{"id":1364,"date":"2004-11-16T16:05:46","date_gmt":"2004-11-16T16:05:46","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1364"},"modified":"2017-02-20T16:07:40","modified_gmt":"2017-02-20T16:07:40","slug":"europa-alcanca-a-lua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2004\/11\/16\/europa-alcanca-a-lua\/","title":{"rendered":"Europa alcan\u00e7a a Lua"},"content":{"rendered":"<p>Foi uma longa viagem, mas a primeira miss\u00e3o lunar da Europa est\u00e1 finalmente a aproximar-se do seu objectivo. A sonda SMART-1, lan\u00e7ada pela Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA) a 27 de Setembro de 2003, entrou ontem em \u00f3rbita da Lua.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em Janeiro, a sonda ir\u00e1 come\u00e7ar o seu primeiro estudo detalhado em raios-X da superf\u00edcie da Lua, dando aos cientistas pistas sobre a sua composi\u00e7\u00e3o e idade. Este mapa geol\u00f3gico ir\u00e1 ajudar a estabelecer exactamente como \u00e9 que a Lua se formou.<\/p>\n<p align=\"justify\">Com o tamanho de uma m\u00e1quina de lavar lou\u00e7a dom\u00e9stica, a SMART-1 usa um inovador sistema de propuls\u00e3o. Transporta pain\u00e9is solares que convertem a luz do Sol em electricidade, que \u00e9 usada para separar os electr\u00f5es dos \u00e1tomos de x\u00e9non. Isto gera i\u00f5es carregados que s\u00e3o acelerados por um campo magn\u00e9tico e ejectados da parte traseira da sonda, produzindo um leve impulso equivalente ao peso de duas moedas de 5 c\u00eantimos na palma da m\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8220;Esta \u00e9 primeira vez que uma sonda usa a populs\u00e3o a i\u00f5es para escapar da Terra,&#8221; diz Bernard Foing, o l\u00edder da equipa da SMART-1 do departamento de Ci\u00eancia Espacial da ESA em Noordwijk, Holanda.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os motores convencionais baseiam-se em reac\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas que geram g\u00e1s que empurra a sonda para a frente \u00e0 medida que este \u00e9 espelido pelo motor, da mesma maneira que um bal\u00e3o ir\u00e1 voar pela sala de um anivers\u00e1rio. Mas no espa\u00e7o, massa significa dinheiro. Onde os motores qu\u00edmicos devem carregar duas subst\u00e2ncias combust\u00edveis para reagirem juntas (regularmente hidrog\u00e9nio e oxig\u00e9nio), o motor de i\u00f5es da SMART-1 apenas leva x\u00e9non, tornando-se mais leve e mais barata.<\/p>\n<p align=\"justify\">O sucesso da SMART-1 (que significa &#8220;Small Missions for Advanced Research in Technology&#8221;) em chegar \u00e0 Lua provou que as futuras naves espaciais poder\u00e3o usar os mesmos motores para chegar a Merc\u00fario e Marte, diz Foing.<\/p>\n<p align=\"justify\">A SMART-1 ainda tem muito que fazer durante os dois anos que ir\u00e1 passar a orbitar a Lua. O seu &#8220;Demonstration Compact Imaging X-ray Spectrometer&#8221; (D-CIXS) ir\u00e1 fazer um mapa qu\u00edmico da superf\u00edcie lunar, que dever\u00e1 revelar se a Lua foi ou n\u00e3o parte da Terra.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8220;Ainda n\u00e3o sabemos se a Terra e a Lua vieram do mesmo lugar,&#8221; diz Manuel Grande, cientista espacial do Laborat\u00f3rio Rutherford Appleton perto de Oxford, Gr\u00e3-Bretanha, respons\u00e1vel pelo D-CIXS. Muitos cientistas acreditam que a Lua foi formada depois de uma gigantesca colis\u00e3o entre um objecto com o tamanho de Marte e a Terra h\u00e1 cerca de 4.6 mil milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. A compara\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre os diferentes elementos qu\u00edmicos na Lua e na Terra dever\u00e1 confirmar esta teoria, diz Grande.<\/p>\n<p align=\"justify\">A SMART-1 tamb\u00e9m transporta uma c\u00e2mara de alta-resolu\u00e7\u00e3o que ir\u00e1 fotografar potenciais locais de aterragem para futuros exploradores rob\u00f3ticos ou at\u00e9 humanos. E tamb\u00e9m ir\u00e1 procurar gelo nas crateras do p\u00f3lo Sul da Lua, usando um espect\u00f3metro de infravermelho. &#8220;Estas crateras j\u00e1 n\u00e3o v\u00eam o Sol h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos,&#8221; diz Grande, que acrescenta que este gelo ser\u00e1 um recurso vital para uma futura base lunar.<\/p>\n<p align=\"justify\">A sonda, que custou 110 milh\u00f5es de Euros, pesa 370 kg, e demorou muitas \u00f3rbitas espirais \u00e0 volta da Terra at\u00e9 ganhar velocidade suficiente para alcan\u00e7ar a Lua. A sua viagem \u00e9pica de 80 milh\u00f5es de quil\u00f3metros durou 13 meses, comparada com os quatro dias que a tripula\u00e7\u00e3o da Apollo 11 levou para completar a viagem de 400,000 quil\u00f3metros at\u00e9 aterrar em seguran\u00e7a pela primeira vez em solo lunar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi uma longa viagem, mas a primeira miss\u00e3o lunar da Europa est\u00e1 finalmente a aproximar-se do seu objectivo. A sonda SMART-1, lan\u00e7ada pela Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA) a 27 de Setembro de 2003, entrou ontem em \u00f3rbita da Lua. 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