{"id":1965,"date":"2019-04-02T05:39:18","date_gmt":"2019-04-02T05:39:18","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1965"},"modified":"2019-04-02T05:39:31","modified_gmt":"2019-04-02T05:39:31","slug":"hubble-observa-asteroide-a-quebrar-se","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/04\/02\/hubble-observa-asteroide-a-quebrar-se\/","title":{"rendered":"Hubble observa asteroide a quebrar-se"},"content":{"rendered":"\n<p>De acordo com novos dados obtidos pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble e por outros observat\u00f3rios, um pequeno asteroide foi apanhado no processo de girar t\u00e3o depressa que est\u00e1 a expelir material.<\/p>\n\n\n\n<p>As imagens do Hubble mostram duas caudas estreitas, parecidas \u00e0s dos cometas, de detritos empoeirados que saem do asteroide (6478) Gault. Cada cauda representa um epis\u00f3dio no qual o asteroide libertou suavemente o seu material &#8211; evid\u00eancias de que Gault est\u00e1 a come\u00e7ar a desfazer-se.<\/p>\n\n\n\n<p>Descoberto em 1988, o asteroide com 4 km tem sido observado repetidamente, mas as caudas de detritos s\u00e3o as primeiras evid\u00eancias de desintegra\u00e7\u00e3o. Gault est\u00e1 localizado a 344 milh\u00f5es de quil\u00f3metros da Terra. Entre os cerca de 800.000 asteroides conhecidos entre Marte e J\u00fapiter, os astr\u00f3nomos estimam que este tipo de evento na cintura de asteroides seja raro, ocorrendo aproximadamente uma vez por ano.<\/p>\n\n\n\n<p>A observa\u00e7\u00e3o da fragmenta\u00e7\u00e3o de um asteroide d\u00e1 aos astr\u00f3nomos a oportunidade de estudar a composi\u00e7\u00e3o destas rochas espaciais sem enviar uma nave para recolher amostras.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"573\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/L1xWHdW.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1966\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/L1xWHdW.png 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/L1xWHdW-300x175.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/L1xWHdW-768x447.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><figcaption>Esta imagem pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble revela a auto-destrui\u00e7\u00e3o gradual de um asteroide, cujo material poeirento ejetado formou duas caudas estreitas e longas, parecidas \u00e0s dos cometas. A cauda maior tem mais de 800 mil quil\u00f3metros de comprimento e mais ou menos 4800 km de espessura. A cauda mais curta tem cerca de um-quarto desse comprimento.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, K. Meech e J. Kleyna (Universidade do Hawaii) e O. Hainaut (ESO)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o precis\u00e1mos de ir a Gault,&#8221; explicou Olivier Hainaut do ESO na Alemanha, membro da equipa de observa\u00e7\u00e3o de Gault. &#8220;N\u00f3s apenas tivemos que olhar para a imagem das correntes e podemos ver todos os gr\u00e3os de poeira bem ordenados por tamanho. Todos os gr\u00e3os grandes (mais ou menos do tamanho das part\u00edculas de areia) est\u00e3o perto do objeto e os gr\u00e3os mais pequenos (mais ou menos do tamanho de gr\u00e3os de farinha) s\u00e3o os mais distantes, porque est\u00e3o a ser empurrados mais rapidamente pela press\u00e3o da luz solar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Gault \u00e9 apenas o segundo asteroide cuja desintegra\u00e7\u00e3o est\u00e1 fortemente ligada a um processo conhecido como efeito YORP (Yarkovsky\u2013O&#8217;Keefe\u2013Radzievskii\u2013Paddack, os nomes dos quatro cientistas que contribu\u00edram para o conceito). Quando a luz solar aquece um asteroide, a radia\u00e7\u00e3o infravermelha que escapa da sua superf\u00edcie aquecida transporta momento angular, bem como calor. Este processo cria um pequeno torque que faz com que o asteroide gire continuamente mais depressa. Quando a for\u00e7a centr\u00edfuga resultante come\u00e7a a superar a gravidade, a superf\u00edcie do asteroide torna-se inst\u00e1vel, e os deslizamentos de terra podem fazer com que a poeira e o entulho sigam para o espa\u00e7o a poucos quil\u00f3metros por hora. Os investigadores estimam que Gault pode estar a aumentar lentamente a sua rota\u00e7\u00e3o h\u00e1 mais de 100 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Reunindo a atividade recente de Gault est\u00e1 uma investiga\u00e7\u00e3o forense astron\u00f3mica que envolve telesc\u00f3pios e astr\u00f3nomos de todo o mundo. Levantamentos de todo o c\u00e9u, telesc\u00f3pios terrestres e instala\u00e7\u00f5es espaciais como o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble uniram esfor\u00e7os para tornar esta descoberta poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>A pista inicial foi a descoberta fortuita da primeira cauda de detritos, observada no dia 5 de janeiro de 2019 pelo telesc\u00f3pio ATLAS (Asteroid Terrestrial-Impact Last Alert System) no Hawaii. A cauda tamb\u00e9m apareceu em dados de arquivo de dezembro de 2018 do ATLAS e dos telesc\u00f3pios Pan-STARRS (Panoramic Survey Telescope and Rapid Response System) no Hawaii. Em meados de janeiro, uma segunda cauda mais curta foi vista pelo telesc\u00f3pio do Canad\u00e1-Fran\u00e7a-Hawaii e pelo telesc\u00f3pio Isaac Newton na Espanha, assim como por outros observadores. Uma an\u00e1lise de ambas as caudas sugere que os dois eventos de poeira ocorreram por volta de 28 de outubro e de 30 de dezembro de 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>Observa\u00e7\u00f5es de acompanhamento com o Telesc\u00f3pio William Herschel, com a Esta\u00e7\u00e3o Terrestre \u00d3tica da ESA em La Palma e Tenerife, Espanha, e com o Telesc\u00f3pio Chandra nos Himalaias, \u00cdndia, mediram um per\u00edodo de rota\u00e7\u00e3o de duas horas para o objeto, perto da velocidade cr\u00edtica na qual um asteroide solto come\u00e7a a desfazer-se.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Gault \u00e9 o melhor exemplo de um objeto com r\u00e1pida rota\u00e7\u00e3o mesmo no limite das duas horas,&#8221; disse o membro da equipa Jan Kleyna, da Universidade do Hawaii em Honolulu.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma an\u00e1lise do ambiente circundante do asteroide, pelo Hubble, n\u00e3o revelou sinais de detritos mais amplamente distribu\u00eddos, o que exclui a possibilidade de uma colis\u00e3o com outro asteroide como causa para os surtos.<\/p>\n\n\n\n<p>As correntes estreitas do asteroide sugerem que a poeira foi libertada em surtos curtos, com a dura\u00e7\u00e3o de algumas horas a alguns dias. Estes eventos s\u00fabitos sopraram detritos suficientes para produzir uma &#8220;bola suja&#8221; com aproximadamente 150 metros de di\u00e2metro, se compactados juntos. As caudas v\u00e3o come\u00e7ar a desaparecer daqui a poucos meses, \u00e0 medida que a poeira se dispersa pelo espa\u00e7o interplanet\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nas observa\u00e7\u00f5es do Telesc\u00f3pio do Canad\u00e1-Fran\u00e7a-Hawaii, os astr\u00f3nomos estimam que a cauda mais longa se estenda por 800 mil quil\u00f3metros e tenha aproximadamente 4800 km de espessura. A cauda mais curta tem cerca de um-quarto desse comprimento.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 ao momento, apenas foram encontrados algumas d\u00fazias de asteroides ativos. Os astr\u00f3nomos podem agora detetar muitos mais gra\u00e7as \u00e0s capacidades aprimoradas de levantamento de observat\u00f3rios como o Pan-STARRS e ATLAS, que varrem todo o c\u00e9u. &#8220;Os asteroides como Gault n\u00e3o podem mais escapar \u00e0 dete\u00e7\u00e3o,&#8221; comentou Hainaut. &#8220;Isto significa que todos estes asteroides que come\u00e7am a &#8216;comportar-se mal&#8217; s\u00e3o avistados.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Os investigadores esperam monitorizar Gault em busca de mais eventos de poeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados da equipa foram aceites para publica\u00e7\u00e3o na revista The Astrophysical Journal Letters.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2019\/hubble-watches-spun-up-asteroid-coming-apart\/\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.spacetelescope.org\/news\/heic1906\/\" target=\"_blank\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.uhm.hawaii.edu\/news\/article.php?aId=9862\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade do Hawaii em Manoa (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.ifa.hawaii.edu\/info\/press-releases\/Gault_Mar2019\/\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto de Astronomia da Universidade do Hawaii (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1903.12142\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Asteroide (6487) Gault:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/minorplanetcenter.net\/\/iau\/lists\/NumberedMPs005001.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Centro de Planetas Menores da UAI<\/a><br><a href=\"https:\/\/ssd.jpl.nasa.gov\/sbdb.cgi?sstr=2006478#content\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JPL\/NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/hamilton.dm.unipi.it\/astdys\/index.php?n=6478&amp;pc=1.1.0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">AstDyS<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/6478_Gault\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Asteroides:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nineplanets.org\/asteroids.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/asteroids\/main\/#.Uut94Pl_t8E\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Asteroid\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Efeito YORP:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Yarkovsky%E2%80%93O%27Keefe%E2%80%93Radzievskii%E2%80%93Paddack_effect\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio ATLAS:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/fallingstar.com\/home.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Asteroid_Terrestrial-impact_Last_Alert_System\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observat\u00f3rio do Canad\u00e1-Fran\u00e7a-Hawaii (CFHT):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.cfht.hawaii.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Canada%E2%80%93France%E2%80%93Hawaii_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Pan-STARRS:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/panstarrs.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.ifa.hawaii.edu\/research\/Pan-STARRS.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instituto de Astronomia da Universidade do Hawaii<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Pan-STARRS\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ING (Isaac Newton Group of Telescopes):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.ing.iac.es\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Isaac_Newton_Group_of_Telescopes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>WHT (William Herschel Telescope):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.ing.iac.es\/Astronomy\/telescopes\/wht\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/William_Herschel_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>OGS (Optical Ground Station):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Engineering_Technology\/Space_Optoelectronics\/Optical_Ground_Station_OGS\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/OGS_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Chandra dos Himalaias:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.iiap.res.in\/iao\/cycle.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Indian_Astronomical_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com novos dados obtidos pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble e por outros observat\u00f3rios, um pequeno asteroide foi apanhado no processo de girar t\u00e3o depressa que est\u00e1 a expelir material. 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