{"id":1550,"date":"2019-01-04T09:00:06","date_gmt":"2019-01-04T09:00:06","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1550"},"modified":"2019-01-08T13:07:16","modified_gmt":"2019-01-08T13:07:16","slug":"new-horizons-explora-ultima-thule","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2019\/01\/04\/new-horizons-explora-ultima-thule\/","title":{"rendered":"New Horizons explora Ultima Thule"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sonda New Horizons da NASA passou por Ultima Thule nas primeiras horas do dia de Ano Novo, inaugurando a era da explora\u00e7\u00e3o da enigm\u00e1tica Cintura de Kuiper, uma regi\u00e3o de objetos primordiais que det\u00e9m a chave para entender as origens do Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os sinais que confirmaram que a nave est\u00e1 de boa sa\u00fade e tinha ocupado o seu armazenamento digital com dados cient\u00edficos de Ultima Thule chegaram ao centro de opera\u00e7\u00f5es da miss\u00e3o no Laborat\u00f3rio de F\u00edsica Aplicada Johns Hopkins, \u00e0s 15:29 de dia 1 (hora portuguesa), quase 10 horas depois da maior aproxima\u00e7\u00e3o da New Horizons pelo objeto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A New Horizons teve um desempenho como planeado, levando a cabo a explora\u00e7\u00e3o mais long\u00ednqua de um objeto na hist\u00f3ria da Humanidade- a 6,4 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros do Sol,&#8221; disse o investigador principal Alan Stern, do SwRI (Southwest Research Institute) em Boulder, no estado norte-americano da Calif\u00f3rnia. &#8220;Os dados que temos parecem fant\u00e1sticos e j\u00e1 estamos a aprender mais sobre Ultima Thule de perto. A partir daqui os dados v\u00e3o ficar cada vez melhores!&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas da miss\u00e3o New Horizons da NASA divulgaram as primeiras imagens detalhadas do objeto mais distante j\u00e1 explorado. A sua apar\u00eancia not\u00e1vel, diferente de tudo o que j\u00e1 vimos antes, ilumina os processos que constru\u00edram os planetas h\u00e1 4,5 mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este &#8216;flyby&#8217; \u00e9 uma conquista hist\u00f3rica,&#8221; disse Stern. &#8220;Nunca antes tinha uma nave espacial estudado um corpo t\u00e3o pequeno, a uma velocidade t\u00e3o elevada, t\u00e3o longe nos confins do Sistema Solar. A New Horizons estabeleceu um novo marco para a navega\u00e7\u00e3o espacial de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As novas imagens &#8211; obtidas a uma dist\u00e2ncia de 27.000 km &#8211; revelaram Ultima Thule como um &#8220;bin\u00e1rio de contacto&#8221;, consistindo de duas esferas ligadas. De ponta a ponta, mede 31 km. A equipa apelidou a esfera maior de &#8220;Ultima&#8221; (19 km de comprimento) e a mais pequena de &#8220;Thule&#8221; (14 km de comprimento).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa diz que as duas esferas provavelmente uniram-se logo no in\u00edcio da forma\u00e7\u00e3o do Sistema Solar, colidindo a uma velocidade n\u00e3o superior \u00e0 de um pequeno acidente entre dois autom\u00f3veis.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/ITcK9Aj.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/ITcK9Aj.png\" alt=\"\"\/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados recebidos j\u00e1 resolveram um dos mist\u00e9rios de Ultima Thule, mostrando que o objeto da Cintura de Kuiper gira como uma h\u00e9lice, com o eixo apontando aproximadamente na dire\u00e7\u00e3o da New Horizons. Isso explica porque, em imagens obtidas anteriormente, o seu brilho n\u00e3o parecia variar \u00e0 medida que girava. A equipa ainda n\u00e3o determinou o per\u00edodo de rota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, dos dados mais recentes recebidos fic\u00e1mos a saber:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>N\u00e3o existem evid\u00eancias de an\u00e9is ou sat\u00e9lites com mais de 1,6 km em \u00f3rbita de Ultima Thule;<\/li><li>N\u00e3o existem evid\u00eancias de uma atmosfera;<\/li><li>A cor de Ultima Thule coincide com a cor de mundos parecidos na Cintura de Kuiper, como determinado por medi\u00e7\u00f5es telesc\u00f3picas;<\/li><li>Os dois l\u00f3bulos de Ultima Thule &#8211; o primeiro bin\u00e1rio de contacto visitado na Cintura de Kuiper &#8211; s\u00e3o quase id\u00eanticos em termos de cor. Isto coincide com o que sabemos sobre sistemas bin\u00e1rios que ainda n\u00e3o entraram em contacto um com o outro, mas que orbitam, ao inv\u00e9s, um ponto gravitacional comum.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/pluto.jhuapl.edu\/Galleries\/Featured-Images\/pics800wide\/UT-blink_3d_a.gif\" alt=\"\"\/><figcaption> <br>Anima\u00e7\u00e3o do objeto da Cintura de Kuiper, Ultima Thule, composta por duas exposi\u00e7\u00f5es obtidas com 38 minutos de intervalo. As imagens foram captadas pelo LORRI \u00e0s 04:23 e 05:01 (UT) de dia 1 de janeiro de 2019, a 61.000 e 28.000 km, respetivamente, e com escalas de 310 metros e 140 metros por pixel.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JHUAPL\/SwRI <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A New Horizons \u00e9 como uma m\u00e1quina do tempo, levando-nos de volta ao nascimento do Sistema Solar. Estamos a ver uma representa\u00e7\u00e3o f\u00edsica do in\u00edcio da forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria, congelada no tempo,&#8221; comenta Jeff Moore, l\u00edder da equipa de Geologia e Geof\u00edsica da New Horizons. &#8220;O estudo de Ultima Thule est\u00e1 a ajudar-nos a entender como os planetas se formam &#8211; tanto aqueles no nosso Sistema Solar como aqueles em \u00f3rbita de outras estrelas da Via L\u00e1ctea.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sonda New Horizons continuar\u00e1 a transmitir imagens e outros dados nos pr\u00f3ximos dias e meses, completando o envio de todos os dados cient\u00edficos em 20 meses, com imagens de muito maior resolu\u00e7\u00e3o ainda por vir. Em 2015, a sonda come\u00e7ou a sua explora\u00e7\u00e3o da Cintura de Kuiper com uma passagem por Plut\u00e3o e pelas suas luas. Quase 13 anos ap\u00f3s o lan\u00e7amento, a sonda vai continuar a explorar a Cintura de Kuiper at\u00e9 pelo menos 2021. Os membros da equipa planeiam propor a explora\u00e7\u00e3o de ainda outro objeto da Cintura de Kuiper al\u00e9m de Ultima Thule.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"http:\/\/pluto.jhuapl.edu\/News-Center\/News-Article.php?page=20190101\">\/\/ JHUAPL &#8211; comunicado de imprensa<\/a><br><a href=\"http:\/\/pluto.jhuapl.edu\/News-Center\/News-Article.php?page=20190102\">\/\/ JHUAPL &#8211; comunicado de imprensa 2<\/a> <br><a href=\"http:\/\/pluto.jhuapl.edu\/News-Center\/News-Article.php?page=20190103\">\/\/ JHUAPL &#8211; comunicado de imprensa 3<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ultima Thule (2014 MU69):<br><\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/2014_MU69\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/ssd.jpl.nasa.gov\/sbdb.cgi?sstr=3713011#content\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>New Horizons:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/pluto.jhuapl.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/newhorizons\/main\/#.VIWgrdWsV8E\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/nasanewhorizons\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/New_Horizons\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sonda New Horizons da NASA passou por Ultima Thule nas primeiras horas do dia de Ano Novo, inaugurando a era da explora\u00e7\u00e3o da enigm\u00e1tica Cintura de Kuiper, uma regi\u00e3o de objetos primordiais que det\u00e9m a chave para entender as origens do Sistema Solar. 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