{"id":1353,"date":"2004-11-09T15:54:28","date_gmt":"2004-11-09T15:54:28","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1353"},"modified":"2017-02-20T15:57:05","modified_gmt":"2017-02-20T15:57:05","slug":"supernova-possivelmente-afectou-evolucao-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2004\/11\/09\/supernova-possivelmente-afectou-evolucao-humana\/","title":{"rendered":"Supernova possivelmente afectou evolu\u00e7\u00e3o humana"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\">Um estudo sugere que uma estrela que explodiu h\u00e1 cerca de 3 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s deixou vest\u00edgios de detritos na Terra, o que pode ter afectado o curso da evolu\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p align=\"justify\">Quando part\u00edculas da explos\u00e3o bombardearam a atmosfera da Terra ao longo de um grande per\u00edodo de tempo, mudan\u00e7as clim\u00e1ticas poder\u00e3o ter for\u00e7ado os primeiros humanos a procurar comida.<\/p>\n<p align=\"justify\">A prova existe na forma de quantidades extra de ferro-60, um is\u00f3topo radioactivo de ferro que normalmente existe na Terra em quantidades menores. Os cientistas encontraram os detritos da supernova em camadas de solo datadas de h\u00e1 2.8 milh\u00f5es de anos, suportando uma teoria j\u00e1 com cinco anos mas que tinha poucos dados concretos.<\/p>\n<p align=\"justify\">A estrela que explodiu teria algumas vezes a massa do nosso Sol.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8220;Durante um curto per\u00edodo de tempo esta explos\u00e3o libertou tanta luz como uma gal\u00e1xia inteira,&#8221; explicou o l\u00edder do estudo Gunther Korschinek da Unversidade T\u00e9cnica de Munique, na Alemanha. Muitos destes detritos &#8212; elementos rec\u00e9m-formados &#8212; foram absorvidos pelo p\u00f3 e g\u00e1s interestelar. Mas outros foram espalhados pelo nosso sistema solar.<\/p>\n<p align=\"justify\">O mesmo grupo de pesquisa encontrou ferro-60 em abund\u00e2ncia h\u00e1 cinco anos atr\u00e1s, mas estas novas provas encontram-se a mais de 4,500 quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia e em camadas que podem ser datadas com muito mais precis\u00e3o. Os resultados s\u00e3o explicados na edi\u00e7\u00e3o de 22 de Outubro do jornal Physical Review Letters.<\/p>\n<p align=\"justify\">De acordo com um artigo no site da revista Brit\u00e2nica Nature, a descoberta &#8220;representa um triunfo experimental e um marco neste campo,&#8221; diz o astrof\u00edsico Brian Fields da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign. Fields diz que o resultado marca o nascimento da &#8220;arqueologia de supernovas&#8221;.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os cientistas estimaram que entre uma e tr\u00eas estrelas transformam-se em supernovas na nossa gal\u00e1xia a cada 100 anos. Uma provavelmente perto do nosso sistema solar entre 5 e 10 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8220;A nossa descoberta mostra pela primeira vez tra\u00e7os de uma supernova perto da Terra,&#8221; disse Korschinek. &#8220;Pode ter sido t\u00e3o brilhante, que seria facilmente vis\u00edvel durante o dia.&#8221;<\/p>\n<p align=\"justify\">A estrela entrou na sua fase de supernova numa dist\u00e2ncia entre 30 e 300 anos-luz da Terra, o estudo conclui. Esta estimativa deve-se ao facto da massa exacta da estrela n\u00e3o ser conhecida, e devido \u00e0 extens\u00e3o do ferro-60 ainda permanecer parcialmente desconhecida. H\u00e1, no entanto, uma prova bastante s\u00f3lida que ajuda a fornecer uma dist\u00e2ncia m\u00ednima: os nossos antepassados sobreviveram e at\u00e9 prosperaram. Se a supernova tivesse explodido muito perto, n\u00e3o poder\u00edamos estar aqui agora. Os astr\u00f3nomos n\u00e3o podem enumerar com precis\u00e3o os efeitos locais de uma supernova. Mas pelo menos podemos especular.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ernst Dorfi, da Universidade de Vienna, calcula que a supernova no estudo de Korschinek teria gerado um aumento significativo na percentagem de radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica que atingia a Terra durante algumas centenas de milhares de anos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Outros cientistas acreditam que estes raios c\u00f3smicos extras levariam \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de um maior n\u00famero de nuvens e a uma descida na temperatura, embora a ideia necessite de mais estudo, diz Korschinek.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8220;Curiosamente, um decr\u00e9scimo da temperatura naquela \u00e9poca pode ser visto nos registos geol\u00f3gicos,&#8221; aponta Korschinek, adicionando que existem outras explica\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas para a mudan\u00e7a. Qualquer que seja a causa, os te\u00f3ricos evolucionistas pensam que a mudan\u00e7a clim\u00e1tica da altura for\u00e7ou os primeiros humanos a adaptarem-se, e a sa\u00edr da seca \u00c1frica em busca de melhores climas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Por isso, talvez &#8212; ainda por provar &#8212; esta supernova seja uma raz\u00e3o para a nossa exist\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo sugere que uma estrela que explodiu h\u00e1 cerca de 3 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s deixou vest\u00edgios de detritos na Terra, o que pode ter afectado o curso da evolu\u00e7\u00e3o humana. 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