{"id":1882,"date":"2019-03-05T06:37:23","date_gmt":"2019-03-05T06:37:23","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1882"},"modified":"2019-03-05T06:37:25","modified_gmt":"2019-03-05T06:37:25","slug":"planeta-exilado-ligado-a-flyby-estelar-ha-3-milhoes-de-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/03\/05\/planeta-exilado-ligado-a-flyby-estelar-ha-3-milhoes-de-anos\/","title":{"rendered":"Planeta exilado ligado a &#8220;flyby&#8221; estelar h\u00e1 3 milh\u00f5es de anos"},"content":{"rendered":"\n<p>Alguns dos aspetos peculiares do nosso Sistema Solar &#8211; uma nuvem envolvente de cometas, planetas an\u00f5es em \u00f3rbitas estranhas e, caso realmente exista, um poss\u00edvel Planeta Nove longe do Sol &#8211; foram ligados \u00e0 aproxima\u00e7\u00e3o de outra estrela na inf\u00e2ncia do nosso sistema que &#8220;desarrumou&#8221; as coisas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas ser\u00e1 que os &#8220;flybys&#8221; estelares s\u00e3o realmente capazes de expelir planetas, cometas e asteroides, remodelando sistemas planet\u00e1rios inteiros?<\/p>\n\n\n\n<p>Astr\u00f3nomos da Universidade da Calif\u00f3rnia em Berkeley e da Universidade de Stanford pensam que encontraram agora uma arma fumegante.<\/p>\n\n\n\n<p>Um planeta em \u00f3rbita de um jovem sistema bin\u00e1rio pode ter sido perturbado por outro par de estrelas que passou demasiado perto do sistema h\u00e1 2-3 milh\u00f5es de anos, logo ap\u00f3s o planeta se formar a partir de um disco girat\u00f3rio de poeira e g\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>Se confirmado, isto refor\u00e7a os argumentos de que os &#8220;rasp\u00f5es&#8221; estelares ajudam a esculpir sistemas planet\u00e1rios e podem determinar se abrigam ou n\u00e3o planetas com \u00f3rbitas est\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Um dos mist\u00e9rios decorrentes do estudo de exoplanetas \u00e9 que vemos sistemas onde os planetas est\u00e3o desalinhados, mesmo que nas\u00e7am num disco circular e achatado,&#8221; disse Paula Kalas, professor adjunto de astronomia da UC Berkeley. &#8220;Talvez um tsunami c\u00f3smico tenha atingido estes sistemas e reorganizado tudo, mas ainda n\u00e3o t\u00ednhamos provas. O nosso trabalho fornece uma rara evid\u00eancia observacional de que um destes &#8216;flybys&#8217; influenciou suavemente um dos sistemas planet\u00e1rios na Gal\u00e1xia.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Os astr\u00f3nomos j\u00e1 est\u00e3o \u00e0 procura de uma passagem rasante estelar no passado do nosso Sistema Solar, mas dado que provavelmente ocorreu h\u00e1 4,6 mil milh\u00f5es de anos, a maior parte das evid\u00eancias j\u00e1 desapareceram. O sistema estelar que os astr\u00f3nomos estudaram, identificado pela designa\u00e7\u00e3o HD 106906 e localizado a cerca de 300 anos-luz da Terra na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Crux (Cruzeiro do Sul), \u00e9 muito jovem e possui apenas mais ou menos 15 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Kalas e Robert De Rosa, ex-p\u00f3s-graduado da UC Berkeley que \u00e9 agora investigador do Instituto Kavli para Astrof\u00edsica de Part\u00edculas e Cosmologia de Stanford, descrevem os seus achados num artigo aceite para publica\u00e7\u00e3o na revista The Astronomical Journal e que est\u00e1 dispon\u00edvel online.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Two passing stars nudge planet off escape path.\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8GwHeNb-qk4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Estrelas fugitivas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Kalas, que estuda sistemas planet\u00e1rios jovens e rec\u00e9m-formados a fim de tentar entender o que aconteceu nos primeiros anos do nosso pr\u00f3prio Sistema Solar, focou-se em HD 106906 originalmente em 2015 depois de a\u00ed se ter descoberto um planeta massivo numa \u00f3rbita altamente invulgar. O planeta, com o nome HD 106906 b, tem 11 vezes a massa de J\u00fapiter e orbita HD 106906 &#8211; que se descobriu recentemente ser uma estrela dupla &#8211; numa \u00f3rbita inclinada 21 graus em rela\u00e7\u00e3o ao plano do disco que cont\u00e9m todo o outro material em redor das estrelas. A sua dist\u00e2ncia atual at\u00e9 HD 106906 \u00e9 equivalente a pelo menos 738 vezes a dist\u00e2ncia entre a Terra e o Sol, ou aproximadamente 18 vezes o equivalente \u00e0 dist\u00e2ncia entre Plut\u00e3o e o Sol.<\/p>\n\n\n\n<p>Kalas usou o instrumento GPI (Gemini Planet Imager) acoplado ao Telesc\u00f3pio Gemini nos Andes Chilenos e o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble para observar HD 106906 em mais detalhe e descobriu que a estrela bin\u00e1ria tem tamb\u00e9m uma cintura comet\u00e1ria assim\u00e9trica. A estranha \u00f3rbita do planeta e o facto de que o pr\u00f3prio disco de poeira \u00e9 assim\u00e9trico indicam que algo perturbou o sistema jovem.<\/p>\n\n\n\n<p>Kalas e seus colegas, incluindo De Rosa, propuseram que o planeta foi expulso do seu sistema por intera\u00e7\u00f5es com outro planeta ainda por descobrir no sistema ou por uma estrela passageira. Kalas e De Rosa agora acreditam que podem ter acontecido ambos os cen\u00e1rios: o planeta foi colocado numa \u00f3rbita exc\u00eantrica quando passou perigosamente perto da estrela bin\u00e1ria central, um cen\u00e1rio proposto em 2017 pela te\u00f3rica Laetitia Rodet e colaboradores do Observat\u00f3rio de Grenoble, na Fran\u00e7a. Impulsos gravitacionais repetidos do bin\u00e1rio teriam expulso o planeta para o espa\u00e7o interestelar, mas as estrelas passageiras resgataram o planeta, empurrando a sua \u00f3rbita para uma mais segura dist\u00e2ncia do bin\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O observat\u00f3rio espacial Gaia deu-lhes os dados que precisavam para testar a sua hip\u00f3tese. O Gaia, lan\u00e7ado em 2012 pela ESA, recolhe medi\u00e7\u00f5es precisas da dist\u00e2ncia, posi\u00e7\u00e3o e movimento de 1,3 mil milh\u00f5es de estrelas na Via L\u00e1ctea, um cat\u00e1logo 10.000 vezes maior do que o seu antecessor, Hipparcos.<\/p>\n\n\n\n<p>Kalas e De Rosa reuniram informa\u00e7\u00f5es do Gaia sobre 461 estrelas no mesmo enxame que HD 106906 e calcularam as suas posi\u00e7\u00f5es anteriores no tempo &#8211; revertendo o rel\u00f3gio c\u00f3smico, por assim dizer &#8211; e descobriram que outro sistema bin\u00e1rio pode ter passado perto o suficiente, h\u00e1 3 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, para alterar o sistema planet\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/vgstjyJ.gif\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/vgstjyJ.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Dois sistemas bin\u00e1rios, agora distantes, passaram um pelo outro h\u00e1 2-3 milh\u00f5es de anos, deixando uma &#8220;arma fumegante&#8221; &#8211; um sistema planet\u00e1rio desordenado (esquerda).<br>Cr\u00e9dito: Paul Kalas, UC Berkeley <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;O que fizemos foi encontrar as estrelas que podem ter dado a HD 106906 b um empurr\u00e3o gravitacional extra, um segundo empurr\u00e3o para que se tornasse de longa dura\u00e7\u00e3o, como o hipot\u00e9tico Planeta Nove no nosso Sistema Solar,&#8221; disse Kalas.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles tamb\u00e9m descobriram que a estrela bin\u00e1ria se aproximou com uma trajet\u00f3ria que estava a cerca de 5 graus do disco do sistema, tornando ainda mais prov\u00e1vel que o encontro tivesse um impacto forte e duradouro em HD 106906.<\/p>\n\n\n\n<p>Tais empurr\u00f5es duplos podem ser importantes para estabilizar planetas, asteroides e cometas em redor das estrelas, explicou Kalas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O estudo do sistema planet\u00e1rio de HD 106906 \u00e9 como voltar atr\u00e1s no tempo para observar a nuvem de Oort a formar-se em redor do nosso jovem Sol,&#8221; real\u00e7ou. &#8220;Os nossos pr\u00f3prios planetas gigantes &#8216;chutaram&#8217; gravitacionalmente in\u00fameros cometas para grandes dist\u00e2ncias. Muitos foram expelidos completamente, tornando-se objetos interestelares como &#8216;Oumuamua, mas outros foram influenciados por estrelas que passavam perto. Esse segundo &#8216;pontap\u00e9&#8217;, devido a um &#8216;flyby&#8217; estelar, pode separar a \u00f3rbita de um cometa de quaisquer outros encontros com os planetas, salvando-o da perspetiva de expuls\u00e3o. Esta cadeia de eventos preservou o material mais primitivo do Sistema Solar num congelamento profundo longe do Sol durante milhares de milh\u00f5es de anos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Kalas espera que observa\u00e7\u00f5es futuras, como as de um cat\u00e1logo atualizado de medi\u00e7\u00f5es do Gaia, esclare\u00e7am a import\u00e2ncia do &#8220;flyby&#8221; por HD 106906.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Come\u00e7\u00e1mos com 461 suspeitos e descobrimos dois que estavam no local do crime,&#8221; acrescentou. &#8220;O seu papel exato ser\u00e1 revelado quando recolhermos mais evid\u00eancias.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.berkeley.edu\/2019\/02\/28\/exiled-planet-linked-to-stellar-flyby-3-million-years-ago\/\" target=\"_blank\">\/\/ UC Berkeley (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-3881\/ab0109\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astronomical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1902.10220\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2019-02\/uoc--epl022819.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2019\/02\/190228093551.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2019-02-exiled-planet-linked-stellar-flyby.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>HD 106906:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/HD_106906_b\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>HD 106906 b:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/HD_106906_b\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">HD 106906 b (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/hd_106906_b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"http:\/\/planetquest.jpl.nasa.gov\/index.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PlanetQuest<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observat\u00f3rio Gemini:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.gemini.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gemini_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>GPI:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/planetimager.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.gemini.edu\/sciops\/instruments\/gpi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Observat\u00f3rio Gemini<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gemini_Planet_Imager\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"http:\/\/gea.esac.esa.int\/archive\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de dados do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/guide-to-scientists\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Como usar os dados do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/60036-gaia-data-release-2-virtual-reality-resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Recursos VR<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spaceflight101.com\/gaia-spacecraft-overview.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACEFLIGHT101<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alguns dos aspetos peculiares do nosso Sistema Solar &#8211; uma nuvem envolvente de cometas, planetas an\u00f5es em \u00f3rbitas estranhas e, caso realmente exista, um poss\u00edvel Planeta Nove longe do Sol &#8211; foram ligados \u00e0 aproxima\u00e7\u00e3o de outra estrela na inf\u00e2ncia do nosso sistema que &#8220;desarrumou&#8221; 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