{"id":1471,"date":"2005-03-04T16:00:19","date_gmt":"2005-03-04T16:00:19","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1471"},"modified":"2017-04-10T16:04:43","modified_gmt":"2017-04-10T16:04:43","slug":"descoberto-o-ate-agora-mais-distante-enxame-galactico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2005\/03\/04\/descoberto-o-ate-agora-mais-distante-enxame-galactico\/","title":{"rendered":"Descoberto o at\u00e9 agora mais distante enxame gal\u00e1ctico"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\">Os astr\u00f3nomos descobriram o enxame gal\u00e1ctico mais distante jamais observado &#8211; e tem uma surpreendente parecen\u00e7a com aqueles mais pr\u00f3ximos. A t\u00e9cnica usada para descobrir o enxame promete descobertas futuras a dist\u00e2ncias similares, que poder\u00e3o ajudar a aperfei\u00e7oar os modelos cosmol\u00f3gicos.<\/p>\n<p align=\"justify\">O enxame gal\u00e1ctico situa-se a 9 mil milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia. Bate o anterior recorde de 8.5 mil milh\u00f5es de anos-luz &#8211; um salto que representa uma &#8220;importante frac\u00e7\u00e3o na vida de uma gal\u00e1xia&#8221;, diz Christopher Mullis, da Universidade de Michigan em Ann Arbor, EUA, l\u00edder da equipa de cientistas.<\/p>\n<p align=\"justify\">As primeiras gal\u00e1xias do Universo ter\u00e3o sido provavelmente formadas umas quantas centenas de milh\u00f5es de anos depois do Big-Bang. Depois come\u00e7aram a aglomerar-se em &#8220;proto-enxames&#8221;, ou grupos de algumas centenas, em mais ou menos mil milh\u00f5es de anos. O rec\u00e9m-descoberto enxame, que poder\u00e1 albergar milhares de gal\u00e1xias, parece ter come\u00e7ado a crescer quando o Universo teria 2.5 mil milh\u00f5es de anos e terminado mais ou menos 2 mil milh\u00f5es de anos depois.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na altura, j\u00e1 seria extremamente massivo. Apenas objectos colossais poder\u00e3o conter o g\u00e1s de 70 milh\u00f5es de graus detectado pelos astr\u00f3nomos. O g\u00e1s \u00e9 aquecido \u00e0 medida que as gal\u00e1xias se aproximam umas das outras. Imagens tiradas pelo telesc\u00f3pio europeu XMM-Newton, lan\u00e7ado para estudar os raios-X em 1999, tamb\u00e9m revelou que o g\u00e1s tomou uma forma esf\u00e9rica &#8211; sugerindo uma gorda idade m\u00e9dia.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8220;Pens\u00e1vamos que estes objectos seriam mais jovens,&#8221; diz Mullis. &#8220;Mas este parece ser muito antigo.&#8221;<\/p>\n<p align=\"justify\">Richard Mushotzky, um especialista em enxames gal\u00e1cticos do Centro Aeroespacial Goddard da NASA em Greenbelt, Maryland, concorda. &#8220;Encontrar tais massivos e evolu\u00eddos sistemas a uma t\u00e3o grande dist\u00e2ncia \u00e9 algo um pouco inesperado,&#8221; afirma. E acrescenta que as simula\u00e7\u00f5es computacionais mostram que tais sistemas s\u00e3o raros.<\/p>\n<p align=\"justify\">De facto, apenas outros cinco enxames foram encontrados a uma dist\u00e2ncia superior a 7.5 mil milh\u00f5es de anos-luz, comparados com os 1000 a 3.5 mil milh\u00f5es de anos-luz da Terra. Isto resulta no facto do Universo n\u00e3o ter ainda desenvolvido estruturas t\u00e3o gigantescas h\u00e1 7.5 mil milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, bem como na \u00e1rdua tarefa de observar objectos t\u00e3o t\u00e9nues, diz Mullis.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mas ele e seus colegas desenvolveram uma t\u00e9cnica que torna a sua observa\u00e7\u00e3o muito mais f\u00e1cil. Correram imagens do arquivo do XMM-Newton por um software que escolhe enxames candidatos ao pesquisar por grandes e difusas fontes de raios-X.<\/p>\n<p align=\"justify\">A seguir, registam relativamente depressa imagens de cerca de 30 candidatos por filtros azuis e vermelhos no VLT no Chile. Devido \u00e0 expans\u00e3o acelerada do Universo esticar a luz para o lado de comprimentos de onda mais avermelhados, escolhem apenas os objectos mais &#8220;vermelhos&#8221; para estudo posterior, pois estes dever\u00e3o ser os mais distantes e antigos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Um enxame, chamado XMMU J2235.3-2557, parece ser quase &#8220;incrivelmente distante,&#8221; diz Mullis. Observa\u00e7\u00f5es seguintes de doze das suas gal\u00e1xias mais brilhantes mostram que se encontram a 9 mil milh\u00f5es de anos-luz.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8220;A relativa facilidade com que estes autores obteram os resultados \u00e9 espantosa,&#8221; diz Mushotzky. Acrescenta que o resultado \u00e9 excitante porque &#8220;representa o primeiro passo na direc\u00e7\u00e3o da descoberta de objectos at\u00e9 ainda mais distantes&#8221;.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mullis concorda e ir\u00e1 usar a t\u00e9cnica para procurar mais enxames. O n\u00famero de enxames encontrados poder\u00e1 providenciar um aperfei\u00e7oamento dos modelos cosmol\u00f3gicos, incluindo daqueles que dizem respeito \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias.<\/p>\n<p align=\"justify\">O estudo de XMMU J2235.3-2557 ir\u00e1 aparecer numa edi\u00e7\u00e3o futura do &#8220;Astrophysical Journal&#8221;.<\/p>\n<p align=\"justify\">Numa <a href=\"http:\/\/www.universetoday.com\/am\/publish\/spitzer_hidden_galaxies.html?232005\" target=\"_blank\">outra not\u00edcia<\/a>, o telesc\u00f3pio Spitzer da NASA descobre gal\u00e1xias extremamente brilhantes escondidas a mais de 11 mil milh\u00f5es de anos-luz da Terra:<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os astr\u00f3nomos descobriram o enxame gal\u00e1ctico mais distante jamais observado &#8211; e tem uma surpreendente parecen\u00e7a com aqueles mais pr\u00f3ximos. 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