{"id":1846,"date":"2019-02-19T06:31:51","date_gmt":"2019-02-19T06:31:51","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1846"},"modified":"2019-02-19T06:31:52","modified_gmt":"2019-02-19T06:31:52","slug":"insight-prepara-se-para-medir-a-temperatura-de-marte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/02\/19\/insight-prepara-se-para-medir-a-temperatura-de-marte\/","title":{"rendered":"InSight prepara-se para medir a temperatura de Marte"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O &#8220;lander&#8221; InSight da NASA colocou o seu segundo instrumento na superf\u00edcie de Marte. Novas imagens confirmam que o HP3 (Heat Flow and Physical Properties Package) foi implantado com sucesso no dia 12 de fevereiro a cerca de 1 metro do sism\u00f3metro do InSight, que o m\u00f3dulo recentemente cobriu com um escudo protetor. O HP3 mede o calor que se move atrav\u00e9s do subsolo de Marte e pode ajudar os cientistas a descobrir quanta energia \u00e9 necess\u00e1ria para construir um mundo rochoso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Equipado com um espig\u00e3o automartelante, o instrumento vai cavar at\u00e9 5 metros abaixo da superf\u00edcie, mais do que qualquer miss\u00e3o anterior no Planeta Vermelho. Em compara\u00e7\u00e3o, o &#8220;lander&#8221; Viking 1 da NASA escavou 22 cent\u00edmetros. O m\u00f3dulo de aterragem Phoenix, primo do InSight, escavou 18 cm.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estamos ansiosos por quebrar alguns recordes em Marte,&#8221; disse Tilman Spohn, investigador principal do HP3 do Centro Aeroespacial Alem\u00e3o, que forneceu a sonda t\u00e9rmica para a miss\u00e3o InSight. &#8220;Dentro de alguns dias, vamos finalmente come\u00e7ar a escavar usando uma parte do nosso instrumento que chamamos de toupeira.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O HP3 parece-se um pouco com um macaco hidr\u00e1ulico, mas com um tubo de metal vertical na frente para segurar a toupeira com 40 cent\u00edmetros de comprimento. Um cabo liga a estrutura de suporte do HP3 ao &#8220;lander&#8221; enquanto uma corda presa no topo da toupeira possui sensores de calor para medir a temperatura do subsolo de Marte. Entretanto, os sensores de calor na pr\u00f3pria toupeira v\u00e3o medir a condutividade t\u00e9rmica do solo &#8211; qu\u00e3o facilmente o calor se move pela subsuperf\u00edcie.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/pia23044-16.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/7U9EQ9z.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> O instrumento HP3 (Heat Flow and Physical Properties Package) do InSight.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/DLR <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A nossa sonda est\u00e1 constru\u00edda para medir o calor que vem de dentro de Marte,&#8221; disse Sue Smrekar, vice-investigadora principal do InSight, no JPL da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Calif\u00f3rnia. &#8220;\u00c9 por isso que queremos coloc\u00e1-la no subsolo. As temperaturas mudam \u00e0 superf\u00edcie, tanto das esta\u00e7\u00f5es quanto do ciclo dia-noite, e podem adicionar &#8216;ru\u00eddo&#8217; aos nossos dados.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A toupeira vai parar a cada 50 cent\u00edmetro para medir a condutividade t\u00e9rmica do solo. Dado que o martelamento cria fric\u00e7\u00e3o e liberta calor, a toupeira pode arrefecer durante dois dias. De seguida, \u00e9 aquecida at\u00e9 mais ou menos 10\u00ba C ao longo de 24 horas. Os sensores de temperatura dentro da toupeira medem a rapidez com que isto acontece, o que informa os cientistas da condutividade do solo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se a toupeira encontrar uma grande rocha antes de atingir pelo menos 3 metros, a equipa precisar\u00e1 de um ano marciano completo (dois anos terrestres) para filtrar o ru\u00eddo dos seus dados. Esta \u00e9 uma raz\u00e3o pela qual a equipa selecionou cuidadosamente um local de aterragem com poucas pedras e porque passou semanas a escolher onde colocar o instrumento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Escolhemos o local de pouso ideal, quase sem rochas \u00e0 superf\u00edcie,&#8221; disse Troy Hudson, cientista e engenheiro que ajudou a projetar o HP3. &#8220;Isto d\u00e1-nos raz\u00e3o para acreditar que n\u00e3o h\u00e1 muitas rochas grandes no subsolo. Mas temos que esperar e ver o que vamos encontrar \u00e0 subsuperf\u00edcie.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Independentemente da profundidade que atinja, n\u00e3o h\u00e1 como debater que a toupeira \u00e9 um feito da engenharia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/pia23045-16.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/IVXtkeg.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Impress\u00e3o de artista do HP3 (Heat Flow and Physical Properties Package) do InSight e respetivas partes legendadas do instrumento.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/DLR <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Pesa menos do que um par de sapatos, usa menos energia do que um &#8216;router&#8217; Wi-Fi e precisa de escavar pelo menos 3 metros noutro planeta,&#8221; explicou Hudson. &#8220;Foi preciso muito tempo para obter uma vers\u00e3o que pudesse fazer dezenas de milhares de marteladas sem se partir; algumas vers\u00f5es anteriores falharam antes de chegar a 5 metros, mas a vers\u00e3o que envi\u00e1mos para Marte provou a sua robustez v\u00e1rias vezes.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O &#8220;lander&#8221; InSight da NASA colocou o seu segundo instrumento na superf\u00edcie de Marte. 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