{"id":1751,"date":"2019-01-18T06:30:12","date_gmt":"2019-01-18T06:30:12","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1751"},"modified":"2019-01-18T06:31:09","modified_gmt":"2019-01-18T06:31:09","slug":"proeminencias-solares-desde-o-aparecimento-ate-a-erupcao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/01\/18\/proeminencias-solares-desde-o-aparecimento-ate-a-erupcao\/","title":{"rendered":"Proemin\u00eancias solares: desde o aparecimento at\u00e9 \u00e0 erup\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pela primeira vez, uma equipa de cientistas usou um modelo computacional \u00fanico e coeso para simular todo o ciclo de vida de uma erup\u00e7\u00e3o solar: desde a acumula\u00e7\u00e3o de energia milhares de quil\u00f3metros abaixo da superf\u00edcie solar, passando pela emerg\u00eancia de linhas emaranhadas de campo magn\u00e9tico, at\u00e9 \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o explosiva de energia num flash brilhante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O feito, detalhado na revista Nature Astronomy, define o cen\u00e1rio para os futuros modelos solares simularem realisticamente o pr\u00f3prio clima do Sol \u00e0 medida que se desenrola em tempo real, incluindo o aparecimento de manchas solares, que por vezes produzem proemin\u00eancias e eje\u00e7\u00f5es de massa coronal. Estas erup\u00e7\u00f5es podem ter impactos generalizados na Terra, desde interromper redes de energia e redes de comunica\u00e7\u00f5es, at\u00e9 prejudicar sat\u00e9lites e pondo os astronautas em perigo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A investiga\u00e7\u00e3o foi liderada por cientistas do NCAR (National Center for Atmospheric Research) e do Laborat\u00f3rio de F\u00edsica Solar e Astrof\u00edsica da Lockheed Martin. A nova simula\u00e7\u00e3o abrangente captura a forma\u00e7\u00e3o de uma erup\u00e7\u00e3o solar de forma mais realista do que os esfor\u00e7os anteriores, e inclui o espectro de emiss\u00f5es de luz conhecidas por estarem associadas a explos\u00f5es no Sol.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/KjKNw7N.gif\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"512\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/KjKNw7N-1024x512.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-1752\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/KjKNw7N-1024x512.gif 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/KjKNw7N-300x150.gif 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/KjKNw7N-768x384.gif 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/KjKNw7N-660x330.gif 660w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Esta visualiza\u00e7\u00e3o \u00e9 uma anima\u00e7\u00e3o da proemin\u00eancia solar modelada no novo estudo. A cor violeta representa plasma, com uma temperatura inferior a 1 milh\u00e3o Kelvin. O vermelho representa temperaturas entre 1 milh\u00e3o e 10 milh\u00f5es Kelvin, e o verde representa temperaturas acima dos 10 milh\u00f5es Kelvin.\nCr\u00e9dito: cortesia Mark Cheung, Lockheed Martin e Matthias Rempel, NCAR<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este trabalho permite-nos fornecer uma explica\u00e7\u00e3o para o porqu\u00ea de as erup\u00e7\u00f5es terem o aspeto que t\u00eam, n\u00e3o apenas num \u00fanico comprimento de onda, mas no vis\u00edvel, no ultravioleta, no ultravioleta extremo e em raios-X,&#8221; disse Mark Cheung, f\u00edsico da equipa do Laborat\u00f3rio de F\u00edsica Solar e Astrof\u00edsica da Lockheed Martin e acad\u00e9mico visitante da Universidade de Stanford. &#8220;Estamos a explicar as muitas cores das erup\u00e7\u00f5es solares.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o novo estudo, os cientistas tiveram que construir um modelo solar que pudesse estender-se por v\u00e1rias regi\u00f5es do Sol, capturando o comportamento f\u00edsico complexo e \u00fanico de cada uma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O modelo resultante come\u00e7a na parte superior da zona de convec\u00e7\u00e3o &#8211; cerca de 10.000 quil\u00f3metros abaixo da superf\u00edcie do Sol &#8211; sobe atrav\u00e9s da superf\u00edcie solar e vai at\u00e9 40.000 km para a atmosfera solar, conhecida como coroa. As diferen\u00e7as na densidade do g\u00e1s, na press\u00e3o e noutras caracter\u00edsticas do Sol, representadas em todo o modelo, s\u00e3o vastas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para simular com sucesso uma erup\u00e7\u00e3o solar desde o aparecimento at\u00e9 \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o de energia, os cientistas precisaram acrescentar equa\u00e7\u00f5es detalhadas ao modelo que permitissem com que cada regi\u00e3o contribu\u00edsse para a evolu\u00e7\u00e3o da erup\u00e7\u00e3o solar de maneira realista. Mas tamb\u00e9m tiveram que ter cuidado para n\u00e3o tornar o modelo t\u00e3o complicado que deixasse de ser pr\u00e1tico a sua execu\u00e7\u00e3o nos recursos dispon\u00edveis de supercomputa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"From emergence to eruption: A comprehensive simulation of a solar flare\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/kyhsBqB2x_Y?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Temos um modelo que abrange uma grande variedade de condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, o que o torna muito desafiador,&#8221; afirmou o cientista Matthias Rempel do NCAR. &#8220;Este tipo de realismo requer solu\u00e7\u00f5es inovadoras.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para resolver os desafios, Rempel utilizou uma t\u00e9cnica matem\u00e1tica historicamente usada por investigadores que estudam as magnetosferas da Terra e dos outros planetas. A t\u00e9cnica, que permitiu que os cientistas comprimissem a diferen\u00e7a nas escalas de tempo entre as camadas sem perder a precis\u00e3o, fez com que a equipa de investiga\u00e7\u00e3o criasse um modelo que fosse realista e computacionalmente eficiente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O pr\u00f3ximo passo foi configurar um cen\u00e1rio do Sol simulado. Em pesquisas anteriores, usando modelos menos complexos, os cientistas precisaram iniciar os modelos quase no momento em que a erup\u00e7\u00e3o ia acontecer para conseguirem formar uma explos\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No novo estudo, a equipa queria ver se o seu modelo podia gerar uma erup\u00e7\u00e3o autonomamente. Come\u00e7aram por criar um cen\u00e1rio com condi\u00e7\u00f5es inspiradas por uma mancha solar particularmente ativa observada em mar\u00e7o de 2014. A mancha solar deu azo a d\u00fazias de erup\u00e7\u00f5es durante o tempo em que foi vis\u00edvel, incluindo uma pertencente \u00e0 poderosa classe-X e tr\u00eas moderadamente poderosas de classe-M. Os cientistas n\u00e3o tentaram imitar a mancha solar de 2014 com precis\u00e3o; ao inv\u00e9s, tentaram aproximar os mesmos ingredientes solares que estavam presentes \u00e0 \u00e9poca &#8211; e que foram t\u00e3o eficazes na produ\u00e7\u00e3o de proemin\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De seguida, deixaram o modelo correr, vendo se este conseguia produzir uma erup\u00e7\u00e3o por conta pr\u00f3pria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O nosso modelo foi capaz de capturar todo o processo, desde a acumula\u00e7\u00e3o de energia, passando pela subida at\u00e9 \u00e0 superf\u00edcie, at\u00e9 \u00e0 coroa, energizando a coroa, e depois chegando ao ponto em que a energia \u00e9 libertada numa erup\u00e7\u00e3o solar,&#8221; explicou Rempel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora que o modelo mostrou ser capaz de simular realisticamente todo o ciclo de vida de uma erup\u00e7\u00e3o solar, os cientistas v\u00e3o test\u00e1-lo com observa\u00e7\u00f5es reais do Sol e ver se consegue simular com sucesso o que realmente ocorre na superf\u00edcie solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta foi uma simula\u00e7\u00e3o singular inspirada em dados observados,&#8221; real\u00e7ou Rempel. &#8220;O pr\u00f3ximo passo \u00e9 inserir diretamente dados observados no modelo e deix\u00e1-lo influenciar o que acontece. \u00c9 uma maneira importante de validar o modelo, e o modelo tamb\u00e9m nos pode ajudar a entender melhor o que observamos no Sol.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.ucar.edu\/132648\/emergence-eruption\" target=\"_blank\">\/\/ NCAR (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-018-0629-3\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sol:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sun\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Coronal_mass_ejection\" target=\"_blank\">Eje\u00e7\u00e3o de massa coronal (Wikipedia)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Solar_flare\" target=\"_blank\">Proemin\u00eancia solar (Wikipedia)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Solar_variation\" target=\"_blank\">Ciclo solar (Wikipedia)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sunspot\" target=\"_blank\">Mancha solar (Wikipedia)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pela primeira vez, uma equipa de cientistas usou um modelo computacional \u00fanico e coeso para simular todo o ciclo de vida de uma erup\u00e7\u00e3o solar: desde a acumula\u00e7\u00e3o de energia milhares de quil\u00f3metros abaixo da superf\u00edcie solar, passando pela emerg\u00eancia de linhas emaranhadas de campo magn\u00e9tico, at\u00e9 \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o explosiva de energia num flash brilhante. &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1752,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50,9],"tags":[124],"class_list":["post-1751","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-estrelas","category-sistema-solar","tag-sol"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1751","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1751"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1751\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1755,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1751\/revisions\/1755"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1752"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1751"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1751"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1751"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}