{"id":1760,"date":"2019-01-22T05:21:12","date_gmt":"2019-01-22T05:21:12","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1760"},"modified":"2019-01-22T05:21:58","modified_gmt":"2019-01-22T05:21:58","slug":"dados-lunares-lancam-luz-sobre-a-historia-do-impacto-de-asteroides-na-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/01\/22\/dados-lunares-lancam-luz-sobre-a-historia-do-impacto-de-asteroides-na-terra\/","title":{"rendered":"Dados lunares lan\u00e7am luz sobre a hist\u00f3ria do impacto de asteroides na Terra"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Lua \u00e9 a cr\u00f3nica mais completa e acess\u00edvel das colis\u00f5es de asteroides que esculpiram o nosso jovem Sistema Solar, e um grupo de cientistas est\u00e1 a desafiar a nossa compreens\u00e3o de uma parte da hist\u00f3ria da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O n\u00famero de impactos de asteroides na Lua e na Terra aumentou duas a tr\u00eas vezes desde h\u00e1 cerca de 290 milh\u00f5es de anos, relataram os investigadores num artigo cient\u00edfico publicado dia 18 de janeiro na revista Science.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sua conclus\u00e3o tem por base a primeira linha temporal compreensiva de grandes crateras na Lua formadas nos \u00faltimos mil milh\u00f5es de anos, usando imagens e dados t\u00e9rmicos recolhidos pela sonda LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) da NASA. Quando os cientistas compararam a linha temporal da Lua com a linha temporal das crateras c\u00e1 na Terra, descobriram que os dois corpos registaram a mesma hist\u00f3ria de bombardeamento de asteroides &#8211; uma que contradiz as teorias sobre a taxa de impacto da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante d\u00e9cadas os cientistas tentaram entender o ritmo a que os asteroides atingem a Terra estudando cuidadosamente as crateras de impacto nos continentes e usando data\u00e7\u00e3o radiom\u00e9trica das rochas em seu redor para determinar as idades das maiores e, portanto, das mais intactas. O problema \u00e9 que muitos especialistas assumiram que as primeiras crateras da Terra foram desgastadas pelo vento, pelas tempestades e por outros processos geol\u00f3gicos. Esta ideia explicava por que a Terra tem menos crateras mais antigas do que o esperado em compara\u00e7\u00e3o com outros corpos no Sistema Solar, mas tornou dif\u00edcil a determina\u00e7\u00e3o de uma taxa de impacto precisa e determinar se havia mudado com o tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma maneira de contornar este problema \u00e9 atrav\u00e9s do estudo da Lua. A Terra e a Lua s\u00e3o atingidas nas mesmas propor\u00e7\u00f5es ao longo do tempo. Em geral, devido ao seu tamanho maior e gravidade mais alta, cerca de vinte asteroides atingem a Terra por cada um que atinge a Lua, embora os grandes impactos em ambos os corpos sejam raros. Mas apesar das grandes crateras lunares terem sofrido pouca eros\u00e3o ao longo de milhares de milh\u00f5es de anos, e assim fornecerem aos cientistas um registo valioso, n\u00e3o havia como determinar as suas idades at\u00e9 que a LRO come\u00e7ou a orbitar a Lua h\u00e1 uma d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Moon Sheds Light on Earth\u2019s Impact History\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/EtPFCwGDa8s?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Sabemos, desde a explora\u00e7\u00e3o da Lua pelas Apollo h\u00e1 50 anos, que a compreens\u00e3o da superf\u00edcie lunar \u00e9 fundamental para revelar a hist\u00f3ria do Sistema Solar,&#8221; disse Noah Petro, cientista do projeto LRO no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. A LRO, juntamente com novos &#8220;landers&#8221; rob\u00f3ticos comerciais em parceria com a NASA, real\u00e7ou Petro, vai informar o desenvolvimento e implanta\u00e7\u00e3o de projetos de explora\u00e7\u00e3o lunar necess\u00e1rios para o regresso dos humanos \u00e0 superf\u00edcie da Lua e ajudar a preparar a ag\u00eancia para enviar astronautas a Marte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A LRO provou ser uma ferramenta cient\u00edfica inestim\u00e1vel,&#8221; disse Petro. &#8220;Os seus instrumentos permitiram-nos retroceder no tempo, at\u00e9 \u00e0s for\u00e7as que moldaram a Lua; como podemos ver, a revela\u00e7\u00e3o dos impactos de asteroides levou a descobertas inovadoras que mudaram a nossa vis\u00e3o da Terra.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>A Lua como o espelho da Terra<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O radi\u00f3metro t\u00e9rmico da LRO, chamado Diviner, disse aos cientistas quanto calor \u00e9 irradiado da superf\u00edcie da Lua, um fator cr\u00edtico na determina\u00e7\u00e3o das idades das crateras. Ao observar esse calor irradiado durante a noite lunar, os cientistas podem calcular quanta superf\u00edcie \u00e9 coberta por rochas grandes e quentes, em compara\u00e7\u00e3o com o reg\u00f3lito mais frio e mais fino, tamb\u00e9m conhecido como solo lunar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As grandes crateras formadas por impactos de asteroides nos \u00faltimos mil milh\u00f5es de anos s\u00e3o cobertas por pedras e rochas, enquanto crateras mais antigas t\u00eam poucas rochas, mostram os dados do Diviner. Isto acontece porque os impactos escavam pedregulhos lunares que s\u00e3o &#8220;mo\u00eddos&#8221; ao longo de dezenas de milh\u00f5es de anos por uma chuva constante de meteoritos min\u00fasculos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rebecca Ghent, coautora do artigo e cientista planet\u00e1ria na Universidade de Toronto e do Instituto de Ci\u00eancia Planet\u00e1ria em Tucson, Arizona, EUA, calculou em 2014 a velocidade a que as rochas da Lua se decomp\u00f5em em solo. O seu trabalho revelou uma rela\u00e7\u00e3o entre a abund\u00e2ncia de rochas grandes perto de uma cratera e a sua idade. Usando a t\u00e9cnica de Ghent, a equipa reuniu uma lista de idades de todas as crateras lunares com menos de mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Foi uma tarefa meticulosa, ao in\u00edcio, estudar todos estes dados e mapear as crateras sem saber se chegar\u00edamos a alguma conclus\u00e3o ou n\u00e3o,&#8221; acrescentou Sara Mazrouei, autora principal do artigo da Science que recolheu e analisou todos os dados para este projeto enquanto estudante de doutoramento na Universidade de Toronto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho compensou, retornando v\u00e1rias descobertas inesperadas. Primeiro, a equipa descobriu que o ritmo de forma\u00e7\u00e3o de crateras grandes na Lua foi duas a tr\u00eas vezes maior ao longo dos \u00faltimos 290 milh\u00f5es de anos do que nos \u00faltimos 700 milh\u00f5es de anos. A raz\u00e3o para este salto na taxa de impacto \u00e9 desconhecida. Pode estar relacionado com grandes colis\u00f5es que ocorreram h\u00e1 mais de 300 milh\u00f5es de anos na cintura principal de asteroides entre Marte e J\u00fapiter, destacaram os cientistas. Tais eventos podem criar detritos que podem atingir o Sistema Solar interior.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/g3g0PU7.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/g3g0PU7.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> <br>Uma imagem obtida em 2014 pela LRO que mostra duas crateras de tamanho id\u00eantico no Mar da Tranquilidade. T\u00eam ambas cerca de 500 metros de di\u00e2metro. Uma est\u00e1 polvilhada com pedregulhos e a outra n\u00e3o. Esta discrep\u00e2ncia \u00e9 provavelmente devida \u00e0 diferen\u00e7a de idades entre as duas crateras. A imagem tem aproximadamente 2 km de comprimento. Norte \u00e9 para cima.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/GSFC\/Universidade Estatal do Arizona<br>(clique na imagem para ver vers\u00e3o maior) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A segunda surpresa veio da compara\u00e7\u00e3o das idades das crateras grandes na Lua com as da Terra. O seu n\u00famero e idades similares desafiam a teoria de que a Terra perdeu tantas crateras atrav\u00e9s da eros\u00e3o que uma taxa de impacto n\u00e3o pode ser calculada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A Terra tem menos crateras antigas nas suas regi\u00f5es mais est\u00e1veis n\u00e3o por causa da eros\u00e3o, mas porque a taxa de impacto foi menor h\u00e1 cerca de 290 milh\u00f5es de anos,&#8221; comenta William Bottke, especialista em asteroides do SwRI (Southwest Research Institute) em Boulder, no estado norte-americano do Colorado, coautor do artigo cient\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Provar que menos crateras significa menos impactos &#8211; e n\u00e3o perda por eros\u00e3o &#8211; representou um desafio formid\u00e1vel. No entanto, os cientistas encontraram fortes evid\u00eancias que apoiam as suas descobertas atrav\u00e9s de uma colabora\u00e7\u00e3o com Thomas Gernon, cientista da Terra da Universidade de Southampton, Inglaterra, que trabalha com uma caracter\u00edstica terrestre chamada tubos de kimberlito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estes tubos subterr\u00e2neos s\u00e3o vulc\u00f5es h\u00e1 muito extintos que se estendem, em forma de cenoura, at\u00e9 alguns quil\u00f3metros abaixo da superf\u00edcie. Os cientistas sabem muito sobre a idade e sobre a taxa de eros\u00e3o dos tubos de kimberlito porque s\u00e3o amplamente minados \u00e0 procura de diamantes. Est\u00e3o tamb\u00e9m localizados em algumas das regi\u00f5es com menos eros\u00e3o da Terra, os mesmos locais onde encontramos crateras de impacto preservadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gernon mostrou que os tubos de kimberlito formados desde h\u00e1 aproximadamente 650 milh\u00f5es de anos n\u00e3o sofreram muita eros\u00e3o, indicando que as grandes crateras de impacto mais jovens do que 650 milh\u00f5es de anos, em terrenos est\u00e1veis, tamb\u00e9m devem estar intactas. &#8220;\u00c9 assim que sabemos que essas crateras representam um registo quase completo,&#8221; disse Ghent.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa de Ghent, da qual tamb\u00e9m fez parte o astr\u00f3nomo Alex Parker do SwRI, n\u00e3o foi a primeira a propor que a taxa de impacto de asteroides na Terra tinha flutuado ao longo dos \u00faltimos mil milh\u00f5es de anos. Mas foi a primeira a mostr\u00e1-lo estatisticamente e a quantificar a taxa. Agora, a t\u00e9cnica da equipa pode ser usada para estudar as superf\u00edcies de outros planetas e para descobrir se tamb\u00e9m podem mostrar mais impactos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os achados da equipa relacionados com a Terra, entretanto, podem ter implica\u00e7\u00f5es para a hist\u00f3ria da vida, que \u00e9 pontuada por eventos de extin\u00e7\u00e3o e por uma r\u00e1pida evolu\u00e7\u00e3o de novas esp\u00e9cies. Embora as for\u00e7as que impulsionaram estes eventos sejam complicadas e possam incluir outras causas geol\u00f3gicas, como grandes erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas, combinadas com outros fatores biol\u00f3gicos, a equipa real\u00e7a que os impactos de asteroides certamente desempenharam um papel nesta saga. A quest\u00e3o \u00e9 saber se a mudan\u00e7a prevista nos impactos de asteroides est\u00e1 diretamente ligada a eventos que ocorreram h\u00e1 muito tempo na Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.blahblah.blah\/\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.swri.org\/press-release\/swri-moon-craters-compare-earth-impact-history-lro\" target=\"_blank\">\/\/ SwRI (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.utoronto.ca\/news\/team-scientists-led-u-t-identify-period-increased-asteroid-impacts-ancient-earth-studying-moon\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Toronto (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/science.sciencemag.org\/content\/363\/6424\/253\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Science)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lua:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Moon\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Terra:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Earth\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lunar Reconnaissance Orbiter:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/lunar.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/LRO\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lunar_Reconnaissance_Orbiter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Tubos de kimberlito:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Volcanic_pipe#Kimberlite_pipes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Kimberlite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Kimberlito (Wikipedia)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Lua \u00e9 a cr\u00f3nica mais completa e acess\u00edvel das colis\u00f5es de asteroides que esculpiram o nosso jovem Sistema Solar, e um grupo de cientistas est\u00e1 a desafiar a nossa compreens\u00e3o de uma parte da hist\u00f3ria da Terra. O n\u00famero de impactos de asteroides na Lua e na Terra aumentou duas a tr\u00eas vezes desde &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1761,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[156,9,16],"tags":[227,319,152,190],"class_list":["post-1760","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-diversos","category-sistema-solar","category-sondas-missoes-espaciais","tag-asteroide","tag-lro","tag-lua","tag-terra"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1760","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1760"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1760\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1763,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1760\/revisions\/1763"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1761"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1760"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1760"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1760"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}