{"id":1361,"date":"2004-11-16T16:03:23","date_gmt":"2004-11-16T16:03:23","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1361"},"modified":"2017-02-20T16:05:22","modified_gmt":"2017-02-20T16:05:22","slug":"marte-metano-e-cientistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2004\/11\/16\/marte-metano-e-cientistas\/","title":{"rendered":"Marte, metano e cientistas"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\">A partir dos \u00faltimos dados, os cientistas conclu\u00edram que existe metano em Marte. E um grupo teoriza que poder\u00e1 haver muito mais metano a ser produzido do que anteriormente se pensava.<\/p>\n<p align=\"justify\">O metano \u00e9 de grande interesse porque na Terra, quase todo vem dos seres vivos &#8211; quer seja o apodrecimento de plantas ou da flatul\u00eancia bovina. Mas existem outras poss\u00edveis fontes de metano em Marte e nem um cientista do encontro em Louisville, Kentucky, da divis\u00e3o da Sociedade Astron\u00f3mica Americana para as Ci\u00eancias Planet\u00e1rias, fez deste caso um que envolve a presen\u00e7a de vida.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mesmo assim, os seus estudos dissiparam o cepticismo inicial encontrado no ano passado pelos primeiros trabalhos sobre esta mat\u00e9ria.<\/p>\n<p align=\"justify\">O metano n\u00e3o dura muito na atmosfera do Planeta Vermelho, por isso a fonte dever\u00e1 ser recente. Uma ideia \u00e9 que Marte foi atingido h\u00e1 muito pouco tempo por um cometa que continha metano gelado.<\/p>\n<p align=\"justify\">Embora estes impactos sejam relativamente raros, Sushil Atreya da Universidade de Michigan, EUA, calculou que o g\u00e1s de um cometa com apenas 2% de metano poder\u00e1 persistir em Marte at\u00e9 um m\u00e1ximo de 2000 anos. Isto poderia produzir n\u00edveis atmosf\u00e9ricos de metano compar\u00e1veis \u00e0s 60 partes por milhar de milh\u00e3o detectadas pelo astrobiol\u00f3logo Michael Mumma no Centro Espacial Goddard da NASA, e seus colegas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Alternativamente, o g\u00e1s poder\u00e1 estar enterrado em misturas geladas de metano (em ingl\u00eas chamadas \u00abclathrates\u00bb), talvez estando a ser libertado por \u00e1gua geotermicamente derretida que borbulha at\u00e9 \u00e0 superf\u00edcie atrav\u00e9s de poros e fendas naturais na crosta de Marte. Embora n\u00e3o seja nenhum sinal de vida, isto poder\u00e1 indicar um local onde a vida poderia sobreviver.<\/p>\n<p align=\"justify\">A exist\u00eancia de metano foi maioritariamente detectada por um conjunto de detalhadas observa\u00e7\u00f5es espectrais de alta-resolu\u00e7\u00e3o feitas pelo telesc\u00f3pio de 8 metros Gemini, registadas pela equipa de Mumma. Estas claramente identificam duas linhas separadas de metano, tornando este caso muito mais firme que as anteriores detec\u00e7\u00f5es de uma \u00fanica linha, e achados similares de outros dois grupos.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8220;Existe,&#8221; diz Stephen Squyres, l\u00edder da equipa cient\u00edfica dos dois rovers da NASA. O mais importante agora, \u00e9 descobrir de onde vem e para onde est\u00e1 a ir.<\/p>\n<p align=\"justify\">A juntar \u00e0 intriga est\u00e3o novos c\u00e1lculos que mostram que as tempestades de areia em Marte &#8211; que se sabe serem frequentes e intensas &#8211; dever\u00e3o estar a produzir vastas quantidades de per\u00f3xido de hidrog\u00e9nio. Este oxidante altamente reactivo foi teorizado em Marte depois das experi\u00eancias das sondas Viking em 1976, sendo definitivamente detectado em 2003.<\/p>\n<p align=\"justify\">Todo este oxidante dever\u00e1 estar a destru\u00edr o metano a uma grande velocidade, diz Atreya. Isto poder\u00e1 explicar a assim\u00e9trica distribui\u00e7\u00e3o do metano em Marte &#8211; observada pela equipa de Mumma e outros &#8211; dado que as tempestades s\u00e3o locais e tempor\u00e1rias.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mas isto tamb\u00e9m implica que o metano est\u00e1 a ser produzido a um ritmo muito mais acelerado que a sua concentra\u00e7\u00e3o actual sugere. Assim, as fontes comet\u00e1rias ou vulc\u00e2nicas tornam-se ainda mais improv\u00e1veis, e a ideia de uma fonte org\u00e2nica torna-se ligeiramente mais plaus\u00edvel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A partir dos \u00faltimos dados, os cientistas conclu\u00edram que existe metano em Marte. E um grupo teoriza que poder\u00e1 haver muito mais metano a ser produzido do que anteriormente se pensava. 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