{"id":1444,"date":"2005-02-15T17:20:28","date_gmt":"2005-02-15T17:20:28","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1444"},"modified":"2017-02-22T17:23:55","modified_gmt":"2017-02-22T17:23:55","slug":"antigo-tsunami-baralhou-registos-fosseis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2005\/02\/15\/antigo-tsunami-baralhou-registos-fosseis\/","title":{"rendered":"Antigo tsunami baralhou registos f\u00f3sseis"},"content":{"rendered":"<p>Uma das \u00faltimas objec\u00e7\u00f5es contra a ideia que um aster\u00f3ide matou os dinossauros foi finalmente provada. O gigante tsunami causado pelo impacto poder\u00e1 ter deslocado os f\u00f3sseis, explicando alguns estranhos achados, sugerindo que o aster\u00f3ide e a extin\u00e7\u00e3o em massa n\u00e3o tinham rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os ge\u00f3logos h\u00e1 muito que discutem que o per\u00edodo Cret\u00e1ceo chegou ao fim quando um aster\u00f3ide com 10 km de di\u00e2metro impactou no Golfo do M\u00e9xico, perto da costa de Yucatan. Esse ponto na hist\u00f3ria tem um sinal de &#8220;desastre global&#8221; &#8211; extin\u00e7\u00f5es em massa, uma gigante cratera, detritos de impacto e vest\u00edgios de ir\u00eddio t\u00edpico de um aster\u00f3ide. No entanto, os f\u00f3sseis do fim do Cret\u00e1ceo t\u00eam sido encontrados acima das camadas de rochas ligadas ao impacto do aster\u00f3ide, e Gerta Keller da Universidade de Princeton tem usado estas provas para afirmar que a extin\u00e7\u00e3o veio mais ou menos 300,000 anos depois do impacto.<\/p>\n<p align=\"justify\">Agora, Tim Lawton, da Universidade do Novo M\u00e9xico em Las Cruces e seus colegas, mostraram que os registos fossilizados podem ter sido arrastados pelo tsunami que se seguiu ao impacto. Provas mais antigas indicam que o tsunami poderia ter tido 150 metros de altura, transportando \u00e1gua at\u00e9 300 km para dentro de terra.<\/p>\n<p align=\"justify\">A equipa de Lawton estudou rochas na bacia de La Popa no Nordeste do M\u00e9xico e encontrou dep\u00f3sitos sedimentares que cont\u00eam uma mistura de detritos do impacto do aster\u00f3ide e f\u00f3sseis de variados organismos que viveram em ambientes d\u00edspares. &#8220;S\u00e3o organismos que n\u00e3o viveram juntos originalmente,&#8221; diz Lawton.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os dep\u00f3sitos incluem ostras de ba\u00edas, carac\u00f3is de p\u00e2ntanos e algas que flutuam em mar aberto, em conjunto com detritos de impacto tais como rocha derretida solidificada, diz Lawton. \u00c0 medida que as \u00e1guas retrocediam, estas provas permaneciam onde estavam. A equipa afirma que o tsunami pode tamb\u00e9m ter alterado os registos f\u00f3sseis noutros locais, explicando o porqu\u00ea destes acabarem por cima dos detritos do impacto do aster\u00f3ide. Keller, no entanto, continua n\u00e3o convencido que o tsunami formou o dep\u00f3sito ou que aconteceu no fim do per\u00edodo Cret\u00e1ceo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das \u00faltimas objec\u00e7\u00f5es contra a ideia que um aster\u00f3ide matou os dinossauros foi finalmente provada. O gigante tsunami causado pelo impacto poder\u00e1 ter deslocado os f\u00f3sseis, explicando alguns estranhos achados, sugerindo que o aster\u00f3ide e a extin\u00e7\u00e3o em massa n\u00e3o tinham rela\u00e7\u00e3o. Os ge\u00f3logos h\u00e1 muito que discutem que o per\u00edodo Cret\u00e1ceo chegou ao &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1445,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[156],"tags":[285],"class_list":["post-1444","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-diversos","tag-extincao-dinossauros"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1444","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1444"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1444\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1446,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1444\/revisions\/1446"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1445"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1444"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1444"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1444"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}