{"id":1863,"date":"2019-02-26T06:36:11","date_gmt":"2019-02-26T06:36:11","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1863"},"modified":"2019-02-26T06:36:13","modified_gmt":"2019-02-26T06:36:13","slug":"novas-imagens-de-ultima-thule","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/02\/26\/novas-imagens-de-ultima-thule\/","title":{"rendered":"Novas imagens de Ultima Thule"},"content":{"rendered":"\n<p>Era uma meta opcional &#8211; pouco antes da maior aproxima\u00e7\u00e3o, apontar com precis\u00e3o as c\u00e2maras da sonda New Horizons da NASA para tirar as fotos mais n\u00edtidas poss\u00edveis do objeto da Cintura de Kuiper apelidado de Ultima Thule, o seu alvo de Ano Novo e o objeto mais distante alguma vez explorado.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora que a New Horizons enviou essas imagens armazenadas para a Terra, a equipa pode confirmar com entusiasmo que a sua ambiciosa meta foi alcan\u00e7ada.<\/p>\n\n\n\n<p>Estas novas imagens de Ultima Thule &#8211; obtidas pelo instrumento LORRI (Long-Range Reconnaissance Imager) apenas seis minutos e meio antes da maior aproxima\u00e7\u00e3o da New Horizons ao objeto (com designa\u00e7\u00e3o oficial 2014 MU69) \u00e0s 05:33 (hora portuguesa) de dia 1 de janeiro de 2019 &#8211; t\u00eam uma resolu\u00e7\u00e3o de 33 metros por pixel. A sua combina\u00e7\u00e3o da alta resolu\u00e7\u00e3o espacial e \u00e2ngulo de vis\u00e3o favor\u00e1vel d\u00e1 \u00e0 equipa uma oportunidade sem precedentes para investigar a superf\u00edcie, bem como a origem e evolu\u00e7\u00e3o de Ultima Thule, que \u00e9 considerado o objeto mais primitivo j\u00e1 estudado por uma sonda espacial.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Na mouche!&#8221; exclamou o investigador principal da New Horizons, Alan Stern, do SwRI (Southwest Research Institute). &#8220;A captura destas imagens exigia que soub\u00e9ssemos precisamente onde estavam Ultima Thule e a New Horizons &#8211; momento a momento &#8211; enquanto passavam um pelo outro a mais de 50.000 km\/h na fraca luz da Cintura de Kuiper, bem para l\u00e1 de Plut\u00e3o. Esta foi uma observa\u00e7\u00e3o muito mais dif\u00edcil do que as de 2015 em Plut\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estas observa\u00e7\u00f5es adicionais eram arriscadas, porque havia uma chance real de termos apenas parte ou at\u00e9 mesmo falharmos em colocar Ultima no campo de vis\u00e3o da c\u00e2mara,&#8221; continuou Stern. &#8220;Mas as equipas de ci\u00eancia, opera\u00e7\u00f5es e navega\u00e7\u00e3o foram impec\u00e1veis e o resultado \u00e9 um tesouro para a nossa equipa cient\u00edfica! Alguns dos detalhes que vemos agora na superf\u00edcie de Ultima Thule s\u00e3o diferentes de qualquer objeto j\u00e1 explorado.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Flying by Ultima\" width=\"618\" height=\"464\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ljk8Wc_MnyA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>A resolu\u00e7\u00e3o mais alta real\u00e7a muitas caracter\u00edsticas de superf\u00edcie que n\u00e3o eram aparentes nas imagens anteriores. Entre elas est\u00e3o v\u00e1rias regi\u00f5es de terreno brilhante, enigm\u00e1ticas e aproximadamente circulares. Al\u00e9m disso, muitos pequenos buracos escuros perto do terminador (a fronteira entre o lado iluminado pelo Sol e o lado n\u00e3o iluminado) est\u00e3o mais n\u00edtidos. &#8220;Ainda est\u00e1 a ser debatido se estas caracter\u00edsticas s\u00e3o crateras produzidas por objetos, se s\u00e3o po\u00e7os de sublima\u00e7\u00e3o, po\u00e7os de colapso ou algo totalmente diferente,&#8221; disse John Spencer, cientista do projeto no SwRI.<\/p>\n\n\n\n<p>O cientista do projeto, Hal Weaver, do Laborat\u00f3rio de F\u00edsica Aplicada da Universidade Johns Hopkins, explicou que as imagens mais recentes devem ter a resolu\u00e7\u00e3o espacial mais alta de todas as imagens obtidas pela New Horizons &#8211; ou que ainda poder\u00e1 obter &#8211; durante toda a miss\u00e3o. Passando a apenas 3500 km, a sonda voou cerca de tr\u00eas vezes mais perto de Ultima Thule do que quando passou por Plut\u00e3o em julho de 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Ultima \u00e9 um objeto mais pequeno do que Plut\u00e3o, mas o &#8220;flyby&#8221; foi feito com a mais alta precis\u00e3o de navega\u00e7\u00e3o j\u00e1 alcan\u00e7ada por uma sonda espacial. Esta precis\u00e3o sem precedentes foi alcan\u00e7ada gra\u00e7as \u00e0s campanhas de oculta\u00e7\u00e3o terrestre de 2017 e 2018 realizadas na Argentina, Senegal, \u00c1frica do Sul e Col\u00f4mbia, bem como pela miss\u00e3o Gaia da ESA, que forneceu os locais das estrelas usadas durante as campanhas de oculta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A New Horizons continua a operar sem falhas. Est\u00e1 a quase 6,64 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros da Terra; a essa dist\u00e2ncia, os sinais de r\u00e1dio, viajando \u00e0 velocidade da luz, alcan\u00e7am as grandes antenas da DSN (Deep Space Network) da NASA seis horas e nove minutos depois da New Horizons os transmitir.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/new-horizons-spacecraft-returns-its-sharpest-views-of-ultima-thule\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/pluto.jhuapl.edu\/News-Center\/News-Article.php?page=20190222\" target=\"_blank\">\/\/ JHUAPL (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Ultima Thule (2014 MU69):<br><\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/2014_MU69\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/ssd.jpl.nasa.gov\/sbdb.cgi?sstr=3713011#content\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>New Horizons:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/pluto.jhuapl.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/pluto.jhuapl.edu\/soc\/UltimaThule-Encounter\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Imagens &#8220;raw&#8221;, pelo LORRI do encontro com Ultima Thule<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/newhorizons\/main\/#.VIWgrdWsV8E\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/nasanewhorizons\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/New_Horizons\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era uma meta opcional &#8211; pouco antes da maior aproxima\u00e7\u00e3o, apontar com precis\u00e3o as c\u00e2maras da sonda New Horizons da NASA para tirar as fotos mais n\u00edtidas poss\u00edveis do objeto da Cintura de Kuiper apelidado de Ultima Thule, o seu alvo de Ano Novo e o objeto mais distante alguma vez explorado. 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