{"id":2032,"date":"2019-04-30T09:40:18","date_gmt":"2019-04-30T09:40:18","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2032"},"modified":"2019-04-30T09:40:20","modified_gmt":"2019-04-30T09:40:20","slug":"astrofisicos-simulam-os-sons-das-estrelas-para-revelar-os-seus-segredos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/04\/30\/astrofisicos-simulam-os-sons-das-estrelas-para-revelar-os-seus-segredos\/","title":{"rendered":"Astrof\u00edsicos simulam os sons das estrelas para revelar os seus segredos"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"NASA | Sounds of the Sun (Low Frequency)\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CRu_hG3X3bI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O som n\u00e3o \u00e9 capaz de viajar pelo v\u00e1cuo do espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas isso n\u00e3o impede que as estrelas desencadeiem uma sinfonia de notas subs\u00f3nicas enquanto os seus fornos nucleares geram vibra\u00e7\u00f5es complexas. Os telesc\u00f3pios podem detetar essas vibra\u00e7\u00f5es como flutua\u00e7\u00f5es no brilho ou na temperatura \u00e0 superf\u00edcie de uma estrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Compreendendo estas vibra\u00e7\u00f5es, podemos aprender mais sobre a estrutura interna da estrela que, de outra forma, n\u00e3o pode ser vista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Um violoncelo soa como um violoncelo devido ao seu tamanho e forma,&#8221; diz Jacqueline Goldstein, estudante de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o do departamento de astronomia da Universidade de Wisonsin-Madison. &#8220;As vibra\u00e7\u00f5es das estrelas tamb\u00e9m dependem do seu tamanho e estrutura.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No seu trabalho, Goldstein estuda a liga\u00e7\u00e3o entre a estrutura estelar e as vibra\u00e7\u00f5es, desenvolvendo software que simula diversas estrelas e as suas frequ\u00eancias. \u00c0 medida que compara as suas simula\u00e7\u00f5es com estrelas reais, Goldstein pode refinar o seu modelo e melhorar a maneira como os astrof\u00edsicos, como ela, espreitam sob a superf\u00edcie das estrelas, examinando os seus subtis sons.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com frequ\u00eancias que se repetem na ordem de minutos a dias, ter\u00edamos que acelerar as vibra\u00e7\u00f5es estelares mil ou um milh\u00e3o de vezes para coloc\u00e1-las dentro do alcance da audi\u00e7\u00e3o humana. Estas reverbera\u00e7\u00f5es podem ser mais precisamente chamadas &#8220;sismos estelares&#8221;, nome que recebem dos seus primos s\u00edsmicos na Terra. O campo de estudo chama-se asterosismologia (ou sismologia estelar).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 medida que as estrelas fundem hidrog\u00e9nio em elementos mais pesados nos seus n\u00facleos, o plasma quente vibra e faz com que as estrelas pisquem. Estas flutua\u00e7\u00f5es podem informar os investigadores sobre a estrutura de uma estrela e sobre como mudar\u00e1 \u00e0 medida que envelhece. Goldstein estuda estrelas que s\u00e3o maiores do que o nosso pr\u00f3prio Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Essas s\u00e3o as que explodem e produzem buracos negros e estrelas de neutr\u00f5es e todos os elementos pesados do Universo que formam planetas e, essencialmente, vida nova,&#8221; explica Goldstein. &#8220;N\u00f3s queremos entender como funcionam e como afetam a evolu\u00e7\u00e3o do Universo. S\u00e3o quest\u00f5es muito importantes.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Trabalhando com os professores de astronomia Rich Townsend e Ellen Zweibel, Goldstein desenvolveu um programa chamado GYRE que se liga ao programa de simula\u00e7\u00e3o estelar MESA. Usando este software, Goldstein constr\u00f3i modelos de v\u00e1rios tipos de estrelas para ver os aspetos das suas vibra\u00e7\u00f5es. Verifica de seguida qu\u00e3o intimamente a simula\u00e7\u00e3o e a realidade combinam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Como fui eu que criei as minhas estrelas, sei o que coloquei no seu interior. De modo que quando comparo os meus padr\u00f5es previstos de vibra\u00e7\u00e3o com os padr\u00f5es de vibra\u00e7\u00e3o observados, se s\u00e3o iguais, ent\u00e3o, \u00f3timo, o interior das minhas estrelas \u00e9 como o interior daquelas estrelas reais. Se s\u00e3o diferentes, o que \u00e9 normalmente o caso, isso d\u00e1-nos informa\u00e7\u00f5es de que precisamos melhorar as nossas simula\u00e7\u00f5es e testar novamente,&#8221; acrescenta Goldstein.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tanto o GYRE como o MESA s\u00e3o programas de c\u00f3digo aberto, o que significa que os cientistas podem aceder e modificar livremente o c\u00f3digo. Todos os anos, cerca de 40 a 50 pessoas frequentam uma escola de ver\u00e3o dedicada ao software MESA na Universidade da Calif\u00f3rnia, em Santa Barbara, para aprender a usar o programa e para fazer &#8220;brainstorming&#8221; de melhorias. Goldstein e o seu grupo beneficiam de todos estes utilizadores que sugerem altera\u00e7\u00f5es e corrigem erros tanto no MESA quanto no seu pr\u00f3prio programa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m recebem um impulso de outro grupo de cientistas &#8211; ca\u00e7adores de planetas. Duas coisas podem fazer o brilho de uma estrela flutuar: vibra\u00e7\u00f5es internas ou um planeta que passa em frente da estrela. \u00c0 medida que a procura por exoplanetas &#8211; planetas que orbitam estrelas que n\u00e3o o Sol &#8211; cresce, Goldstein ganha acesso a uma s\u00e9rie de novos dados sobre as flutua\u00e7\u00f5es estelares que s\u00e3o captadas nos mesmos levantamentos de estrelas distantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mais recente ca\u00e7ador de exoplanetas \u00e9 um telesc\u00f3pio chamado TESS, que foi lan\u00e7ado para \u00f3rbita o ano passado para estudar 200.000 das estrelas mais brilhantes e pr\u00f3ximas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O que o TESS est\u00e1 a fazer \u00e9 olhar para todo o c\u00e9u,&#8221; diz Goldstein. &#8220;Vamos poder dizer, para todas as estrelas que vemos na nossa vizinhan\u00e7a, se pulsam ou n\u00e3o. Se sim, vamos poder estudar as suas pulsa\u00e7\u00f5es para aprender mais sobre o que est\u00e1 a acontecer abaixo da superf\u00edcie.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Goldstein est\u00e1 agora a desenvolver uma nova vers\u00e3o do GYRE para aproveitar os dados do TESS. Com a nova vers\u00e3o, come\u00e7ar\u00e1 a simular esta orquestra estelar com centenas de milhares de participantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com estas simula\u00e7\u00f5es, podemos ser capazes de aprender um pouco mais sobre as nossas vizinhas c\u00f3smicas, apenas ouvindo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.wisc.edu\/uw-astrophysicists-simulate-the-sounds-of-stars-to-reveal-their-secrets\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Wisconsin-Madison (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-04-astrophysicists-simulate-stars-reveal-secrets.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spacedaily.com\/reports\/Astrophysicists_Simulate_Sounds_of_Stars_to_Reveal_Their_Secrets_999.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Space Daily<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Asterosismologia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Asteroseismology\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.asteroseismology.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">asteroseismology.org<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>GYRE:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/bitbucket.org\/rhdtownsend\/gyre\/wiki\/Home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Bitbucket<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MESA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/mesa.sourceforge.net\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sourceforge<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/tess-transiting-exoplanet-survey-satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/tess.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA\/Goddard<\/a><br><a href=\"https:\/\/heasarc.gsfc.nasa.gov\/docs\/tess\/proposing-investigations.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/tess\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MAST (Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Transiting_Exoplanet_Survey_Satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O som n\u00e3o \u00e9 capaz de viajar pelo v\u00e1cuo do espa\u00e7o. Mas isso n\u00e3o impede que as estrelas desencadeiem uma sinfonia de notas subs\u00f3nicas enquanto os seus fornos nucleares geram vibra\u00e7\u00f5es complexas. Os telesc\u00f3pios podem detetar essas vibra\u00e7\u00f5es como flutua\u00e7\u00f5es no brilho ou na temperatura \u00e0 superf\u00edcie de uma estrela. Compreendendo estas vibra\u00e7\u00f5es, podemos aprender &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2033,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[400,435,436,309],"class_list":["post-2032","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-estrelas","tag-asterossismologia","tag-gyre","tag-mesa","tag-tess"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2032","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2032"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2032\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2034,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2032\/revisions\/2034"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2033"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2032"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2032"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2032"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}