{"id":1382,"date":"2004-12-03T17:32:25","date_gmt":"2004-12-03T17:32:25","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1382"},"modified":"2017-02-20T17:34:37","modified_gmt":"2017-02-20T17:34:37","slug":"origem-do-sistema-solar-revista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2004\/12\/03\/origem-do-sistema-solar-revista\/","title":{"rendered":"Origem do Sistema Solar revista"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\">O limite exterior do nosso sistema solar pode ter sido delimitado h\u00e1 muito tempo pelo contacto com outra estrela, o que ter\u00e1 quebrado a estrutura inicial dos dois sistemas planet\u00e1rios em forma\u00e7\u00e3o, o que a ter ocorrido poder\u00e1 inclusivamente ter colocado planetas estranhos no nosso sistema.<\/p>\n<p align=\"justify\">Este cen\u00e1rio foi criado para descrever determinados fen\u00f3menos estranhos que se observam no sistema solar, mas assenta na especula\u00e7\u00e3o sobre observa\u00e7\u00f5es reais. As modela\u00e7\u00f5es em computador sugerem uma gama bastante grande de poss\u00edveis resultados para uma tal interac\u00e7\u00e3o que ter\u00e1 ocorrido pouco depois do in\u00edcio da forma\u00e7\u00e3o, h\u00e1 4500 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Este estudo foi apresentado \u00e0 revista <em>Nature<\/em> que a publicou na edi\u00e7\u00e3o de 2 de Dezembro (Vol.432, pp.592-602), num artigo de Scott Kenyon e Benjamin Bromley intitulado &#8220;<em>Stellar encounters as the origin of distant Solar System objects in highly eccentric orbits <\/em>&#8221; .<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8220;\u00c9 poss\u00edvel que alguns objectos do nosso sistema solar tenham, de facto, sido formados \u00e0 volta de uma outra estrela&#8221;, disse Scott Kenyon do Smithsonian Astrophysical Observatory.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Caos inicial<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">N\u00e3o existe qualquer evid\u00eancia firme de que o Sol tenha interagido inicialmente com outra estrela, mas muitos astr\u00f3nomos pensam que o Sol ter\u00e1 nascido num enxame compacto de estrelas que nasceram da mesma nuvem molecular. O Sol ter\u00e1 sido uma das primeiras estrelas expulsas do enxame logo que se come\u00e7ou a verificar a relaxa\u00e7\u00e3o do mesmo .<\/p>\n<p align=\"justify\">Durante o in\u00edcio ca\u00f3tico da forma\u00e7\u00e3o do sistema solar \u00e9 conceb\u00edvel que o Sol tenha passado muito pr\u00f3ximo de uma das companheiras do enxame. Diversos estudos t\u00eam usado esta interac\u00e7\u00e3o para explicar o sistema solar e a forma como os planetas se formam.<\/p>\n<p align=\"justify\">O novo modelo computacional mostra como os novos planetas de \u00f3rbita quase circular em torno do Sol poder\u00e3o ter sido puxados para \u00f3rbitas elongadas colocando-os t\u00e3o longe do Sol que n\u00e3o podem ser visualizados com os actuais telesc\u00f3pios. Esta intera\u00e7\u00e3o ter\u00e1 tamb\u00e9m provocado a quase inexist\u00eancia de objectos entre a Cintura de Kuiper e a Nuvem de Oort.<\/p>\n<p align=\"justify\">Um aspecto que refor\u00e7a o modelo proposto foi a descoberta de Sedna durante o ano passado. Tem uma \u00f3rbita t\u00e3o elongada que projecta o planeta completamente para fora da Cintura de Kuiper. Embora n\u00e3o se saiba exactamente o que criou aquele tra\u00e7ado de \u00f3rbita, suspeita-se agora que existir\u00e3o outros com \u00f3rbitas similares ou at\u00e9 mais exc\u00eantricas que poder\u00e3o ter resultado da interac\u00e7\u00e3o com outra estrela passando pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Kenyon e o seu colega, Benjamin Bromley da Universidade do Utah, expressam a ideia com alguns n\u00fameros. Pensam que a interac\u00e7\u00e3o ter\u00e1 ocorrido quando o Sol tinha pelo menos 30 milh\u00f5es de anos de idade, mas n\u00e3o mais de 200 milh\u00f5es de anos. A estela vizinha aproximou-se a uma dist\u00e2ncia entre 22,5 e 50,5 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros (150 a 200 UA) o que ter\u00e1 provocado a disrup\u00e7\u00e3o da Cintura de Kuiper sem afectar significativamente os planetas interiores.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Troca de materiais rochosos<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">A gravidade da estrela que passava ter\u00e1 puxado para ela algumas pedras do nosso sistema solar, o mesmo acontecendo em sentido oposto. Esta explica\u00e7\u00e3o resolve dois mist\u00e9rios de uma vez. Por um lado explica \u00f3rbita do planeta Sedna e por outro, o fim abrupto da Cintura de Kuiper.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mas outras formas de colocar o Sedna naquela \u00f3rbita, alerta Mike Brown, o astr\u00f3nomo do Caltech que coordenou a descoberta de Sedna. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel que o Sedna tenha sido posto naquela \u00f3rbita por um planeta de tamanho terrestre que agora j\u00e1 n\u00e3o se encontre na Cintura de Kuiper.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8220;The difficulty, of course, is that with but one single object we can come up with a large number of plausible ways to get it there, but we have no way of proving any one of them,&#8221; Brown said. &#8220;The solution is to go out and find more of these distant objects.&#8221;<\/p>\n<p align=\"justify\">A anima\u00e7\u00e3o simulada da interac\u00e7\u00e3o do Sol com outra estrela pode ser vista nesta <a href=\"http:\/\/cfa-www.harvard.edu\/~kenyon\/pf\/sedna\/sedna-ani.html\" target=\"_blank\">anima\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O limite exterior do nosso sistema solar pode ter sido delimitado h\u00e1 muito tempo pelo contacto com outra estrela, o que ter\u00e1 quebrado a estrutura inicial dos dois sistemas planet\u00e1rios em forma\u00e7\u00e3o, o que a ter ocorrido poder\u00e1 inclusivamente ter colocado planetas estranhos no nosso sistema. 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