{"id":1806,"date":"2019-02-08T06:20:51","date_gmt":"2019-02-08T06:20:51","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1806"},"modified":"2019-02-08T06:22:17","modified_gmt":"2019-02-08T06:22:17","slug":"colisao-massiva-no-sistema-planetario-kepler-107","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/02\/08\/colisao-massiva-no-sistema-planetario-kepler-107\/","title":{"rendered":"Colis\u00e3o massiva no sistema planet\u00e1rio Kepler-107"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.iac.es\/img\/prensa\/prensa1523_3593_hi.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.iac.es\/img\/prensa\/prensa1523_3593.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> <br>A imagem mostra uma &#8220;frame&#8221; do meio de uma simula\u00e7\u00e3o hidrodin\u00e2mica de uma colis\u00e3o frontal a alta velocidade entre dois planetas com 10 vezes a massa da Terra. A gama de temperaturas do material est\u00e1 representada pelas quatro cores &#8211; cinzento, laranja, amarelo e vermelho, onde o cinzento \u00e9 a temperatura mais baixa e o vermelho a mais quente. Estas colis\u00f5es expelem grandes quantidades de materiais do manto, deixando para tr\u00e1s um planeta remanescente com uma alta densidade e um alto teor de ferro, com caracter\u00edsticas parecidas \u00e0s observadas em Kepler-107c.<br>Cr\u00e9dito: Z. M. Leinhardt e T. Denman (Universidade de Bristol) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dois dos planetas que orbitam a estrela Kepler-107 podem ser o resultado de um impacto semelhante ao que afetou a Terra e formou a Lua. Uma equipa internacional de investigadores do Instituto de Astrof\u00edsica das Can\u00e1rias, da Universidade de La Laguna, da Universidade de Bristol (Reino Unido) e do INAF (Instituto Nacional de Astrof\u00edsica, It\u00e1lia), publicou os resultados deste trabalho na revista Nature Astronomy.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde que, em 1995, foi descoberto o primeiro exoplaneta, foram j\u00e1 encontrados quase 4000 planetas em redor de outras estrelas. Isto permite-nos estudar uma grande variedade de configura\u00e7\u00f5es de sistemas planet\u00e1rios. A evolu\u00e7\u00e3o dos planetas em \u00f3rbita de outras estrelas pode ser afetada, principalmente, por dois fen\u00f3menos: a evapora\u00e7\u00e3o das camadas superiores do planeta devido aos efeitos dos raios-X e raios UV emitidos pela estrela central, e pelos impactos de outros corpos celestes do tamanho de um planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este \u00faltimo foi observado v\u00e1rias vezes em sistemas extrassolares, mas, at\u00e9 agora, n\u00e3o havia provas da exist\u00eancia de grandes impactos, como aparentemente ocorreu no sistema Kepler-107.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A estrela central, Kepler-107, \u00e9 um pouco maior que o Sol e tem quatro planetas em \u00f3rbita; foram os dois planetas mais interiores que atra\u00edram o interesse dos astrof\u00edsicos. Usando dados do sat\u00e9lite Kepler da NASA e do TNG (Telesc\u00f3pio Nacional Galileu) no Observat\u00f3rio Roque de los Muchachos (Garaf\u00eda, La Palma, Ilhas Can\u00e1rias), a equipa determinou os par\u00e2metros da estrela e mediu o raio e a massa destes planetas. Embora os planetas mais interiores tenham raios semelhantes, as suas massas s\u00e3o muito diferentes. De facto, o segundo \u00e9 mais de duas vezes mais denso que o primeiro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Hydrodynamical simulation of a high-speed head-on collision between two 10 Earth-mass planets\" width=\"618\" height=\"464\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0GvfoD-UW5A?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A extraordinariamente alta densidade do planeta Kepler-107c equivale a mais do dobro da densidade da Terra. Esta densidade, excecional para um planeta, tem intrigado os cientistas, e sugere que o seu n\u00facleo met\u00e1lico, a sua parte mais densa, \u00e9 anormalmente grande para um planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tal seria ainda considerado normal n\u00e3o fosse pela previs\u00e3o de que a foto-evapora\u00e7\u00e3o faz com que o planeta mais denso num sistema seja o mais pr\u00f3ximo da sua estrela. Para explicar como \u00e9 poss\u00edvel que, neste caso, o exoplaneta mais pr\u00f3ximo tenha menos de metade da densidade do segundo, foi proposta a hip\u00f3tese de que o planeta Kepler-107c foi formado como resultado de um grande impacto. Este impacto deve ter arrancado as suas camadas exteriores, deixando o n\u00facleo central como uma fra\u00e7\u00e3o muito maior do que anteriormente. Ap\u00f3s testes realizados por meio de simula\u00e7\u00f5es, esta hip\u00f3tese parece ser a mais prov\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este estudo permitir\u00e1 compreender melhor a forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o dos exoplanetas. Especificamente, destaca a import\u00e2ncia da rela\u00e7\u00e3o entre a f\u00edsica estelar e a investiga\u00e7\u00e3o exoplanet\u00e1ria. &#8220;Precisamos de conhecer a estrela para entender melhor os planetas que orbitam em seu redor,&#8221; real\u00e7a Savita Mathur, investigadora do Instituto de Astrof\u00edsica das Can\u00e1rias em Tenerife, coaturoa do artigo. &#8220;Neste estudo fizemos uma an\u00e1lise sistem\u00e1tica para estimar os par\u00e2metros da estrela hospedeira. A sismologia estelar est\u00e1 a desempenhar um papel fundamental no campo exoplanet\u00e1rio, porque demonstrou que \u00e9 um dos melhores m\u00e9todos para fazer uma caracteriza\u00e7\u00e3o precisa das estrelas&#8221;. \u00c9 por isso que, durante a \u00faltima d\u00e9cada, se tornou um dos principais m\u00e9todos de caracteriza\u00e7\u00e3o estelar e assim continuar\u00e1 nos pr\u00f3ximos anos, gra\u00e7as \u00e0s miss\u00f5es espaciais de descoberta exoplanet\u00e1ria: TESS (NASA) e PLATO (ESA).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.iac.es\/divulgacion.php?op1=16&amp;id=1523\" target=\"_blank\">\/\/ IAC (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.bristol.ac.uk\/news\/2019\/february\/interplanetary-collisions-.html\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Bristol (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-018-0684-9\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1902.01316\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Kepler-107:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Kepler-107\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/planet\/Kepler-107%20e\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/newworldsatlas\/1410\/kepler-107c\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Kepler-107c (NASA)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/kepler-107_c\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Kepler-107c (Exoplanet.eu)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"http:\/\/planetquest.jpl.nasa.gov\/index.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PlanetQuest<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Kepler:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/kepler.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA (p\u00e1gina oficial)<\/a><br><a href=\"http:\/\/keplerscience.arc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">K2 (NASA)<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/kepler\/\">Arquivo de dados do Kepler<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/k2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de dados da miss\u00e3o K2<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/tess-transiting-exoplanet-survey-satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/tess.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA\/Goddard<\/a><br><a href=\"https:\/\/heasarc.gsfc.nasa.gov\/docs\/tess\/proposing-investigations.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/tess\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MAST (Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Transiting_Exoplanet_Survey_Satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>PLATO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/plato\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/PLATO_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois dos planetas que orbitam a estrela Kepler-107 podem ser o resultado de um impacto semelhante ao que afetou a Terra e formou a Lua. 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