{"id":1783,"date":"2019-01-29T06:37:43","date_gmt":"2019-01-29T06:37:43","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1783"},"modified":"2019-01-29T06:37:43","modified_gmt":"2019-01-29T06:37:43","slug":"melhor-imagem-ate-agora-de-ultima-thule","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/01\/29\/melhor-imagem-ate-agora-de-ultima-thule\/","title":{"rendered":"Melhor imagem, at\u00e9 agora, de Ultima Thule"},"content":{"rendered":"\n<p>As maravilhas &#8211; e mist\u00e9rios &#8211; do objeto da Cintura de Kuiper, 2014 MU69, continuam a multiplicar-se \u00e0 medida que a sonda New Horizons da NASA transmite novas imagens do seu alvo do &#8220;flyby&#8221; que teve lugar no dia de Ano Novo de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta imagem, obtida durante o voo hist\u00f3rico de 1 de janeiro, pelo objeto informalmente conhecido como Ultima Thule, \u00e9 a vis\u00e3o mais clara at\u00e9 agora deste not\u00e1vel e antigo objeto nos confins do Sistema Solar &#8211; o primeiro &#8220;KBO&#8221; (Kuiper Belt Object, ingl\u00eas para objeto da Cintura de Kuiper) pequeno j\u00e1 explorado por uma nave espacial.<\/p>\n\n\n\n<p>Obtida com o componente MVIC (Multicolor Visible Imaging Camera) do instrumento Ralph da New Horizons, a imagem foi captada quando o KBO estava a 6700 km, \u00e0s 05:26 (UT) de dia 1 de janeiro &#8211; apenas sete minutos antes da maior aproxima\u00e7\u00e3o. Com uma resolu\u00e7\u00e3o original de 135 metros por pixel, a imagem foi armazenada na mem\u00f3ria da sonda e transmitida para a Terra nos dias 18 e 19 de janeiro. Os cientistas seguidamente melhoraram a imagem para real\u00e7ar detalhes (este processo &#8211; com o nome deconvolu\u00e7\u00e3o &#8211; tamb\u00e9m amplifica a granula\u00e7\u00e3o da imagem quando vista em alto contraste).<\/p>\n\n\n\n<p>A ilumina\u00e7\u00e3o obl\u00edqua da imagem revela novos detalhes topogr\u00e1ficos ao longo da linha que separa a noite do dia, chamada terminador, perto do topo. Estes detalhes incluem v\u00e1rias cavidades com at\u00e9 0,7 km de di\u00e2metro. A grande caracter\u00edstica circular, com 7 km de di\u00e2metro, no l\u00f3bulo mais pequeno, tamb\u00e9m parece ser uma depress\u00e3o profunda. N\u00e3o est\u00e1 claro se esses po\u00e7os s\u00e3o crateras de impacto ou caracter\u00edsticas resultantes de outros processos, como &#8220;po\u00e7os de colapso&#8221; ou ventila\u00e7\u00f5es antigas de materiais vol\u00e1teis.<\/p>\n\n\n\n<p>Ambos os l\u00f3bulos mostram muitos padr\u00f5es interessantes de luz e escurid\u00e3o de origem desconhecida, que podem revelar pistas sobre como este corpo foi produzido durante a forma\u00e7\u00e3o do Sistema Solar h\u00e1 4,5 mil milh\u00f5es de anos. Um dos mais not\u00e1veis \u00e9 o &#8220;colarinho&#8221; brilhante que separa os dois l\u00f3bulos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esta nova imagem est\u00e1 a come\u00e7ar a revelar diferen\u00e7as no car\u00e1ter geol\u00f3gico dos dois l\u00f3bulos de Ultima Thule, e tamb\u00e9m nos fornece novos mist\u00e9rios,&#8221; disse o investigador principal Alan Stern, do SwRI (Southwest Research Institute) em Boulder, no estado norte-americano do Colorado. &#8220;No pr\u00f3ximo m\u00eas teremos imagens com melhores cores e em mais alta resolu\u00e7\u00e3o que, esperamos, ajudem a desvendar os muitos mist\u00e9rios de Ultima Thule.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A New Horizons est\u00e1 aproximadamente a 6,64 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros da Terra, operando normalmente e a afastar-se do Sol (e de Ultima Thule) a mais de 50.700 quil\u00f3metros por hora. A essa dist\u00e2ncia, o seu sinal de r\u00e1dio demora seis horas e nove minutos a chegar \u00e0 Terra.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/pluto.jhuapl.edu\/News-Center\/News-Article.php?page=20190124\" target=\"_blank\">\/\/ JHUAPL (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/news\/819\/new-horizons-newest-and-best-yet-view-of-ultima-thule\/\" target=\"_blank\">\/\/ NASA\u00a0(comunicado\u00a0de\u00a0imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Ultima Thule (2014 MU69):<br><\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/2014_MU69\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/ssd.jpl.nasa.gov\/sbdb.cgi?sstr=3713011#content\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>New Horizons:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/pluto.jhuapl.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/pluto.jhuapl.edu\/soc\/UltimaThule-Encounter\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Imagens &#8220;raw&#8221;, pelo LORRI do encontro com Ultima Thule<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/newhorizons\/main\/#.VIWgrdWsV8E\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/nasanewhorizons\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/New_Horizons\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As maravilhas &#8211; e mist\u00e9rios &#8211; do objeto da Cintura de Kuiper, 2014 MU69, continuam a multiplicar-se \u00e0 medida que a sonda New Horizons da NASA transmite novas imagens do seu alvo do &#8220;flyby&#8221; que teve lugar no dia de Ano Novo de 2019. 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