{"id":1748,"date":"2019-01-18T06:27:11","date_gmt":"2019-01-18T06:27:11","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1748"},"modified":"2019-01-18T06:32:50","modified_gmt":"2019-01-18T06:32:50","slug":"xmm-newton-capta-gritos-finais-de-estrela-dilacerada-por-buraco-negro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/01\/18\/xmm-newton-capta-gritos-finais-de-estrela-dilacerada-por-buraco-negro\/","title":{"rendered":"XMM-Newton capta gritos finais de estrela dilacerada por buraco negro"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Recorrendo ao observat\u00f3rio espacial XMM-Newton da ESA, os astr\u00f3nomos estudaram um buraco negro que devorava uma estrela e descobriram um sinal est\u00e1vel excecionalmente brilhante que lhes permitiu determinar a velocidade de rota\u00e7\u00e3o do buraco negro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pensa-se que os buracos negros se escondam no centro de todas as gal\u00e1xias massivas espalhadas pelo Universo, e est\u00e3o inextricavelmente ligados \u00e0s propriedades das suas gal\u00e1xias hospedeiras. Como tal, quanto mais soubermos sobre estes gigantes mais podemos compreender como as gal\u00e1xias evoluem com o tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A gravidade de um buraco negro \u00e9 extrema e pode dilacerar estrelas que se aproximem demais. Os detritos destas estrelas rasgadas espiralam na dire\u00e7\u00e3o do buraco negro, aquecem e emitem intensos raios-X.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar do grande n\u00famero de buracos negros que se pensa existir no cosmos, muitos est\u00e3o inativos &#8211; n\u00e3o h\u00e1 material em queda para emitir radia\u00e7\u00e3o detet\u00e1vel &#8211; e, portanto, s\u00e3o dif\u00edceis de estudar. No entanto, a cada poucas centenas de milhares de anos, prev\u00ea-se que uma estrela passe perto o suficiente de um determinado buraco negro para ser destru\u00edda. Isto fornece uma breve janela de oportunidade para medir algumas propriedades fundamentais do buraco negro, como a sua massa e a velocidade de rota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 muito dif\u00edcil restringir a rota\u00e7\u00e3o de um buraco negro, j\u00e1 que os efeitos de rota\u00e7\u00e3o s\u00f3 emergem muito perto do pr\u00f3prio buraco negro, onde a gravidade \u00e9 intensamente forte e dif\u00edcil de ver claramente,&#8221; afirma Dheeraj Pasham do Instituto Kavli para Astrof\u00edsica e Pesquisa Espacial do MIT em Massachusetts, EUA, autor principal do novo estudo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/01\/artist_s_impression_of_black_hole\/19181496-1-eng-GB\/Artist_s_impression_of_black_hole.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/01\/artist_s_impression_of_black_hole\/19181496-1-eng-GB\/Artist_s_impression_of_black_hole_node_full_image_2.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> <br>Esta impress\u00e3o de artista mostra g\u00e1s quente orbitando num disco que rodeia um buraco negro de r\u00e1pida rota\u00e7\u00e3o. A mancha alongada ilustra uma brilhante regi\u00e3o em raios-X, que permite com que a rota\u00e7\u00e3o do buraco negro possa ser estimada.<br>Atrav\u00e9s do estudo do buraco negro conhecido como ASASSN-14li, devorando uma estrela, com o XMM-Newton da ESA e com os observat\u00f3rios Chandra e Swift da NASA, uma equipa de astr\u00f3nomos encontrou um sinal extremamente brilhante e est\u00e1vel que lhes permitiu determinar a velocidade de rota\u00e7\u00e3o do buraco negro.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/CXC\/M. Weiss<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;No entanto, os modelos mostram que a massa de uma estrela despeda\u00e7ada se instala numa esp\u00e9cie de disco interno que liberta raios-X. N\u00f3s teoriz\u00e1mos que a descoberta de inst\u00e2ncias de discos especialmente brilhantes seria uma boa maneira de restringir a rota\u00e7\u00e3o de um buraco negro, mas as observa\u00e7\u00f5es de tais eventos n\u00e3o foram suficientemente sens\u00edveis para explorar em detalhe essa regi\u00e3o de forte gravidade &#8211; at\u00e9 agora&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dheeraj e colegas estudaram um evento chamado ASASSN-14li.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ASASSN-14li foi descoberto pelo levantamento terrestre ASASSN (All-Sky Automated Survey for SuperNovae) no dia 22 de novembro de 2014. O buraco negro ligado ao evento \u00e9 pelo menos um milh\u00e3o de vezes mais massivo que o Sol.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"A Quick Look at ASASSN14-li\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/onmtRg0gl84?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;ASASSN-14li \u00e9 apelidado de &#8216;Pedra de Roseta&#8217; destes eventos,&#8221; acrescenta Dheeraj. &#8220;Todas as suas propriedades s\u00e3o caracter\u00edsticas deste tipo de evento, e j\u00e1 foi estudado por todos os principais telesc\u00f3pios de raios-X atualmente em opera\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Usando observa\u00e7\u00f5es de ASASSN-14li pelo XMM-Newton da ESA e pelos observat\u00f3rios Chandra e Swift da NASA, os cientistas procuraram um sinal que fosse est\u00e1vel e mostrasse um padr\u00e3o de ondas caracter\u00edstico que geralmente ocorre quando um buraco negro recebe um influxo s\u00fabito de massa &#8211; como quando devora uma estrela passageira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eles detetaram um sinal surpreendentemente intenso de raios-X que oscilou durante um per\u00edodo de 131 segundos e durante muito tempo: 450 dias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Combinando este sinal com informa\u00e7\u00e3o sobre a massa e tamanho do buraco negro, os astr\u00f3nomos descobriram que o buraco negro deve estar a girar rapidamente &#8211; a mais de 50% da velocidade da luz &#8211; e que o sinal vinha das suas regi\u00f5es mais internas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 uma descoberta excecional: nunca tinha sido observado um sinal t\u00e3o brilhante, t\u00e3o est\u00e1vel, por tanto tempo, na vizinhan\u00e7a de qualquer buraco negro,&#8221; real\u00e7a Alessia Franchini da Universidade de Mil\u00e3o, na It\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/01\/host_galaxy_of_asassn-14li\/19183778-1-eng-GB\/Host_galaxy_of_ASASSN-14li.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/01\/host_galaxy_of_asassn-14li\/19183778-1-eng-GB\/Host_galaxy_of_ASASSN-14li_node_full_image_2.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> <br>A gal\u00e1xia que alberga ASASSN-14li, um buraco negro que devora uma estrela, observada pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA no vis\u00edvel. A inser\u00e7\u00e3o no canto inferior esquerdo mostra os raios-X obtidos pelo observat\u00f3rio Chandra.<br>As observa\u00e7\u00f5es de ASASSN-14li revelaram um sinal extremamente brilhante e est\u00e1vel que oscilou ao longo de 131 segundos durante muito tempo: 450 dias. Combinando esta informa\u00e7\u00e3o com a massa e tamanho do buraco negro, os astr\u00f3nomos descobriram que o objeto deve girar muito depressa &#8211; a mais de 50% da velocidade da luz &#8211; e que o sinal veio das suas regi\u00f5es mais internas.\u00a0<br>Cr\u00e9dito: raios-X &#8211; NASA\/CXC\/MIT\/D. Pasham et al.; \u00f3tico &#8211; HST\/STScI\/I. Arcavi <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Al\u00e9m disso, o sinal vem de muito perto do horizonte de eventos do buraco negro &#8211; para l\u00e1 deste ponto, n\u00e3o conseguimos observar nada, pois a gravidade \u00e9 t\u00e3o forte que nem a luz pode escapar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo demonstra uma nova maneira de medir a rota\u00e7\u00e3o de buracos negros supermassivos: observando a sua atividade quando interrompem a passagem de estrelas com a sua gravidade. Tais eventos tamb\u00e9m nos podem ajudar a compreender aspetos da teoria da relatividade geral; embora j\u00e1 tenha sido explorada extensivamente na gravidade &#8220;normal&#8221;, ainda n\u00e3o \u00e9 totalmente compreendida em regi\u00f5es onde a gravidade \u00e9 excecionalmente forte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O XMM-Newton \u00e9 incrivelmente sens\u00edvel a estes sinais, mais do que qualquer outro telesc\u00f3pio de raios-X,&#8221; comenta Norbert Schartel, cientista do projeto XMM-Newton da ESA. &#8220;O sat\u00e9lite fornece as exposi\u00e7\u00f5es longas, ininterruptas e detalhadas que s\u00e3o cruciais para detetar sinais como este.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estamos apenas a come\u00e7ar a entender a f\u00edsica complexa aqui em a\u00e7\u00e3o. Ao descobrirmos casos em que a massa de uma estrela dilacerada brilha intensamente, podemos construir um censo dos buracos negros no Universo e investigar como a mat\u00e9ria se comporta em algumas das \u00e1reas e condi\u00e7\u00f5es mais extremas do cosmos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/XMM-Newton_captures_final_cries_of_star_shredded_by_black_hole\" target=\"_blank\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/chandra.harvard.edu\/press\/19_releases\/press_010919bhspin.html\" target=\"_blank\">\/\/ Observat\u00f3rio de raios-X Chandra (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/news.mit.edu\/2019\/tidal-disruption-flare-black-hole-spin-0109\" target=\"_blank\">\/\/ MIT News (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/science.sciencemag.org\/content\/early\/2019\/01\/08\/science.aar7480\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Science)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1810.10713\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buraco negro supermassivo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio XMM-Newton:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/xmm-newton\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/XMM-Newton\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ASAS-SN:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.astronomy.ohio-state.edu\/~assassin\/index.shtml\">P\u00e1gina oficial (Universidade Estatal do Ohio)<\/a>&nbsp;<br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/All_Sky_Automated_Survey_for_SuperNovae\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Chandra:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/chandra.harvard.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial (Harvard)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/centers\/marshall\/news\/chandra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial (NASA)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chandra_X-ray_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Swift:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/swift.gsfc.nasa.gov\/docs\/swift\/swiftsc.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Swift_Gamma-Ray_Burst_Mission\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recorrendo ao observat\u00f3rio espacial XMM-Newton da ESA, os astr\u00f3nomos estudaram um buraco negro que devorava uma estrela e descobriram um sinal est\u00e1vel excecionalmente brilhante que lhes permitiu determinar a velocidade de rota\u00e7\u00e3o do buraco negro. Pensa-se que os buracos negros se escondam no centro de todas as gal\u00e1xias massivas espalhadas pelo Universo, e est\u00e3o inextricavelmente &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1749,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[151,1],"tags":[317,318,192,167,255,230],"class_list":["post-1748","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-buracos-negros","category-telescopios-profissionais","tag-asas-sn","tag-asassn-14li","tag-buraco-negro","tag-chandra","tag-swift","tag-xmm-newton"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1748","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1748"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1748\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1756,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1748\/revisions\/1756"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1749"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1748"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1748"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1748"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}