{"id":1912,"date":"2019-03-15T06:36:50","date_gmt":"2019-03-15T06:36:50","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1912"},"modified":"2019-03-15T06:36:52","modified_gmt":"2019-03-15T06:36:52","slug":"investigadores-confirmam-que-estrela-de-hipervelocidade-foi-expulsa-do-disco-da-via-lactea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/03\/15\/investigadores-confirmam-que-estrela-de-hipervelocidade-foi-expulsa-do-disco-da-via-lactea\/","title":{"rendered":"Investigadores confirmam que estrela de hipervelocidade foi expulsa do disco da Via L\u00e1ctea"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/u-m-researchers-confirm-massive-hyper-runaway-star-ejected-from-the-milky-way-disk-EJECTED-STAR.gif\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/u-m-researchers-confirm-massive-hyper-runaway-star-ejected-from-the-milky-way-disk-EJECTED-STAR.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Usando um dos Telesc\u00f3pios Magalh\u00e3es no Chile, bem como dados da miss\u00e3o espacial Gaia da ESA, os cientistas recriaram a trajet\u00f3ria de uma estrela massiva de hipervelocidade. A trajet\u00f3ria mostra que a estrela foi expelida do disco da Via L\u00e1ctea, n\u00e3o do Centro Gal\u00e1ctico como se pensava anteriormente.<br> Cr\u00e9dito: Kohei Hattori<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com investigadores da Universidade de Michigan, uma estrela veloz pode ter sido ejetada do disco estelar da Via L\u00e1ctea por um enxame de estrelas jovens. Os cientistas dizem que a estrela n\u00e3o teve origem no meio da Gal\u00e1xia, como pensavam anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta descoberta muda drasticamente a nossa vis\u00e3o da origem das estrelas em movimento r\u00e1pido,&#8221; disse Monica Valluri, professora no Departamento de Astronomia da Faculdade de Literatura, Ci\u00eancia e Artes da Universidade de Michigan. &#8220;O facto de que a trajet\u00f3ria desta estrela massiva e veloz tem origem no disco, e n\u00e3o no Centro Gal\u00e1ctico, indica que os ambientes muito extremos necess\u00e1rios para expelir estrelas em movimento r\u00e1pido podem surgir noutros locais que n\u00e3o em redor de buracos negros supermassivos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 necess\u00e1ria muita energia para produzir uma estrela em r\u00e1pido movimento, normalmente situadas em ambientes extremos, disse Valluri.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Via L\u00e1ctea cont\u00e9m dezenas de milhares de milh\u00f5es de estrelas, a maioria das quais encontram-se distribu\u00eddas numa estrutura semelhante a uma pizza chamada disco estelar. Em 2005, os astr\u00f3nomos descobriram estrelas em movimento r\u00e1pido que se movem duas vezes mais depressa que a maioria das outras estrelas &#8211; a 500 km\/s, em compara\u00e7\u00e3o com o resto da Gal\u00e1xia onde as estrelas t\u00eam uma velocidade m\u00e9dia de pouco mais de 200 km\/s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 agora foram descobertas menos de 30 destas estrelas extremamente r\u00e1pidas (geralmente chamadas &#8220;estrelas de hipervelocidade&#8221;).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando estrelas bin\u00e1rias &#8211; um par de estrelas que se orbitam uma \u00e0 outra enquanto se deslocam por uma gal\u00e1xia &#8211; passam demasiado perto de um buraco negro, este captura uma das estrelas do bin\u00e1rio e a outra \u00e9 lan\u00e7ada numa &#8220;fisga gravitacional&#8221;. A fim de produzir os tipos de velocidades que os astr\u00f3nomos medem para as estrelas de hipervelocidade, o buraco negro tem que ser muito massivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como existem evid\u00eancias da exist\u00eancia de um buraco negro supermassivo no centro da Via L\u00e1ctea, muitos astr\u00f3nomos pensam que a maioria das estrelas de hipervelocidade foram ejetadas por este buraco negro supermassivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Valluri e o investigador p\u00f3s-doutorado Kohei Hattori, da mesma universidade, estavam interessados em tra\u00e7ar a trajet\u00f3ria de LAMOST-HVS1, uma estrela massiva e veloz que est\u00e1 mais perto do Sol do que qualquer outra estrela de hipervelocidade, para identificar o seu local de expuls\u00e3o na Via L\u00e1ctea. Usaram um dos Telesc\u00f3pios Magalh\u00e3es no Chile para determinar a dist\u00e2ncia e a velocidade da estrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hattori juntou-se ent\u00e3o a um grupo internacional de cientistas que se reuniram em Nova Iorque no ano passado para participar numa &#8220;hackatona&#8221; para fazer download, partilhar e analisar dados da miss\u00e3o espacial Gaia da ESA, uma miss\u00e3o de astrometria espacial que est\u00e1 a construir o maior e mais preciso mapa tridimensional da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Usando a posi\u00e7\u00e3o atual e a velocidade atual da estrela derivada a partir do Gaia e do Magalh\u00e3es, os astr\u00f3nomos conseguiram rastrear o seu percurso, ou \u00f3rbita. Para sua surpresa, parece que a estrela foi ejetada do disco estelar, e n\u00e3o do centro da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00f3s pens\u00e1vamos que esta estrela vinha do Centro Gal\u00e1ctico. Mas se analisarmos a sua trajet\u00f3ria, fica claro que n\u00e3o est\u00e1 relacionada com o Centro Gal\u00e1ctico,&#8221; disse Hattori. &#8220;Temos que considerar outras possibilidades para a origem da estrela.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os autores teorizam que a expuls\u00e3o desta estrela massiva, do disco estelar, pode ser o resultado de uma estrela que sofreu um encontro pr\u00f3ximo com m\u00faltiplas estrelas massivas ou com um buraco negro de massa interm\u00e9dia num enxame estelar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora j\u00e1 se conhe\u00e7am h\u00e1 muito tempo estrelas grandes e fugitivas, expulsas de enxames estelares com velocidades de 40-100 km\/s, nenhuma tem a velocidade extrema de LAMOST-HVS1. Os modelos te\u00f3ricos para estrelas fugitivas que incluem estrelas m\u00faltiplas e massivas tamb\u00e9m produzem muito raramente velocidades t\u00e3o extremas, sugerindo uma possibilidade mais ex\u00f3tica &#8211; um buraco negro de massa interm\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O percurso calculado da estrela tem origem num local do bra\u00e7o espiral de Norma que n\u00e3o est\u00e1 associado a enxames estelares massivos anteriormente conhecidos. No entanto, caso este hipot\u00e9tico aglomerado estelar exista, pode estar escondido por tr\u00e1s da poeira no disco estelar. Se for encontrado, proporcionar\u00e1 a primeira oportunidade de descobrir diretamente um buraco negro de massa interm\u00e9dia no disco estelar da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, o facto de que esta estrela pode ter sido ejetada de um enxame massivo de estrelas sugere a possibilidade de que muitas outras estrelas em movimento r\u00e1pido tamb\u00e9m possam ter sido expulsas deste tipo de objeto, dizem os cientistas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tanto a Via L\u00e1ctea quanto a Grande Nuvem de Magalh\u00e3es (uma pequena gal\u00e1xia separada, em \u00f3rbita da Via L\u00e1ctea) s\u00e3o conhecidas por terem alguns enxames estelares que podem ter um papel importante na expuls\u00e3o de estrelas velozes, contrariando a vis\u00e3o amplamente aceite de que foram expelidas por intera\u00e7\u00f5es com os buracos negros centrais nestas gal\u00e1xias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores dizem que isto tamb\u00e9m levaria a novas informa\u00e7\u00f5es sobre as intera\u00e7\u00f5es das estrelas e sobre a poss\u00edvel forma\u00e7\u00e3o de buracos negros de massa interm\u00e9dia em enxames estelares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.umich.edu\/u-m-researchers-confirm-massive-hyper-runaway-star-ejected-from-the-milky-way-disk\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Michigan (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ab05c8\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-03-massive-hyper-runaway-star-ejected-milky.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/newatlas.com\/hypervelocity-star-milky-way-supermassive-black-hole\/58853\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">New Atlas<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrelas de hipervelocidade:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Stellar_kinematics#Hypervelocity_stars\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buracos negros:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Intermediate-mass_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Buraco negro de massa interm\u00e9dia (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Buraco negro supermassivo (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Magalh\u00e3es:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.lco.cl\/telescopes-information\/magellan\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Observat\u00f3rio Las Campanas<\/a><br><a href=\"http:\/\/obs.carnegiescience.edu\/Magellan\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instituto Carnegie<\/a><br><a href=\"https:\/\/visao.as.arizona.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade do Arizona<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Magellan_Telescopes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"http:\/\/gea.esac.esa.int\/archive\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de dados do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/guide-to-scientists\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Como usar os dados do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/60036-gaia-data-release-2-virtual-reality-resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Recursos VR<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spaceflight101.com\/gaia-spacecraft-overview.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACEFLIGHT101<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Usando um dos Telesc\u00f3pios Magalh\u00e3es no Chile, bem como dados da miss\u00e3o espacial Gaia da ESA, os cientistas recriaram a trajet\u00f3ria de uma estrela massiva de hipervelocidade. 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