{"id":1900,"date":"2019-03-12T06:46:38","date_gmt":"2019-03-12T06:46:38","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1900"},"modified":"2019-03-12T06:46:39","modified_gmt":"2019-03-12T06:46:39","slug":"estrelas-k-podem-ser-as-ideais-para-encontrar-mundos-habitaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/03\/12\/estrelas-k-podem-ser-as-ideais-para-encontrar-mundos-habitaveis\/","title":{"rendered":"Estrelas K podem ser as ideais para encontrar mundos habit\u00e1veis"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas que procuram sinais de vida para al\u00e9m do nosso Sistema Solar enfrentam grandes desafios, um dos quais \u00e9 o de que existem centenas de milhares de milh\u00f5es de estrelas, s\u00f3 na nossa Gal\u00e1xia, a serem consideradas. Para restringir a busca, precisam de descobrir: que tipos de estrelas t\u00eam maior probabilidade de hospedar planetas habit\u00e1veis?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um novo estudo descobriu que uma classe particular de estrelas chamadas estrelas K, que s\u00e3o mais fracas que o Sol, mas mais brilhantes que as estrelas mais t\u00e9nues, podem ser um alvo particularmente promissor na busca por sinais de vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Porqu\u00ea? Em primeiro lugar, as estrelas K vivem muito tempo &#8211; 17 a 70 mil milh\u00f5es de anos, em compara\u00e7\u00e3o com os 10 mil milh\u00f5es de anos do Sol &#8211; dando bastante tempo para a vida evoluir. Al\u00e9m disso, as estrelas K t\u00eam menos atividade extrema na sua juventude do que as estrelas mais t\u00e9nues do Universo, chamadas estrelas M ou &#8220;an\u00e3s vermelhas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As estrelas M oferecem algumas vantagens na busca por planetas habit\u00e1veis. S\u00e3o o tipo mais comum de estrela na Gal\u00e1xia, correspondendo a cerca de 75% de todas as estrelas no Universo. S\u00e3o tamb\u00e9m frugais com o seu combust\u00edvel e podem brilhar mais de um bili\u00e3o de anos. Um exemplo de uma estrela M, TRAPPIST-1, \u00e9 conhecida por abrigar sete planetas rochosos do tamanho da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas a juventude turbulenta das estrelas M apresenta problemas para a potencial vida. As explos\u00f5es estelares &#8211; liberta\u00e7\u00f5es explosivas de energia magn\u00e9tica &#8211; s\u00e3o muito mais frequentes e energ\u00e9ticas do que as estrelas jovens parecidas com o Sol. As estrelas M tamb\u00e9m s\u00e3o muito mais brilhantes quando s\u00e3o jovens, at\u00e9 mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s a sua forma\u00e7\u00e3o, com energia que poderia ferver oceanos em qualquer planeta que algum dia pudesse estar na zona habit\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Eu gosto de pensar que as estrelas K est\u00e3o no &#8216;ponto ideal&#8217; entre as estrelas an\u00e1logas do Sol e as estrelas M,&#8221; disse Giada Arney, do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Arney queria descobrir o aspeto das bioassinaturas, ou sinais de vida, num hipot\u00e9tico planeta em \u00f3rbita de uma estrela K. A sua an\u00e1lise foi publicada na revista The Astrophysical Journal Letters.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas consideram a presen\u00e7a simult\u00e2nea de oxig\u00e9nio e metano na atmosfera de um planeta como uma forte bioassinatura porque estes gases gostam de reagir um com o outro, destruindo-se. De modo que se os dois est\u00e3o presentes numa atmosfera, isso significa que algo os est\u00e1 a produzir rapidamente, muito possivelmente a vida, explicou Arney.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, como os planetas em redor de outras estrelas (exoplanetas) s\u00e3o t\u00e3o remotos, \u00e9 necess\u00e1ria a presen\u00e7a de quantidades significativas de oxig\u00e9nio e metano na atmosfera de um exoplaneta para que sejam vistos por observat\u00f3rios na Terra. A an\u00e1lise de Arney descobriu que a bioassinatura de oxig\u00e9nio-metano \u00e9 provavelmente mais forte em torno de uma estrela K do que numa estrela parecida com o Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Arney usou um modelo de computador que simula a qu\u00edmica e a temperatura de uma atmosfera planet\u00e1ria, e como essa atmosfera responde a diferentes estrelas hospedeiras. Estas atmosferas sint\u00e9ticas passaram ent\u00e3o atrav\u00e9s de um modelo que simula o espectro do planeta para mostrar o seu poss\u00edvel aspeto atrav\u00e9s de futuros telesc\u00f3pios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Quando colocamos o planeta em torno de uma estrela K, o oxig\u00e9nio n\u00e3o destr\u00f3i o metano t\u00e3o rapidamente, de modo que pode acumular-se mais eficazmente na atmosfera,&#8221; disse Arney. &#8220;Isto ocorre porque a luz ultravioleta da estrela K n\u00e3o gera gases de oxig\u00e9nio altamente reativos que destroem o metano t\u00e3o facilmente como numa estrela parecida com o Sol.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este sinal de oxig\u00e9nio-metano mais forte tamb\u00e9m foi previsto para planetas em torno de estrelas M, mas os seus altos n\u00edveis de atividade podem tornar as estrelas M incapazes de hospedar mundos habit\u00e1veis. As estrelas K fornecem a vantagem de uma maior probabilidade de dete\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea de oxig\u00e9nio-metano em compara\u00e7\u00e3o com as estrelas tipo-Sol sem as desvantagens que acompanham uma hospedeira estelar do tipo M.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Adicionalmente, os exoplanetas em torno de estrelas K ser\u00e3o mais f\u00e1ceis de ver do que aqueles em torno de estrelas semelhantes ao Sol, simplesmente porque as estrelas K s\u00e3o mais t\u00e9nues. &#8220;O Sol \u00e9 10 mil milh\u00f5es de vezes mais brilhante do que um planeta parecido com a Terra em seu redor. \u00c9 muita luz para suprimir se quisermos ver um planeta em \u00f3rbita. Uma estrela K pode ser &#8216;apenas&#8217; mil milh\u00f5es de vezes mais brilhante do que uma Terra em \u00f3rbita,&#8221; acrescentou Arney.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A investiga\u00e7\u00e3o de Arney tamb\u00e9m inclui a discuss\u00e3o sobre quais das estrelas K pr\u00f3ximas podem ser os melhores alvos para futuras observa\u00e7\u00f5es. Como n\u00e3o temos a capacidade de viajar para planetas em torno de outras estrelas devido \u00e0s suas enormes dist\u00e2ncias, estamos limitados \u00e0 an\u00e1lise da luz destes planetas em busca de um sinal de vida que possa a\u00ed estar presente. Ao separar essa luz nas suas cores componentes, ou espectro, os cientistas podem identificar os constituintes da atmosfera de um planeta, j\u00e1 que diferentes elementos emitem e absorvem cores distintas da luz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Eu acho que certas estrelas pr\u00f3ximas, como 61 Cyg A\/B, Epsilon Indi, Groombridge 1618 e HD 156026, podem ser alvos particularmente bons para pesquisas futuras de bioassinaturas,&#8221; concluiu Arney.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2019\/k-star-advantage\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ab0651\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrelas tipo-K:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/K-type_main-sequence_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Habitability_of_K-type_main-sequence_star_systems\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Habitabilidade de sistemas estelares do tipo-K (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrelas tipo-M (an\u00e3s vermelhas):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.blahblah.blah\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Habitability_of_red_dwarf_systems\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Habitabilidade de sistemas estelares com an\u00e3s vermelhas (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Zona habit\u00e1vel:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Circumstellar_habitable_zone\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"http:\/\/planetquest.jpl.nasa.gov\/index.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PlanetQuest<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os cientistas que procuram sinais de vida para al\u00e9m do nosso Sistema Solar enfrentam grandes desafios, um dos quais \u00e9 o de que existem centenas de milhares de milh\u00f5es de estrelas, s\u00f3 na nossa Gal\u00e1xia, a serem consideradas. Para restringir a busca, precisam de descobrir: que tipos de estrelas t\u00eam maior probabilidade de hospedar planetas &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1901,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[73,50,72],"tags":[374,372,373,147,368],"class_list":["post-1900","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-astrobiologia","category-estrelas","category-exoplanetas","tag-anas-vermelhas","tag-estrelas-tipo-k","tag-estrelas-tipo-m","tag-exoplaneta","tag-zona-habitavel"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1900","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1900"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1900\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1902,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1900\/revisions\/1902"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1901"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1900"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1900"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1900"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}