{"id":1474,"date":"2005-03-08T16:05:17","date_gmt":"2005-03-08T16:05:17","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1474"},"modified":"2017-04-10T16:09:18","modified_gmt":"2017-04-10T16:09:18","slug":"estudo-revela-a-estrela-mais-pequena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2005\/03\/08\/estudo-revela-a-estrela-mais-pequena\/","title":{"rendered":"Estudo revela a estrela mais pequena"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\">Segundo um estudo, a estrela mais pequena jamais detectada foi descoberta numa pequisa por planetas extrasolares. Os astr\u00f3nomos dizem que o achado sublinha a necessidade de cuidadosamente confirmar as detec\u00e7\u00f5es de &#8220;planetas&#8221; em futuras miss\u00f5es espaciais.<\/p>\n<p align=\"justify\">A estrela era um dos quase 200 objectos detectados passando em frente &#8211; ou transitando &#8211; uma companheira estelar mais brilhante durante a busca por planetas OGLE no Chile. Uma vez por semana, o pequeno objecto, chamado OGLE-TR-122b, passa em frente duma estrela do tipo do Sol chamada OGLE-TR-122, diminuindo a quantidade de luz que chega \u00e0 Terra por 1.5%.<\/p>\n<p align=\"justify\">Esta diminui\u00e7\u00e3o no brilho permitiu aos astr\u00f3nomos calcularem com precis\u00e3o o tamanho do pequeno objecto &#8211; \u00e9 apenas 16% maior que J\u00fapiter. Isto \u00e9 um tamanho menor que alguns planetas conhecidos para l\u00e1 do nosso Sistema Solar &#8211; ou exoplanetas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mas a identidade de 122b como uma estrela s\u00f3 foi revelada quando uma equipa liderada por Frederic Pont do Observat\u00f3rio de Genebra, Sui\u00e7a, observou 60 destes objectos mais cuidadosamente com o VLT no Chile.<\/p>\n<p align=\"justify\">Usaram o telesc\u00f3pio para estudar o espectro da estrela maior, que oscila para tr\u00e1s e para a frente devido ao puxo gravitacional do objecto mais pequeno. O relativamente insignificante corpo tem 96 vezes a massa de J\u00fapiter &#8211; acima do limite de 75 massas de J\u00fapiter necess\u00e1rias para se tornar numa genu\u00edna estrela, que tamb\u00e9m tem que queimar hidrog\u00e9nio.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8220;Esta \u00e9 a primeira vez que encontramos uma estrela com um raio compar\u00e1vel ao de um planeta,&#8221; diz o membro da equipa Claudio Melo do Observat\u00f3rio Europeu do Sul em Santiago, Chile.<\/p>\n<p align=\"justify\">A maioria dos 145 planetas at\u00e9 agora descobertos para l\u00e1 do nosso Sistema Solar foram encontrados devido \u00e0s oscila\u00e7\u00f5es gravitacionais, uma t\u00e9cnica que providencia uma estimativa das suas massas. Por isso Melo diz que as suas categorias como planetas n\u00e3o est\u00e3o em d\u00favida.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mas as futuras miss\u00f5es espaciais, tal como a Europeia Corot, a ser lan\u00e7ada em 2006, e a miss\u00e3o Kepler da NASA, em 2007, ir\u00e3o procurar exoplanetas simplesmente ao pesquisar tr\u00e2nsitos, ou diminui\u00e7\u00f5es de brilho, sem terem em conta a massa.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8220;Com base apenas nas curvas da luz, n\u00e3o podemos dizer o que estamos a observar,&#8221; diz Melo. &#8220;Quando essas miss\u00f5es espaciais forem lan\u00e7adas, precisamos de fazer medi\u00e7\u00f5es espectrosc\u00f3picas a partir da Terra para confirmar a natureza do objecto em tr\u00e2nsito.&#8221;<\/p>\n<p align=\"justify\">A pequena estrela provavelmente come\u00e7ou a sua vida h\u00e1 uns quantos milhares de milh\u00f5es de anos &#8211; condensando-se a partir de uma relativamente pequena nuvem de g\u00e1s. Mas n\u00e3o \u00e9 a estrela menos massiva j\u00e1 encontrada. Esse recorde vai para uma estrela com apenas 93 vezes a massa de J\u00fapiter, que foi anunciado em Janeiro passado por uma equipa liderada por Laird M. Close da Universidade do Arizona, EUA. Mas essa estrela n\u00e3o passa em frente da sua companheira maior, a partir do ponto de vista da Terra, por isso o seu tamanho n\u00e3o \u00e9 conhecido com precis\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mas Melo diz que a F\u00edsica estabelece um limite &#8211; com base no grau com que a mat\u00e9ria pode ser amontoada &#8211; para a estrela com o menor tamanho poss\u00edvel. &#8220;N\u00e3o penso que iremos encontrar estrelas cujo raio seja muito mais pequeno que a que estamos a observar agora,&#8221; acrescenta.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ele espera que as pesquisas por planetas extrasolares revelem dentro de pouco tempo uma an\u00e3 castanha em tr\u00e2nsito, um tipo de objecto que preenche a posi\u00e7\u00e3o entre os planetas e as estrelas. Entre 13 e 75 vezes a massa de J\u00fapiter, as an\u00e3s castanhas n\u00e3o s\u00e3o massivas o suficiente para queimar hidrog\u00e9nio tal como as estrelas, mas algumas observa\u00e7\u00f5es apontam no sentido de n\u00e3o se formarem como os planetas, a partir dos discos de material em torno das estrelas.<\/p>\n<p align=\"justify\">O tr\u00e2nsito de uma an\u00e3 castanha daria uma medi\u00e7\u00e3o precisa da sua massa e do seu tamanho f\u00edsico. Diz Melo: &#8220;Seria interessante saber se o nosso conhecimento da estrutura interna das an\u00e3s castanhas seria ou n\u00e3o validado pelas observa\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo um estudo, a estrela mais pequena jamais detectada foi descoberta numa pequisa por planetas extrasolares. Os astr\u00f3nomos dizem que o achado sublinha a necessidade de cuidadosamente confirmar as detec\u00e7\u00f5es de &#8220;planetas&#8221; em futuras miss\u00f5es espaciais. 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