/07\/poeira-marciana-pode-ajudar-a-explicar-perda-de-agua-e-outras-licoes-aprendidas-gracas-a-tempestade-global\/","title":{"rendered":"Poeira marciana pode ajudar a explicar perda de \u00e1gua, e outras li\u00e7\u00f5es aprendidas gra\u00e7as a tempestade global"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/mars-curiosity-rover-okoruso-drill-hole-self-portrait-pia20602-pia20603.gif\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"314\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/OACp6aO-1024x314.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-2048\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/OACp6aO-1024x314.gif 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/OACp6aO-300x92.gif 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/OACp6aO-768x235.gif 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Esta anima\u00e7\u00e3o alterna entre duas vers\u00f5es de um &#8220;selfie&#8221; obtido no dia 11 de maio de 2016, pelo rover Curiosity da NASA, num local de recolha de amostras chamado &#8220;Okoruso&#8221;. Numa vers\u00e3o, as c\u00e2maras no topo mastro do rover olham para a c\u00e2mara acoplado ao bra\u00e7o rob\u00f3tico que captura o retrato. Na outra, olham na dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/MSSS<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A poeira n\u00e3o \u00e9 apenas um inc\u00f3modo dom\u00e9stico; tamb\u00e9m \u00e9 um problema planet\u00e1rio, particularmente em Marte. Antes que os astronautas visitem o Planeta Vermelho, precisamos de entender o impacto que as part\u00edculas de poeira, que frequentemente ocupam a atmosfera, t\u00eam no ser humano e no seu equipamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A tempestade global de poeira marciana do ver\u00e3o de 2018 &#8211; a que diminuiu a luz solar durante semanas e colocou o famoso rover Opportunity fora de a\u00e7\u00e3o &#8211; forneceu uma oportunidade de aprendizagem sem precedentes. Pela primeira vez, os humanos tinham oito ve\u00edculos em \u00f3rbita de Marte ou percorrendo a sua superf\u00edcie &#8211; o maior grupo de exploradores rob\u00f3ticos a assistir a uma tempestade global de poeira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas de todo o mundo ainda est\u00e3o a analisar uma grande quantidade de dados, mas os relat\u00f3rios preliminares incluem informa\u00e7\u00f5es sobre como as grandes tempestades de poeira podem ter afetado a antiga \u00e1gua marciana, os ventos e o clima, e como podem afetar o clima e a energia solar no futuro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/4iTPNEd.gif\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/4iTPNEd.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Imagens que mostram o avan\u00e7o da tempestade global de poeira, obtidas pelo c\u00e2mara acoplada ao mastro do Curiosity entre os sol 2075 e sol 2170 em Marte, que correspondem aos dias 8 de junho e 13 de setembro de 2018, c\u00e1 na Terra.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/Universidade de York <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As tempestades marcianas de poeira s\u00e3o comuns, especialmente durante a primavera e ver\u00e3o no hemisf\u00e9rio sul. Tendem a durar alguns dias e podem cobrir regi\u00f5es do planeta do tamanho dos Estados Unidos da Am\u00e9rica. Mas as que englobam o planeta s\u00e3o imprevis\u00edveis, por vezes permanecendo durante meses. Porqu\u00ea? &#8220;Ainda n\u00e3o sabemos o que impulsiona a variabilidade, mas a tempestade de 2018 d\u00e1-nos outro ponto de dados,&#8221; diz Scott Guzewich, cientista atmosf\u00e9rico do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland, que lidera a investiga\u00e7\u00e3o da NASA sobre a tempestade de poeira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A NASA viu uma tempestade global de poeira, pela primeira vez, em 1971, quando a Mariner 9 &#8211; a primeira sonda a orbitar outro planeta &#8211; chegou ao Planeta Vermelho e este estava coberto de poeira. Desde ent\u00e3o, viu tempestades globais em 1977 (duas vezes), 1982, 1994, 2001, 2007 e 2018.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aqui est\u00e3o algumas coisas, observadas do espa\u00e7o e a partir do solo durante a recente tempestade global, que ajudaram a resolver algumas quest\u00f5es em aberto e levantaram novas:<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Podem as tempestades globais de poeira ter dissipado a \u00e1gua do planeta?<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas descobriram muitas evid\u00eancias de que Marte j\u00e1 teve rios, lagos e at\u00e9 mesmo oceanos de \u00e1gua h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos. Os leitos de rios secos, antigas linhas costeiras e qu\u00edmica superficial salgada, todas estas caracter\u00edsticas contam como pistas. Mas porque \u00e9 que desapareceu grande parte da \u00e1gua? E como? &#8220;A tempestade global de poeira pode dar-nos uma explica\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Geronimo Villanueva, especialista em \u00e1gua marciana do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Villanueva trabalhou com colegas da ESA e da ag\u00eancia espacial russa, Roscosmos, para confirmar que as poderosas tempestades globais de poeira parecem elevar vapor de \u00e1gua da sua t\u00edpica altitude de 20 quil\u00f3metros acima da superf\u00edcie marciana para altitudes muito maiores, pelo menos 80 quil\u00f3metros. A sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA observou um fen\u00f3meno semelhante em 2007.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao empurrar \u00e1gua para a atmosfera superior, as tempestades globais de poeira podem interferir com o ciclo de \u00e1gua do planeta, impedindo com que se condense e caia de volta para a superf\u00edcie. Na Terra, a \u00e1gua cai como chuva ou neve. O mesmo processo pode ter existido em Marte h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A altitudes mais elevadas, onde a atmosfera marciana \u00e9 especialmente t\u00e9nue, a radia\u00e7\u00e3o solar pode facilmente penetrar para quebrar as mol\u00e9culas de \u00e1gua e &#8220;soprar&#8221; os seus componentes qu\u00edmicos para o espa\u00e7o, especulam Villanueva e colegas. &#8220;Quando trazemos \u00e1gua para as partes mais altas da atmosfera, fica muito mais f\u00e1cil de expulsar,&#8221; explica Villanueva, que passou a sua carreira a reunir a hist\u00f3ria da \u00e1gua em Marte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Villanueva e colegas relataram, no dia 10 de abril e na revista Nature, que encontraram evid\u00eancias do recuo do vapor de \u00e1gua usando a ExoMars TGO (Trace Gas Orbiter) em Marte, uma sonda da ESA e da Roscosmos. O orbitador mediu mol\u00e9culas de \u00e1gua a diferentes altitudes antes e depois da tempestade de 2018. Os cientistas viram, pela primeira vez, que todos os tipos de mol\u00e9culas de \u00e1gua (existem tipos mais leves e mais pesados) alcan\u00e7aram a &#8220;regi\u00e3o de escape&#8221; da atmosfera superior, o que foi uma importante observa\u00e7\u00e3o de como a \u00e1gua pode estar a desaparecer de Marte. Agora, diz Villanueva, os cientistas ter\u00e3o que levar em conta essa nova informa\u00e7\u00e3o nas suas previs\u00f5es sobre a quantidade de \u00e1gua que flu\u00eda no passado de Marte e quanto tempo demorou para desaparecer.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">As tempestades globais de poeira n\u00e3o parecem remodelar significativamente as dunas de areia<\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/sand_dunes.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/2XDy1N8.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>A superf\u00edcie de Marte est\u00e1 coberta por dunas de areia constantemente em movimento, sopradas pelos ventos do planeta. Isto cria uma paisagem des\u00e9rtica em cont\u00ednua evolu\u00e7\u00e3o com dunas diversas e impressionantes. Por todo o globo podem ser encontrados montes soltos de areia, que variam desde poucos metros at\u00e9 maiores que os maiores arranha-c\u00e9us da Terra. As imagens capturadas pela c\u00e2mara HiRISE a bordo da MRO da NASA permitem que os cientistas estudem as dunas de Marte em detalhes sem precedentes. As imagens, coloridas e melhoradas, obtidas a partir de \u00f3rbita, revelam caracter\u00edsticas da sua forma, composi\u00e7\u00e3o e movimentos ao longo do tempo, fornecendo pistas sobre a atmosfera din\u00e2mica do planeta e do seu clima atual.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL\/Universidade do Arizona <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para os cientistas que rastreiam o movimento das dunas de areia pela superf\u00edcie, as tempestades globais de poeira forneceram evid\u00eancias cr\u00edticas na sua investiga\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es de vento no Planeta Vermelho. Apenas os ventos fortes, durante uma tempestade global de poeira, seriam capazes de mover as grandes dunas do planeta, pensavam os cientistas, dado que a atmosfera superfina de Marte faz com que o vento com velocidades de 160 km\/h pare\u00e7a uma mera brisa. Ainda assim, imagens de sat\u00e9lites e &#8220;landers&#8221;, ao longo das d\u00e9cadas, revelaram que a areia marciana move-se a toda a hora, o que implica que n\u00e3o precisa de fortes rajadas para o fazer. Isto foi uma surpresa para os investigadores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora que os cientistas finalmente conseguiram assistir a uma tempestade global de poeira a partir do ch\u00e3o, atrav\u00e9s dos olhos do rover Curiosity da NASA, notaram outra caracter\u00edstica surpreendente do vento marciano: rajadas fortes n\u00e3o parecem mover a areia mais do que o normal. &#8220;Isto contribuiu para o mist\u00e9rio geral de como o vento se comporta em Marte,&#8221; afirma Mariah Baker, estudante de doutoramento da Universidade Johns Hopkins em Baltimore, Maryland, EUA, que ajuda a acompanhar as mudan\u00e7as nas ondula\u00e7\u00f5es da areia marciana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A an\u00e1lise cont\u00ednua de todo o globo marciano revelar\u00e1 se a Cratera Gale, onde o Curiosity se encontra, era \u00fanica. Afinal de contas, o cora\u00e7\u00e3o da tempestade situava-se por cima do rover Opportunity, que estava a vaguear do outro lado do planeta. Al\u00e9m disso, o vento pode comportar-se de maneira diferente dentro da Cratera Gale, real\u00e7am os cientistas. &#8220;Ser\u00e1 que est\u00e1vamos protegidos?&#8221; acrescenta Guzewich. &#8220;\u00c9 poss\u00edvel.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se se vier a confirmar que as dunas de areia n\u00e3o mudaram muito em Marte durante a tempestade, poder\u00e1 haver uma boa raz\u00e3o, diz Baker: &#8220;Os ventos que sopram na atmosfera podem n\u00e3o ser os mesmos que os ventos \u00e0 superf\u00edcie.&#8221; Alguns cientistas pensam que quando a poeira \u00e9 levantada para a atmosfera durante uma tempestade global, imipedindo a luz solar de atingir a superf\u00edcie, ela desliga o processo de produ\u00e7\u00e3o de vento pr\u00f3ximo do solo que, sob condi\u00e7\u00f5es normais, \u00e9 induzido por flutua\u00e7\u00f5es de temperatura entre o ar e a superf\u00edcie.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Seja qual for a raz\u00e3o, entender o comportamento das dunas de areia de hoje pode ajudar-nos a revelar o clima antigo de Marte, salienta Baker: &#8220;podemos estudar os arenitos moldados pelo vento, \u00e0 superf\u00edcie, e observar as dunas que se movem agora e dizer, &#8216;OK, o que \u00e9 que isto nos diz sobre as condi\u00e7\u00f5es que aqui estavam h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, quando estas dunas se moviam e que agora est\u00e3o cimentadas no registo rochoso?'&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">As tempestades de poeira eliminam os diabos marcianos<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os diabos marcianos, colunas girat\u00f3rias de ar e poeira, s\u00e3o comuns em Marte. Formam-se quando o ar quente da superf\u00edcie sobe, criando uma corrente de ar que forma um redemoinho. Estes diabos s\u00e3o \u00fateis para limpar a poeira dos pain\u00e9is dos m\u00f3dulos alimentados a energia solar, como o InSight, quando passam por eles. Assim, \u00e9 importante entender com que frequ\u00eancia ocorrem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O rover Curiosity \u00e9 alimentado por uma bateria nuclear, que permite recolher dados enquanto o Opportunity hibernava, com o m\u00ednimo de luz solar atingindo os seus pain\u00e9is. Atrav\u00e9s do Curiosity, aprendemos que os diabos marcianos desaparecem durante uma tempestade de poeira, exatamente quando mais precisamos deles, e tamb\u00e9m durante meses. Isto ocorre devido a uma interrup\u00e7\u00e3o no mesmo processo de cria\u00e7\u00e3o de vento que pode afetar o movimento das dunas de areia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Guzewich diz que entender o impacto de uma tempestade global de poeira, nos diabos marcianos, \u00e9 importante para o planeamento de como alimentar equipamento durante as futuras miss\u00f5es marcianas: &#8220;Precisamos de estar preparados para passar algum tempo sem que o pr\u00f3ximo diabo marciano apare\u00e7a e nos limpe.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2019\/martian-dust-could-help-explain-planet-s-water-loss-plus-other-learnings-from-recent-global\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/agupubs.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/full\/10.1029\/2018GL080839\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (Geophysical Research Letters)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-019-1097-3\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (Nature)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/mars-dust-storms-water-loss.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/142129\/the-global-dust-storm-that-ended-opportunity-helped-teach-us-how-mars-lost-its-water\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marte:<\/strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.ccvalg.pt\/astronomia\/sistema_solar\/marte.htm\" target=\"_blank\"><\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_%28planet%29\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Rover Curiosity (MSL):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/msl\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/mars.jpl.nasa.gov\/msl\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA &#8211; 2<\/a>&nbsp;<br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/MarsCuriosity\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/marscuriosity\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Curiosity_(rover)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_Science_Laboratory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MSL (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Rover Opportunity:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/marsrover.nasa.gov\/home\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_Exploration_Rover\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia (MER)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MRO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/MRO\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/marsprogram.jpl.nasa.gov\/mro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JPL<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_Reconnaissance_Orbiter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ExoMars TGO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/exploration.esa.int\/mars\/46124-mission-overview\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ExoMars_Trace_Gas_Orbiter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta anima\u00e7\u00e3o alterna entre duas vers\u00f5es de um &#8220;selfie&#8221; obtido no dia 11 de maio de 2016, pelo rover Curiosity da NASA, num local de recolha de amostras chamado &#8220;Okoruso&#8221;. 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