{"id":1822,"date":"2019-02-12T06:36:30","date_gmt":"2019-02-12T06:36:30","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1822"},"modified":"2019-02-12T06:36:59","modified_gmt":"2019-02-12T06:36:59","slug":"gaia-determina-novos-parametros-para-colisao-entre-via-lactea-e-andromeda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/02\/12\/gaia-determina-novos-parametros-para-colisao-entre-via-lactea-e-andromeda\/","title":{"rendered":"Gaia determina novos par\u00e2metros para colis\u00e3o entre Via L\u00e1ctea e Andr\u00f3meda"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/02\/future_motions_of_the_milky_way_andromeda_and_triangulum_galaxies\/19231750-1-eng-GB\/Future_motions_of_the_Milky_Way_Andromeda_and_Triangulum_galaxies.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"560\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Future_motions_of_the_Milky_Way_Andromeda_and_Triangulum_galaxies_node_full_image_2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1823\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Future_motions_of_the_Milky_Way_Andromeda_and_Triangulum_galaxies_node_full_image_2.jpg 700w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Future_motions_of_the_Milky_Way_Andromeda_and_Triangulum_galaxies_node_full_image_2-300x240.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption>As trajet\u00f3rias orbitais futuras de tr\u00eas gal\u00e1xias espirais: a nossa Via L\u00e1ctea (azul), Andr\u00f3meda, tamb\u00e9m conhecida como M31 (vermelho), e a Gal\u00e1xia do Tri\u00e2ngulo, tamb\u00e9m conhecida como M33 (verde).\nO c\u00edrculo indica a posi\u00e7\u00e3o atual de cada gal\u00e1xia, e as suas trajet\u00f3rias futuras foram calculadas usando dados da segunda vers\u00e3o do cat\u00e1logo Gaia da ESA. A imagem da Via L\u00e1ctea \u00e9 uma impress\u00e3o de artista, enquanto as imagens de M31 e M33 t\u00eam por base dados do Gaia.\nAs setas ao longo dos percursos indicam a dire\u00e7\u00e3o estimada para o movimento e posi\u00e7\u00f5es das gal\u00e1xias, 2,5 mil milh\u00f5es de anos para o futuro, enquanto as cruzes assinalam a sua posi\u00e7\u00e3o estimada daqui a mais ou menos 4,5 mil milh\u00f5es de anos.\nDaqui a aproximadamente 4,5 mil milh\u00f5es de anos, a Via L\u00e1ctea e Andr\u00f3meda v\u00e3o fazer a sua primeira passagem rasante uma pela outra a uma dist\u00e2ncia de aproximadamente 400.000 anos-luz. As gal\u00e1xias v\u00e3o ent\u00e3o continuar a mover-se cada vez mais perto uma da outra e eventualmente fundir-se para formar uma gal\u00e1xia el\u00edptica.\nA escala linear de 1 milh\u00e3o de anos-luz refere-se \u00e0s trajet\u00f3rias das gal\u00e1xias; as imagens das gal\u00e1xias n\u00e3o est\u00e3o \u00e0 escala.\nCr\u00e9dito: \u00f3rbitas &#8211; E. Patel, G. Besla (Universidade do Arizona), R. van der Marel (STScI); imagens &#8211; ESA (Via L\u00e1ctea); ESA\/Gaia\/DPAC (M31, M33)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O sat\u00e9lite Gaia da ESA olhou para l\u00e1 da nossa Gal\u00e1xia e explorou duas gal\u00e1xias vizinhas para revelar movimentos estelares no seu interior e como um dia v\u00e3o interagir e colidir com a Via L\u00e1ctea &#8211; com resultados surpreendentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A nossa Via L\u00e1ctea pertence a um grande aglomerado de gal\u00e1xias a que damos o nome Grupo Local e, juntamente com a Gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda e com a Gal\u00e1xia do Tri\u00e2ngulo &#8211; tamb\u00e9m referidas como M31 e M33, respetivamente -, comp\u00f5em a maioria da massa do grupo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os astr\u00f3nomos h\u00e1 muito que suspeitam que Andr\u00f3meda ir\u00e1 um dia colidir com a Via L\u00e1ctea, remodelando completamente a nossa vizinhan\u00e7a c\u00f3smica. No entanto, os movimentos tridimensionais das gal\u00e1xias do Grupo Local permanecem um tanto ou quanto vagos, pintando um retrato incerto do futuro da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00f3s precis\u00e1vamos de explorar os movimentos das gal\u00e1xias em 3D para desvendar como cresceram e evolu\u00edram, e o que cria e influencia as suas caracter\u00edsticas e comportamento,&#8221; diz o autor principal Roeland van der Marel, do STScI (Space Telescope Science Institute), em Baltimore, EUA.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Conseguimos fazer isto usando o segundo conjunto de dados de alta qualidade do Gaia.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2018\/04\/gaia_s_new_map_of_star_density\/17475479-7-eng-GB\/Gaia_s_new_map_of_star_density.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2018\/04\/gaia_s_new_map_of_star_density\/17475479-7-eng-GB\/Gaia_s_new_map_of_star_density_node_full_image_2.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> <br>A vis\u00e3o total do c\u00e9u (Via L\u00e1ctea e gal\u00e1xias vizinhas) do Gaia, com base em medi\u00e7\u00f5es de aproximadamente 1,7 mil milh\u00f5es de estrelas. O mapa mostra a densidade das estelas observadas pelo Gaia em cada por\u00e7\u00e3o do c\u00e9u, entre julho de 2014 e maio de 2016.<br>As regi\u00f5es mais claras indicam concentra\u00e7\u00f5es mais densas de estrelas especialmente brilhantes, enquanto regi\u00f5es mais escuras correspondem a zonas do c\u00e9u onde s\u00e3o observadas menos estrelas. Em contraste com o mapa de brilho a cores, dominado pelas estrelas mais brilhantes e massivas, esta imagem mostra a distribui\u00e7\u00e3o de todas as estrelas, incluindo as estrelas t\u00e9nues e distantes.<br>A caracter\u00edstica alongada vis\u00edvel logo abaixo do Centro Gal\u00e1ctico e que aponta para baixo \u00e9 a gal\u00e1xia an\u00e3 de Sagit\u00e1rio, uma pequena gal\u00e1xia sat\u00e9lite da Via l\u00e1ctea que est\u00e1 a deixar uma corrente de estrelas para tr\u00e1s como efeito da atra\u00e7\u00e3o gravitacional da nossa Gal\u00e1xia. Esta caracter\u00edstica t\u00e9nue \u00e9 apenas vis\u00edvel nesta imagem, e n\u00e3o no mapa total do c\u00e9u com base na luminosidade das estrelas, que \u00e9 dominado por fontes mais brilhantes.<br>As regi\u00f5es mais escuras no plano Gal\u00e1ctico correspondem a nuvens de g\u00e1s interestelar e poeira em primeiro plano, que absorvem a luz das estrelas mais distantes, atr\u00e1s das nuvens. Muitas destas ocultam ber\u00e7\u00e1rios estelares onde est\u00e3o a nascer novas gera\u00e7\u00f5es de estrelas.<br>Espalhados pela imagem est\u00e3o tamb\u00e9m muitos enxames globulares e abertos &#8211; agrupamentos de estrelas unidas pela sua gravidade m\u00fatua, bem como gal\u00e1xias inteiras para l\u00e1 da nossa.<br>Os dois objetos brilhantes perto do cano inferior direito da imagem s\u00e3o a Grande e a Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es, duas gal\u00e1xias an\u00e3s que orbitam a Via L\u00e1ctea. Tamb\u00e9m s\u00e3o vis\u00edveis outras gal\u00e1xias vizinhas, nomeadamente a Gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda (M31), para baixo e para a esquerda na imagem, juntamente com a sua sat\u00e9lite, a Gal\u00e1xia do Tri\u00e2ngulo (M33).<br>Um n\u00famero de artefactos podem ser vistos na imagem, sob a forma de caracter\u00edsticas curvas e listras escuras, embora muito menos pronunciadas do que no primeiro mapa do c\u00e9u pelo Gaia, que teve por base apenas 14 meses de dados do sat\u00e9lite. Estas caracter\u00edsticas n\u00e3o t\u00eam origem astron\u00f3mica, mas s\u00e3o na verdade um reflexo do m\u00e9todo de varrimento do Gaia, que vai gradualmente desaparecer ao longo dos cinco anos de dados da miss\u00e3o.<br>A segunda vers\u00e3o do cat\u00e1logo Gaia foi divulgado no dia 25 de abril de 2018 e inclui as posi\u00e7\u00f5es e brilhos de quase 1,7 mil milh\u00f5es de estrelas, e a paralaxe, movimento pr\u00f3prio e cor de mais de 1,3 mil milh\u00f5es de estrelas. Tamb\u00e9m inclui a velocidade radial de mais de sete milh\u00f5es de estrelas, a temperatura superficial de mais de 100 milh\u00f5es e outros par\u00e2metro astrof\u00edsicos de 70-80 milh\u00f5es de estrelas. Tamb\u00e9m cont\u00e9m mais de 500.000 fontes vari\u00e1veis e a posi\u00e7\u00e3o de 14.099 objetos conhecidos do Sistema Solar &#8211; a maioria deles asteroides.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Gaia\/DPAC; reconhecimento: Cons\u00f3rcio de Processamento e An\u00e1lise de Dados do Gaia (DPAC); A. Moitinho\/A. F. Silva\/M. Barros\/C. Barata, Universidade de Lisboa, Portugal; H. Savietto, Fork Research, Portugal <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O Gaia est\u00e1 atualmente a construir o mapa 3D mais preciso das estrelas no Universo pr\u00f3ximo e est\u00e1 a lan\u00e7ar os seus dados em etapas. Nesta investiga\u00e7\u00e3o foram utilizados os dados da segunda vers\u00e3o, divulgada em abril de 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>Estudos anteriores do Grupo Local combinaram observa\u00e7\u00f5es de telesc\u00f3pios como o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA e o VLBA (Very Long Baseline Array) para descobrir como as \u00f3rbitas de M31 e M33 mudaram ao longo do tempo. As duas gal\u00e1xias espirais em forma de disco est\u00e3o localizadas entre 2,5 e 3 milh\u00f5es de anos-luz, e est\u00e3o pr\u00f3ximas o suficiente uma da outra para que possam estar a interagir.<\/p>\n\n\n\n<p>Surgiram duas possibilidades: ou a Gal\u00e1xia do Tri\u00e2ngulo est\u00e1 numa \u00f3rbita incrivelmente longa de seis mil milh\u00f5es de anos em redor de Andr\u00f3meda, mas j\u00e1 caiu na sua dire\u00e7\u00e3o no passado, ou est\u00e1 atualmente na sua primeira queda. Cada cen\u00e1rio reflete um percurso orbital diferente e, portanto, uma hist\u00f3ria de forma\u00e7\u00e3o e futuro diferente para cada gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o Hubble tenha obtido a vis\u00e3o mais n\u00edtida de sempre de M31 e de M33, o Gaia mede a posi\u00e7\u00e3o individual e movimento de muitas das suas estrelas com uma precis\u00e3o sem precedentes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/01\/the_sharpest_view_ever_of_the_triangulum_galaxy\/19180089-1-eng-GB\/The_sharpest_view_ever_of_the_Triangulum_Galaxy.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/01\/the_sharpest_view_ever_of_the_triangulum_galaxy\/19180089-1-eng-GB\/The_sharpest_view_ever_of_the_Triangulum_Galaxy_node_full_image_2.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> <br>Esta imagem gigantesca da Gal\u00e1xia do Tri\u00e2ngulo &#8211; tamb\u00e9m conhecida como M33 &#8211; \u00e9 uma composi\u00e7\u00e3o de cerca de 54 exposi\u00e7\u00f5es diferentes com a c\u00e2mara ACS (Advaenced Camera for Surveys) do Hubble. Com uma incr\u00edvel resolu\u00e7\u00e3o de 34.372 por 19.345 pix\u00e9is, \u00e9 a segunda maior imagem j\u00e1 divulgada pelo Hubble. S\u00f3 \u00e9 &#8220;derrotada&#8221; pela&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.spacetelescope.org\/images\/heic1502a\/\" target=\"_blank\">imagem da Gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda<\/a>, lan\u00e7ada em 2015 (use a&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.spacetelescope.org\/images\/heic1502a\/zoomable\/\" target=\"_blank\">ferramenta de zoom<\/a>).<br>O mosaico da Gal\u00e1xia do Tri\u00e2ngulo mostra a regi\u00e3o central da gal\u00e1xia e os seus bra\u00e7os espirais interiores. S\u00e3o vis\u00edveis milh\u00f5es de estrelas, centenas de enxames e nebulosas brilhantes. Esta imagem \u00e9 demasiado grande para ser vista facilmente \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o original, sendo melhor apreciada usando a&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.spacetelescope.org\/images\/heic1901a\/zoomable\/\" target=\"_blank\">ferramenta de zoom<\/a>.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA e M. Durbin, J. Dalcanton e B. F. Williams (Universidade de Washington) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00f3s vasculh\u00e1mos os dados do Gaia para identificar milhares de estrelas individuais em ambas as gal\u00e1xias e estud\u00e1mos como essas estrelas se moviam dentro dos seus lares gal\u00e1cticos,&#8221; acrescentou o coautor Mark Fardal, tamb\u00e9m do STScI.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Embora o Gaia tenha como objetivo principal estudar a Via L\u00e1ctea, \u00e9 poderoso o suficiente para detetar estrelas especialmente massivas e brilhantes nas regi\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o estelar pr\u00f3ximas &#8211; mesmo em gal\u00e1xias para l\u00e1 da nossa.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Os movimentos estelares medidos pelo Gaia n\u00e3o s\u00f3 revelam como cada uma das gal\u00e1xias se movem pelo espa\u00e7o, como tamb\u00e9m mede como giram sob o seu pr\u00f3prio eixo de rota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 um s\u00e9culo atr\u00e1s, quando os astr\u00f3nomos estavam a come\u00e7ar a compreender a natureza das gal\u00e1xias, estas medi\u00e7\u00f5es da rota\u00e7\u00e3o eram bastante desejadas, mas n\u00e3o puderam ser terminadas com sucesso recorrendo aos telesc\u00f3pios dispon\u00edveis \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Foi preciso um observat\u00f3rio t\u00e3o avan\u00e7ado quanto o Gaia para o conseguirmos finalmente fazer,&#8221; diz Roeland.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/02\/stellar_motions_in_the_andromeda_galaxy\/19231898-1-eng-GB\/Stellar_motions_in_the_Andromeda_galaxy.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/02\/stellar_motions_in_the_andromeda_galaxy\/19231898-1-eng-GB\/Stellar_motions_in_the_Andromeda_galaxy_node_full_image_2.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> <br>Imagem da Gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda (M31), com medi\u00e7\u00f5es dos movimentos das suas estrelas. Esta gal\u00e1xia espiral \u00e9 a gal\u00e1xia espiral mais pr\u00f3xima da Via L\u00e1ctea.<br>A imagem de fundo, obtida com o sat\u00e9lite Galex da NASA em comprimentos de onda no ultravioleta pr\u00f3ximo, real\u00e7a regi\u00f5es no interior da gal\u00e1xia onde est\u00e1 a ocorrer forma\u00e7\u00e3o estelar.<br>Os s\u00edmbolos azuis assinalam as posi\u00e7\u00f5es de estrelas jovens e brilhantes, usadas para medir o movimento da gal\u00e1xia, e as setas amarelas indicam os movimentos estelares m\u00e9dios em v\u00e1rios locais, com base em dados da segunda vers\u00e3o de dados da miss\u00e3o Gaia da ESA. A rota\u00e7\u00e3o do disco da gal\u00e1xia espiral, no sentido contr\u00e1rio ao dos ponteiros do rel\u00f3gio, \u00e9 evidente.<br>A precis\u00e3o destas medi\u00e7\u00f5es vai melhorar com os futuros lan\u00e7amentos de mais dados do sat\u00e9lite Gaia.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Gaia (movimentos estelares); NASA\/Galex (imagem de fundo); R. van der Marel, M. Fardal, J. Sahlmann (STScI) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;Pela primeira vez, medimos como M31 e M33 giram no c\u00e9u. Os astr\u00f3nomos costumavam ver as gal\u00e1xias como mundos agrupados que n\u00e3o podiam ser &#8216;ilhas&#8217; separadas, mas agora sabemos o contr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Foram precisos 100 anos, mas o Gaia conseguiu finalmente medir a min\u00fascula, mas verdadeira velocidade de rota\u00e7\u00e3o da nossa vizinha gal\u00e1ctica mais pr\u00f3xima, M31. Isto vai ajudar-nos a entender melhor a natureza das gal\u00e1xias.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao combinar observa\u00e7\u00f5es existentes com os novos dados do Gaia, os investigadores determinaram como a Gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda e a Gal\u00e1xia do Tri\u00e2ngulo se movem pelo c\u00e9u e calcularam o percurso orbital de cada gal\u00e1xia tanto para o passado como para o futuro, ao longo de milhares de milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As velocidades que encontr\u00e1mos mostram que M33 n\u00e3o pode estar numa \u00f3rbita longa em torno de M31,&#8221; diz a coautora Ekta Patel da Universidade do Arizona, EUA. &#8220;Os nossos modelos, por unanimidade, mostram que M33 deve estar na sua primeira &#8216;queda&#8217; em dire\u00e7\u00e3o a M31.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto a Via L\u00e1ctea e Andr\u00f3meda ainda est\u00e3o destinadas a colidir e a fundir-se, tanto o &#8220;timing&#8221; quanto o n\u00edvel de destrui\u00e7\u00e3o da intera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m s\u00e3o provavelmente diferentes do esperado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2015\/01\/sharpest_ever_view_of_the_andromeda_galaxy\/15182058-1-eng-GB\/Sharpest_ever_view_of_the_Andromeda_Galaxy.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2015\/01\/sharpest_ever_view_of_the_andromeda_galaxy\/15182058-1-eng-GB\/Sharpest_ever_view_of_the_Andromeda_Galaxy_node_full_image_2.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> <br>Esta imagem, obtida com o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA, \u00e9 a maior e mais detalhada j\u00e1 obtida da Gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda (M31).<br>\u00c9 uma vers\u00e3o &#8220;cortada&#8221; da imagem original e tem 1,5 mil milh\u00f5es de pix\u00e9is. Precisaria de mais de 600 televis\u00f5es FHD para ver a imagem na sua resolu\u00e7\u00e3o original.<br>\u00c9 a maior imagem j\u00e1 obtida pelo Hubble e mostra mais de 100 milh\u00f5es de estrelas e milhares de enxames embebidos numa sec\u00e7\u00e3o do disco achatado da gal\u00e1xia, cobrindo mais de 40.000 anos-luz. Clique <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.spacetelescope.org\/images\/heic1502a\/zoomable\/\" target=\"_blank\">aqui para usar a ferramenta de zoom.<\/a><br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, J. Calcanton, B. F. Williams, L.C. Johnson (Universidade de Washington), equipa PHAT e R. Gendler <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Dado que o movimento de Andr\u00f3meda difere um pouco das estimativas anteriores, a gal\u00e1xia provavelmente vai, ao in\u00edcio, &#8220;raspar&#8221; a Via L\u00e1ctea em vez de colidir frontalmente. Isto ocorrer\u00e1, n\u00e3o daqui a 3,9 mil milh\u00f5es de anos, mas daqui a 4,5 mil milh\u00f5es de anos &#8211; 600 milh\u00f5es de anos mais tarde do que o previsto.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Este achado \u00e9 crucial para a nossa compreens\u00e3o de como as gal\u00e1xias evoluem e interagem,&#8221; disse Timo Prusti, cientista do projeto Gaia da ESA.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00f3s vemos caracter\u00edsticas invulgares em M31 e em M33, como correntes distorcidas e caudas de g\u00e1s e estrelas. Se as gal\u00e1xias ainda n\u00e3o passaram perto uma da outra, n\u00e3o podem ter sido criadas pelas for\u00e7as que se sentiram durante a fus\u00e3o. Talvez se tenham formado por meio de intera\u00e7\u00f5es com outras gal\u00e1xias, ou pela din\u00e2mica do g\u00e1s dentro das pr\u00f3prias gal\u00e1xias.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O Gaia foi constru\u00eddo principalmente para mapear as estrelas da Via L\u00e1ctea &#8211; mas este novo estudo mostra que o sat\u00e9lite est\u00e1 a superar as expetativas e pode fornecer informa\u00e7\u00f5es \u00fanicas sobre a estrutura e din\u00e2mica das gal\u00e1xias para l\u00e1 da nossa. Quanto mais tempo o Gaia observar os min\u00fasculos movimentos destas gal\u00e1xias pelo c\u00e9u, mais precisas ser\u00e3o as nossas medi\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\/Gaia_clocks_new_speeds_for_Milky_Way-Andromeda_collision\" target=\"_blank\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ab001b\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1805.04079\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda (M31):<br><\/strong><a href=\"http:\/\/messier.seds.org\/m\/m031.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Andromeda_Galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gal\u00e1xia do Tri\u00e2ngulo (M33):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/messier.seds.org\/m\/m033.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Messier_33\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"http:\/\/gea.esac.esa.int\/archive\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de dados do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/guide-to-scientists\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Como usar os dados do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/60036-gaia-data-release-2-virtual-reality-resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Recursos VR<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spaceflight101.com\/gaia-spacecraft-overview.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACEFLIGHT101<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sat\u00e9lite Gaia da ESA olhou para l\u00e1 da nossa Gal\u00e1xia e explorou duas gal\u00e1xias vizinhas para revelar movimentos estelares no seu interior e como um dia v\u00e3o interagir e colidir com a Via L\u00e1ctea &#8211; com resultados surpreendentes.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1823,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[60,16,1,59],"tags":[311,150,134,346,180],"class_list":["post-1822","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-galaxias","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","category-via-lactea","tag-gaia","tag-hubble","tag-m31","tag-m33","tag-via-lactea"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1822","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1822"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1822\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1825,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1822\/revisions\/1825"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1823"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1822"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1822"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1822"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}