{"id":1803,"date":"2019-02-05T06:33:48","date_gmt":"2019-02-05T06:33:48","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1803"},"modified":"2019-02-05T06:33:50","modified_gmt":"2019-02-05T06:33:50","slug":"hubble-descobre-fortuitamente-galaxia-na-nossa-vizinhanca-cosmica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/02\/05\/hubble-descobre-fortuitamente-galaxia-na-nossa-vizinhanca-cosmica\/","title":{"rendered":"Hubble descobre fortuitamente gal\u00e1xia na nossa vizinhan\u00e7a c\u00f3smica"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Astr\u00f3nomos usaram o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA para estudar algumas das mais antigas e t\u00e9nues estrelas no enxame globular NGC 6752 e fizeram uma descoberta inesperada. Descobriram uma gal\u00e1xia an\u00e3 na nossa vizinhan\u00e7a c\u00f3smica, a apenas 30 milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia. A descoberta foi divulgada na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society: Letters.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa internacional de astr\u00f3nomos usou recentemente o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA para estudar an\u00e3s brancas dentro do enxame globular NGC 6752. O objetivo das suas observa\u00e7\u00f5es era usar estas estrelas para medir a idade do aglomerado, mas no processo fizeram uma descoberta inesperada.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/cdn.spacetelescope.org\/archives\/images\/large\/heic1903b.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.spacetelescope.org\/archives\/images\/thumb700x\/heic1903b.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> <br>Esta composi\u00e7\u00e3o mostra a posi\u00e7\u00e3o da gal\u00e1xia an\u00e3 descoberta acidentalmente, Bedin 1, por tr\u00e1s do enxame globular NGC 6752. A imagem de baixo, que mostra a totalidade do enxame, \u00e9 uma observa\u00e7\u00e3o terrestre pelo DSS2. (Digitized Sky Survey 2). A imagem de cima, \u00e0 direita, mostra o campo total do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble. A imagem de topo, \u00e0 esquerda, real\u00e7a a sec\u00e7\u00e3o que cont\u00e9m a gal\u00e1xia Bedin 1.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Hubble, NASA, Bedin et al., DSS2 <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas margens exteriores da \u00e1rea observada com o instrumento ACS (Advanced Camera for Surveys) do Hubble era vis\u00edvel uma cole\u00e7\u00e3o compacta de estrelas. Ap\u00f3s uma an\u00e1lise cuidadosa dos seus brilhos e das suas temperaturas, os astr\u00f3nomos conclu\u00edram que estas estrelas n\u00e3o pertenciam ao enxame &#8211; que faz parte da Via L\u00e1ctea &#8211; mas que est\u00e3o milh\u00f5es de anos-luz mais distantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O nosso rec\u00e9m-descoberto vizinho c\u00f3smico, que recebeu a alcunha Bedin 1 pelos astr\u00f3nomos, \u00e9 uma gal\u00e1xia alongada de tamanho modesto. Mede apenas cerca de 3000 anos-luz &#8211; uma fra\u00e7\u00e3o do tamanho da Via L\u00e1ctea. N\u00e3o s\u00f3 \u00e9 pequena, como tamb\u00e9m incrivelmente t\u00e9nue. Estas propriedades levaram os astr\u00f3nomos a classific\u00e1-la como uma gal\u00e1xia an\u00e3 esferoidal.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Zooming in on NGC 6752 and Bedin 1\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0EbCH7UGdIk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As gal\u00e1xias an\u00e3s esferoidais s\u00e3o definidas pelo seu pequeno tamanho, baixa luminosidade, falta de poeira e popula\u00e7\u00f5es estelares velhas. Sabe-se que existem 36 gal\u00e1xias deste tipo no Grupo Local de Gal\u00e1xias, 22 das quais s\u00e3o gal\u00e1xias sat\u00e9lites da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora as gal\u00e1xias an\u00e3s esferoidais n\u00e3o sejam invulgares, Bedin 1 tem algumas caracter\u00edsticas not\u00e1veis. N\u00e3o s\u00f3 \u00e9 uma das poucas an\u00e3s esferoidais com uma dist\u00e2ncia bem estabelecida, como est\u00e1 tamb\u00e9m extremamente isolada. Fica a cerca de 30 milh\u00f5es de anos-luz da Via L\u00e1ctea e a 2 milh\u00f5es de anos-luz da mais pr\u00f3xima e grande gal\u00e1xia hospedeira, NGC 6744. Isto torna-a, possivelmente, na mais isolada das gal\u00e1xias an\u00e3s descobertas at\u00e9 \u00e0 data.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Flight to Bedin 1\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KrS463lqDkU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir das propriedades das suas estrelas, os astr\u00f3nomos foram capazes de inferir que a gal\u00e1xia tem mais ou menos 13 mil milh\u00f5es de anos &#8211; \u00e9 quase t\u00e3o antiga quanto o pr\u00f3prio Universo. Devido ao seu isolamento &#8211; que resultou em quase nenhuma intera\u00e7\u00e3o com outras gal\u00e1xias &#8211; e \u00e0 sua idade, Bedin 1 \u00e9 o equivalente c\u00f3smico a um f\u00f3ssil vivo do Universo inicial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta de Bedin 1 foi um achado verdadeiramente fortuito. Poucas imagens do Hubble permitem com que objetos assim t\u00e3o t\u00e9nues possam ser vistos e cobrem apenas uma pequena \u00e1rea do c\u00e9u. Os telesc\u00f3pios futuros com um grande campo de vis\u00e3o, como o telesc\u00f3pio WFIRST, ter\u00e3o c\u00e2maras que cobrem uma \u00e1rea muito maior do c\u00e9u e poder\u00e3o encontrar muitas mais destas vizinhas gal\u00e1cticas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Astr\u00f3nomos usaram o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA para estudar algumas das mais antigas e t\u00e9nues estrelas no enxame globular NGC 6752 e fizeram uma descoberta inesperada. 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