{"id":1372,"date":"2004-11-23T16:20:17","date_gmt":"2004-11-23T16:20:17","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1372"},"modified":"2017-02-20T16:23:02","modified_gmt":"2017-02-20T16:23:02","slug":"seguindo-os-passos-das-pioneer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2004\/11\/23\/seguindo-os-passos-das-pioneer\/","title":{"rendered":"Seguindo os passos das Pioneer"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\">Ser\u00e1 que o estranho comportamento das sondas Pioneer no limite do sistema solar revela novas leis da F\u00edsica? Os cientistas esperam que uma miss\u00e3o ao espa\u00e7o profundo responda a esta quest\u00e3o. Mesmo que n\u00e3o haja nenhuma revolu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, dizem que os resultados ser\u00e3o vitais para os engenheiros constru\u00edrem futuras sondas que t\u00eam o espa\u00e7o profundo como seu destino.<\/p>\n<p align=\"justify\">As Pioneer 10 e 11 foram lan\u00e7adas em 1972 e 73 respectivamente, com o objectivo de explorar J\u00fapiter e Saturno. Depois dos seus estudos terem acabado, continuaram a navegar em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 fronteira do Sistema Solar.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mas desde meados de 1980, quando passaram a \u00f3rbita de Urano, os sinais de r\u00e1dio que enviaram para a Terra alteraram-se para comprimentos de onda progressivamente mais baixos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Isto implica que as sondas est\u00e3o a desacelerar muito ligeiramente na sua viagem. No entanto, ningu\u00e9m sabe porque \u00e9 que isto est\u00e1 a acontecer.<\/p>\n<p align=\"justify\">Pode at\u00e9 ser algum imprevisto efeito gerado pelas pr\u00f3prias sondas, talvez devido a fugas de combust\u00edvel dos motores, por exemplo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mas se n\u00e3o \u00e9 este o caso, ent\u00e3o esta desacelera\u00e7\u00e3o (de nome anomalia Pioneer) poder\u00e1 apontar para uma falha na nossa compreens\u00e3o dos princ\u00edpios fundamentais da F\u00edsica. Poder\u00e1 revelar a influ\u00eancia de uma nova for\u00e7a, ou talvez de um novo tipo de mat\u00e9ria.<\/p>\n<p align=\"justify\">Este seria um achado revolucion\u00e1rio. Mas at\u00e9 a mais mundana explica\u00e7\u00e3o de um efeito instrumental a bordo seria muito importante, diz Slava Turyshev dos Laborat\u00f3rios JPL da NASA em Pasadena, Calif\u00f3rnia, porque for\u00e7aria os engenheiros espacias a repensar os seus m\u00e9todos para a precisa navega\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Enviar uma miss\u00e3o atr\u00e1s das sondas Pioneer poder\u00e1 permitir aos cientistas a confirma\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o da anomalia Pioneer, e a exclus\u00e3o de algumas explica\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas. Turyshev e seus colegas discutem este plano.<\/p>\n<p align=\"justify\">A miss\u00e3o teria que ter uma navega\u00e7\u00e3o extremamente precisa, e instrumentos que pudessem detectar a t\u00e9nue desacelera\u00e7\u00e3o e potenciais causas, tais como fugas de g\u00e1s. E para saber esta resposta nas pr\u00f3ximas duas d\u00e9cadas teria que ser uma sonda r\u00e1pida, uma mais veloz que a Cassini, actualmente em \u00f3rbita de Saturno. Este planeta encontra-se apenas a metade da dist\u00e2ncia at\u00e9 Urano, mas mesmo assim levou 7 anos at\u00e9 o alcan\u00e7ar.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em vez de se basear em motores a combust\u00edvel convencionais, a sonda poder\u00e1 usar os sistemas de propuls\u00e3o mais r\u00e1pidos que est\u00e3o a ser investigados pela NASA e pela Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA), que envolvem energia nuclear.<\/p>\n<p align=\"justify\">A primeira destas sondas dever\u00e1 ser a \u00abJupiter Icy Moons Orbiter\u00bb da NASA, a ser lan\u00e7ada em 2015. Mas os cientistas afirmam que nenhuma das miss\u00f5es actualmente propostas poder\u00e1 estudar a anomalia Pioneer, dado que n\u00e3o ter\u00e3o nem um sistema de navega\u00e7\u00e3o nem instrumentos t\u00e3o precisos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Por isso os pesquisadores discutem agora a ideia de uma sonda com base nas li\u00e7\u00f5es aprendidas nas miss\u00f5es Pioneer, em que v\u00e1rios acidentes de constru\u00e7\u00e3o tornaram poss\u00edvel a precisa detec\u00e7\u00e3o dos movimentos das sondas.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8220;Pode ser desenvolvida em cinco anos e ser lan\u00e7ada na pr\u00f3xima d\u00e9cada,&#8221; dizem.<\/p>\n<p align=\"justify\">Embora Turyshev preferisse uma sonda apenas dedicada ao estudo desta anomalia, admite que adicionar outros instrumentos a miss\u00f5es j\u00e1 planeadas dever\u00e1 ser uma op\u00e7\u00e3o mais realista, que poder\u00e1 custar at\u00e9 70 milh\u00f5es de d\u00f3lares. &#8220;Acredito que um pacote de instrumentos adicional ir\u00e1 definitivamente estar a bordo de uma das pr\u00f3ximas miss\u00f5es,&#8221; afirma.<\/p>\n<p align=\"justify\">David Southwood, director do programa cient\u00edfico da ESA, confirma que a anomalia Pioneer \u00e9 importante. &#8220;A ESA tenta sempre trazer os fundamentos da F\u00edsica at\u00e9 \u00e0 generalidade da ci\u00eancia espacial,&#8221; acrescenta.<\/p>\n<p align=\"justify\">As duas sondas Pioneer est\u00e3o agora distantes demais para as suas fracas comunica\u00e7\u00f5es atingirem a Terra. A \u00faltima vez que se ouviu a Pioneer 10 foi no princ\u00edpio de 2003, e encontra-se agora a mais de 12 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros do Planeta Azul. Est\u00e1 navegando na direc\u00e7\u00e3o da gigante vermelha Aldebar\u00e3 da constela\u00e7\u00e3o do Touro, mas s\u00f3 l\u00e1 chegar\u00e1 daqui a 2 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ser\u00e1 que o estranho comportamento das sondas Pioneer no limite do sistema solar revela novas leis da F\u00edsica? Os cientistas esperam que uma miss\u00e3o ao espa\u00e7o profundo responda a esta quest\u00e3o. Mesmo que n\u00e3o haja nenhuma revolu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, dizem que os resultados ser\u00e3o vitais para os engenheiros constru\u00edrem futuras sondas que t\u00eam o espa\u00e7o profundo &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1373,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,16],"tags":[259,257,258],"class_list":["post-1372","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","category-sondas-missoes-espaciais","tag-anomalia-pioneer","tag-pioneer-10","tag-pioneer-11"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1372","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1372"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1372\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1374,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1372\/revisions\/1374"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1373"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1372"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1372"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1372"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}