{"id":1946,"date":"2019-03-26T06:43:21","date_gmt":"2019-03-26T06:43:21","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1946"},"modified":"2019-03-26T06:43:23","modified_gmt":"2019-03-26T06:43:23","slug":"hubble-rastreia-o-ciclo-de-vida-das-tempestades-gigantes-em-neptuno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/03\/26\/hubble-rastreia-o-ciclo-de-vida-das-tempestades-gigantes-em-neptuno\/","title":{"rendered":"Hubble rastreia o ciclo de vida das tempestades gigantes em Neptuno"},"content":{"rendered":"\n<p>Em 1989, a sonda Voyager 2 da NASA passou por Neptuno &#8211; o seu alvo planet\u00e1rio final antes de chegar aos confins do Sistema Solar. Foi a primeira vez que uma nave visitou este mundo remoto. \u00c0 medida que a sonda por l\u00e1 passava, tirou fotos de duas tempestades gigantes no hemisf\u00e9rio sul de Neptuno. Os cientistas apelidaram as tempestades de &#8220;Grande Mancha Escura&#8221; e &#8220;Mancha Escura 2&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas cinco anos depois, em 1994, o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA obteve imagens n\u00edtidas de Neptuno \u00e0 dist\u00e2ncia da Terra de 4,3 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros. Os cientistas estavam ansiosos por observar as tempestades novamente. Em vez disso, as fotografias do Hubble revelaram que tanto a Grande Mancha Escura, do tamanho da Terra, quanto a Mancha Escura 2, tinham desaparecido.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/hubble-voyager-large-2.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"606\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Gb015wW.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1947\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Gb015wW.jpg 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Gb015wW-300x185.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Gb015wW-768x472.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>Esta \u00e9 uma composi\u00e7\u00e3o que mostra imagens de tempestades em Neptuno pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble (esquerda) e pela sonda Voyager 2 (direita). A imagem do Hubble, pela c\u00e2mara WFC3 (Wide Field Camera 3), obtida em setembro e novembro de 2018, mostra uma nova tempestade escura (topo, centro). Na imagem da Voyager, uma tempestade conhecida como Grande Mancha Escura pode ser vista no centro. Tem mais ou menos 13000 por 6000 km em tamanho &#8211; t\u00e3o grande, no seu eixo maior, quanto a Terra. As nuvens brancas vistas a pairar na vizinhan\u00e7a das tempestades est\u00e3o a maiores altitudes do que o material escuro.\nCr\u00e9dito: NASA\/ESA\/GSFC\/JPL<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;Foi certamente uma surpresa,&#8221; recorda-se Amy Simon, cientista planet\u00e1ria do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. &#8220;Est\u00e1vamos habituados a olhar para a Grande Mancha Vermelha de J\u00fapiter, que presumivelmente est\u00e1 por l\u00e1 h\u00e1 quase dois s\u00e9culos.&#8221; Os cientistas planet\u00e1rios imediatamente come\u00e7aram a construir simula\u00e7\u00f5es de computador para entender o misterioso desaparecimento da Grande Mancha Escura.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora parte do projeto OPAL (Outer Planet Atmospheres Legacy), Simon e seus colegas est\u00e3o a come\u00e7ar a responder a estas perguntas. Gra\u00e7as \u00e0s imagens captadas pelo Hubble, a equipa n\u00e3o s\u00f3 testemunhou pela primeira vez a forma\u00e7\u00e3o de uma tempestade, como desenvolveu restri\u00e7\u00f5es que determinam a frequ\u00eancia e dura\u00e7\u00e3o dos sistemas de tempestades.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O nascimento de uma tempestade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2015, a equipa OPAL come\u00e7ou uma miss\u00e3o anual para analisar imagens de Neptuno capturadas pelo Hubble e detetou uma pequena mancha escura no hemisf\u00e9rio sul. Todos os anos, desde ent\u00e3o, Simon e colegas observaram o planeta e monitorizaram a tempestade enquanto se dissipava. Em 2018, surgiu uma nova mancha escura, pairando a 23 graus de latitude norte.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Est\u00e1vamos t\u00e3o ocupados a rastrear esta tempestade pequena de 2015, que n\u00e3o est\u00e1vamos necessariamente \u00e0 espera de ver outra grande t\u00e3o cedo,&#8221; comenta Simon acerca da tempestade, parecida em tamanho \u00e0 Grande Mancha Escura. &#8220;Foi uma surpresa agrad\u00e1vel. De cada vez que obtemos novas imagens do Hubble, algo \u00e9 diferente do que esper\u00e1vamos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o nascimento da tempestade foi capturado &#8220;em direto&#8221;. Ao analisarem imagens de Neptuno, pelo Hubble, obtidas de 2015 a 2017, a os cientistas descobriram v\u00e1rias pequenas nuvens brancas formadas na regi\u00e3o onde a mancha escura mais recente apareceria mais tarde. Publicaram os seus achados na edi\u00e7\u00e3o de 25 de mar\u00e7o da revista Geophysical Research Letters.<\/p>\n\n\n\n<p>As nuvens de alta altitude s\u00e3o feitas de cristais de metano gelado, que lhes conferem a sua caracter\u00edstica apar\u00eancia branca e brilhante. Pensa-se que estas nuvens companheiras pairem acima das tempestades, an\u00e1logas ao modo como as nuvens lenticulares cobrem montanhas altas na Terra. A sua presen\u00e7a, anos antes de uma nova tempestade ser avistada, sugere que as manchas escuras podem ter uma origem muito mais profunda na atmosfera do que se pensava anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Da mesma forma que um sat\u00e9lite terrestre observaria a meteorologia da Terra, observamos a meteorologia em Neptuno,&#8221; comenta Glenn Orton, cientista planet\u00e1rio no JPL da NASA em Pasadena, Calif\u00f3rnia, tamb\u00e9m do projeto OPAL. Assim como os furac\u00f5es s\u00e3o seguidos na Terra, as imagens do Hubble revelaram o caminho sinuoso da mancha escura. Ao longo de um per\u00edodo de quase 20 horas, a tempestade moveu-se para oeste, deslocando-se um pouco mais devagar do que os ventos de alta velocidade de Neptuno.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas estas tempestades neptunianas s\u00e3o diferentes dos ciclones que vemos na Terra ou em J\u00fapiter. Assim como os padr\u00f5es de vento que as impulsionam. Parecidas aos trilhos que impedem que as bolas de bowling entrem nas calhas, bandas finas de correntes ventosas em J\u00fapiter mant\u00eam a Grande Mancha Vermelha num caminho definido. Em Neptuno, as correntes de vento operam em bandas muito mais amplas em redor do planeta, permitindo que tempestades como a Grande Mancha Escura vagueiem lentamente pelas latitudes. As tempestades normalmente pairam entre os jatos de ventos equatoriais oeste e as correntes que sopram para leste nas latitudes mais altas antes que os fortes ventos as separem.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o necess\u00e1rias ainda mais observa\u00e7\u00f5es. &#8220;Queremos ser capazes de estudar como os ventos est\u00e3o a mudar com o tempo,&#8221; diz Simon.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tempo m\u00e9dio de vida?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Simon tamb\u00e9m faz parte de uma equipa de cientistas liderados pelo estudante Andrew Hsu, da Universidade da Calif\u00f3rnia em Berkeley, que identificou quanto tempo estas tempestades duram e com que frequ\u00eancia ocorrem.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles suspeitam que as novas tempestades surgem em Neptuno a cada quatro a seis anos. Cada tempestade pode durar at\u00e9 seis anos, embora a expetativa de vida de dois anos seja mais prov\u00e1vel, de acordo com resultados publicados dia 25 de mar\u00e7o na revista The Astronomical Journal.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram descobertos um total de seis sistemas de tempestades desde que os cientistas se voltaram para Neptuno. A Voyager 2 identificou duas tempestades em 1989. Desde que o Hubble foi lan\u00e7ado em 1990, viu mais quatro destas tempestades.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de analisar os dados recolhidos pelo Hubble e pela Voyager 2, a equipa realizou simula\u00e7\u00f5es de computador que mapearam um total de 8000 manchas escuras girando pelo planeta gelado. Quando combinadas com 256 imagens de arquivo, estas simula\u00e7\u00f5es revelaram que o Hubble provavelmente teria detetado aproximadamente 70% das tempestades simuladas que ocorreram ao longo de um ano e cerca de 85% a 95% das tempestades com uma vida \u00fatil de dois anos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ainda pairam perguntas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As condi\u00e7\u00f5es em Neptuno ainda s\u00e3o em grande parte um mist\u00e9rio. Os cientistas planet\u00e1rios esperam estudar em breve as mudan\u00e7as na forma do v\u00f3rtice e a velocidade do vento das tempestades. &#8220;N\u00f3s nunca medimos diretamente os ventos dentro dos v\u00f3rtices escuros de Neptuno, mas estimamos que as velocidades do vento est\u00e3o pr\u00f3ximas dos 100 metros por segundo, bastante parecidas \u00e0s velocidades do vento dentro da Grande Mancha Vermelha de J\u00fapiter,&#8221; diz Michael Wong, cientista planet\u00e1rio da Universidade da Calif\u00f3rnia em Berkeley. Ele real\u00e7a que observa\u00e7\u00f5es mais frequentes, usando o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble, ajudar\u00e3o a pintar uma imagem mais clara de como os sistemas de tempestades em Neptuno evoluem.<\/p>\n\n\n\n<p>Simon diz que as descobertas em Neptuno ter\u00e3o implica\u00e7\u00f5es para aqueles que estudam exoplanetas, na nossa Gal\u00e1xia, de tamanho id\u00eantico aos gigantes de gelo. &#8220;Se estudarmos os exoplanetas e quisermos entender como funcionam, precisamos realmente de entender primeiro os nossos planetas,&#8221; acrescenta Simon. &#8220;Temos muito pouca informa\u00e7\u00e3o sobre \u00darano e Neptuno.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Todos concordam que estes achados recentes estimulam o desejo de seguir com mais detalhe o nosso mais distante gigante planet\u00e1rio. &#8220;Quanto mais sabemos, mais nos apercebemos do que n\u00e3o sabemos,&#8221; conclui Orton.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2019\/neptune-storms\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.agu.org\/press-release\/hubble-captures-birth-of-giant-storm-on-neptune\/\" target=\"_blank\">\/\/ Uni\u00e3o Geof\u00edsica Americana (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/agupubs.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/full\/10.1029\/2019GL081961\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Geophysical Research Letters)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/hubblesite.org\/news_release\/news\/2019-06\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/43264-weather-on-uranus-and-neptune-hubble-photos.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2019\/03\/190325120355.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-03-hubble-captures-birth-giant-storm.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/robinandrews\/2019\/03\/25\/hubble-witnesses-the-birth-of-a-colossal-storm-on-neptune-for-the-first-time\/#74e6837346ae\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Neptuno:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Neptune_(planet)\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Great_Dark_Spot\" target=\"_blank\">Grande Mancha Escura (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sondas Voyager:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/voyager.jpl.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial (NASA)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.heavens-above.com\/SolarEscape.aspx?lat=0&amp;lng=0&amp;loc=Unspecified&amp;alt=0&amp;tz=CET\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Heavens Above<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Voyager_1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Voyager 1 (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Voyager_2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Voyager 2 (Wikipedia)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1989, a sonda Voyager 2 da NASA passou por Neptuno &#8211; o seu alvo planet\u00e1rio final antes de chegar aos confins do Sistema Solar. 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