{"id":1903,"date":"2019-03-15T06:28:16","date_gmt":"2019-03-15T06:28:16","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1903"},"modified":"2019-03-15T06:28:41","modified_gmt":"2019-03-15T06:28:41","slug":"bennu-o-alvo-da-missao-osiris-rex-gira-mais-depressa-ao-longo-do-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/03\/15\/bennu-o-alvo-da-missao-osiris-rex-gira-mais-depressa-ao-longo-do-tempo\/","title":{"rendered":"Bennu, o alvo da miss\u00e3o OSIRIS-REx, gira mais depressa ao longo do tempo"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/news.agu.org\/files\/2019\/03\/Bennu-North-Pole-Flyover.gif\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Bennu-North-Pole-Flyover-1024x1024.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-1904\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Bennu-North-Pole-Flyover-1024x1024.gif 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Bennu-North-Pole-Flyover-150x150.gif 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Bennu-North-Pole-Flyover-300x300.gif 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Bennu-North-Pole-Flyover-768x768.gif 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Esta s\u00e9rie de imagens da MapCam foi obtida durante 4 horas e 19 minutos no dia 4 de dezembro de 2018, pela OSIRIS-REx, quando fez a sua primeira passagem pelo polo norte do asteroide. As imagens foram captadas quando o orbitador se aproximava de Bennu, antes da maior aproxima\u00e7\u00e3o ao polo do asteroide. \u00c0 medida que o asteroide gira e se torna maior no campo de vis\u00e3o, a dist\u00e2ncia ao centro de Bennu encolhe de 11,4 para 9,3 km. Esta foi a primeira de cinco passagens pelos polos e equador de Bennu que a OSIRIS-REx realizou durante o seu estudo prelimin\u00e1rio do asteroide.\nCr\u00e9dito: NASA\/Goddard\/Universidade do Arizona<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No final de 2018, a sonda OSIRIS-REx (Origins, Spectral Interpretation, Resource Identification, Security-Regolith Explorer) chegou a Bennu, o asteroide que vai estudar durante os pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, uma nova investiga\u00e7\u00e3o publicada na revista Geophysical Research Letters da Uni\u00e3o Geof\u00edsica Americana mostra que Bennu est\u00e1 a girar mais depressa com o passar do tempo &#8211; uma observa\u00e7\u00e3o que vai ajudar os cientistas a entender a evolu\u00e7\u00e3o dos asteroides, a sua potencial amea\u00e7a \u00e0 Terra e se os seus recursos podem ser minados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bennu est\u00e1 a 110 milh\u00f5es de quil\u00f3metros da Terra. \u00c0 medida que se move pelo espa\u00e7o a mais ou menos 101.000 km\/h, tamb\u00e9m gira, completando uma rota\u00e7\u00e3o completa a cada 4,3 horas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nova investiga\u00e7\u00e3o descobriu que a rota\u00e7\u00e3o do asteroide est\u00e1 a acelerar cerca de 1 segundo por s\u00e9culo. Por outras palavras, o per\u00edodo de rota\u00e7\u00e3o de Bennu est\u00e1 a diminuir cerca de 1 segundo a cada 100 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora o aumento na acelera\u00e7\u00e3o possa n\u00e3o parecer um valor elevado, ao longo do tempo pode traduzir-se em mudan\u00e7as dram\u00e1ticas na rocha espacial. Segundo os autores do estudo, \u00e0 medida que gira cada vez mais depressa, com o passar de milh\u00f5es de anos, pode perder fragmentos ou at\u00e9 desfazer-se.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A dete\u00e7\u00e3o da subida na rota\u00e7\u00e3o ajuda os cientistas a compreender os tipos de mudan\u00e7as que podem ter ocorrido em Bennu, como deslizamentos ou outras mudan\u00e7as a longo prazo, que a miss\u00e3o OSIRIS-REx vai analisar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c0 medida que o per\u00edodo de rota\u00e7\u00e3o diminui, as coisas devem mudar, por isso vamos procurar essas coisas e a dete\u00e7\u00e3o desta acelera\u00e7\u00e3o d\u00e1-nos algumas pistas sobre os tipos de coisas que devemos procurar,&#8221; comenta Mike Nolan, investigador do LPL (Lunar and Planetary Laboratory) da Universidade do Arizona em Tucson, EUA, autor principal do novo artigo e l\u00edder da equipa cient\u00edfica da miss\u00e3o OSIRIS-REx. &#8220;Temos que procurar evid\u00eancias de algo diferente no passado recente e \u00e9 poss\u00edvel que as coisas ainda estejam a mudar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A miss\u00e3o OSIRIS-REx est\u00e1 programada para trazer uma amostra de Bennu para a Terra em 2023. A compreens\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es rotacionais de Bennu pode ajudar os cientistas a descobrir o que os asteroides nos podem dizer sobre a origem do Sistema Solar, qu\u00e3o prov\u00e1vel \u00e9 o seu papel como amea\u00e7a para os seres humanos e se os seus recursos podem ser extra\u00eddos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Se quisermos fazer estas coisas, temos que saber o que est\u00e1 a afet\u00e1-lo,&#8221; acrescenta Nolan.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Detetando uma mudan\u00e7a<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A fim de entender a rota\u00e7\u00e3o de Bennu, os cientistas estudaram dados do asteroide, obtidos a partir da Terra em 1999 e 2005, juntamente com dados recolhidos pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble em 2012. Quando examinaram os dados do Hubble \u00e9 que notaram que a velocidade de rota\u00e7\u00e3o do asteroide em 2012 n\u00e3o correspondia \u00e0s suas previs\u00f5es com base nos dados anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os tr\u00eas conjuntos de dados n\u00e3o encaixavam corretamente,&#8221; explicou Nolan. &#8220;E foi a\u00ed que surgiu a ideia de que tinha que estar a acelerar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Nolan, a ideia de que a rota\u00e7\u00e3o dos asteroides pode acelerar com o tempo foi prevista inicialmente em meados de 2000 e detetada pela primeira vez em 2007. At\u00e9 \u00e0 data, esta acelera\u00e7\u00e3o s\u00f3 foi detetada num punhado de asteroides.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A mudan\u00e7a na rota\u00e7\u00e3o de Bennu pode ser devida a uma altera\u00e7\u00e3o na sua forma. Tal como os patinadores de gelo aceleram ao colocar os bra\u00e7os junto ao corpo, um asteroide pode acelerar \u00e0 medida que perde material.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nolan e coautores sugerem que a raz\u00e3o para a diminui\u00e7\u00e3o do per\u00edodo de rota\u00e7\u00e3o de Bennu \u00e9 mais provavelmente devida a um fen\u00f3meno conhecido como efeito YORP. A luz solar que atinge o asteroide \u00e9 refletida para o espa\u00e7o. A mudan\u00e7a na dire\u00e7\u00e3o da luz que entra e sai empurra o asteroide e pode faz\u00ea-lo girar mais depressa, dependendo da sua forma e rota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A miss\u00e3o OSIRIS-REx vai determinar, este ano e de forma independente, a rota\u00e7\u00e3o de Bennu, o que vai ajudar os cientistas a descobrir o motivo da acelera\u00e7\u00e3o. Tendo em conta que as naves espaciais nunca ir\u00e3o visitar a grande maioria dos asteroides, as medi\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m v\u00e3o ajudar os cientistas a aprender qu\u00e3o bem as medi\u00e7\u00f5es obtidas no solo s\u00e3o capazes de analisar estes objetos distantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ao testarmos estas previs\u00f5es, com alguns casos, vamos melhorar significativamente a nossa confian\u00e7a nas previs\u00f5es feitas para outros objetos,&#8221; escrevem os autores do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A medi\u00e7\u00e3o da acelera\u00e7\u00e3o de Bennu, combinada com a chegada da OSIRIS-REx ao asteroide, d\u00e1 aos cientistas uma grande oportunidade para validar os resultados do novo estudo e testar teorias sobre o efeito YORP, disse Desiree Cotto-Figueroa, professora assistente de f\u00edsica e eletr\u00f3nica na Universidade de Porto Rio em Humacao, que n\u00e3o esteve envolvida no novo estudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta \u00e9, no geral, uma grande oportunidade, tendo esta medi\u00e7\u00e3o e tendo a sonda OSIRIS-REx a observar o asteroide &#8216;in situ&#8217;, para nos ajudar a entender melhor este efeito, que \u00e9 um mecanismo dominante na evolu\u00e7\u00e3o dos asteroides,&#8221; conclui.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.blahblah.blah\/\" target=\"_blank\">\/\/ Uni\u00e3o Geof\u00edsica Americana (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/agupubs.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/full\/10.1029\/2018GL080658\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Geophysical Research Letters)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1903.00096\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/asteroid-bennu-spin-mysteriously-speeding-up.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/eurekalert.org\/pub_releases\/2019-03\/agu-abt031219.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spacedaily.com\/reports\/Asteroid_Bennu_target_of_NASAs_sample_return_mission_is_rotating_faster_over_time_999.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Space Daily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-03-asteroid-bennu-nasa-sample-mission.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>OSIRIS-REx:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.asteroidmission.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/osiris-rex\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/OSIRISREx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/OSIRISREx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/OSIRISREx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">YouTube<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/osiris_rex\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/OSIRIS-REx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Asteroide Bennu:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/ssd.jpl.nasa.gov\/sbdb.cgi?sstr=101955;orb=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/101955_Bennu\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Efeito YORP:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Yarkovsky%E2%80%93O%27Keefe%E2%80%93Radzievskii%E2%80%93Paddack_effect\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistema Solar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.ccvalg.pt\/astronomia\/sistema_solar\/introducao.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CCVAlg &#8211; Astronomia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Solar_System\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o do Sistema Solar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Future_solar_system\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta s\u00e9rie de imagens da MapCam foi obtida durante 4 horas e 19 minutos no dia 4 de dezembro de 2018, pela OSIRIS-REx, quando fez a sua primeira passagem pelo polo norte do asteroide. 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