{"id":1991,"date":"2019-04-12T07:14:26","date_gmt":"2019-04-12T07:14:26","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1991"},"modified":"2019-04-12T07:15:04","modified_gmt":"2019-04-12T07:15:04","slug":"primeiros-resultados-do-exomars-trace-gas-orbiter","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/04\/12\/primeiros-resultados-do-exomars-trace-gas-orbiter\/","title":{"rendered":"Primeiros resultados do ExoMars Trace Gas Orbiter"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/04\/exomars_trace_gas_orbiter_analyses_the_martian_atmosphere\/19345378-1-eng-GB\/ExoMars_Trace_Gas_Orbiter_analyses_the_martian_atmosphere.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"625\" height=\"352\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ExoMars_Trace_Gas_Orbiter_analyses_the_martian_atmosphere_large.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1992\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ExoMars_Trace_Gas_Orbiter_analyses_the_martian_atmosphere_large.jpg 625w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ExoMars_Trace_Gas_Orbiter_analyses_the_martian_atmosphere_large-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 625px) 100vw, 625px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista do orbitador ExoMars Trace Gas Orbiter (TGO) a analisar a atmosfera marciana. \u00c9 ilustrado o m\u00e9todo de oculta\u00e7\u00e3o solar: os espectr\u00f3metros a bordo &#8211; ACS e NOMAD &#8211; observam o modo como a luz solar \u00e9 absorvida na atmosfera e revelam as impress\u00f5es digitais qu\u00edmicas dos seus ingredientes. Apesar da atmosfera marciana ser dominada pelo di\u00f3xido de carbono, o TGO est\u00e1 a realizar uma an\u00e1lise detalhada dos seus gases vestigiais &#8211; aqueles que constituem menos de 1% da atmosfera, como vapor de \u00e1gua e metano. Apesar de estarem presentes em quantidades min\u00fasculas, estes tra\u00e7os s\u00e3o a chave para rastrear a hist\u00f3ria da \u00e1gua em Marte, e se e quais processos podem estar ativos na superf\u00edcie hoje. O metano atrai aten\u00e7\u00e3o em particular, dado que na Terra \u00e9 produzido por processos biol\u00f3gicos e geol\u00f3gicos.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/ATG medialab<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Novas evid\u00eancias do impacto da recente tempestade de poeira sobre a \u00e1gua na atmosfera e uma surpreendente falta de metano, est\u00e3o entre os destaques cient\u00edficos do primeiro ano em \u00f3rbita do ExoMars Trace Gas Orbiter.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foram publicados, quarta-feira-passada, dois artigos na revista Nature, descrevendo os novos resultados, e referidos numa confer\u00eancia de imprensa exclusiva na Uni\u00e3o Europeia de Geoci\u00eancias, em Viena.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um terceiro artigo, submetido na revista Proceedings of the Russian Academy of Science, apresenta o mapa mais detalhado, alguma vez produzido, de \u00e1gua-gelo ou de minerais hidratados no subsolo superficial de Marte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A miss\u00e3o conjunta da ESA-Roscosmos ExoMars Trace Gas Orbiter, ou TGO, chegou ao Planeta Vermelho em outubro de 2016 e passou mais de um ano a empregar a t\u00e9cnica de aerotravagem necess\u00e1ria para atingir a sua \u00f3rbita cient\u00edfica de duas horas, 400 km acima da superf\u00edcie de Marte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estamos muito satisfeitos com os primeiros resultados do Trace Gas Orbiter,&#8221; diz H\u00e5kan Svedhem, cientista do projeto TGO da ESA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os nossos instrumentos t\u00eam um desempenho extremamente bom e mesmo nos primeiros meses de observa\u00e7\u00e3o j\u00e1 forneciam dados excelentes, a um n\u00edvel muito mais alto do que o anteriormente alcan\u00e7ado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/04\/first_results_from_exomars_trace_gas_orbiter\/19345500-1-eng-GB\/First_results_from_ExoMars_Trace_Gas_Orbiter.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/04\/first_results_from_exomars_trace_gas_orbiter\/19345500-1-eng-GB\/First_results_from_ExoMars_Trace_Gas_Orbiter_node_full_image_2.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Resumo dos tr\u00eas novos resultados apresentados pelas equipas da sonda ExoMars TGO.<br>Cr\u00e9dito: ESA; sonda &#8211; ESA\/ATG medialab <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A principal miss\u00e3o cient\u00edfica do TGO come\u00e7ou no final de abril de 2018, apenas alguns meses antes do in\u00edcio da tempestade global que, eventualmente, levaria ao desaparecimento do rover Opportunity da NASA, ap\u00f3s 15 anos a percorrer a superf\u00edcie marciana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As naves espaciais em \u00f3rbita, no entanto, foram capazes de fazer observa\u00e7\u00f5es \u00fanicas, com o TGO a acompanhar o in\u00edcio e o desenvolvimento da tempestade e a monitorizar como o aumento de poeira afetou o vapor de \u00e1gua na atmosfera &#8211; importante para entender a hist\u00f3ria da \u00e1gua em Marte ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">An\u00e1lise da tempestade de poeira<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dois espectr\u00f3metros a bordo &#8211; NOMAD e ACS &#8211; fizeram as primeiras medi\u00e7\u00f5es de alta resolu\u00e7\u00e3o de oculta\u00e7\u00e3o solar da atmosfera, observando a forma como a luz solar \u00e9 absorvida na atmosfera para revelar as impress\u00f5es digitais qu\u00edmicas dos seus ingredientes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isto permitiu a distribui\u00e7\u00e3o vertical de vapor de \u00e1gua e \u00e1gua &#8220;semipesada&#8221; &#8211; com um \u00e1tomo de hidrog\u00e9nio substitu\u00eddo por um \u00e1tomo de deut\u00e9rio, uma forma de hidrog\u00e9nio com um neutr\u00e3o adicional &#8211; para ser tra\u00e7ado pr\u00f3ximo desde a superf\u00edcie marciana at\u00e9 80 km de altitude. Os novos resultados acompanham a influ\u00eancia da poeira na atmosfera sobre a \u00e1gua, juntamente com a fuga de \u00e1tomos de hidrog\u00e9nio para o espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Nas latitudes do norte, observ\u00e1mos caracter\u00edsticas como nuvens de poeira em altitudes de 25 a 40 km que n\u00e3o estavam l\u00e1 antes e, nas latitudes mais a sul, observ\u00e1mos camadas de poeira a moverem-se para altitudes mais elevadas,&#8221; diz Ann Carine Vandaele, investigadora principal do instrumento NOMAD, do Instituto Real Belga para a Aeron\u00e1utica Espacial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O aumento do vapor de \u00e1gua na atmosfera aconteceu, notavelmente, de forma r\u00e1pida, em apenas alguns dias, durante o in\u00edcio da tempestade, indicando uma rea\u00e7\u00e3o r\u00e1pida da atmosfera \u00e0 tempestade de poeira.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/04\/tgo_watches_evolution_of_dust_storm_on_mars\/19345574-1-eng-GB\/TGO_watches_evolution_of_dust_storm_on_Mars.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/04\/tgo_watches_evolution_of_dust_storm_on_mars\/19345574-1-eng-GB\/TGO_watches_evolution_of_dust_storm_on_Mars_node_full_image_2.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>A miss\u00e3o cient\u00edfica principal do ExoMars TGO come\u00e7ou no final de abril de 2018, apenas um par de meses antes do in\u00edcio da tempestage global de poeira que envolveu o planeta. O TGO seguiu o aparecimento e desenvolvimento da tempestade e monitorizou como o aumento da poeira afetou o vapor de \u00e1gua na atmosfera.<br>O orbitador TGO fez as primeiras medi\u00e7\u00f5es de oculta\u00e7\u00f5es solares em alta resolu\u00e7\u00e3o com os seus espectr\u00f3metros ACS e NOMAD, observando como a luz solar \u00e9 absorvida na atmosfera para relevar as impress\u00f5es digitais qu\u00edmicas dos seus ingredientes. Isto permitiu a distribui\u00e7\u00e3o vertical do vapor de \u00e1gua e da \u00e1gua &#8220;semipesada&#8221;, desde perto da superf\u00edcie marciana at\u00e9 acima dos 80 km de altitude &#8211; importante para compreender a hist\u00f3ria da \u00e1gua em Marte ao longo do tempo.<br>Os novos resultados mostram a influ\u00eancia da poeira atmosf\u00e9rica na \u00e1gua, e fornecem mais informa\u00e7\u00f5es sobre o escape dos \u00e1tomos de hidrog\u00e9nio para o espa\u00e7o. Os instrumentos tamb\u00e9m registaram o aparecimento de nuvens de gelo e poeira a diferentes altitudes, e um r\u00e1pido aumento do vapor de \u00e1gua na atmosfera.<br>Cr\u00e9dito: ESA; sonda &#8211; ATG\/medialab; dados: A-C Vandaele et al. (2019) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As observa\u00e7\u00f5es s\u00e3o consistentes com os modelos de circula\u00e7\u00e3o global. O p\u00f3 absorve a radia\u00e7\u00e3o do Sol, aquecendo o g\u00e1s circundante e fazendo com que se expanda, redistribuindo, por sua vez, outros ingredientes &#8211; como a \u00e1gua &#8211; numa faixa vertical mais ampla. Um contraste de temperatura mais alto entre as regi\u00f5es equatorial e polar \u00e9 tamb\u00e9m estabelecido, fortalecendo a circula\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica. Ao mesmo tempo, gra\u00e7as \u00e0s temperaturas mais altas, formam-se menos nuvens de gelo de \u00e1gua &#8211; normalmente estas confinariam vapor de \u00e1gua a altitudes mais baixas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As equipas tamb\u00e9m fizeram a primeira observa\u00e7\u00e3o de \u00e1gua semipesada, em simult\u00e2neo com vapor de \u00e1gua, fornecendo informa\u00e7\u00f5es importantes sobre os processos que controlam a quantidade de \u00e1tomos de hidrog\u00e9nio e deut\u00e9rio que escapam para o espa\u00e7o. Isto tamb\u00e9m significa que a rela\u00e7\u00e3o deut\u00e9rio para hidrog\u00e9nio (D\/H) pode ser derivada, o que \u00e9 um marcador importante para a evolu\u00e7\u00e3o do invent\u00e1rio de \u00e1gua em Marte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Vemos que a \u00e1gua, deuterada ou n\u00e3o, \u00e9 muito sens\u00edvel \u00e0 presen\u00e7a de nuvens de gelo, impedindo-a de atingir as camadas mais altas da atmosfera. Durante a tempestade, a \u00e1gua atingiu altitudes muito maiores,&#8221; diz Ann Carine. &#8220;Isto foi teoricamente previsto por modelos durante muito tempo, mas foi a primeira vez que pudemos observ\u00e1-lo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como se prev\u00ea que a rela\u00e7\u00e3o D\/H mude com a esta\u00e7\u00e3o e com a latitude, espera-se que as cont\u00ednuas medi\u00e7\u00f5es regionais e sazonais do TGO forne\u00e7am evid\u00eancias adicionais dos processos em andamento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Aumenta o mist\u00e9rio \u00e0 volta do metano<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dois instrumentos complementares tamb\u00e9m iniciaram as suas medi\u00e7\u00f5es de gases vestigiais na atmosfera marciana. Os gases vestigiais ocupam menos de um por cento da atmosfera, em volume, e exigem t\u00e9cnicas de medi\u00e7\u00e3o altamente precisas para determinar as suas impress\u00f5es digitais exatas na composi\u00e7\u00e3o. A presen\u00e7a de gases vestigiais \u00e9 normalmente medida em \u2018partes por milhar de milh\u00e3o por volume\u2019 (ppbv); assim, para o exemplo do invent\u00e1rio de metano da Terra que mede 1800 ppbv, para cada milhar de milh\u00e3o de mol\u00e9culas, 1800 s\u00e3o metano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O metano \u00e9 de particular interesse para os cientistas de Marte, porque pode ser uma assinatura de vida, assim como processos geol\u00f3gicos &#8211; na Terra, por exemplo, 95% do metano na atmosfera prov\u00e9m de processos biol\u00f3gicos. Como pode ser destru\u00edda pela radia\u00e7\u00e3o solar em escalas de tempo de v\u00e1rias centenas de anos, qualquer dete\u00e7\u00e3o da mol\u00e9cula nos tempos atuais implica que esta dever\u00e1 ter sido libertada h\u00e1 relativamente pouco tempo &#8211; mesmo que o metano tenha sido produzido h\u00e1 milh\u00f5es ou milhares de milh\u00f5es de anos e tenha permanecido preso em reservat\u00f3rios no subsolo, at\u00e9 agora. Al\u00e9m disso, os gases vestigiais s\u00e3o misturados eficientemente, e diariamente, perto da superf\u00edcie do planeta, com modelos globais de circula\u00e7\u00e3o de vento que ditam que o metano seja misturado uniformemente ao redor do planeta em apenas alguns meses.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Relatos de metano na atmosfera marciana t\u00eam sido intensamente debatidos porque as dete\u00e7\u00f5es foram muito espor\u00e1dicas no tempo e na localiza\u00e7\u00e3o e, muitas vezes, ca\u00edram no limite dos limites de dete\u00e7\u00e3o dos instrumentos. A Mars Express da ESA contribuiu com uma das primeiras medi\u00e7\u00f5es a partir de \u00f3rbita em 2004, indicando a presen\u00e7a de metano no valor de 10 ppbv.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Telesc\u00f3pios baseados na Terra tamb\u00e9m registaram medi\u00e7\u00f5es n\u00e3o-detetivas e transit\u00f3rias de at\u00e9 45 ppbv, enquanto o rover Curiosity da NASA, a explorar a Cratera Gale desde 2012, sugeriu um n\u00edvel basal de metano que varia com as esta\u00e7\u00f5es entre 0,2 e 0,7 ppbv &#8211; com alguns picos mais altos. Mais recentemente, a Mars Express observou um pico de metano um dia ap\u00f3s uma das leituras de mais alto n\u00edvel do Curiosity.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/04\/tgo_s_search_for_methane_on_mars\/19345537-1-eng-GB\/TGO_s_search_for_methane_on_Mars.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/04\/tgo_s_search_for_methane_on_mars\/19345537-1-eng-GB\/TGO_s_search_for_methane_on_Mars_node_full_image_2.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>A primeira an\u00e1lise da atmosfera marciana pelo ExoMars TGO, em v\u00e1rios pontos em torno do globo, descobriu um limite superior do metano 10-100 vezes mais pequeno do que todas as dete\u00e7\u00f5es anteriores. Os dados medidos mostram a sensibilidade dos instrumento ACS e NOMAD quando observando outras mol\u00e9culas, como a \u00e1gua, enquanto o metano est\u00e1 aparentemente ausente: os resultados sugerem um limite superior de 0,05 partes por milhar de milh\u00e3o (ppbv).<br>A diferen\u00e7a entre os dados do TGO e do rover Curiosity da NASA, que divulgou anteriormente uma varia\u00e7\u00e3o sazonal do metano, est\u00e1 presente, notando que a sensibilidade mais alta das medi\u00e7\u00f5es do TGO foi alcan\u00e7ada antes da tempestade global de poeira que envolveu o planeta em meados de 2018, pouco depois do in\u00edcio da miss\u00e3o cient\u00edfica do TGO. Tamb\u00e9m foi fornecido um mapa com os locais das tentativas de dete\u00e7\u00f5es pelo TGO, sendo a maioria delas a grandes latitudes.<br>Para conciliar os diferentes resultados, \u00e9 necess\u00e1rio uma maior compreens\u00e3o dos diferentes mecanismos capazes de destruir o metano perto da superf\u00edcie do planeta.<br>Cr\u00e9dito: ESA; sonda: ATG\/medialab; dados: O. Korablev et al. (2019) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os novos resultados da TGO fornecem a an\u00e1lise global mais detalhada at\u00e9 ao momento, encontrando um limite superior de 0,05 ppbv, ou seja, 10 a 100 vezes menos metano do que todas as dete\u00e7\u00f5es relatadas anteriormente. O limite de dete\u00e7\u00e3o mais preciso de 0,012 ppbv foi alcan\u00e7ado a 3 km de altitude.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Temos dados bel\u00edssimos de alta precis\u00e3o que detetam sinais de \u00e1gua, dentro da faixa de onde esperamos ver o metano, mas ainda podemos reportar um modesto limite superior que sugere uma aus\u00eancia global de metano,&#8221; diz o investigador principal da ACS, Oleg Korablev, do Instituto de Pesquisas Espaciais, Academia Russa de Ci\u00eancias, Moscovo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As medi\u00e7\u00f5es de alta precis\u00e3o do TGO parecem estar em desacordo com as dete\u00e7\u00f5es anteriores; para reconciliar os v\u00e1rios conjuntos de dados e combinar a transi\u00e7\u00e3o r\u00e1pida das plumas previamente reportadas para os n\u00edveis basais aparentemente muito baixos, precisamos encontrar um m\u00e9todo que destrua eficientemente o metano pr\u00f3ximo \u00e0 superf\u00edcie do planeta.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Assim como a quest\u00e3o da presen\u00e7a do metano e a sua origem causou tanto debate, a quest\u00e3o de para onde vai e com que rapidez pode desaparecer \u00e9 igualmente interessante,&#8221; diz H\u00e5kan.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00e3o temos todas as pe\u00e7as do quebra-cabe\u00e7as nem vemos ainda a imagem completa, mas \u00e9 por isso que estamos l\u00e1 com o TGO, construindo uma an\u00e1lise detalhada da atmosfera com os melhores instrumentos que temos, para entender melhor o qu\u00e3o ativo este planeta \u00e9 &#8211; seja geol\u00f3gica ou biologicamente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/04\/key_methane_measurements_at_mars\/19345648-1-eng-GB\/Key_methane_measurements_at_Mars.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/04\/key_methane_measurements_at_mars\/19345648-1-eng-GB\/Key_methane_measurements_at_Mars_node_full_image_2.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Este gr\u00e1fico sumariza importantes tentativas de medi\u00e7\u00e3o do metano em Marte. T\u00eam sido feitas observa\u00e7\u00f5es de metano por telesc\u00f3pios terrestres, pela Mars Express da ESA a partir de \u00f3rbita marciana, e pelo rover Curiosity da NASA localizado na Cratera Gale; tamb\u00e9m existem observa\u00e7\u00f5es da n\u00e3o-dete\u00e7\u00e3o ou pequen\u00edssimas dete\u00e7\u00f5es do elemento qu\u00edmico. Mais recentemente, o ExoMars TGO da ESA-Roscosmos registou uma aus\u00eancia de metano e forneceu um limite superior muito baixo.<br>Para conciliar os diferentes resultados, \u00e9 necess\u00e1rio uma maior compreens\u00e3o dos diferentes mecanismos capazes de destruir o metano perto da superf\u00edcie do planeta.<br>Cr\u00e9dito: ESA <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Melhor mapa de \u00e1guas subterr\u00e2neas superficiais<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto o debate animado sobre a natureza e a presen\u00e7a do metano continua, uma coisa certa \u00e9 que a \u00e1gua j\u00e1 existiu em Marte &#8211; e ainda o faz na forma de \u00e1gua-gelo, ou como minerais hidratados. E onde havia \u00e1gua, poderia haver vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ajudar a entender a localiza\u00e7\u00e3o e a hist\u00f3ria da \u00e1gua em Marte, o detetor de neutr\u00f5es da TGO, FREND, est\u00e1 a cartografar a distribui\u00e7\u00e3o de hidrog\u00e9nio no medidor mais alto da superf\u00edcie do planeta. O hidrog\u00e9nio indica a presen\u00e7a de \u00e1gua, sendo um dos constituintes da mol\u00e9cula de \u00e1gua; pode tamb\u00e9m indicar a \u00e1gua absorvida na superf\u00edcie ou minerais formados na presen\u00e7a de \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A tarefa de cartografia do instrumento levar\u00e1 cerca de um ano de Marte &#8211; quase dois anos terrestres &#8211; para produzir as melhores estat\u00edsticas de modo a gerar o mapa da mais alta qualidade. Mas os primeiros mapas, apresentados com base em apenas alguns meses de dados, j\u00e1 excedem a resolu\u00e7\u00e3o de medi\u00e7\u00f5es anteriores.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/04\/tgo_s_first_map_of_shallow_subsurface_water_distribution_on_mars\/19345611-2-eng-GB\/TGO_s_first_map_of_shallow_subsurface_water_distribution_on_Mars.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/04\/tgo_s_first_map_of_shallow_subsurface_water_distribution_on_mars\/19345611-2-eng-GB\/TGO_s_first_map_of_shallow_subsurface_water_distribution_on_Mars_node_full_image_2.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>O espectr\u00f3metro de neutr\u00f5es FREND a bordo do ExoMars Trace Gas Orbiter come\u00e7ou a mapear a distribui\u00e7\u00e3o do hidrog\u00e9nio no 1.\u00ba metro da superf\u00edcie marcian. O hidrog\u00e9nio indica a presen\u00e7a de \u00e1gua, sendo um dos constituintes da sua mol\u00e9cula; tamb\u00e9m pode indicar \u00e1gua absorvida na superf\u00edcie, ou minerais formados na presen\u00e7a de \u00e1gua. Um mapa produzido a partir de 131 dias de dados, de 3 de maio a 10 de setembro de 2018, est\u00e1 aqui presente, cobrindo o globo de 70\u00ba N a 70\u00ba S.<br>Al\u00e9m do pergelissolo das regi\u00f5es polares, obviamente ricas em \u00e1gua, o novo mapa fornece detalhes mais refinadas de regi\u00f5es &#8220;h\u00famidas&#8221; e &#8220;secas&#8221; localizadas. Tamb\u00e9m destaca materiais ricos em \u00e1gua nas regi\u00f5es equatoriais que podem significar a presen\u00e7a atual de pergelissolo&nbsp;rico em \u00e1gua, ou os locais anteriores dos polos do planeta no passado.<br>Cr\u00e9dito: ESA; sonda: ATG\/medialab; dados &#8211; I. Mitrofanov et al. (2018) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Em apenas 131 dias, o instrumento j\u00e1 havia produzido um mapa com uma resolu\u00e7\u00e3o maior que a dos dados de 16 anos do seu antecessor a bordo do Mars Odyssey da NASA &#8211; e dever\u00e1 continuar a melhorar,&#8221; diz Igor Mitrofanov, investigador principal do instrumento FREND, no Instituto de Pesquisas Espaciais, Academia Russa de Ci\u00eancias, Moscovo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m do gelo permanente do subsolo, obviamente rico em \u00e1gua, das regi\u00f5es polares, o novo mapa fornece detalhes mais refinados de regi\u00f5es &#8220;h\u00famidas&#8221; e &#8220;secas&#8221; localizadas. Destaca, tamb\u00e9m, materiais ricos em \u00e1gua em regi\u00f5es equatoriais que podem significar a presen\u00e7a de gelo permanente do subsolo rico em \u00e1gua nos tempos atuais, ou os anteriores locais dos polos do planeta no passado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os dados est\u00e3o a melhorar continuamente e, eventualmente, teremos o que se tornar\u00e1 nos dados de refer\u00eancia para a cartografia de materiais ricos em \u00e1gua na subsuperf\u00edcie em Marte, cruciais para entender a evolu\u00e7\u00e3o geral de Marte e onde toda a \u00e1gua se encontra presentemente, acrescenta Igor. &#8220;\u00c9 importante para a ci\u00eancia em Marte, e \u00e9 tamb\u00e9m valioso para a futura explora\u00e7\u00e3o de Marte.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;J\u00e1 estamos a desfrutar de belas imagens e visualiza\u00e7\u00f5es est\u00e9reo de Marte gra\u00e7as ao sistema de imagem do TGO e, agora, estamos felizes por partilhar a primeira vis\u00e3o dos dados dos outros instrumentos,&#8221; conclui H\u00e5kan. &#8220;Temos um futuro promissor ao contribuir para os muitos aspetos fascinantes da ci\u00eancia de Marte, desde a distribui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua subterr\u00e2nea at\u00e9 aos processos de superf\u00edcie ativa e os mist\u00e9rios da atmosfera marciana.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/04\/dust_devil_detail\/19339926-1-eng-GB\/Dust_devil_detail.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/04\/dust_devil_detail\/19339925-1-eng-GB\/Dust_devil_detail_large.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Marte pode ter a reputa\u00e7\u00e3o de ser um mundo in\u00f3spito, mas certamente n\u00e3o est\u00e1 morto: a sua atmosfera fina \u00e9 ainda capaz de levantar tempestades e, como a imagem revela, formar centenas &#8211; talvez at\u00e9 milhares &#8211; de &#8220;diabos marcianos&#8221; por toda a superf\u00edcie.<br>Estas colunas rodopiantes de vento varrem a camada superior de material superficial e transportam-na para outros locais. O seu percurso \u00e9 real\u00e7ado pelos riscos que deixam para tr\u00e1s &#8211; material rec\u00e9m-exposto, com tons azul\/cinzento nesta imagem recente pela c\u00e2mara CaSSIS a bordo do orbitador ExoMars TGO.<br>Os diabos marcianos formam-se da mesma forma que os seus hom\u00f3logos terrestres: quando o ch\u00e3o fica mais quente do que o ar por cima, plumas ascendentes de ar quente movem-se atrav\u00e9s de ar mais denso e frio, criando uma corrente em que o ar mais frio desce e configurando uma circula\u00e7\u00e3o vertical. Se uma rajada horizontal de vento sopra atrav\u00e9s delas, despoleta um diabo marciano. Assim que atinge velocidade suficiente, a rota\u00e7\u00e3o torna-se afunilada, levanta poeira e move-se pela superf\u00edcie.<br>Tal como a imagem mostra, n\u00e3o h\u00e1 muito no caminho de um diabo marciano: varrem os lados de montes e o ch\u00e3o de crateras de impacto.<br>A imagem foi obtida no dia 4 de janeiro de 2019 e mostra uma regi\u00e3o a nordeste da Cratera Cop\u00e9rnico, na regi\u00e3o Cimmeria de Marte. Captura uma \u00e1rea com 7,2&#215;31 km. O norte est\u00e1 para o canto superior esquerdo da imagem. A imagem foi retificada geometricamente e modificada para 4 m\/pixel.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Roscosmos\/CaSSIS <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Human_and_Robotic_Exploration\/Exploration\/ExoMars\/First_results_from_the_ExoMars_Trace_Gas_Orbiter\" target=\"_blank\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/client.cntv.at\/egu2019\/pc7\" target=\"_blank\">\/\/ Confer\u00eancia de imprensa (EGU)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-019-1096-4\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (Nature)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-019-1097-3\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (Nature)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/np.cosmos.ru\/images\/pdf\/20181225_OFN_RAN_clear.pdf\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #3 (Proceedings of the Russian Academy of Science &#8211; PDF em russo)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/d41586-019-01093-x\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Nature<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.skyandtelescope.com\/astronomy-news\/mars-methane-mystery-continues\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sky &amp; Telescope<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/exomars-orbiter-methane-mystery.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-04-martian-methane-mystery-results-exomars.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"http:\/\/blogs.discovermagazine.com\/d-brief\/2019\/04\/10\/mars-methane-mystery-is-back-in-the-spotlight\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Discover<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/news\/science-environment-47878138\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">BBC News<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2019\/04\/10\/science\/mars-methane-life.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The New York Times<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ExoMars TGO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/exploration.esa.int\/mars\/46124-mission-overview\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ExoMars_Trace_Gas_Orbiter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ExoMars 2020:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/exploration.esa.int\/mars\/48088-mission-overview\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ExoMars_(rover)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Rovers Spirit e Opportunity:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/marsrover.nasa.gov\/home\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_Exploration_Rover\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Rover Curiosity (MSL):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/msl\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/mars.jpl.nasa.gov\/msl\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA &#8211; 2<\/a>&nbsp;<br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/MarsCuriosity\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/marscuriosity\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_Science_Laboratory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marte:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_%28planet%29\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00e3o de artista do orbitador ExoMars Trace Gas Orbiter (TGO) a analisar a atmosfera marciana. \u00c9 ilustrado o m\u00e9todo de oculta\u00e7\u00e3o solar: os espectr\u00f3metros a bordo &#8211; ACS e NOMAD &#8211; observam o modo como a luz solar \u00e9 absorvida na atmosfera e revelam as impress\u00f5es digitais qu\u00edmicas dos seus ingredientes. Apesar da atmosfera marciana &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1992,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,16],"tags":[411,4,336,348,420],"class_list":["post-1991","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","category-sondas-missoes-espaciais","tag-exomars-tgo","tag-marte","tag-rover-curiosity","tag-rover-opportunity","tag-rover-spirit"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1991","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1991"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1991\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1994,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1991\/revisions\/1994"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1992"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1991"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1991"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1991"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}