{"id":1296,"date":"2004-08-27T17:55:00","date_gmt":"2004-08-27T17:55:00","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1296"},"modified":"2017-02-14T17:57:16","modified_gmt":"2017-02-14T17:57:16","slug":"explicada-a-origem-de-sedna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2004\/08\/27\/explicada-a-origem-de-sedna\/","title":{"rendered":"Explicada a origem de Sedna?"},"content":{"rendered":"<p>No ano passado os astr\u00f3nomos descobriram o maior corpo encontrado no sistema solar depois de Plut\u00e3o em 1930 (not\u00edcia publicada no Astroboletim n.\u00ba 5 de 16 de Mar\u00e7o). Sedna, ou 2003 VB12 como foi informalmente nomeado, tem metade do tamanho da Lua e varia entre 75 e 985 UA do Sol numa \u00f3rbita altamente el\u00edptica. Neptuno, por compara\u00e7\u00e3o, est\u00e1 a 30 UA do Sol, Plut\u00e3o numa m\u00e9dia de 40, e os gelados objectos da Cintura de Kuiper a 55. (chegou a pensar-se que Sedna pudesse ter uma lua. Esta teoria provou-se estar errada. Not\u00edcia publicada no Astroboletim n.\u00ba 17 de 20 de Abril.)<\/p>\n<p align=\"justify\">Ent\u00e3o porqu\u00ea o estranho comportamento de Sedna? N\u00e3o se pode ter formado onde agora se encontra; o disco protoplanet\u00e1rio era demasiado rarefeito a essa dist\u00e2ncia. Alessandro Morbidelli (Observat\u00f3rio C\u00f4te d&#8217;Azur) e Harold F. Levinson (Southwest Research Institute) analizaram detalhadamente v\u00e1rias teorias. Num estudo a aparecer no Jornal Astron\u00f3mico de Novembro, excluem a possibilidade de Sedna se ter colocado nesta \u00f3rbita exc\u00eantrica pelas interac\u00e7\u00f5es gravitacionais se Neptuno estivesse estado numa \u00f3rbita tamb\u00e9m mais exc\u00eantrica, ou pela exist\u00eancia passada de planetas massivos na Cintura de Kuiper, ou at\u00e9 pela gravita\u00e7\u00e3o de uma outra cintura de aster\u00f3ides.<\/p>\n<p align=\"justify\">A proposta mais aceite, segundo os cientistas, \u00e9 a de que Sedna foi colocado na sua \u00f3rbita por uma estrela que passou a umas centenas de UA do sistema solar n\u00e3o mais que 100 milh\u00f5es de anos depois do seu nascimento, antes da Cintura de Kuiper e da Nuvem de Oort se terem formado. Tal pr\u00f3ximo evento seria mais plaus\u00edvel se o Sol, como parece ser prov\u00e1vel, se tivesse formado num enxame estelar que desde a\u00ed se dispersou.<\/p>\n<p align=\"justify\">O mesmo processo poderia tamb\u00e9m explicar a \u00f3rbita semelhante mas menos extrema de outro viajante, 2000 CR105, que varia entre 45 e 415 UA na sua dist\u00e2ncia ao Sol.<\/p>\n<p align=\"justify\">Uma teoria alternativa, segundo os astr\u00f3nomos, sugere que Sedna seja realmente um planeta alien\u00edgena, afastado do disco exterior de uma estrela de massa pequena ou an\u00e3 castanha que passou a umas quantas centenas de UA de um jovem Sol. A mesma pr\u00f3xima passagem, especulam, pode ter puxado 2000 CR105 para a sua actual \u00f3rbita enquanto tornava Sedna um imigrante permanente no sistema solar. Tais cen\u00e1rios de encontros estelares implicam que muitos mais objectos deste tipo est\u00e3o por a\u00ed, \u00e0 espera de serem descobertos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No ano passado os astr\u00f3nomos descobriram o maior corpo encontrado no sistema solar depois de Plut\u00e3o em 1930 (not\u00edcia publicada no Astroboletim n.\u00ba 5 de 16 de Mar\u00e7o). 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