{"id":1499,"date":"2005-03-29T16:29:56","date_gmt":"2005-03-29T16:29:56","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1499"},"modified":"2017-04-10T16:31:23","modified_gmt":"2017-04-10T16:31:23","slug":"hale-bopp-o-cometa-que-nao-desiste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2005\/03\/29\/hale-bopp-o-cometa-que-nao-desiste\/","title":{"rendered":"Hale-Bopp: o cometa que n\u00e3o desiste"},"content":{"rendered":"<p>Oito anos depois do Cometa Hale-Bopp ter deslumbrado os astr\u00f3nomos \u00e0 medida que passava pelo Sistema Solar interior, esta &#8220;bola-de-neve suja&#8221; pode ainda ser detectada (com cerca de magnitude 20), embora esteja a 21 unidades astron\u00f3micas do Sol. No dia 8 de Janeiro, os astr\u00f3nomos do MIT Andrew S, Rivkin e Richard P. Binzel observaram o cometa com o telesc\u00f3pio Clay de 6.5 metros do Observat\u00f3rio Magalh\u00e3es no Chile.<\/p>\n<p align=\"justify\">Rivkin e Binzel estavam apontando para um momento especial &#8211; o cometa j\u00e1 teria arrefecido, a cauda j\u00e1 n\u00e3o deveria existir, e o n\u00facleo estaria ainda brilhante o suficiente para ser observado. &#8220;N\u00e3o existem muitos espectros de n\u00facleos comet\u00e1rios,&#8221; diz Rivkin. S\u00e3o dif\u00edceis de capturar porque o nucleo permanece obscurecido uma vez que os cometas desenvolvam as suas caudas. N\u00e3o encontraram o que estavam \u00e0 procura. &#8220;Quando tent\u00e1mos observar o n\u00facleo&#8221;, diz Rivkin, &#8220;aquilo tinha uma cauda!&#8221;<\/p>\n<p align=\"justify\">Embora n\u00e3o pudessem observar o n\u00facleo, as observa\u00e7\u00f5es levantaram uma importante quest\u00e3o: porque \u00e9 que o Hale-Bopp ainda est\u00e1 activo? &#8220;Hale-Bopp est\u00e1 a comportar-se como um normal e brilhante cometa de longo-per\u00edodo,&#8221; diz Paul R. Weissman (NASA\/Jet Propulsion Laboratory). &#8220;Os cometas de longo-per\u00edodo permanecem activos t\u00e3o longe que nunca podemos dizer com certeza que estamos a olhar apenas para um n\u00facleo.&#8221;<\/p>\n<p align=\"justify\">Weismann diz que os cometas do tipo do Hale-Bopp t\u00eam muito mais gelos vol\u00e1teis perto das suas superf\u00edcies que os de curto-per\u00edodo, o que pode contribuir para esta actividade a dist\u00e2ncias muito maiores. &#8220;N\u00e3o \u00e9 surpreendente, agora que o cometa esteja longe do Sol, que exista ainda energia suficiente para sublimar o CO (mon\u00f3xido de carbono) gelado, mesmo se estiver enterrado por baixo da superf\u00edcie imediata,&#8221; acrescenta. Mesmo na sua aproxima\u00e7\u00e3o do peri\u00e9lio, demora algum tempo para o calor do Sol penetrar no meio do n\u00facleo.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8220;\u00c9 tal como grelhar um bife &#8211; quando mais tempo o cozinharmos, mais quente fica o seu interior,&#8221; diz Weismann.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oito anos depois do Cometa Hale-Bopp ter deslumbrado os astr\u00f3nomos \u00e0 medida que passava pelo Sistema Solar interior, esta &#8220;bola-de-neve suja&#8221; pode ainda ser detectada (com cerca de magnitude 20), embora esteja a 21 unidades astron\u00f3micas do Sol. No dia 8 de Janeiro, os astr\u00f3nomos do MIT Andrew S, Rivkin e Richard P. 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