{"id":2012,"date":"2019-04-19T05:33:06","date_gmt":"2019-04-19T05:33:06","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=2012"},"modified":"2019-04-19T05:33:49","modified_gmt":"2019-04-19T05:33:49","slug":"descoberto-finalmente-o-primeiro-tipo-de-molecula-do-universo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/04\/19\/descoberto-finalmente-o-primeiro-tipo-de-molecula-do-universo\/","title":{"rendered":"Descoberto, finalmente, o primeiro tipo de mol\u00e9cula do Universo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro tipo de mol\u00e9cula que se formou no Universo foi detetado no espa\u00e7o pela primeira vez, ap\u00f3s d\u00e9cada de pesquisa. Os cientistas descobriram a sua assinatura na nossa pr\u00f3pria Gal\u00e1xia usando o maior observat\u00f3rio aerotransportado do mundo, o SOFIA (Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy) da NASA, enquanto o avi\u00e3o voava bem acima da superf\u00edcie da Terra e apontava os seus instrumentos sens\u00edveis para o cosmos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o Universo era ainda muito jovem, s\u00f3 existiam apenas alguns tipos de \u00e1tomos. Os cientistas pensam que cerca de 100.000 anos ap\u00f3s o Big Bang, o h\u00e9lio e o hidrog\u00e9nio combinaram-se para fazer pela primeira vez uma mol\u00e9cula chamada hidreto de h\u00e9lio. O hidreto de h\u00e9lio deve estar presente em algumas partes do Universo moderno, mas nunca tinha sido detetado no espa\u00e7o &#8211; at\u00e9 agora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O SOFIA encontrou o hidreto de h\u00e9lio moderno numa nebulosa planet\u00e1ria, um remanescente do que j\u00e1 foi uma estrela parecida com o Sol. Localizada a 3000 anos-luz de dist\u00e2ncia na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Cisne, esta nebulosa planet\u00e1ria, de nome NGC 7027, tem condi\u00e7\u00f5es que permitem a forma\u00e7\u00e3o desta mol\u00e9cula misteriosa. A descoberta serve como prova de que o hidreto de h\u00e9lio pode, de facto, existir no espa\u00e7o. Isto confirma uma parte fundamental da nossa compreens\u00e3o b\u00e1sica da qu\u00edmica do Universo primitivo e de como evoluiu ao longo de milhares de milh\u00f5es de anos para a qu\u00edmica complexa de hoje. Os resultados foram publicados na edi\u00e7\u00e3o desta semana da revista Nature.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/u2h8i0b.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/u2h8i0b-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2013\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/u2h8i0b-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/u2h8i0b-150x150.jpg 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/u2h8i0b-300x300.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/u2h8i0b-768x768.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/u2h8i0b.jpg 2000w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Ilustra\u00e7\u00e3o da nebulosa planet\u00e1ria NGC 7027 e das mol\u00e9culas de hidreto de h\u00e9lio. Nesta nebulosa planet\u00e1ria, o SOFIA detetou hidreto de h\u00e9lio, uma combina\u00e7\u00e3o de h\u00e9lio (vermelho) e hidrog\u00e9nio (azul), que foi o primeiro tipo de mol\u00e9cula a formar-se no Universo primitivo. Esta \u00e9 a primeira vez que o hidreto de h\u00e9lio foi descoberto no Universo moderno.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/SOFIA\/L. Proudfit\/D.Rutter<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta mol\u00e9cula estava \u00e0 espreita, mas precis\u00e1vamos dos instrumentos certos para fazer as observa\u00e7\u00f5es na posi\u00e7\u00e3o certa &#8211; e o SOFIA conseguiu fazer isso perfeitamente,&#8221; disse Harold Yorke, diretor do Centro de Ci\u00eancia SOFIA, em Silicon Valley, no estado norte-americano da Calif\u00f3rnia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, o Universo est\u00e1 cheio de estruturas grandes e complexas como planetas, estrelas e gal\u00e1xias. Mas h\u00e1 mais de 13 mil milh\u00f5es de anos, ap\u00f3s o Big Bang, o Universo primordial era quente e tudo o que existia eram alguns tipos de \u00e1tomos, principalmente h\u00e9lio e hidrog\u00e9nio. \u00c0 medida que os \u00e1tomos se combinavam para formar as primeiras mol\u00e9culas, o Universo foi finalmente capaz de arrefecer e come\u00e7ou a tomar forma. Os cientistas inferiram que o hidreto de h\u00e9lio era essa primeira mol\u00e9cula primordial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o arrefecimento come\u00e7ou, os \u00e1tomos de hidrog\u00e9nio puderam interagir com o hidreto de h\u00e9lio, levando \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do hidrog\u00e9nio molecular &#8211; a mol\u00e9cula principalmente respons\u00e1vel pela forma\u00e7\u00e3o das primeiras estrelas. As estrelas passaram a forjar todos os elementos que comp\u00f5em o nosso rico cosmos qu\u00edmico de hoje. O problema, por\u00e9m, \u00e9 que os cientistas n\u00e3o conseguiam encontrar hidreto de h\u00e9lio no espa\u00e7o. Este primeiro passo no nascimento da qu\u00edmica permaneceu por provar, at\u00e9 agora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A falta de evid\u00eancias da pr\u00f3pria exist\u00eancia do hidreto de h\u00e9lio no espa\u00e7o interestelar foi um dilema para a astronomia durante d\u00e9cadas,&#8221; disse Rolf Guesten do Instituto Max Planck para Radioastronomia, em Bona, Alemanha, autor principal do artigo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O hidreto de h\u00e9lio \u00e9 uma mol\u00e9cula &#8220;sens\u00edvel&#8221;. O h\u00e9lio, propriamente dito, \u00e9 um g\u00e1s nobre que dificilmente combina com qualquer outro tipo de \u00e1tomo. Mas em 1925 os cientistas conseguiram criar a mol\u00e9cula em laborat\u00f3rio, persuadindo o h\u00e9lio a partilhar um dos seus eletr\u00f5es com um i\u00e3o de hidrog\u00e9nio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Seguidamente, no final da d\u00e9cada de 1970, os cientistas que estudavam a nebulosa planet\u00e1ria NGC 7027 pensaram que este ambiente podia ser o ideal para formar o hidreto de h\u00e9lio. A radia\u00e7\u00e3o ultravioleta e o calor da estrela envelhecida criam condi\u00e7\u00f5es adequadas para a forma\u00e7\u00e3o do hidreto de h\u00e9lio. Mas as suas observa\u00e7\u00f5es foram inconclusivas. Esfor\u00e7os subsequentes sugeriram que podia l\u00e1 existir, mas a mol\u00e9cula misteriosa continuava a escapar \u00e0 dete\u00e7\u00e3o. Os telesc\u00f3pios espaciais usados n\u00e3o tinham a tecnologia espec\u00edfica para captar o sinal do hidreto de h\u00e9lio a partir da mistura de outras mol\u00e9culas na nebulosa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2016, os cientistas recorreram \u00e0 ajuda do SOFIA. Voando a mais de 13.000 metros de altitude, o SOFIA faz observa\u00e7\u00f5es acima das camadas interferentes da atmosfera da Terra. Mas tem uma vantagem em rela\u00e7\u00e3o aos telesc\u00f3pios espaciais &#8211; regressa ao solo depois de cada voo.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.mpifr-bonn.mpg.de\/4527680\/original-1555343095.jpg?t=eyJ3aWR0aCI6ODAwLCJoZWlnaHQiOjYwMCwib2JqX2lkIjo0NTI3NjgwfQ==--7dd8feb436c1f33b7fb31f26f01eb0e9df2a0820\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.mpifr-bonn.mpg.de\/4527680\/original-1555343095.jpg?t=eyJ3aWR0aCI6NTQwLCJvYmpfaWQiOjQ1Mjc2ODB9--c64bf452e39e43a59f516db1a94565061bf6a96b\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>O instrumento GREAT acoplado ao telesc\u00f3pio do observat\u00f3rio a\u00e9reo SOFIA.<br>Cr\u00e9dito: Carlos Duran\/MPIfR <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Podemos mudar os instrumentos e instalar a tecnologia mais recente,&#8221; disse Naseem Rangwala, cientista do projeto SOFIA. &#8220;Esta flexibilidade permite-nos melhorar as observa\u00e7\u00f5es e responder \u00e0s quest\u00f5es mais prementes dos cientistas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma atualiza\u00e7\u00e3o recente de um dos instrumentos do SOFIA, chamado GREAT (German Receiver at Terahertz Frequencies), acrescentou o canal espec\u00edfico para o hidreto de h\u00e9lio que os telesc\u00f3pios anteriores n\u00e3o tinham. O instrumento trabalha como um recetor de r\u00e1dio. Os cientistas sintonizam a frequ\u00eancia da mol\u00e9cula que procuram, de modo semelhante \u00e0 sintoniza\u00e7\u00e3o de um r\u00e1dio FM na esta\u00e7\u00e3o certa. Quando o SOFIA levantou voo no c\u00e9u noturno, os ansiosos cientistas estavam a bordo lendo os dados do instrumento em tempo real. O sinal do hidreto de h\u00e9lio finalmente foi recebido em condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Foi muito emocionante estar l\u00e1 e ver o hidreto de h\u00e9lio pela primeira vez nos dados,&#8221; disse Guesten. &#8220;Isto leva uma investiga\u00e7\u00e3o longa a um final feliz e elimina d\u00favidas sobre a nossa compreens\u00e3o da qu\u00edmica subjacente do Universo primordial.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/the-universe-s-first-type-of-molecule-is-found-at-last\/\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.sofia.usra.edu\/multimedia\/science-results-archive\/first-astrophysical-detection-very-special-molecule\" target=\"_blank\">\/\/ SOFIA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.mpifr-bonn.mpg.de\/pressreleases\/2019\/5\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto Max Planck para Radioastronomia (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.blahblah.blah\/\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.sciencemag.org\/news\/2019\/04\/astronomers-have-spotted-universe-s-first-molecule\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Science<\/a><br><a href=\"https:\/\/astronomy.com\/news\/2019\/04\/astronomers-find-oldest-type-of-molecule-in-space\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Astronomy<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.skyandtelescope.com\/astronomy-news\/astronomers-find-universes-first-molecule\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sky &amp; Telescope<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/astronomers-detect-universe-first-molecule-space.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/2199778-weve-found-the-first-type-of-molecule-to-form-after-the-big-bang\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">New Scientist<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/first-molecular-bond-in-the-universe-found-at-last\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencenews.org\/article\/first-type-molecule-form-universe-has-been-seen-space\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceNews<\/a><br><a href=\"http:\/\/blogs.discovermagazine.com\/d-brief\/2019\/04\/17\/astronomers-find-oldest-type-of-molecule-in-space\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Discover<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/the-first-molecular-bond-in-the-universe-has-finally-been-detected-in-space\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-04-elusive-molecule-universe-space.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2019\/04\/17\/world\/earliest-molecule-in-the-universe-scn\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.engadget.com\/2019\/04\/17\/nasa-sofia-detects-helium-hydride\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">engadget<\/a><br><a href=\"https:\/\/gizmodo.com\/a-modified-747-helped-spot-evidence-of-the-universes-fi-1834112434\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gizmodo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Hidreto de h\u00e9lio:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.blahblah.blah\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NGC 7027:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/NGC_7027\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Universo:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Accelerating_expansion_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A expans\u00e3o acelerada do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble%27s_law\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lei de Hubble (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Age_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Idade do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large-scale_structure_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Timeline_of_the_Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cronologia do Big Bang (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SOFIA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/SOFIA\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.sofia.usra.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">USRA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.dlr.de\/dlr\/en\/desktopdefault.aspx\/tabid-10419\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">DLR<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Stratospheric_Observatory_for_Infrared_Astronomy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O primeiro tipo de mol\u00e9cula que se formou no Universo foi detetado no espa\u00e7o pela primeira vez, ap\u00f3s d\u00e9cada de pesquisa. 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