{"id":1962,"date":"2019-04-02T05:36:05","date_gmt":"2019-04-02T05:36:05","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1962"},"modified":"2019-04-02T05:36:07","modified_gmt":"2019-04-02T05:36:07","slug":"fluxo-de-dados-da-missao-tess-leva-a-descoberta-de-um-planeta-do-tamanho-de-saturno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/04\/02\/fluxo-de-dados-da-missao-tess-leva-a-descoberta-de-um-planeta-do-tamanho-de-saturno\/","title":{"rendered":"Fluxo de dados da miss\u00e3o TESS leva \u00e0 descoberta de um planeta do tamanho de Saturno"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"648\" height=\"342\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/X9LT-648.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1963\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/X9LT-648.jpg 648w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/X9LT-648-300x158.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/X9LT-648-310x165.jpg 310w\" sizes=\"auto, (max-width: 648px) 100vw, 648px\" \/><figcaption>Nesta ilustra\u00e7\u00e3o, um Saturno quente passa em frente da sua estrela hospedeira. Os astr\u00f3nomos que estudam as estrelas usaram sismos estelares para caracterizar a estrela, que forneceu informa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas sobre o planeta. Veja <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=dqeeNvNzyzc&amp;feature=youtu.be\">aqui<\/a> uma simula\u00e7\u00e3o do planeta a orbitar a estrela.<br>Cr\u00e9dito: Gabriel Perez Diaz, Instituto de Astrof\u00edsica das Can\u00e1rias<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos que estudam as estrelas est\u00e3o a fornecer uma ajuda valiosa aos astr\u00f3nomos que ca\u00e7am planetas e que perseguem o objetivo principal da nova miss\u00e3o TESS da NASA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De facto, os asterossismol\u00f3logos &#8211; astr\u00f3nomos estelares que estudam ondas s\u00edsmicas (ou sismos estelares) em estrelas que aparecem como mudan\u00e7as no brilho &#8211; muitas vezes fornecem informa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas para encontrar as propriedades de planetas rec\u00e9m-descobertos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este trabalho em equipa possibilitou a descoberta e caracteriza\u00e7\u00e3o do primeiro planeta identificado pelo TESS, para o qual as oscila\u00e7\u00f5es da sua estrela hospedeira podem ser medidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O planeta &#8211; TOI 197.01 (TOI \u00e9 abrevia\u00e7\u00e3o para &#8220;TESS Object of Interest&#8221;) &#8211; \u00e9 descrito como um &#8220;Saturno quente&#8221; num artigo cient\u00edfico recentemente aceite. Isto porque o planeta tem aproximadamente o mesmo tamanho que Saturno e tamb\u00e9m est\u00e1 muito perto da sua estrela, completando uma \u00f3rbita em apenas 14 dias e \u00e9, portanto, muito quente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A revista The Astronomical Journal vai publicar o artigo escrito por uma equipa internacional composta por 141 astr\u00f3nomos. Daniel Huber, astr\u00f3nomo assistente da Universidade do Hawaii no Instituto de Astronomia de Manoa, \u00e9 o autor principal do artigo. Steve Kawaler, professor de f\u00edsica e astronomia, e Miles Lucas, estudante, s\u00e3o coautores da Universidade Estatal do Iowa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este \u00e9 o primeiro &#8216;balde de \u00e1gua&#8217; da &#8216;mangueira&#8217; de dados que estamos a receber do TESS,&#8221; comentou Kawaler.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite), liderado por astrof\u00edsicos do MIT (Massachusetts Institute of Technology) &#8211; foi lan\u00e7ado a partir da Esta\u00e7\u00e3o da For\u00e7a A\u00e9rea de Cabo Canaveral, Fl\u00f3rida, EUA, no dia 18 de abril de 2018. A miss\u00e3o principal do sat\u00e9lite \u00e9 encontrar exoplanetas, planetas para l\u00e1 do nosso Sistema Solar. As suas quatro c\u00e2maras est\u00e3o a tirar exposi\u00e7\u00f5es, ao longo de quase um m\u00eas, de 26 faixas verticais do c\u00e9u &#8211; primeiro sobre o hemisf\u00e9rio sul e depois sobre o norte. Depois de dois anos, o TESS ter\u00e1 examinado 85% do c\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos (e seus computadores) estudam as imagens, procurando tr\u00e2nsitos, min\u00fasculas quedas no brilho estelar provocadas por um planeta em \u00f3rbita passando em frente. A miss\u00e3o Kepler da NASA &#8211; antecessora da miss\u00e3o TESS &#8211; procurou planetas da mesma forma, mas examinou uma pequena parte da Via L\u00e1ctea e focou-se em estrelas distantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O TESS tem como alvo estrelas pr\u00f3ximas e brilhantes, permitindo que os astr\u00f3nomos acompanhem as suas descobertas usando outros observat\u00f3rios espaciais e terrestres para estudar e caracterizar estrelas e planetas. Noutro artigo publicado recentemente na revista The Astrophysical Journal: Supplement Series, os astr\u00f3nomos do TASC (TESS Asteroseismic Science Consortium) identificaram uma lista de alvos de estrelas oscilantes semelhantes ao Sol (muitas que s\u00e3o parecidas ao nosso futuro Sol) para serem estudadas usando dados do TESS &#8211; uma lista com 25.000 estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Kawaler &#8211; que testemunhou o lan\u00e7amento do Kepler em 2009, e estava na Fl\u00f3rida para o lan\u00e7amento do TESS (mas um atraso de \u00faltima hora significou que teve que perder o lan\u00e7amento para regressar a Ames e lecionar) &#8211; est\u00e1 no conselho de sete membros do TASC. O grupo \u00e9 liderado por J\u00f8rgen Christensen-Dalsgaard da Universidade de Aarhus, na Dinamarca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos do TASC usam modelagem asterossismol\u00f3gica para determinar o raio, a massa e a idade de uma estrela hospedeira. Esses dados podem ser combinados com outras observa\u00e7\u00f5es e medi\u00e7\u00f5es para determinar as propriedades dos planetas em \u00f3rbita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No caso da estrela-m\u00e3e TOI-197, os asterossism\u00f3logos usaram as suas oscila\u00e7\u00f5es para determinar que tem cerca de 5 mil milh\u00f5es de anos e \u00e9 um pouco mais massiva e maior que o Sol. Tamb\u00e9m determinaram que o planeta TOI-197.01 \u00e9 um gigante gasoso com um raio mais ou menos nove vezes o da Terra, tornando-se aproximadamente do tamanho de Saturno. Tem tamb\u00e9m 1\/13 da densidade da Terra e cerca de 60 vezes a massa da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estas descobertas dizem-nos muito sobre o trabalho do TESS: &#8220;TOI-197 fornece um primeiro vislumbre do forte potencial do TESS em caracterizar exoplanetas usando asterossismologia,&#8221; escreveram os astr\u00f3nomos no seu artigo cient\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Kawaler espera que a enxurrada de dados provenientes do TESS tamb\u00e9m contenha algumas surpresas cient\u00edficas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O interessante \u00e9 que o TESS ser\u00e1 o \u00fanico instrumento do seu g\u00e9nero durante algum tempo e os dados s\u00e3o t\u00e3o bons que planeamos tentar fazer ci\u00eancia sobre a qual nem t\u00ednhamos pensado antes,&#8221; disse Kawaler. &#8220;Talvez possamos tamb\u00e9m olhar para as estrelas muito fracas &#8211; as an\u00e3s brancas &#8211; que s\u00e3o o meu primeiro amor e representam o futuro do nosso Sol e do Sistema Solar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.news.iastate.edu\/news\/2019\/03\/27\/hotsaturn\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade Estatal do Iowa (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1901.01643\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4365\/ab04f5\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (The Astrophysical Journal: Supplement Series)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1901.10148\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Asterossismologia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Asteroseismology\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.asteroseismology.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">asteroseismology.org<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"http:\/\/planetquest.jpl.nasa.gov\/index.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PlanetQuest<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/tess-transiting-exoplanet-survey-satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/tess.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA\/Goddard<\/a><br><a href=\"https:\/\/heasarc.gsfc.nasa.gov\/docs\/tess\/proposing-investigations.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/tess\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MAST (Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Transiting_Exoplanet_Survey_Satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta ilustra\u00e7\u00e3o, um Saturno quente passa em frente da sua estrela hospedeira. 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