{"id":1796,"date":"2019-02-01T06:57:14","date_gmt":"2019-02-01T06:57:14","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1796"},"modified":"2019-10-15T05:31:51","modified_gmt":"2019-10-15T05:31:51","slug":"nicer-mapeia-ecos-de-luz-de-buraco-negro-recem-descoberto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/02\/01\/nicer-mapeia-ecos-de-luz-de-buraco-negro-recem-descoberto\/","title":{"rendered":"NICER mapeia &#8220;ecos de luz&#8221; de buraco negro rec\u00e9m-descoberto"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cientistas mapearam o ambiente em torno de um buraco negro de massa estelar com 10 vezes a massa do Sol usando o NICER (Neutron star Interior Composition Explorer) da NASA a bordo da Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional. O NICER detetou raios-X do rec\u00e9m-descoberto buraco negro MAXI J1820+070 (ou J1820), \u00e0 medida que consumia material de uma estrela companheira. Ondas de raios-X formaram &#8220;ecos de luz&#8221; refletidos do turbilh\u00e3o de g\u00e1s perto do buraco negro e revelaram mudan\u00e7as no tamanho e na forma do ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O NICER permitiu-nos medir os ecos de luz mais pr\u00f3ximos, at\u00e9 agora, de um buraco negro de massa estelar,&#8221; disse Erin Kara, astrof\u00edsica da Universidade de Maryland em College Park e do Centro de Voo Espacial Goddard no mesmo estado norte-americano, que apresentou os seus achados na 233.\u00aa reuni\u00e3o da Sociedade Astron\u00f3mica Americana em Seattle. &#8220;Anteriormente, esses ecos de luz do disco interior de acre\u00e7\u00e3o tinham sido vistos apenas em buracos negros supermassivos, que t\u00eam milh\u00f5es a milhares de milh\u00f5es de vezes a massa do Sol e que mudam muito lentamente. Os buracos negros de massa estelar como J1820 t\u00eam massas muito menores e evoluem muito mais depressa, de modo que podemos ver mudan\u00e7as a ocorrer em escalas de tempo humanas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O artigo que descreve as descobertas, liderado por Kara, foi publicado na edi\u00e7\u00e3o de 10 de janeiro da revista Nature e est\u00e1 dispon\u00edvel online.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J1820 est\u00e1 localizado a aproximadamente 10.000 anos-luz na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Le\u00e3o. A estrela companheira no sistema foi identificada num levantamento realizado pela miss\u00e3o Gaia da ESA, que permitiu que os cientistas estimassem a sua dist\u00e2ncia. Os astr\u00f3nomos s\u00f3 souberam da presen\u00e7a do buraco negro no dia 11 de mar\u00e7o de 2018, quando foi detetada uma explos\u00e3o pelo MAXI (Monitor of All-sky X-ray Image) da JAXA (a ag\u00eancia espacial japonesa), tamb\u00e9m a bordo da ISS. J1820 passou de um buraco negro totalmente desconhecido para uma das fontes mais brilhantes do c\u00e9u de raios-X ao longo de alguns dias. O NICER foi rapidamente apontado para esta transi\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica e continua a seguir o rescaldo da erup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O NICER foi desenhado para ser suficientemente sens\u00edvel para estudar objetos fracos e incrivelmente densos chamados estrelas de neutr\u00f5es,&#8221; disse Zaven Arzoumanian, chefe cient\u00edfico do NICER em Goddard e coautor do artigo. &#8220;Estamos satisfeitos com qu\u00e3o \u00fatil provou ser tamb\u00e9m no estudo destes buracos negros de massa estelar que brilham em raios-X.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um buraco negro pode sugar g\u00e1s de uma estrela companheira pr\u00f3xima para um anel de material chamado disco de acre\u00e7\u00e3o. As for\u00e7as gravitacionais e magn\u00e9ticas aquecem o disco a milh\u00f5es de graus, tornando-o quente o suficiente para produzir raios-X nas regi\u00f5es mais internas do disco, perto do buraco negro. As explos\u00f5es ocorrem quando uma instabilidade no disco provoca uma inunda\u00e7\u00e3o de g\u00e1s para o interior, na dire\u00e7\u00e3o do buraco negro, como uma avalanche. Os motivos das instabilidades de disco n\u00e3o s\u00e3o bem compreendidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acima do disco est\u00e1 a coroa, uma regi\u00e3o de part\u00edculas subat\u00f3micas com mais ou menos mil milh\u00f5es de graus Celsius que brilha em raios-X altamente energ\u00e9ticos. Ainda permanecem muitos mist\u00e9rios sobre a origem e evolu\u00e7\u00e3o da coroa. Algumas teorias sugerem que a estrutura poder\u00e1 representar uma forma inicial dos jatos de part\u00edculas velozes que esses tipos de sistemas geralmente emitem.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"NICER Charts the Area Around a New Black Hole\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/T8kJwGDwONo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astrof\u00edsicos querem entender melhor como a orla interna do disco de acre\u00e7\u00e3o e a coroa, por cima, mudam de tamanho e forma \u00e0 medida que um buraco negro acreta material da sua estrela companheira. Se se conseguir entender como e porque \u00e9 que estas mudan\u00e7as ocorrem nos buracos negros de massa estelar ao longo de um per\u00edodo de semanas, os cientistas podem lan\u00e7ar luz sobre a evolu\u00e7\u00e3o dos buracos negros supermassivos ao longo de milh\u00f5es de anos e como afetam as gal\u00e1xias em que residem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos m\u00e9todos usados para estudar estas mudan\u00e7as tem o nome mapeamento de reverbera\u00e7\u00e3o de raios-X, que usa reflexos de raios-X da mesma maneira que um sonar usa ondas sonoras para mapear terreno submarino. Alguns raios-X da coroa viajam diretamente at\u00e9 n\u00f3s, enquanto outros iluminam o disco e s\u00e3o refletidos de volta a energias e \u00e2ngulos diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mapeamento de reverbera\u00e7\u00e3o de raios-X dos buracos negros supermassivos mostrou que a orla interna do disco de acre\u00e7\u00e3o est\u00e1 muito pr\u00f3xima do horizonte de eventos, o ponto de n\u00e3o retorno. A coroa tamb\u00e9m \u00e9 compacta, ficando mais pr\u00f3xima do buraco negro do que grande parte do disco de acre\u00e7\u00e3o. Observa\u00e7\u00f5es anteriores de ecos de raios-X de buracos negros estelares, no entanto, sugeriram que a sec\u00e7\u00e3o interior do disco de acre\u00e7\u00e3o podia estar bem distante, at\u00e9 centenas de vezes o tamanho do horizonte de eventos. No entanto, o buraco negro de massa estelar J1820 tem um comportamento mais parecido com o dos seus primos supermassivos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/nicer_on_station_corona.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/TQtZJ58.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> <br>O instrumento NICER instalado na Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional, captado por uma c\u00e2mara exterior de alta-defini\u00e7\u00e3o no dia 22 de outubro de 2018.<br>Cr\u00e9dito: NASA<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 medida que examinava as observa\u00e7\u00f5es de J1820 pelo NICER, a equipa viu uma diminui\u00e7\u00e3o no atraso de tempo entre o clar\u00e3o inicial de raios-X oriundos diretamente da coroa e o seu eco do disco, indicando que os raios-X viajaram cada vez menos antes de serem refletidos. A 10.000 anos-luz de dist\u00e2ncia, estimaram que a coroa se contraiu verticalmente de aproximadamente 161 km para 16,1 km &#8211; o correspondente a ver algo do tamanho de um mirtilo a encolher para algo com o tamanho de uma semente de papoila \u00e0 dist\u00e2ncia de Plut\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta \u00e9 a primeira vez que vemos este tipo de evid\u00eancia da diminui\u00e7\u00e3o da coroa durante esta fase particular da evolu\u00e7\u00e3o de uma erup\u00e7\u00e3o,&#8221; salientou o coautor Jack Steiner, astrof\u00edsico do Instituto Kavli para Astrof\u00edsica e Investiga\u00e7\u00e3o Espacial do MIT (Massachusetts Institute of Technology) em Cambridge. &#8220;A coroa ainda \u00e9 bastante misteriosa e ainda temos uma compreens\u00e3o fraca do que \u00e9. Mas agora temos evid\u00eancias de que o que est\u00e1 a evoluir no sistema \u00e9 a estrutura da pr\u00f3pria coroa.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para confirmar que a diminui\u00e7\u00e3o no tempo de atraso era provocada por uma mudan\u00e7a na coroa e n\u00e3o no disco, os cientistas usaram um sinal chamado linha K de ferro, produzido quando os raios-X da coroa colidem com \u00e1tomos de ferro no disco, dotando-os de fluoresc\u00eancia. O tempo corre mais devagar em campos gravitacionais mais fortes e a velocidades mais altas, como indicado pela teoria da relatividade de Einstein. Quando os \u00e1tomos de ferro mais pr\u00f3ximos do buraco negro s\u00e3o bombardeados pela luz do n\u00facleo da coroa, os comprimentos de onda de raios-X que emitem s\u00e3o esticados porque o tempo move-se mais lentamente para eles do que para o observador (neste caso, o NICER).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa de Kara descobriu que a linha K de ferro esticada de J1820 permaneceu constante, o que significa que a orla interna do disco permaneceu perto do buraco negro &#8211; semelhante a um buraco negro supermassivo. Se o menor tempo de atraso fosse provocado por uma regi\u00e3o interna do disco movendo-se ainda mais para dentro, ent\u00e3o a linha K de ferro teria sido esticada ainda mais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estas observa\u00e7\u00f5es fornecem aos cientistas novas informa\u00e7\u00f5es sobre como o material \u00e9 afunilado para o buraco negro e como a energia \u00e9 libertada neste processo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As observa\u00e7\u00f5es de J1820 pelo NICER ensinaram-nos algo novo sobre os buracos negros de massa estelar e sobre como podemos us\u00e1-los como an\u00e1logos para o estudo dos buracos negros supermassivos e dos seus efeitos na forma\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias,&#8221; disse o coautor Philip Uttley, astrof\u00edsico da Universidade de Amesterd\u00e3o. &#8220;J\u00e1 assistimos a quatro eventos parecidos no primeiro ano do NICER e \u00e9 impressionante. Parece que estamos \u00e0 beira de um enorme avan\u00e7o na astronomia de raios-X.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2019\/nasa-s-nicer-mission-maps-light-echoes-of-new-black-hole\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/cmns.umd.edu\/news-events\/features\/4307\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Maryland (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/news.mit.edu\/2019\/astronomers-black-hole-stellar-0109\" target=\"_blank\">\/\/ MIT News (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1038\/s41586-018-0803-x\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buracos negros:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NICER:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/nicer\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Neutron_Star_Interior_Composition_Explorer\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional (ISS):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/SPECIALS\/Columbus\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA&nbsp;<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/station\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/International_Space_Station\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"http:\/\/gea.esac.esa.int\/archive\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de dados do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/guide-to-scientists\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Como usar os dados do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/60036-gaia-data-release-2-virtual-reality-resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Recursos VR<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spaceflight101.com\/gaia-spacecraft-overview.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACEFLIGHT101<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas mapearam o ambiente em torno de um buraco negro de massa estelar com 10 vezes a massa do Sol usando o NICER (Neutron star Interior Composition Explorer) da NASA a bordo da Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional. 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