{"id":1301,"date":"2004-09-07T17:59:48","date_gmt":"2004-09-07T17:59:48","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1301"},"modified":"2017-02-14T18:01:52","modified_gmt":"2017-02-14T18:01:52","slug":"ferias-espaciais-no-horizonte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2004\/09\/07\/ferias-espaciais-no-horizonte\/","title":{"rendered":"F\u00e9rias espaciais no horizonte"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\">A 21 de Junho de 2004, acima do deserto Mojave, a SpaceShipOne torna-se na primeira nave tripulada completamente financiada por privados a chegar ao espa\u00e7o (not\u00edcia publicada no Astroboletim n.\u00ba 35 de 22 de Junho de 2004.<\/p>\n<p align=\"justify\">Com aquele voo, o monop\u00f3lio dos voos espaciais foi quebrado, prevendo uma era de viagens sub-orbitais, em que poder\u00e3o florescer os destinos orbitais e hot\u00e9is espaciais. Mas ser\u00e1 que existe procura suficiente para suportar o voo espacial comercial?<\/p>\n<p align=\"justify\">Talvez. De acordo com um estudo de 2002, corajosamente prev\u00ea que n\u00e3o menos de 12,000 pessoas por ano sejam turistas sub-orbitais l\u00e1 para 2020. Embora o voo da SpaceShipOne tenha tido lugar bem depois do estudo, n\u00e3o muda nenhuma das suas suposi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas. Este apenas se refere a Americanos ricos, ansiosos de experimentar o ambiente sem peso e ver a curvatura da Terra do espa\u00e7o. Assumiu-se que a concorr\u00eancia iria fazer baixar os pre\u00e7os de uns 100,000 d\u00f3lares iniciais para 50,000 em 2021.<\/p>\n<p align=\"justify\">J\u00e1 h\u00e1 dep\u00f3sitos substanciais de turistas espaciais futuros para os primeiros voos. O dinheiro est\u00e1 indo para companhias como a que lan\u00e7ou a SpaceShipOne (Scaled Composites), competindo pelo pr\u00e9mio Ansari X de 10 milh\u00f5es de d\u00f3lares, a ser atribu\u00eddo \u00e0 primeira nave sub-orbital vi\u00e1vel e reutiliz\u00e1vel. Um dos que espera por uma destas viagens comerciais \u00e9 o investidor banc\u00e1rio Dinamarqu\u00eas a residir em Londres Per Wimmer, para quem o espa\u00e7o \u00e9 a expans\u00e3o l\u00f3gica do seu interesse nas viagens de aventura. Quando um dos seus amigos lhe disse que podia fazer uma reserva para um voo sub-orbital, n\u00e3o hesitou, embora na altura n\u00e3o existisse nenhuma nave comercial sub-orbital. &#8220;Foi mesmo excitante saber que isto poderia ser poss\u00edvel,&#8221; diz Wimmer. E quando tiver feito o seu voo sub-orbital, o pr\u00f3ximo passo \u00e9 passar f\u00e9rias em \u00f3rbita.<\/p>\n<p align=\"justify\">H\u00e1 quem pense que n\u00e3o ir\u00e1 ter que esperar muito. Jim Benson, o construtor do motor da SpaceShipOne diz que naves bem mais poderosas poder\u00e3o seguir-se aos ve\u00edculos sub-orbitais t\u00e3o cedo como 2008.<\/p>\n<p align=\"justify\">Desafios a serem ultrapassados: a SpaceShipOne foi para sub-\u00f3rbita a uma velocidade de Mach 3. Para ficar em \u00f3rbita ser\u00e3o precisos motores capazes de atingir Mach 25.<\/p>\n<p align=\"justify\">Claro, os turistas precisam de boas instala\u00e7\u00f5es, e o hoteleiro de Las Vegas Robert Bigelow est\u00e1 pensando em proporcion\u00e1-las. Bigelow fez fortuna como dono das Suites Budget da cadeia de hot\u00e9is America, e est\u00e1 agora lan\u00e7ando um esfor\u00e7o de 500 milh\u00f5es de d\u00f3lares para expandir o seu neg\u00f3cio fora do planeta. Adaptado da TransHab, um projecto nunca usado da NASA de uma esta\u00e7\u00e3o espacial insufl\u00e1vel com o nome Nautilus, ir\u00e1 providenciar 330 metros c\u00fabicos de espa\u00e7o para turistas espaciais ou pesquisadores industriais.<\/p>\n<p align=\"justify\">O casco insufl\u00e1vel de uma multicamada constitu\u00edda por um pol\u00edmero ter\u00e1 aproximadamente 30 cent\u00edmetros de espessura e ir\u00e1 conter camadas de Kevlar &#8211; usado nos coletes \u00e0 prova de bala &#8211; em ordem a dar protec\u00e7\u00e3o contra micrometeoritos e detrito espacial. Os engenheiros de Bigelow est\u00e3o a testar a for\u00e7a de tecidos tecnol\u00f3gicos e protec\u00e7\u00e3o contra radia\u00e7\u00e3o que ir\u00e1 revestir o casco do Nautilus disparando contra eles proj\u00e9cteis a alta-velocidade. Tamb\u00e9m est\u00e3o a testar a destrui\u00e7\u00e3o da esta\u00e7\u00e3o espacial sobreenchendo de ar os m\u00f3dulos. Estes Nautilus(s) podem flutuar como esta\u00e7\u00f5es espaciais independentes ou ligadas por um mecanismo de modo fazer hot\u00e9is maiores. Bigelow v\u00ea na economia da escala uma das chaves para o lucro, e planeia vender hot\u00e9is espaciais a rivais por 100 milh\u00f5es de d\u00f3lares cada.<\/p>\n<p align=\"justify\">Parece tudo muito futurista, mas Bigelow aproxima as suas ideias espaciais metodicamente, tratando o hotel espacial como qualquer outro projecto. Testa os materiais de modo a segurar a qualidade e tentar coligar os melhores com os pre\u00e7os mais em conta, tal como em qualquer outro projecto de contru\u00e7\u00e3o terrestre. &#8220;Bom \u00e9 bom,&#8221; diz Bigelow, quer seja na Terra ou em \u00f3rbita.<\/p>\n<p align=\"justify\">Se tudo correr bem com os testes orbitais com m\u00f3dulos a uma escala de 1\/3, com lan\u00e7amento previsto para o fim do pr\u00f3ximo ano, Bigelow planeia lan\u00e7ar o seu primeiro Nautilus habit\u00e1vel em 2008, mais ou menos \u00e0 mesma altura que se espera que come\u00e7em os primeiros voos orbitais.<\/p>\n<p align=\"justify\">O voo espacial sempre maravilhou aqueles que esperam alcan\u00e7ar o imposs\u00edvel. S\u00f3 o tempo ir\u00e1 dizer se t\u00eam raz\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 21 de Junho de 2004, acima do deserto Mojave, a SpaceShipOne torna-se na primeira nave tripulada completamente financiada por privados a chegar ao espa\u00e7o (not\u00edcia publicada no Astroboletim n.\u00ba 35 de 22 de Junho de 2004. 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