{"id":1894,"date":"2019-03-12T06:41:01","date_gmt":"2019-03-12T06:41:01","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1894"},"modified":"2019-03-12T06:41:03","modified_gmt":"2019-03-12T06:41:03","slug":"probabilidade-de-vida-aumenta-quando-estrelas-passageiras-espremem-binarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/03\/12\/probabilidade-de-vida-aumenta-quando-estrelas-passageiras-espremem-binarios\/","title":{"rendered":"Probabilidade de vida aumenta quando estrelas passageiras &#8220;espremem&#8221; bin\u00e1rios"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os sistemas planet\u00e1rios podem, ao in\u00edcio, ser ambientes hostis. Os mundos jovens orbitam s\u00f3is em ber\u00e7\u00e1rios estelares, aglomerados de estrelas onde os encontros violentos s\u00e3o comuns. Nada disto facilita a vida, mas agora astr\u00f3nomos da Universidade de Sheffield encontraram um resultado positivo deste per\u00edodo tumultuoso. Um modelo desenvolvido pela estudante Bethany Wootton e por Richard Parker, da Sociedade Astron\u00f3mica Real, examina como a zona habit\u00e1vel &#8211; a regi\u00e3o em torno de uma estrela onde a temperatura permite a exist\u00eancia de \u00e1gua l\u00edquida &#8211; muda em torno de pares de estrelas, os chamados sistemas bin\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dois cientistas descobriram que um encontro com uma terceira estrela passageira pode &#8220;apertar&#8221; o bin\u00e1rio, expandindo a zona habit\u00e1vel no processo. Os seus resultados foram publicados na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A zona habit\u00e1vel \u00e9 uma regi\u00e3o do sistema onde a temperatura nem \u00e9 demasiado quente nem demasiado fria, que se pensa ser essencial para o desenvolvimento da vida num planeta. Caso um planeta esteja fora desta zona, ent\u00e3o a forma\u00e7\u00e3o das mol\u00e9culas complexas necess\u00e1rias para a vida tem uma probabilidade mais baixa de ocorrer.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/ras.ac.uk\/sites\/default\/files\/nasa_hz_image.jpeg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/YLRZziN.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Gr\u00e1fico da NASA que mostra planetas antes, dentro e para l\u00e1 da zona habit\u00e1vel de uma estrela.<br>Cr\u00e9dito: NASA <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pensa-se que cerca de um-ter\u00e7o dos sistemas estelares na nossa Gal\u00e1xia sejam compostos por duas ou mais estrelas, e essa fra\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais alta para estrelas jovens. Se essas estrelas estiverem a uma dist\u00e2ncia relativamente grande, o tamanho da zona habit\u00e1vel em torno de cada estrela \u00e9 liderado pela radia\u00e7\u00e3o da estrela individual. Se as duas estrelas estiverem mais perto uma da outra, o tamanho da zona habit\u00e1vel aumenta porque cada estrela sente o calor adicional da outra e isto melhora a probabilidade de um planeta estar localizado no lugar certo para o desenvolvimento da vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Wootton e Parker analisaram como isto muda nos ber\u00e7\u00e1rios estelares. Usaram simula\u00e7\u00f5es de computador para modelar as intera\u00e7\u00f5es entre estrelas jovens nestes enxames, calculando como estes encontros afetaram os pares bin\u00e1rios. Num t\u00edpico ber\u00e7\u00e1rio estelar com 350 bin\u00e1rios, os dois investigadores descobriram que 20 teriam as suas dist\u00e2ncias &#8220;espremidas&#8221;, tornando a zona habit\u00e1vel maior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em alguns casos, as zonas habit\u00e1veis de estrelas separadas por grandes dist\u00e2ncias at\u00e9 se sobrepunham, aumentando ainda mais a perspetiva de quaisquer planetas em \u00f3rbita de uma ou ambas as estrelas estarem no lugar certo para o desenvolvimento da vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Wootton comenta: &#8220;A busca por vida noutras partes do Universo \u00e9 uma das quest\u00f5es mais fundamentais da ci\u00eancia moderna, e precisamos de todas as evid\u00eancias que pudermos encontrar para alcan\u00e7ar a resposta.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/ras.ac.uk\/sites\/default\/files\/wootton_parker_paper_figure_km_units.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/9UxBmlW.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Diagrama de duas estrelas num sistema bin\u00e1rio, antes e depois de um encontro com uma terceira estrela passageira. As estrelas s\u00e3o os pontos amarelo e laranja, e as zonas habit\u00e1veis est\u00e3o a azul. A zona habit\u00e1vel &#8220;estreita&#8221; \u00e9 a estimativa mais pessimista para onde a \u00e1gua pode existir no estado l\u00edquido, e a zona habit\u00e1vel c\u00edano \u00e9 a estimativa mais optimista. O diagrama mostra uma estrela numa \u00f3rbita, seguindo o percurso preto, em redor de outra, e o tamanho e forma da \u00f3rbita muda depois do encontro. Neste encontro as duas estrelas aproximaram-se uma da outra e ambas sentem calor extra. Isto tem o efeito de aumentar as zonas habit\u00e1veis, especialmente em redor da estrela com a massa mais pequena, e por vezes as zonas habit\u00e1veis sobrep\u00f5em-se. A linha tracejada mostra a dist\u00e2ncia m\u00e1xima a que um planeta pode estar da estrela, ainda com uma \u00f3rbita est\u00e1vel.<br>Cr\u00e9dito: Richard Parker\/Behany Wootton\/Universidade de Sheffield <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O nosso modelo sugere que existem mais sistemas bin\u00e1rios nos quais os planetas se encontram nas zonas habit\u00e1veis do que pens\u00e1vamos, melhorando as perspetivas de vida. De modo que aqueles mundos adorados por escritores de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica &#8211; onde dois s\u00f3is brilham nos c\u00e9us &#8211; parecem agora muito prov\u00e1veis.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pr\u00f3ximos passos desta investiga\u00e7\u00e3o passam por usar mais modelos de computador a fim de entender se os processos negativos que uma estrela jovem sofre s\u00e3o superados pelos positivos. Parker e a sua equipa est\u00e3o atualmente a explorar se o aquecimento interno dentro da Terra ocorre porque o nosso jovem Sol nasceu perto de uma explos\u00e3o de supernova de uma estrela massiva; esta explos\u00e3o seria catastr\u00f3fica para a vida na Terra de hoje, mas pode ter fornecido as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para que a vida se tenha desenvolvido no nosso planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/ras.ac.uk\/news-and-press\/research-highlights\/chances-life-expand-when-passing-stars-push-binaries-together\" target=\"_blank\">\/\/ Sociedade Astron\u00f3mica Real (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.blahblah.blah\/\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrelas duplas\/sistemas bin\u00e1rios:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Binary_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"http:\/\/planetquest.jpl.nasa.gov\/index.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PlanetQuest<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os sistemas planet\u00e1rios podem, ao in\u00edcio, ser ambientes hostis. 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